Mostrando postagens com marcador Branding e Marca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Branding e Marca. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um amor que pode valer um diamante: 75 anos do Zaffari.

sexta-feira | 15 de outubro de 2010

Não é de hoje que o Zaffari e o Bourbon fazem um belo trabalho de Relacionamento On+Off. Eles monitoram a marca na internet, prova disso foi o comentário no post sobre o Troco do Coração do blog da Cinara Moura nossa nova colaboradora. A @ciazaffari e @bourbonshopping também fazem diretinho a lição de casa quando precisam identificar e fomentar os embaixadores e entusiastas das marcas, como a relações públicas Ana Manssour com a certeza de um amor correspondido. Outro exemplo: os cartões que ganhei, esses dias, do Shopping Battle. Todo este trabalho de marketing digital e de relacionamento das marcas com ações on+off tem à frente Sonia Grisolia.

Mas segunda-feira fui surpreendido. Recebi em casa, das mãos de um apressado motoboy, uma caixa verde. Ela não era amarela, era verdinha como a grama que nasce cheia de vida. Fui logo abrindo. E dentro uns mimos do Zaffari. Chaveiro, caneta, máscara do esquilinho, um cartão e um vale-compras \0/ Meu Dia das Crianças já estava completo!!! A caixa é uma ação para comemorar a promoção Uma História Bem Familiar, que comemora os 75 anos que o Grupo Zaffari completa este ano. A marca quer conhecer as experiências que os consumidores tiveram com ela. E o melhor de tudo, as 75 melhores histórias irão ganhar, cada uma, uma pedra de diamante. As gurias devem ter adorarado.

Mais do que enviar um release, esta ação - realizada com alguns blogueiros aqui e aqui - simboliza todo apreço da empresa com a marca e claro com os clientes. Ponto pra Sonia e toda equipe que constrói estes relacionamentos. Ponto para os clientes que podem dividir suas histórias. A minha com o Zaffari começa mais ou menos assim ...


“... Tudo começou no corredor das massas. Nada melhor do que degustar uma deliciosa Massa Frescarini, numa quinta-feira à noite de um inverno chuvoso. Realmente seria ótimo, não fosse o meu instinto de nobre cavalheiro me obrigado a ceder o último pacote da massa a ela. Ladies First. Sempre. Um "pode pegar" e um "tudo bem" sem graça. Uma troca de olhares na fila do caixa. Outro encontro ao acaso no estacionamento. Devem estar pensando que acredito no destino?! Não, não acredito. Acredito, talvez, no amor...

E pode terminar assim: ... um amor que hoje pode valer um diamante. Ah, não sei! Muito piegas. Acho que vou começar outra, afinal, são tantas!
_ _ _





quinta-feira, 22 de abril de 2010

Super Oferta: Ações de Mkt por R$ 0,00.

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Todos nós sabemos que os profissionais de RP, ao contrário dos profissionais de marketing, na maioria das vezes tem pouca ou nenhuma verba para a realização de projetos e eventos, contando apenas com seu poder de persuasão e sua rede de contatos para conseguir apoios, patrocínios e parceiros.

Na verdade, pelo que sabemos, o título desse post poderia e/ou deveria ser trocado por SUPER OFERTA: AÇÕES DE RP, não acham? Cansamos de ver por aí ótimas sacadas em ações e publicidades, com baixo custo e altíssima efetividade. Qual seria então o segredo dessas empresas ao promoverem sua marca, produto ou serviço? Lógico, além de muita criatividade e conhecimento do negócio, elas investem em pesquisas mercadológicas e no marketing etnográfico, procurando conhecer a fundo seu(s) público(s), observando e interagindo com ele(s), afim de detectar tendências de mercado e comportamento.

Através de um planejamento estratégico e de uma boa relação com as diversas mídias, os RPs, baseados em ações pautadas exclusivamente pelos relacionamentos, conseguem ter um impacto igual ou maior que a publicidade junto ao seu público, e ainda com mais credibilidade.

Com certeza não posso e nem estou desmerecendo as ações de marketing milionárias que - além do retorno financeiro - cuidam da construção do brand equity da marca em questão. Mas uma coisa é certa, dinheiro não é garantia de sucesso no mundo da comunicação e do marketing, e isso se refletiu nos 2 primeiros episódios do Aprendiz Universitário da Rede Record (para quem não está acompanhado #ficadica: terças e quintas às 23h). Os 16 participantes, divididos em 2 grupos, que em cada episódio receberam em torno de 15 mil por grupo para realizarem uma ação para determinada marca ou organização, apresentaram graves erros (pra não dizer ridículos) de planejamento e execução. (Falando nisso, não vi nenhum estudante de RP por lá, apenas de PP e de outras áreas...eu me inscrevi!)

Li uma matéria, no site da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, sobre marketing de baixo custo para tempos de crise, onde foram apontadas 40 estratégias elaboradas por especialistas em marketing, entre elas 15 que saem de graça. Partindo da premissa de que menos é mais, resolvi trazer para vocês essas ações de custo zero para provar que criatividade e simplicidade podem sim, ser sinônimo de êxito nos negócios. Segue abaixo 6 das ações que são uma verdadeira aula de Relações Públicas, aproveite!

1. RECORRA À BLINDAGEM | Ação R$ 0,00 custo
A expressão pode parecer estranha, mas é comum no mundo do marketing. A tática consiste em aproveitar o contato com porteiros, seguranças e recepcionistas de prédios comerciais ou de condomínios onde a empresa faz entregas para se informar sobre as preferências dos consumidores que frequentam o local. O segredo está em saber ser simpático e comunicativo.

2. PEGUE CARONA NAS GRANDES MARCAS | Ação R$ 0,00 custo
Fornecedores de bebidas e alimentos costumam oferecer apoio para que os estabelecimentos comerciais adquiram uniformes, refrigeradores, mesas e cadeiras em troca de estampar suas marcas nesses produtos. É uma forma de baratear o investimento no ponto comercial e veicular o nome do negócio ao lado do de uma grande marca.

3 OUÇA OS CLIENTES ANTIGOS | Ação R$ 0,00 custo
Ao ouvir a opinião de quem já compra seus produtos e serviços, você obtém informações que ajudarão no aprimoramento do negócio e também mostra que está atento ao que o consumidor tem a dizer. Mas não se esqueça de mantê-lo informado sobre as sugestões implementadas.

4. ESTIMULE O BOCA-A-BOCA | Ação R$ 0,00 custo
A maioria dos consumidores confia mais na recomendação de um conhecido do que em um anúncio. Oferecer serviços e produtos de qualidade a preços competitivos é indispensável para que a fama da sua empresa corra solta. Além disso, você pode dar descontos a clientes antigos que indicarem novos.

5. DÊ ATENÇÃO AO PÓS-VENDA | Ação R$ 0,00 custo
O hábito de telefonar para o cliente perguntando se ele está satisfeito com o produto que comprou e se foi bem atendido ajuda a valorizar a imagem da empresa. Mas é fundamental estar preparado para tomar providências rápidas em caso de reclamação ou se for preciso trocar um produto.
6. GANHE PROJEÇÃO NA MÍDIA | Ação R$ 0,00 custo
Para ganhar respeito e visibilidade, você tem a opção de escrever artigos para publicações dirigidas ao seu público-alvo. Outra saída é oferecer-se como fonte para reportagens sobre o seu setor. Pode ser em jornais e revistas de bairro ou de associações de moradores.

E mais. Confira aqui, as outras 9 ações de custo R$ 0,00 (DIVULGUE SEUS PONTOS FORTES, USE AS REDES SOCIAIS, COLOQUE FILMES NA INTERNET, TIRE PROVEITO DO CADASTRO, INVISTA NAS PARCERIAS, SEJA SEU PRÓPRIO GAROTO-PROPAGANDA, ADICIONE SERVIÇOS, CAPRICHE NO SOM e CRIE UM SLOGAN PARA OS E-MAILS) e também outras ações de custo baixíssimo. Não perca tempo e na próxima reunião de brainstorming apresente algumas dessas ações para a campanha que está sendo elaborada na empresa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Primeiro de Fevereiro.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

Hoje é um dia especial (e não é por ser meu aniversário) , é dia do publicitário. O dia mais que merecido desse profissional que se estressa muito, que não dorme, que esquece de comer, tudo em prol da propaganda brasileira e de seu próprio sustento, é claro.

Deixando as brincadeiras de lado, é o dia de um profissional que confunde sua história com a história da humanidade, que cria desejos, causa emoções e tudo em 30 segundos (ou em uma, meia, ¼ de página). O publicitário que planeja, que cria, que entende. São tantos os nossos papéis que só contemplo todos quando digo que comunica.



Eu sou apaixonada pelo que faço, me arrepio com cada boa ideia, choro com as propagandas do Zaffari, tenho um acervo enorme de propagandas que acho inteligentes no meu computador, vasculho coisas históricas, tiro conclusões, me orgulho quando dizem que a nossa propaganda é uma das melhores do mundo, sofro quando desvalorizam a capacidade técnica de nossos profissionais. A propaganda é minha vida. Ela me decepciona de vez enquando, mas sempre fazemos as pazes. Sinto-me privilegiada de ter nascido no dia do profissional da propaganda, e tenho a imensa certeza de que nasci para isso. Antigamente eu dizia que propaganda não vendia e ficava possessa quando teimavam comigo, hoje eu sei que vende, mas vende muito mais do que produtos, vende conceitos, ideias, paixões.

E por falar em ideia, a ideia inicial desse texto era contar a história da publicidade no Brasil, mas sinceramente, ao escrevê-lo, vi que era desnecessário. A própria publicidade conta sua história, através das realidades de cada época, então, nada mais justo de mostrar por que me apaixono a cada dia por ela.

Linha do tempo da Publicidade


A evolução da propaganda é algo evidente, primeiramente com público em grande parte analfabeto, os anúncios eram muito mais visuais, cheios de desenhos de impacto, na maioria das vezes de remédios de procedência duvidosa, que prometiam curas mirabolantes mais duvidosas ainda. Há um tempo atrás recordo-me de ver um blog cheio de propagandas para drogas, hoje ilícitas. Passado o tempo, a segunda guerra mundial, o desenvolvimento tecnológico e a modernidade chegam e com elas uma série de novos produtos que nunca tinham sido vistos, a publicidade então passou a ser explicativa, com textos enormes e argumentativos, que realmente convenciam as pessoas a comprar geladeiras, TVs, aspiradores de pó e assim por diante. Hoje a rapidez da pós-modernidade, a publicidade está mais enxuta. E assim ela vai se moldando a cada realidade, se adaptando, se reinventando. Escolhi algumas (poucas) propagandas, em geral as de TV, que demonstram bem essa característica.
Nessa época as propagandas eram únicas, desenhadas a mão. O engraçado é perceber as necessidades do povo, além da língua portuguesa antes das inúmeras reformas.

Esse anúncio do Modess (imagem à direita) é um dos que melhor retrata a modernidade. Ele praticamente ensina o quão mais prático, seguro e higiênico é usar um absorvente descartável. Graças a ele as mulheres são o que são hoje, até porque não haveria condições de trabalhar, sair, se divertir com uma toalhinha entre as pernas, mulher sofre.

Chico Válvula Presa

Na década de 60 já temos um incidência e influencia maior da TV, eu queria mostrar várias, mas não vou chover no molhado, porque cobertores Parahyba já tem um merecido destaque, Se você não viu procura no YouTube, porque vale a pena, digo o mesmo da estrela brasileira neste céu azul (uma estrela meio decadente hoje, mas que teve longos tempos áureos). Essa campanha de natal da Varig me fez gostar de jingles. Vou dar destaque a uma campanha que acho genial, mas que ficou meio esquecidinha, os vilões da Bardahl, a campanha foi tão boa que mereceu um remake na década de 80, o mais incrível foi achar essa campanha no YouTube (eu amo o YouTube), e viva ao Detetive Bardahl que acabava com todos os vilões que acabavam com seu carro.



Ficha técnica | Agência: Miller, MacKay, Hoeck e Hartung | Adaptação para o Brasil: Alcântara Machado e Denison | Anunciante: Bardahl | Produto: Óleo Aditivo

Duchas Corona, um banho de alegria num mundo de água quente

Esse jingle talvez tenha uma das histórias mais curiosas da publicidade. Teve um sucesso inegável. As vezes tomando banho, no meu chuveiro de marca concorrente, e canto o jingle sorridente. O fato é que a agência encomendou o jingle a Francis monte, um compositor da época, ele escreveu, mas a estaff da agência achou que não era bom e que mais parecia um comercial de sabonete do que de ducha. mas o compositor não se deu por vencido e levou a fita com o seu jingle diretamente ao presidente das duchas Corona, o resultado disse é um dos jingles chiclete mais bem sucedidos da história do Brasil.



Ficha Técnica | Cliente: Corona | Produto: Duchas | Agência: Marcel's | Produtora: Publisol | Composição: Francis Monte

Hitler - Propaganda Folha de SP

Essa propaganda foi ao ar nos anos 80 e é na minha opinião uma das mais inteligentes de todos os tempos. A simplicidade dela chega a me comover, e chego a conclusão que quanto menor a verba, melhor a propaganda. Feita por Nizan Guanaes sob os olhos cuidadosos de Washigton Olivetto não podia-se esperar menos dela.



Ficha Técnica | Título: "Hitler" | Agência W/GGK | Produto: Folha de S. Paulo | Anunciante: Folha da manhã | Criação e Redação: Nizan Guanaes | Direção de Arte: Gabriel Zellmeister
Direção de Criação: Washigton Olivetto | Produção/Filme: Chantal Marmor | Direção/Filme: Andrés Bukowinski | Fotografia: Felix Monte | Produtora: ABA

O tempo passa, o tempo voa...

O tempo passa, o tempo voa e esse comercial ainda é lembrado. A poupança Bamerindus pode não mais continuar numa boa, mas não pode culpar sua falência a falta de visibilidade de marca. vai dizer que você não tem uma tia que quando fala que você ainda ontem era um bebê não canta essa musica, ou simplesmente diz essas famosas palavras. Aí a gente vê o poder da propaganda, que perdura durante anos, mais mesmo que a própria empresa. A comunicação é eterna, por isso um erro pode ser fatal.



Ficha Técnica | Título: "O tempo passa, o tempo voa" | Agência: Colucci | Anunciante/produto: Bamerindus/Caderneta de Poupança | Criação do Tema: Walter Santos e Tereza Souza | Produtora/som: Nosso Estúdio | Criação para TV: Fernando Rodrigues e Milce Junqueira | Direção: André Bukowinski | Produção ABA Filmes

Em todas as épocas tivemos bons e maus comercias, uns bons sem resultado, outros ruins com resultado. As vezes não adianta um comercial ser mega criativo, se o público não captar a mensagem. Falando de propagandas internacionais, A Cadbury, cujo a conta pertencia a Fallon, teve uma propaganda premiadíssima, mas que não alcançou o sucesso desejado o que fez com que a agência perdesse a conta da Cadbury. Presenciei a própriadiretora de atendimento da Fallon admitindo isso diante de milhares de pessoas no MaxiMídia 2008. Eis o comercial para que vocês entendam.



Por fim, nem só de comerciais bons vive o mercado (vide cocô na casa do Pedrinho e guaraná Dolly). O importante é vender, mais que um produto, uma ideia um conceito, uma imagem.

A propósito, feliz dia do publicitário.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Não é assim uma Brastemp.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS


Não é de hoje que se sabe que a voz do povo é a voz de Deus, e que quando algum bordão cai na boca do povo tende a perdurar por muitos anos. Reunindo material para minha monografia comprei o Livro Campanhas Inesquecíveis – Propaganda que fez história no Brasil, lançado pela Meio e Mensagem, em comemoração aos 27 anos da revista. O livro rebusca comerciais televisivos desde a década de 60 á década de 90, totalizando 84 cases (de dar água na boca de tão bons).

Mas e hoje? É possível fazer uma campanha tão inesquecível quanto essas? Com a quantidade informação que a geração Y recebe, fica complicado fixar uma campanha por muito tempo. A democratização do computador faz com que passemos muito mais tempo sentado a sua frente e esqueçamos um pouco dos meios de massa, ou quando estamos a frente da TV, o efeito zapping se faz presente, a não ser que você seja um apaixonado pela propaganda como eu, sai trocando de canal desesperadamente quando o programa faz um intervalo.

Outro detalhe, estamos em uma época de transição, a geração Y, geração X e babyboomers convivem, são consumidoras dos mesmos produtos, mas já chegam a ele de forma diferente. A previsão é que a em 2015 os investimentos publicitários em internet superem o jornal e se torne segundo colocado no ranking. Seria a briga direta ente a telinhae a web. O fato é que, com o público dividido, a missão de fazer uma campanha que se torne imortal é quase como tentar agradar gregos e troianos. Estamos na era dos nichos, da personificação, da customização. Por isso a web tem crescido tanto e ferramentas como o Twitter, que aproxima o produto do consumidor, tem se tornado a nova força da internet.

Cada vez mais se estreitam os laços entre consumidor e marca, um exemplo disso é o Drimio, que foi lançado esse ano (veja o post sobre o lançamento aqui no blog). Uma rede social somente para a relação com as empresas e tem por finalidade captar sensações e associações de marca. Cada vez mais deixamos o coletivo e nos tornamos individuais. E a próxima geração, nossos filhos, será pior. Faith PopCorn já falava, anos atrás, em encasulamento, e nós estamos provando que não é só tendência. Dependemos da internet para tudo.

Esses acontecimentos fazem com que as campanhas inesquecíveis fiquem só na lembrança de quem as vivenciou, elas tomarão Doril por um tempo até que a geração Y se torne predominante e sumirão novamente quando a geração z, w, k o qualquer que seja o seu nome, começar a crescer. Ate lá terei que me acostumar com o fato de que a publicidade não vai ser assim, uma Brastemp.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

My Starbucks Idea e a Construção Colaborativa de Marca.

Por Mariana Oliveira, estudante de Relações Públicas da UFRGS



A Starbucks, ciente de que seus consumidores têm ótimas ideias sobre a empresa – simples ou revolucionárias –, deseja ouvi-las, para que as ações do futuro sejam construídas conjuntamente. Com este objetivo, em março de 2008 foi lançada a plataforma interativa My Starbucks Idea.

Neste ambiente virtual, os consumidores criam seus perfis e podem interagir tanto com a marca quanto com outros consumidores: todos estão convidados a compartilhar seus pitacos sobre a Starbucks, que são divididos em temas como Produtos, Experiências (ambientação das lojas, facilidades) e Envolvimento (ações de responsabilidade social/ambiental). As sugestões podem ser votadas e comentadas pelos próprios usuários e, depois de rankeadas por votação popular, são analisadas pela equipe Starbucks. As ideias consideradas relevantes (e possíveis!) são implementadas e publicadas no blog Ideas in Action (Idéias em Ação), inserido na plataforma. O blog é a “prestação de contas”, a prova de que as sugestões podem, sim, ser colocadas em prática, fazendo com que o consumidor se torne peça-chave no processo de construção da marca.

No seu primeiro ano, a My Starbucks Idea recebeu 75 mil sugestões, além de milhares de votos e comentários. E as discussões não se limitam a discutir sabores de café, facilidades em pagamentos, pedidos de wi-fi nas lojas: algumas são realmente surpreendentes. O melhor exemplo é a campanha de incentivo à cidadania If You Vote, Starbucks Buys Your Coffee (Se você votar, a Starbucks paga seu café), que nasceu de uma sugestão da rede. Durante as eleições presidenciais dos EUA, um usuário sugeriu que a empresa doasse um café Starbucks para cada eleitor que comprovasse seu voto, já que este não é obrigatório no país. Logo que essa sugestão foi postada, espalhou-se rapidamente e ficou entre as mais populares da rede, o que chamou a atenção da empresa. A Starbucks adotou a ideia como estratégia de campanha publicitária, inclusive com veiculação de comerciais no Saturday Night Live.




O grande trunfo da plataforma virtual da Starbucks é a possibilidade de obter uma fonte inesgotável de feedback espontâneo, ao mesmo tempo em que faz o consumidor se sentir parte valorativa do processo. Neste caso, o consumidor tende a não se sentir “explorado” pela marca – afinal, os comentários são livres –, e desfruta da possibilidade de ter suas sugestões atendidas. E a Starbucks, além das preciosas dicas de quem mais entende dos produtos (os clientes!), reforça seu comprometimento com o seu público mais fiel.

Entretanto, deve-se considerar que a My Starbucks Idea não atingiria tal sucesso caso não estivesse amparada por um posicionamento estratégico de comunicação da Starbucks com seus públicos, anterior a esta ação específica. Os consumidores, no decorrer da história da empresa, foram contemplados com diversas ações de relacionamento, despertando seu envolvimento com a lovemark.

Sentimento este que é reforçado através de projetos como a My Starbucks Idea, que transforma seus consumidores em verdadeiros embaixadores e a coloca entre as marcas mais influentes e inovadoras da atualidade.


PS: Esta é uma das reflexões do trabalho A geração de conteúdo pelo consumidor como vantagem competitiva de marca, apresentado por Profª. Dra. Helenice Carvalho, Mariana Oliveira e Cinara Moura, no X Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

♫ Quero ver pipoca pular ♫ Pipoca com Guaraná ♫

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Esses dias caiu na minha mesa a HSM Management 71, de novembro/dezembro de 2008, e me chamou atenção a matéria de capa: O viral loop da Ning. Com chamada pra uma reportagem que iria apresentar o que alguns já consideram a mais avançada estratégia de marketing desenvolvida no mundo até hoje, um novo tipo de viral multiplicador de clientes. Fui ler, mas essa matéria de capa não era o que eu esperara e nem é o tema deste post. Mas se o viral loop não me interessou, outras matérias interessaram e em especial O Poder dos Sentidos, um texto bem bacana que trata do Marketing Sensorial. Aqui no blog já tratamos do Marketing Experimental (os dois são até certo ponto similares, uma diferença é que pra proporcionar experiência ao cliente não necessariamente é preciso explorar mais de um dos cinco sentidos - audição, visão, olfato, tato e paladar -, o que é estimulado pelo sensorial), mas a importância do branding sensorial ainda não tínhamos abordado.

Marketing Sensorial
Será que ainda é preciso lembrar que no competitivo e saturado mercado, no qual qualquer pessoa vê mais de 3 mil anúncios publicitários por dia, somente as experiências reais que envolvem mais de um sentido se destacam?

O texto O Poder dos Sentidos, da matéria da HSM, trata sobre isso e cita um dado que responde esta pergunta: De fato, uma pesquisa do departamento de ciências do comportamento e estudos cognitivos da University of California indica que as pessoas se lembram de mais ou menos 20% do que ouvem. Se ouvem e vêem, o nível de recordação aumenta para 80%.

A revista continua: Os executivos modernos entendem que a aristocracia das marcas é frágil. A meritocracia da qualidade e do serviço, ao contrário, é duradoura. No longo prazo, a chave do sucesso é oferecer uma experiência inesquecível após a outra. É mais ou menos assim que vai funcionar, e até já funciona, na prática: empresas tradicionais irão vender produtos e serviços, enquanto as futuras empresas de sucesso irão promover experiências.

Pipoca e Guaraná
E quando se trata de promover experiências através dos sentidos na publicidade brasileira, alguém se lembra do exemplo mais clássico? ♫ Pipoca na panela começa arrebentar ♫ Pipoca com sal que sede que dá ♫ Impossível não identificar! Era impossível não associar o ato de beber Guaraná Antarctica com o ato de comer pipoca. Porque afinal era Pipoca e Guaraná oras. Foi assim que Nizan Guanaes – em 1991 quando ainda estava na DM9 – criou este recall gigantesco e fez as pessoas começarem produzir inconscientemente esta associação.



Música vende
Música vende é justamente a afirmação do texto da HSM. Música já vendia na década de 90 e ainda vende. A música (audição) é a exploração além da imagem (visão) e no caso do Pipoca e Guaraná é possível quase sentir pelo comercial o cheiro (olfato) e o gosto (paladar)... aí é só sentar no sofá comer e beber e explorar e o quinto sentido, tato.

Além disso, O Poder dos Sentidos afirma que algo mudou e, neste mercado volátil, pra Conseguir fidelidade de qualquer cliente, mas especialmente dos jovens, exige que se coloque em prática uma série de técnicas muito mais dinâmicas e inteligentes que as da década passada. Pelo poder aquisitivo e hábitos de compra, o segmento de consumidores de 18 a 30 anos é um dos mais cobiçados por quase todas as empresas... o caminho mais curto para atingir esse segmento é a música.

A releitura
Já assistiram a nova propaganda do Guaraná Antártica, a releitura do clássico dos anos 90? Produzido pela mesma DM9DDB (sem o Nizan que agora é dono da Africa) o comercial, estrelado pela Claudia Leite, é essencialmente isso: música como o caminho mais curto pra atingir este jovem. ♫ Fim de semana chegou é hora de extravasar ♫ Pra acompanhar a alegria só Guaraná Antarctica ♫ Pra refrescar a festa pra todo pessoal ♫ Só Guaraná Antarctica é que agrada geral ♫ Pra galera só Guaraná ♫ Guaraná Antarctica ♫ Pra rolar fim de semana sensacional ♫ Só quero só Guaraná Antarctica ♫ A música single com nova letra cheia de expressões divertidas associadas aos jovens: Fim de semana, extravasar, alegria, festa, galera, rolar. E nós já sabemos que a música afeta o humor e o humor afeta o comportamento, e por isso ela é uma ferramenta tão poderosa pra dar vida a uma marca e é por isso que o Guaraná Antarctica continua investindo nisso. Assitam:



Branding sensorial
No texto da HSM 71, um estudo da University of Leicester, do Reino Unido, revelou que as marcas que utilizam a música como um componente de sua identidade têm uma oportunidade 96% maior de serem lembradas do que aquelas que não fazem uso da música ou que a consideram de pouca relevância... O que os clientes vêem, escutam e cheiram afeta não apenas sua maneira de agir, como também suas emoções, sua memória e sua conexão com a marca ao longo do tempo.

Confesso que até eu – que não sou muito influenciável por comerciais, propagandas, publicidades – sinto algo quando vejo este novo comercial. Algo que me remete ao comercial antigo que já moldou meu comportamento e afetou meu humor frente ao Guaraná, algo que já construiu a imagem que percebo do produto. Um produto que, ao utilizar este mix sensorial, conseguiu me atingir. Que quando escuto quase me faz ir correndo pra cozinha abrir a geladeira e ligar o fogão. ♫ Pipoca na panela começa arrebentar ♫ Pipoca com sal que sede que dá ♫ Pipoca e Guaraná e o programa legal ♫

Pra não dizer que não falei de flores, o texto peca em um aspecto. No meio da matéria surge uma frase: Alguns especialistas em marketing vão muito além: aconselham reduzir em 20% o orçamento de relações públicas e publicidade e destinar esses recursos à criação de experiências.

Então pergunto, se for reduzido em 20% o orçamento de Relações Públicas, quem vai planejar estas ações?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

FIATMIO.CC – Um carro para chamar de seu!

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Estudante do 5° semestre de Relações Públicas na PUCRS,
ela atua há mais de 4 anos na área comercial. Atualmente faz
estagio na Oi e é promoter de festas de música eletrônica. Em
seu tempo livre trabalha como assistente em eventos, e
futuramente pretende ter seu próprio negócio nessa área.
Além disso, é formada como Técnica em Secretariado pela
Escola Técnica da UFRGS, e como trabalho de conclusão do
curso organizou um evento com Carlos Henrique Iotti, o Radicci.
Conseguiu patrocínios de grandes empresas, que contribuíram
para o sucesso do evento e a partir daí descobriu sua paixão e
vocação: Relações Públicas. Betânia é a mais nova colaboradora
que integra o blog Ocappuccino.com.

Eu estava acessando meu e-mail e um banner desses de propaganda me chamou a atenção, pois mudavam as opções toda hora, como se as pessoas estivessem opinando sobre os opcionais no carro, e logo abaixo os dizeres: Fiat Mio. Fiat convida você a criar um carro. Então cliquei acreditando ser um novo carro da Fiat e cheguei ao site do Fiat Mio, um carro para chamar de seu. Um site com visual de blog que te convida a deixar a sua idéia sobre o carro dos seus sonhos, e a página incial te propõe uma pergunta-chave (que até me lembrou o Twitter): No futuro que iremos construir, o que um carro deve ter para que eu possa chamar de meu, sem deixar de servir ao próximo?

E são muitas idéias legais, tais como: manuais do proprietário em DVD, devendo poupar 20 mil árvores por ano, porta para pessoas com necessidades especiais, cada venda uma árvore plantada, novo vidro que deixa passar a luz mas bloqueia o calor, entre outras. Os participantes se cadastram e podem consultar a guia Inspirador, onde eles podem tirar inspirações para suas idéias, através das tendências apresentadas para o mundo automotivo. Os usuários aparecem em um ranking baseado em quem mais envia idéias e na pontuação de cada idéia, além das opiniões de cada um.

Através desse canal de relacionamento com seus clientes o projeto Fiat Mio baseado nas idéias enviadas pelos usuários para o site fiatmio.cc, juntamente com a equipe de engenheiros automotivos da montadora, produzirão um carro conceito, o primeiro carro do mundo criado pelos e para os usuários.

A própria URL já diz um pouco do que que eles querem transmitir sobre esse projeto. fiatmio.cc é Creative Commons (trabalha com o conceito de alguns direitos reservados, o autor não é mais o único dono da ideia), fiatmio.cc é Carro Colaborativo, fiatmio.cc é Concept Car, fiatmio.cc é o Carro do Consumidor.

A Fiat sabe que a responsabilidade ambiental de uma montadora de automóveis não pode acabar quando o veículo deixa a linha de produção, devendo se estender à relação do consumidor com seu carro, com os espaços nas cidades e com sua mobilidade, por isso que assume o compromisso de levar o projeto Fia Mio adiante, de tentar transformar as ideias apresentadas no site em realidade.

A Fiat quer criar, junto com seu público, um novo projeto, um carro novo, um meio de transporte para as próximas gerações. Sempre atenta às tendências e ao comportamento do consumidor para se relacionar cada vez mais e melhor com aqueles que se relacionam com a marca.

Continuando nessa mesma linha de relacionamento com clientes, nessa última segunda-feira, meu professor da disciplina de Produção e Planejamento, comentou sobre sua experiência na Expointer 2009. Assim que chegou com seu carro para estacionar normalmente, por ser um cliente Toyota, além de não pagar ingresso e nem estacionamento, teve serviço de manobrista e foi levado de carrinho coberto até o stand da marca, onde recebeu atendimento personalizado, com direito a bebidas e salgadinhos. As empresas antenadas sabem que tratar seus clientes com carinho, fazendo eles se sentirem especiais, é a melhor maneira de fixar e fidelizar sua marca perante seus públicos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Eu Sou Famecos: nova campanha de comunicação de alunos da PUC/RS.

Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUC/RS

EU SOU FAMECOS
A Faculdade de Comunicação Social (Famecos), da PUCRS, inaugurou dia 19 de agosto o portal oficial da unidade: Eu Sou Famecos. Essa ação fez parte de toda uma campanha de comunicação feita por alunos da própria faculdade.

A campanha, que leva o mesmo nome do site, teve início logo no primeiro dia de aula, 17 de agosto. Foram espalhados cartazes e flyers por todo o prédio, abordando as várias dimensões de ser Famecos, como podemos ver nas imagens do post. O intuito é fazer com que os alunos e professores criem ou mantenham o sentimento de fazer parte da história da faculdade. O logo da campanha é o seguinte: Famecos. Você conhece. Todos reconhecem. O portal também serve como um portfólio da unidade, pois disponibiliza aos internautas ver os projetos realizados em várias disciplinas, como por exemplo em administração de casos e crises, áudio publicitário, estágio interno, planejamento e produção de eventos, entre outras.

A unidade já existe há 57 anos e já formou mais de 11 mil profissionais. A campanha foi desenvolvida por alunos do Espaço Experiência, outra novidade da faculdade. É como se fosse uma agência de comunicação mesmo. Há vários núcleos dentro dela: assessoria de comunicação; web; áudio; responsabilidade social; institucional; sem fronteiras; tendências e pesquisa; atendimento; eventos; criação. Se tiverem interesse em saber mais sobre o EE, basta acessar o site, que especifica a função e alguns projetos feitos por cada um dos núcleos.

O site foi feito pelo pessoal da Web e além de ter uma usabilidade fácil, está graficamente super atraente! Os próprios alunos do EE serão os responsáveis por alimentar o site. Se tiverem um tempinho dêem uma passadinha lá. Ele traz também informações sobre a historia da faculdade, notícias sobre a área de comunicação, depoimentos de alunos e professores, além de fotos e um calendário com os futuros eventos relacionados à nossa área.

EU SOU DA LAPA
Muito parecido com a campanha da Famecos, o movimento Eu sou da Lapa também buscou despertar o sentimento de orgulho nos moradores do tão famoso bairro boêmio. O pessoal da Espalhe, agência de marketing de guerrilha, elaborou uma ação para a incorporadora imobiliária Klabin Segall, com a intenção de resgatar a vocação residencial do bairro, que não recebia lançamentos havia 30 anos. A empresa tinha preparado o lançamento do condomínio Cores da Lapa (688 apartamentos de 1,2 e 3 dormitórios com uma ótima área de lazer, destinados a classe média), acreditando no potencial do bairro.

É lógico que para a ação dar certo, seria necessário um ótimo trabalho de comunicação. Para isso, não contou só com o apoio do poder público e dos estabelecimentos comerciais da região, como também com a adesão de personalidades cariocas conhecidas por todos que habitam a Lapa: o ator Sady, o escultor de areia Alonzo Gómez-Diaz, o saxofonista Ademir Leão, o surfista Dadá Figueiredo, e as torcidas jovens dos times cariocas. Todos vestiram a camisa. E a cada gol que os times cariocas faziam nos jogos, era erguida a bandeira EU SOU DA LAPA. Além de tudo isso, ainda foram distribuídos adesivos, bottons e guias do bairro em diversos pontos da cidade e foi criado um site que já está fora do ar do movimento. A mídia também veiculou inúmeras matérias divulgando toda a ação. Tudo começou dois meses antes do lançamento do Cores da Lapa.

E o resultado? É claro que foi surpreendente. Todos os apartamentos foram vendidos no mesmo dia. Mais especificamente, em 2 horas! Um trabalho de comunicação bem feito não tem como ser em vão.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ela é o meu shoo shoo.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

O post de hoje é dica de Andressa Reis, leitora do blog: me chamou atenção é como o Brasil é valorizado no mundo através da marca. O que despertou o interesse dela foi também o fator que motivou a postagem.

Com quatro leões a mais do que no ano passado (neste ano o Brasil ganhou sete) e superando todas as expectativas, lembramos que o Brasil concorreu com praticamente metade do número de inscrições efetivadas pelo país em 2008 (432 contra 867), a AlmapBBDO com o case Identidade Havaianas levou ouro, no Festival de Cannes Lions em 2009, na categoria Desing, área em que o país ainda engatinha no festival. Havaianas graças ao trabalho desenvolvido pela agência, provando que agência de propaganda também sabe – e muito bem – trabalhar marca, é hoje uma marca reconhecida e admirada mundialmente

O vídeo abaixo demonstra muitíssimo bem este trabalho. O texto - Como transformar 30 cm de borracha e duas tiras, a preço médio de 8 dólares, numa marca mundial. Juntando o simples com a alegria. Exuberância com irreverência. O design com a cor. Toda manifestação da marca, seja ela na mídia que for, tem sempre na sandália o seu ponto de partida. Refletindo a cultura e a alma brasileiras, vamos formando uma identidade única. Deixando de ser uma simples sandália de borracha, para se transformar na primeira marca mundial verdadeiramente brasileira. - e a brincadeira psicodélica com as sandálias são embalados na versão da letra - She's My Shoo Shoo - que os Mutantes fizeram para a música A minha menina de Jorge Ben Jor.

E a letra diz mais ou menos assim (livre e sonora tradução de shoo shoo por xuxu): oba oba, ela é a o meu xuxu, e ela sabe, que eu sou o xuxu dela, oba, oba, pegue minha mão agora, e nós vamos fazer, amor no samba... eu vou tentar fazer o sol brilhar no meu caminho e pintar o céu azul pra hoje, e nos vamos estar sentados na grama cheirando alegria... não me acorde agora, porque eu estou no sonho só meu xuxu, a lua vai crescer e vamos caminhar por ela e as estrelas vão vir atrás de nos... cheirando alegrias, não me acorde agora, porque estou no sonho, do meu xuxu, ela é minha menina, minha menina.



Alguma semelhança entre a música e letra com a trajetória das sandálias preferidas por pedreiros e artistas? O que se pode afirmar é que duas marcas mundialmente brasileiras conhecidas juntas é sucesso garantido: Jorge Ben no ouvido e Havaianas nos pés. Vale a pena ver também o diretor geral de criação da AlmapBBDO, Dulcídio Caldeira, falando sobre este case que reuniu tudo que foi feito com a marca nos últimos anos e trabalho que transformou um produto que era praticamente desconhecido no Brasil e hoje é um ícone internacional de moda.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Marketing Experimental e a Pepsi.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Em uma realidade altamente competitiva, onde a maioria dos produtos tornaram-se commodity, com uma quantidade enorme de informações diárias, bombadeiro da propaganda – nas ruas, na internet, rádio ou qualquer outro meio de comunicação – fica cada vez mais acirrada a briga pela preferência do consumidor. Na sociedade dos excessos em que estamos inseridos, o que fazer para manter o interesse do consumidor por determinada marca? As promoções imperdíveis são na verdade, intermináveis. A cada esquina uma promoção e é a sua última chance de comprar pelo menor preço.

Então, como chamar atenção do consumidor, ou mais do que isso, como proporcionar experiências memoráveis entre o seu cliente e a sua marca?

O Marketing Experimental responde a estas questões, defendendo que o emocional do seu cliente é o que realmente importa na hora da compra. Por meio dos cinco sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão) e mais as emoções, este marketing trabalha pela experiência do cliente, busca ações memoráveis, de impacto, agradáveis e que proporcionem vínculo entre as marcas e os consumidores.

Mas afinal, como podemos definir uma experiência? Experiência são acontecimentos individuais que ocorrem como resposta a algum estímulo. A diferença entre o Marketing Tradicional e o Experimental é que o segundo proporciona experiências sensitivas, afetivas e de conhecimento. O objetivo é criar experiências memoráveis como diferencial competitivo.

E pensando nesta relação que a Pepsi (vale lembra que apenas no RS ela historicamente conseguiu reeditar a guerra com a Coca-Cola e já chegou a ser responsável por 40% das vendas no Estado e hoje é de 26%) promove a experiência do porto alegrense com sua cidade e é claro com a marca: Eu amo Porto.

Eu Amo Porto é um projeto que visa adotar a Orla do Rio Guaíba e o Parque da Redenção em um projeto inédito de revitalizaçâo urbana que está alinhado com sua filosofia mundial de crescimento sustentável. E não é que este marketing funciona: desde o início do projeto a empresa vem aumentando suas vendas segundo os últimos relatórios da Nilsen na Região Sul e a aceitaçâo da população ao projeto, o transformou em um dos maiores cases de marketing da Companhia em 2008.

Também fez parte do Eu Amo Porto, que contempla desde a revitalização da Orla do Rio Guaíba e Parque da Redenção até investimentos em eventos e projetos culturais, que levam entretenimento e lazer para os gaúchos, o patrocínio no carnaval de Porto Alegre. A Pepsi preparou uma série de ações que promoveram o espetáculo carnavalesco, além disso, o camarote VIP esteve estrategicamente localizado na avenida para promover o melhor visual das escolas de samba regionais para os convidados da Pepsi. É o Marketing de Experiência em momentos memoráveis.

O Termo de Adoção, firmado com a prefeitura, prevê um investimento total de R$ 2,8 milhões, sob supervisão da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). Grande parte deste montante foi destinado a revitalização da Orla do Guaiba e para marcar a entrega da primeira etapa do projeto - dando seguimento às ações estratégicas da marca – foi realizado um grande show no Anfiteatro Pôr-do-Sol em em agosto de 2008.

E a próxima ação do projeto somos nós que escolhemos. Pois, sabe por onde a Pepsi vai começar a revitalização do Parque da Redenção? Pelo nosso voto. Acesse o hot site Eu Amo Porto e vote numa das três opções: 1. Mais lazer; 2. Mais esporte e 3. Mais cultura.

E como podemos trabalhar esta ferramenta? Desenhe os pontos de contato entre o seu cliente e a sua empresa, para cada momento, crie uma ação inusitada – agradável, é claro – e transforme a compra num gran finale. Isto o que a Pepsi faz. Isto é marketing experimental. Ou você prefere Pensar Positivamente?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Erros empresarias e marcas ameaçadas em momentos de crise.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Ativo intangível
Ninguém sabe qual será o tamanho do estrago causado pelo furacão da crise global. Mas uma coisa é certa: no rastro da destruição estarão os restos mortais de muitas marcas que, até então, pareciam ser inabaláveis e erraram. Erros que aparecem no momento em que as empresas se deparam com a necessidade reduzir custo, ou seja, fazer cortes profundos em processos e orçamentos que eram importantes para suas estratégias de branding. O sintoma clássico desse problema é o sumiço repentino de investimentos em comunicação, área que nem sempre traz resultados tangíveis - e que, justamente por isso, tendem a ser as primeiras vítimas da tesoura. O consultor Arthur Bender, presidente da Key Jump, lembra que em alguns segmentos, as ações de comunicação são cruciais para que as marcas continuem vivas no imaginário do consumidor: A construção de uma marca é um trabalho de longo prazo. Interrompê-lo é um erro - quando a crise passar, a empresa terá de retomá-lo desde o início e aí terá de gastar muito mais para voltar à cabeça do consumidor.

Cortes necessários
É preciso cortar sim, mas cortar na medida exata, porém, não é tarefa das mais simples. É necessário que a empresa tenha uma ideia clara dos valores e princípios que sua marca representa - em tese, tudo que não estiver diretamente relacionado a eles pode ser descartado. Os profissionais de branding costumam dizer que a marca é muito mais do que um logotipo bonito ou um comercial na TV. Ela também representa o jeito de ser de uma empresa. Isto é: seus valores, filosofia de trabalho e todos aqueles fatores que ajudam a despertar a confiança de clientes, fornecedores, acionistas e funcionários. Na corrida para fazer caixa em meio à crise, porém, algumas companhias acabam negligenciando parte dessas diretrizes e frustrando seus stakeholders.

Tudo é marca
Ao cortar custos ou garimpar novas fontes de receitas, as companhias precisam primeiro ter certeza de que não estão colocando em risco a satisfação de seus clientes e demais públicos dentro e fora de seus muros. Antes de rever um contrato com uma operadora logística, por exemplo, é necessário tomar cuidado para que os produtos continuem sendo entregues sem atrasos. A marca se constrói em tudo: na loja, na limpeza, no atendimento, no uniforme, na qualidade do produto, numa declaração do diretor da empresa etc. Tudo que tem a ver com a percepção do cliente afeta a força da marca, acredita José Galló, diretor-presidente da Lojas Renner.

Novas mídias
Quando é necessário reduzir investimentos em comunicação, a maioria das empresas se deixa guiar pela lógica de suspender ações em veículos de comunicação segmentados e concentrar recursos em mídias consagradas - as de massa. Há, no entanto, outras maneiras de lidar com o desafio de comunicar mais e gastar menos. Com a popularização da internet e das chamadas mídias móveis, novos canais de informação começam a ganhar relevância na vida do consumidor - e podem ajudar as empresas a tonificar suas marcas a preços camaradas. Vídeos no Youtube, ações de buzz virais, envio de SMS, monitoramento de opinião em redes sociais - as possibilidades são quase infinitas. Mas é preciso saber como aproveitá-las. O importante é que a comunicação não pare nunca. Se a empresa está crescendo ou enfrentando dificuldades, é preciso travar um diálogo constante com o mercado de qualquer maneira, defende Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil.

Essa eu li no Portal Amanhã. Um corte fatal, matéria sensacional, sobre o porquê das empresas correrem o risco de arruinarem suas próprias marcas na hora de adotar medidas de urgência contra a crise. Amanhã eu continuo, ainda sobre a matéria, com os canais de confiança de percepção corporativa: as fontes de informação nas quais os brasileiros mais confiam na hora de avaliar uma empresa ou marca. Surpresa! Fontes de informação alternativas já despertam maior confiança em detrimento às mídias tradicionais. E também alguns passos de como lidar com a marca na crise.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mitos ou Verdades.

Por Massimiliano Delazeri, estudante de Relações Públicas da UFRGS


Quantas vezes por senama a gente faz ou ouve uma piada do tipo: Ficou sabendo que o presidente Lula proibiu as tatuagens? ou pior Saiu no jornal que a partir de semana que vem a temperatura vai cair para -13!

Tentar enganar alguém com uma história irreal desse tipo não é o mais engraçado, a graça é quando alguém acredita na história - aí alcançamos o nosso objetivo com a piada.

Foi levando isso a sério que a Orloff promoveu Mitos e Verdades. A campanha que foi, estrategicamente divulgada pelo blog Cocadaboa, (famoso por espalhar mitos pela Internet)consiste em: Você cria um mito, ou escreve sobre uma verdade do tipo inacreditáveis, envia o texto para o Cocadaboa, seu texto entra no banco de dados e você recebe um botão para por no seu blog ao lado do texto. O botão é a imagem ao lado.

Então as pessoas lêem e votam, os textos que receberam as votações mais discrepantes, vão para um tablóide de notícias que será impresso e distribuído nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte. O objetivo é divulgar a marca Orloff de uma forma divertida e tentar enganar alguns cidadãos inocentes que tem fé e acreditam em tudo que lêem.

A promoção já acabou, não tem mais como enviar seus Mitos e Verdades, mas vale a pena ler alguns desses criativos textos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O oceano azul da Swatch.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

O livro A estratégia do Oceano Azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, nos ensina que para maximizar o potencial de lucro de uma idéia de oceano azul, a empresa deve começar com o preço estratégico e dele deduzir a margem de lucro almejada para chegar à meta de custo e, com inovações de custo, de processos de negócios e com parcerias, agintir a inovação de precificação. Aqui, diferente do que naturalmente pensamos e que é prática no mercado, o custeio a partir do preço, em vez da precificação a partir do custo, é essencial para se chegar a uma estrutura de custos que seja ao mesmo tempo lucrativa e dificilmente igualável por concorrentes.

O Case da Swatch
A precificação estratégica
O exemplo no livro é da Swatch, empresa suiça de fabricaçao de relógios, que conseguiu chegar a uma estrutura de custos cerca de 30% mais baixa do que a de qualquer outro concorrente no mundo. No começo, Nicolas Hayek, chairman da empresa, constituiu uma equipe de projetos para determinar o preço estratégico de seus produtos. Na época, relógios baratos de quartzo (cerca de US$ 75), produzidos no Japção e em Hong Kong, estavam conquistando o mercado de massa. A Swatch fixou o preço em US$ 40, criando condições para que as pessoas comprassem vários relógios como acessórios de moda.


Meta de custo
O preço baixo não deixou margem de lucro para que as empresas do Japão e de Hong Kong copiassem a Swatch e vendessem a preço ainda mais baixo. Instruída a vender o Swatch por aquele preço, e nem um centavo a mais, a equipe de projetos trabalhou do fim para o início, no intuito de atingir a meta de custo, processo que envolveu a determinação da margem de lucro necessária para cobrir as atividades de marketing e serviços e ainda gerar lucro.


Inovações de custo e de procesos de negócio
Em face do alto custo da mão-de-obra na Suíça, a Swatch consegiu atingir essa meta apenas por meio de mudaças radicais no produto enos métodos de produção. Em lugar do metal e do couro em componentes tradicionais, por exemplo, a Swatch adotou o plástico. Os engenheiros da empresa também simplificaram drasticamente o processo de funcionamento do relógio, reduzindo o número de partes de 150 para 51. Finalmente, os projetistas também desenvolveram novas técnicas de montagem mais baratas; por exemplo, os estojos dos relógios eram fechados e isolados por meio de solda ultra-sônica, em vez de por parafusos.


Tornando a concorrência irrelevante
Em conjunto, as mudanças no projeto e na fabricação criaram condições para que a Swatch reduzisse os custos de mão-de-obra direta de 30% para menos de 10% dos custos totais. Essas inovações resultaram em estrutura de custos quase imbátiveis e permitiram que a Swatch dominasse com lucro o mercado de massa de relógios, até então controlado por fabricantes asiáticos com mão-de-obra mais barata.

E para exemplificar toda esta história, vi semana passada uma excelente matéria no Mundo SA, a revista eletrônica de negócios da Globo News: A história do Swatch, relógio de plástico que revolucionou o mercado mundial e que salvou a indústria suíça de relógios.

Tenho quase certeza que a matéria foi baseada no livro. O vídeo tem 23 minutos e 07 segundos, mas assista até 12min e 35 segundos, pois depois é contada a história de uma estilista revolucionária, Diane Von Furstenberg.




quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jogador que joga nas 11 não joga bem em nenhuma.

Por Massimiliano Delazeri, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Quem nunca ouviu a famosa frase?

Jogador que joga nas 11 não joga bem em nenhuma.

O autor dela é o nosso filósofo do futebol, Neném Prancha. De todos os clichês e jargões do futebol/vida real, esta frase é o meu preferido, porque foi dita por um homem simples. Prancha não entendia de muitas coisas, mas na sua área - o futebol - ele tinha conhecimento de causa.

É incrivel a quantidade de pessoas e empresas que dizem fazer tudo, resolver qualquer problema. Todos os dias vejo empresas (pequenas e grandes) que batem na porta de onde trabalho com problemas do tipo: Peguei essa peça pra produzir, mas não sei como fazer. Preciso pra ontem ou Comecei a fazer desse jeito e nao consigo terminar. Vocês podem terminar esse material pra mim?

A pergunta é: O que devemos fazer?

- pegar esse tipo de serviço, resolver o problema desse colega empresário e salvar ele do fracasso com o cliente ou

- fechar a porta para ele, o cliente dele não fica satisfeito e ele perde espaço no mercado.

Nas duas opcões temos ganhos e perdas. Ajudando o concorrente, nos tornamos um fornecedor. Já não somos mais o concorrente e sim uma especie de irmão mais velho que ajuda o mais novo na hora do perigo. Se fechamos a porta, o cliente insatisfeito procura outro fornecedor, logo esse novo fornecedor pode ser a nossa empresa.

Diante de cada situação a empresa precisa decidir o que será melhor para sua imagem. Networking é o jargão da moda, mas se implementa relacionamento estratégico junto aos stakeholders nestas pequenas ações, decisões tomada, muitas vezes, por nossos colaboradores. E é nestes fatos cotidianos - se nossos valores, princípios, visão e principalmente o treinamento interno não etiverem alinhados, em equilíbrio entre empresa e cliente - que perdemos o controle e gerenciamento do nosso branding.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lojas-conceito.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Não basta vender, é preciso fisgar o cliente trazendo-o para o seu universo. Com esse pensamento em mente, marcas globais e até lojas de varejo elegeram as lojas-conceito, como uma estratégia importante de diferenciação de mercado. Antes restritas à tecnologia, grifes de roupas e artigos esportivos, atualmente estão em todo o mundo, em todos os segmentos. Todos os nichos querem entrar nessa onda porque é uma oportunidade das marcas se posicionarem e mostrarem quanto são atuais, diz a publicitária Heloísa Omine, professora de varejo e moda da Universidade Anhembi-Morumbi.

C
asos


A fabricante de champanhe Veuve Clicquot abriu sua primeira Butique das Américas em São Paulo. É a terceira do mundo. As outras estão na Alemanha e na China. É uma maneira de seduzir o cliente com algo inusitado, de proporcionar uma experiência com a marca, diz Davide Marcovitch, presidente do grupo para a América Latina. Na loja, o consumidor entra no universo da Veuve Clicquot e pode adquirir produtos da grife que não costumam estar à venda, como taças de champanhe e baldes de gelo. Detalhe: tem data para acabar. Dia 31 de dezembro a loja fechas as portas. Neste período, de 4 meses, o objetivo é fortalecer a marca como uma grife moderna e inovadora.

A
BTicino, fabricante italiana de interruptores e equipamentos elétricos de controles automatizados para casas, abriu no início do mês uma loja-conceito em São Paulo. Lá, cerca de mil itens em várias combinações estão expostos, mas nenhum pode ser comprado. Não é fácil chegar ao consumidor final e este é um meio de as pessoas vivenciarem a nossa tecnologia, diz Mario Fucntealba, diretor de marketing do grupo Legrande, proprietário da BTicino, no Brasil. Eles esperam atrair consumidores e arquitetos, público importante para a Marca.

A
s concept stores também tem a função de revitalizar marcas. A Avanti, de tapetes e revestimentos, tem cinco lojas no Brasil, entre Rio, São Paulo e Brasília, e elegeu a mais nobre capital paulista para reposicionar sua imagem no mercado. Lá, foi inaugurado em maio um espaço de 100m² todo revestido de tapetes e carpetes coloridos das paredes às luminárias, além de bancos e cadeiras. É um local de experimentação, com intervenções que trazem idéias novas, não necessariamente relacionados a produtos comerciais, diz Márcia Bergmann, diretora de marketing da Avanti e idealizadora do projeto. Grandes grifes da área de design de interiores fazem este tipo de trabalho lá fora. No Brasil ainda não é comum.

O local, tratado como galera de arte, será periodicamente modificado e por isso tem até curadora. Para Márcia, o importante é mostrar o perfil de atitude de vanguarda da marca, algo já trabalhado internamente, mas que agora ganhou uma vitrine para o público e o mercado.

Cada loja uma proposta
A estratégia de conquistar o cliente por meio destes espaços que vendem estilo de vida e atualidade difere as lojas em três formatos. Flaghip Store: antecipa as tendências da marca. Global Store: todo o universo da marca. Concept Store: o estilo que a marca quer passar. Em todas as lojas, o primeiro impacto percebido pelo consumidor é na imagem, mas, conseqüentemente, terá repercussões nas vendas, o que é o objetivo final de todo negócio.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

RBS TV de cara nova.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Pouco tempo depois de assumir uma nova logomarca, o grupo RBS, com a afirmativa de estar sempre conectada com a modernidade, lançou a nova logomarca da RBS TV. O novo desing sinaliza a mudança para a futura realidade da TV em alta definição, cada vez mais próxima de gaúchos e catarinenses.

A nova identidade visual da RBS TV, lançada oficialmente durante o Jornal de Almoço último dia 18, sábado, com entrevista exclusiva com o designer Hans Donner, responsável pela criação do novo visual, tendo como princípios a oposição de claro e escuro e efeitos metalizados, que conferem novas dimensões ao desenho – mesma idéia aplicada pelo artista na reforma do logotipo da própria Rede Globo, realizada em abril deste ano.






A nova identidade visual da emissora vem acompanhada também de um novo slogan: A gente faz pra você, em substituição ao Sua vida na TV. foi criada pelo designer Hans Donner.

Sai o visual estático e colorido para entrar a sensação de um traço que salta aos olhos, em tons cromados, composto em terceira dimensão. Mais leve e fluida, as linhas do novo logotipo serão inseridas em todos os veículos, uniformes, fachadas e em todo o material publicitário e comercial da RBS TV.





A evolução da logomarca

Em 46 anos no ar, a RBS TV ganha sua quarta logomarca (da esquerda para direita): a primeira, criada com a emissora, em 1962; a segunda, nos anos 1970; a terceira, já de Hans Donner, na década de 1980; e a nova marca, que transmite uma idéia de inovação, avanço e tecnologia. Em sua quarta versão, a marca da emissora reflete a capacidade de renovação e adaptação que pauta o trabalho de jornalismo, informação, educação e entretenimento que o canal desenvolve no Sul do país desde o início de suas transmissões.

Além da nova marca, uma campanha publicitária sobre a TV Digital foi lançada pela RBS TV neste domingo, dia 19, durante o Fantástico e nas páginas da Zero Hora de segunda-feira, dia 20, para Porto Alegre e Grande Porto Alegre. O objetivo é esclarecer sobre as principais características da nova tecnologia, explicar sobre o que será preciso fazer para ter acesso ao novo sinal e tirar as principais dúvidas do telespectador. A chegada da RBS TV Digital no Rio Grande do Sul está programada para novembro. Os executivos da emissora afirmam que a entrada da RBS TV na era digital não ficará restrita à melhoria de som e imagem.

Assita abaixo uma relíquia: série de vinhetas institucionais produzidas pela RBS TV.


Related Posts with Thumbnails

RPs blogs e blogueiros

Outros blogs e blogueiros

  © Ocappuccino.com :: Desde junho de 2008 - Porto Alegre - RS - Brasil | contato@ocappuccino.com | @ocappuccino |

Home