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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Audiência Pública em POA debate os novos rumos das Relações Públicas.

quarta-feira | 25 de agosto de 2010

A comissão designada pela Secretaria de Educação Superior (SESU) do Ministério de Educação (MEC), presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, esteve em Porto Alegre, dia 19 de agosto, para a primeira audiência pública que tem por objetivo revisar as diretrizes curriculares dos cursos de Relações Públicas e atualizar o perfil do profissional da área. Também compõem a comissão Cláudia Peixoto de Moura, professora da PUC-RS, Ricardo Ferreira de Freitas, professor e coordenador do curso da UERJ, Márcio Simeone Henriques, professor da UFMG, relator da comissão e representante do CONFERP, Paulo Nassar, professor da ECA- USP e diretor-geral da ABERJE, Maria Aparecida Ferrari, professora da ECA-USP e Ésnel José Fagundes, professor da UFMA.

A audiência ocorreu das 9h às 13h no Plenarinho da Assembléia Legislativa e foi conduzida pela Prof. Cláudia Peixoto, que apresentou as seis questões a serem debatidas:

  1. Quais os objetivos para formação em Relações Públicas?
  2. Qual o perfil desejado para o egresso?
  3. Quais as competências a serem desenvolvidas no curso?
  4. Quais devem ser os conteúdos curriculares orientadores para a formação em RP?
  5. Quais devem ser os critérios para definir o padrão de qualidade dos cursos?
  6. Que interfaces caracterizam a integração de RP com outras áreas?

Margarida Kunsch, presidente da comissão, afirmou que esse é um momento histórico para as RP no Brasil, pois podemos definir os novos rumos dos cursos e da profissão. Em seguida, o Prof. Paulo Nassar apresentou o artigo O profissional de Relações Públicas no ambiente corporativo global, que traz alguns números do mercado em Relações Públicas, através do qual se constatou que grande parte do mercado tem sido ocupado por profissionais de outras áreas, principalmente jornalistas e profissionais do marketing. Dessa forma, deu-se inicio ao debate, aqui retratado pelas imagens fotografadas e cedidas por Lisandro Faverzani.

Algumas das conclusões dos mais de cem professores, profissionais e estudantes presentes é de que o RP precisa estar cada vez mais atento ao mundo globalizado, saber comunicar para o mundo, porém sem deixar de lado as especificidades de cada local. Ressaltou-se que os cursos devem aliar técnica com teoria e com disciplinas de sociologia, psicologia, cultura, dentre outras da área de humanas, que formam um profissional estratégico e que possua diferencial para recuperar o espaço no mercado de trabalho, e não um técnico, somente.

Além disso, é necessário elaborar um currículo que atenda às necessidades dos cursos de todas as regiões do país e de universidades públicas e privadas. Ocorrerão em breve audiências públicas nas outras regiões do país e, por fim, a comissão elaborará um documento que será enviado ao MEC com a proposta para as novas diretrizes curriculares dos cursos de Relações Públicas. Quem perdeu a audiência pode dar suas contribuições através do FORMULÁRIO DE CONSULTA PÚBLICA.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Opinião Pública e a Propaganda.

quarta-feira | 16 de junho de 2010

Um assunto que está me chamando muito a atenção nos últimos meses é Opinião Pública. Estou estudando a opinião pública em diversos segmentos, mas o que mais me chamou a atenção é como ela é tratada no âmbito das propagandas.

Os propagandistas, em nosso sistema democrático, são responsáveis pela liderança da opinião pública. Em uma democracia, a liderança de opinião é descentralizada e o próprio indivíduo é levado a escolher. Portanto, é necessário estabelecer os melhores padrões de concorrência propagandista e assumir a responsabilidade do que fazemos.

Antes de tratar de propagandas, vamos entender o que é opinião pública. Segundo Cândido Teobaldo, é uma área de entendimento comum das pessoas que constituem o público, após ampla discussão da controvérsia levantada à base de considerações racionais.

O
utra definição é de John Dewey, que em sua obra The Public and its Problems diz:

“... opinião pública é o julgamento formado e levado em consideração por aqueles que constituem o público e diz respeito a negócios públicos.
O vídeo abaixo demonstra o segmento da opinião pública na propaganda.

O que mais me chama atenção no vídeo são os comerciais. Um deles mostra a propaganda de uma cerveja: diversão e animação. Outro mostra as conseqüências negativas que a cerveja pode trazer para o consumidor. Este último foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

Hoje não existe mais o comercial do Ministério da Saúde. Qual seria o motivo?

O professor de sociologia Oswaldo Oliveira Santos Junior, da Universidade Metodista de São Paulo (em uma pequena entrevista que fiz com ele ) diz que os interesses capitalistas acabam sobrepondo os interesses da coletividade; que o poder econômico tem a capacidade de controlar o próprio Estado, o que faz com que a vontade particular ou as vontades de grupos privados se estabeleçam de forma hegemônica sobre os interesses do conjunto da sociedade. Desta forma, no contexto neoliberal, o Estado se vê controlado e sequestrado pelos interesses do grande capital, inclusive legislando em prol da causa desses interesses privados.
O professor termina parafraseando Marx: aquele que detém o poder material detém também o poder das ideias.

Não importa quem está na liderança, se é o poder público ou privado, o propagandista é frequentemente criticado por campanhas que promove, ficando mal visto pelos métodos utilizados para conseguir o apoio do público. Os estudiosos da propaganda não têm poupado esforços na busca de provas de informações deliberadamente corrompidas, de adulterações, bem como de outras provas de ideologias dirigidas ao público. Não há dúvida que existem práticas desse tipo. A mentira pública, porém, da mesma forma como a mentira privada, não é característica particular dos tempos modernos.

Já demonstrava o filme Crazy People - Muito Loucos, produzido em 1990. A comédia retrata a história de um publicitário - Emory Leeson - que repentinamente tem uma crise de honestidade e cria uma campanha publicitária que é calcada em dizer só a verdade sobre cada produto.

Será que o poder público ou privado deveriam ter publicitários iguais a Emory Leeson?

Se eliminarmos de nossas considerações o que podemos chamar mentira inconsciente, isto é, a sincera promoção de ideais e causas que, posteriormente verificamos não o merecerem, descobriremos, provavelmente, que a quantidade total de falsificação deliberada é maior do que supomos.
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sábado, 27 de março de 2010

MMN: certo ou errado, eis a questão!

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Marketing multinível (MMN), ou ainda nosso velho conhecido marketing de rede, é um sistema de marketing caracterizado pela formação de uma rede de contatos através da indicação de novos associados. Segundo especialistas do ramo, a internet representa o caminho mais eficiente para a criação de um bom networking. Além da ampliação da rede de contatos dos distribuidores, a internet seria responsável por agregar inovações no processo de comunicação e relacionamento entre empresas, distribuidores e consumidores. Contudo, se o MMN já carece as vezes de confiabilidade, imaginem num ambiente virtual?

Exemplo esquemático do marketing multinível.

A TIA NA PRAIA
É cada vez maior a aceitação desta estratégia por grandes empresas como Gillete, Xerox, Chrysler, Coca-Cola, Ford, Motorola, entre outras, que a partir de uma comunicação eficaz direcionada para suas seletas redes de relacionamento, alcançam maior êxito nos negócios. Aliás, lembra daquela tia nos anos noventa que nas férias na praia só queria vender os produtos Amway pra família e te convencer a ser uma perna (era assim que eles chamavam os novos vendedores) da rede? Isso é MMN. Na teoria o plano era perfeito, redes de contato + motivação = sucesso. Mas o sistema de marketing multinível ainda está sujeito a muitos questionamentos em relação à sua eficácia, tais como a saturação do mercado e a falta credibilidade de algumas empresas.

A CONFUSÃO
Algumas pessoas confundem o MMN com o esquema em pirâmide e com o esquema em matriz, que na vedade são dois golpes não-sustentáveis. Confira as diferenças.

A OFERTA TENTADORA
Trago esse assunto n’Ocappuccino pois recebi um e-mail hoje bastante duvidoso de um tal Engenheiro José Carlos, porém atraente, a começar pelo título Ministério da Justiça apresenta, imóvel em 30 anos sem juros, sem Serasa. Mas pelo sim, pelo não, resolvi abri-lo e me deparei com uma oferta tentadora. Leia a oferta tentadora.

É A MINHA CHANCE
Eu logo pensei: essa é minha oportunidade de sair de casa antes de me formar, mas fiquei com a pulga atrás da orelha em clicar para atestar a veracidade do e-mail e fui procurar na rede mais informações sobre a tentadora proposta da AFTB – Associação Frutos da Terra do Brasil.

O DÉFICIT HABITACIONAL
Mas você deve estar se perguntando o que esse e-mail tem a ver com marketing multinível? Pois no site da OSCIP, fundada em 2007 e com mais de 20 mil associados no país, além dos benefícios de se tornar um associado, você encontra o Programa de Geração de Renda, onde o associado ao divulgar o programa para sua rede de relacionamentos além de poder receber sua carta de crédito antes dos 36 meses (que seria o tempo de carência onde você só paga a taxa associativa), ainda recebe dinheiro na sua conta por suas indicações. E pasmem, se você for um expert do marketing de rede poderá ter seu imóvel em apenas 6 meses! O objetivo da associação, segundo o presidente da AFTB – Carlos Alberto Rotermund é combater o déficit habitacional em 20 anos. (Otimista ele né?!)

EU, A CÉTICA
Tão fácil, e tão difícil de acreditar, que comecei uma busca incessante por informações no nosso conhecido amigo Google. Olhei alguns sites (eles te dão um site com o nome que você quiser para divulgar o negócios entre outras ferramentas), entrei em alguns fóruns e encontrei opiniões diversas, umas dizendo que é impossível uma OSCIP financiar todos esses imóveis sem juros para tanta gente, e outras defendendo com unhas e dentes o projeto, inclusive oferecendo palestras sobre como adquirir sua casa própria através do SAC da AFTB (eles ganham bônus por isso).

ENTÃO, É SOLUÇÃO OU GOLPE?
Diante de tantos depoimentos, contra e a favor, a pergunta que não quer calar: Será o marketing multinível da AFTB a solução para os problemas de moradia no país ou será o maior golpe do esquema da pirâmide do século XXI? O que se sabe é que já existem alguns contemplados por mérito (bonificação por indicações), e os primeiros que aderiram ao programa em 2007, e esperam o fechamento dos 2 anos e meio para enfim comprarem suas casas ou apartamentos. E você leitor o que acha: sonho ou pesadelo?

segunda-feira, 8 de março de 2010

A persuasão como habilidade para Relações Públicas.

Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

"Eu sempre fiz assim,
não é agora que eu vou mudar.
Faz muitos anos que é assim,
sempre deu certo, pra que mudar?
As coisas são assim, acostumei a ser assim.
O mundo sempre foi assim,
e assim vai ser, até o fim.
Não gosto de estudar,
me dá preguiça reorganizar.
E agora vem você falar
num outro jeito de trabalhar!...
(Bossa da Inércia, da peça-treinamento Acertar é Humano de Alberto Centurião)
Esse poderia ser um discurso pronto de vários empresários diante de uma proposta de mudanças na comunicação de sua empresa, feita por um Relações Públicas.

Pense em uma situação como esta: um comércio de médio porte, localizado no centro de uma capital, 50 anos de atuação, o fundador continua no comando, seu filho vai ser o sucessor, as únicas pessoas que fazem compras por lá são as mesmas há uns 20 anos, não existem consumidores novos. A renda da empresa é a mesma ao longo dos anos, nada a mais, nada a menos, é suficiente apenas para pagar os funcionários e as contas. Eis que o filho resolve propor uma reestruturação de imagem, uma nova utilização de linguagem, um novo dinamismo, uma nova conduta de comunicação. Chama um amigo seu, um Relações Públicas, para explicar ao seu pai porque é necessária essa mudança. Adivinha a primeira resposta dele? Eu sempre fiz assim, não é agora que eu vou mudar...

Você é esse amigo Relações Públicas da história. O primeiro desafio é justamente convencer o dono que ele precisa mudar o ponto de vista, que ele pode criar uma nova forma de se comunicar com os clientes, e que isso pode trazer novos clientes para ele. Uma tarefa nada fácil, já que no pensamento dele é muito mais simples continuar na mesmice do que fazer tanta movimentação que pode dar em nada.

Um RP precisa saber lidar com as mais diferentes situações, precisa ter habilidades múltiplas e, necessariamente, tem que estar muito bem informado sobre assuntos diversos. Segundo o dicionário online Priberam, persuadir significa obrigar alguém a acreditar ou a executar alguma coisa, ou convencer, induzir, acreditar, convencer. A arte da persuasão entra justamente nesta situação, uma das habilidades que caracterizam este profissional.

Mais do que convencer aquele proprietário da importância de uma reestrutura de comunicação, a persuasão vai estar presente até no momento da execução do projeto. A convencer os públicos internos sobre os benefícios da mudança, e os demais de que é possível apostar naquela organização. E isto não é algo que se consegue durante uma ou duas semanas, ou apenas com alguns relatos e exemplos, é um trabalho árduo e complexo.

Para Aristóteles, existem três caminhos para a persuasão (capítulo II do livro Arte Retórica): devemos apelar para a vontade das pessoas, depois para a sensibilidade e, por último, para a sua inteligência. Ou seja, para você, de fato, estar sendo persuasivo deve envolver o emocional e o racional das pessoas. Mas não se engane: essa técnica não pode parecer ser agressiva, invasiva para quem ouve. A prática dela só vai acontecer quando existe confiança entre os envolvidos.

A persuasão pode ser vista como uma forma de integrar os públicos, e convencê-los do nosso ponto de vista, como uma negociação. Mas partindo, sempre, de um bom planejamento e de práticas simples e aliadas, como a própria gentileza. Deixo como sugestão o vídeo Pratique seu poder de persuasão que contém diversas dicas interessantes, como palavras que devem ser evitadas no momento que você está querendo convencer alguém de alguma coisa:



Obs.: Fica meu abraço para os aniversariantes de hoje, o Mano e o Max. Eles, junto com o Mateus, iniciaram o projeto deste blog e merecem o nosso carinho!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Procura-se pessoas comprometidas.

Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

Eu tive uma sábia chefe, influente no setor calçadista, que costumava dizer que nunca ouviu um empresário bem sucedido dizer que saia sempre no horário que sua carteira de trabalho determinava (isso independente de sua situação, se foi no começo da carreira ou estando num patamar elevado da mesma). Ela sempre falou que a determinação, pró-atividade e dinamismo eram essenciais para uma equipe de trabalho fazer as coisas além do que se esperava. Umas pessoas não gostavam destes comentários, diziam que ela queria influenciar as pessoas a trabalharem além do horário e sem pagar extras. Essas pessoas eram chamadas de peões, não queriam se envolver com o trabalho, faziam apenas o que era solicitado, e, em alguns casos, se não conseguissem terminar o trabalho dentro do horário, deixavam para o dia seguinte. Ou melhor, deixavam para outras pessoas terminarem ou trancava o trabalho de outros.

Comprometimento. Isso foi uma coisa muito importante que aprendi com aquela mulher. Comprometer-se com a empresa não significa apenas ficar até tarde ou levar trabalho pra casa, ao meu ponto de vista, significa criar uma sintonia e realizar um trabalho em equipe. E, mais ainda, demonstra o quanto você se importa com o seu cliente, que é quem, na verdade, vai perceber tudo isso.

Tudo o que as empresas mais querem é ter funcionários comprometidos. Não para escraviza-los, não para criar estresse neles, mas para conseguir atender bem seus clientes, para conseguir alcançar seus objetivos, suas metas, para gerar lucro e poder pagar melhor as pessoas que tanto se dedicam a ela. Aqui provavelmente vamos ter algumas opiniões contraditórias, sim, afinal nem todas as organizações possuem esse pensamento. Infelizmente.

Trago as palavras de Carlos Eduardo Oshiro, publicado no site Administradores: Comprometimento é tudo que as pessoas fazem a mais, sem que alguém tenha solicitado. Resumindo, é você surpreender as pessoas. E ele continua o texto dizendo: Um exemplo simples e clássico de descomprometimento é colaboradores passarem por um pedaço de papel jogado no corredor da empresa, e não terem o compromisso de se agacharem e jogar o papel no cesto de lixo, 'porque ele não é funcionário da limpeza'. E por fim, ele afirma: Pessoa comprometida é aquela que é pau para toda obra.

Faço minhas as palavras dele. O fazer além das expectativas pode ser simplesmente isso, jogar um papel que estava no chão, no lixo. Cada um sabe da sua realidade profissional, mas acredito que essa palavra mágica que tanto ensina – comprometimento – pode fazer milagres na sua vida, se for compreendida de forma certa.

Para finalizar, trago um texto super legal que achei, e que achei mais legal ainda o local em que ele está: no blog d’O Boticário. Nele é dito exatamente o que coloquei anteriormente:

"O comprometimento não tem segredo quando se torna parte de cada um. Você tem que ‘ser e estar’ inteiro na proposta que assumiu.

E mais do que ser comprometido, mostre aos outros como eles podem ser também, isso com certeza vai fazer uma grande diferença no ambiente profissional de todos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

RP + MKT = Transmarketing.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públias da UFRGS

Mais do que falar do livro Transmarketing de Fortes, este post é também um agradecimento a @belle_rp (blogueira do Abordo) por ter me presenteado com um exemplar da obra, pelo meu aniversário atrasado, só tem um detalhe, eu faço aniversário em novembro. Na verdade a história foi assim: esses dias vi ela tweetando sobre o livro, e que tinha ganho 2 exemplares no ERERP que aconteceu em agosto em Londrina. Aí fiquei com muita vontade de conhecer mais sobre o tema e dei um RT dizendo que queria muito ler o livro e chatiei chatiei chatiei ela para me mandar. E não é que dia 8 de janeiro, sexta passada, recebo um sedex em casa! Como dizemos aqui no sul: Que guria! Mais do que a frase O que vale é a intenção! (palavras dela escrita na contracapa do livro) o que valeu mesmo foi o gesto, digno daquelas empresas que conhecem seus clientes, como o Zaffari. Não podia esperar menos dela, afinal será RP. Valeu Belle.

Bom, sobre o livro. Comecei a me interessar pelo tema lendo, no Portal de RP e Transmarketing, do Professor Wakdyr Gutierrez Fortes, alguns trechos do livro. Na verdade parei faz um tempo de discutir aquele assunto que há muito tempo se discute: RP é ferramenta de Mkt ou Mkt é ferramanta de RP? E parece que o Transmarketing vem para acabar com estas dúvidas, pois os dois, e o livro retrata bem isso, tem atividades diferentes e complementares. E isso era algo que estava procurando faz um tempinho. Inclusive é isso mesmo que a jornalista Viviane Pacheco diz em sua crítica da obra no próprio Portal:


"Qual a empresa ideal: aquela que tem a preocupação de vender o produto e, assim, passa a fazer um grande esforço para que o marketing consiga fazer uma boa apresentação do produto ao cliente; ou é aquela empresa que tenta descobrir, através das Relações Públicas, as causas que podem facilitar o relacionamento com o consumidor, tentando torná-los fiéis? Pensando bem, o melhor mesmo é que a empresa consiga ter o entrosamento dessas duas concepções, não é mesmo? E é aí que se encaixa o conceito do transmarketing. A idéia é unir esses dois objetivos, fazendo com que os esforços comerciais das empresas não encontrem barreiras ao seu sucesso... Waldyr salienta que o transmarketing visa justamente demonstrar que as duas áreas têm incumbências perfeitamente delimitadas, com atividades distintas que se completam no final do processo.

E foi com esta ideia que comecei a ler o livro nesta segunda. Logo de início uma curiosidade. Qual será a origem deste termo? E já tenho uma pista para desvendar. Transmarketing não pode ser uma aglutinação de relações públicas + marketing, pois daria outra denominação. A minha pista está no capítulo 1; lá Fortes, escreve: As organizações, cada vez mais, procuram tornar-se pujantes e competitividas... Além disso, precisam se transacionar e relacionar-se com diferentes grupos, todos, apresentando interesses específicos. Transacionar é um conceito novo para mim e uma boa pista sobre o nome, mas ainda não consigo afirmar com certeza, e talvez nem saberei, ao final do livro, se ao certo é.

Falando agora do conteúdo inicial do livro, o que me incomodou um pouco foi esta clara delimitação, que Viviane Pacheco citou em sua crítica, dos campos de atuação das duas áreas. Concordo que os 2 tenham claras diferenças de definição e atuação, mas a forma como foi citada esta distinção por Fortes na página 11 que em incomodou:

"Dois sistemas estão disponíveis nesse particula, os quais podem ser acionados por qualquer categoria de estrutura institucional: o de Marketing, voltado às estratégias de conquista de mercados, e o de Relações Públicas, dedicado ao relacionamento público das organizações...

O que me aborreceu foi relacionar as estratégias de conquista de mercados apenas com o marketing. Sei que no livro é tocado, mais adiante, no conceito Relações Públicas Estratégicas, mas posto assim dá a impressão que relações públicas só comunica aos públicos, nuam visão bem romântica, e que isso não afeta em nenhum momento as ações mercadológicas e resultados de negócio da empresa. Concordam? Em outros trechos, ainda no capitulo 1, o autor fala: ... as Relações Públicas criam e fortalecem a opinião dos públicos, em mútua compreensão, determinando o estabelecimento de uma opinião públias genuína a serviço do interesse público... Concordo plenamente, mas o interesse não é somente o consentimento público, mas também é o foco no negócio, na estratégia empresarial, no mercado, e isso não consta nestes trechos.

Estou lendo a segunda edição, que é de 1999 (e não faz mal ter 11 anos, pois é um livro conceitual), e estou ainda no primeiro capítulo, mas tenho certeza que será uma ótima leitura (tirando estas pequenas críticas, mais chatas do que construtivas). Recomendo a todos. Se não tiverem nenhuma @belle_rp que os presenteiem, comprem!

Então Mkt e RP não se discute mais, agora o que resta é: endomarketing ou comunicação interna? assessoria de imprensa é para jornalista ou rp? comunicaçao integrada dá certo nas empresas? Esqueci de alguma?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu enxergo o que você sente.

sexta-feira | 4 de dezembro de 2009

Feedback é definido como uma via de mão-dupla. Um mecanismo de retorno, de resposta obtida a partir de uma ação. Feed = alimentar + back = voltar. Ainda é uma troca de interações, de pontos de vista, que podem ser interpretadas de uma forma positiva ou negativa. Dá pra lembrar ainda das aulas de Introdução à Sociologia no início do curso. Maturana, pela década de 70, cunhou o termo autopoiesi na biologia, que era a capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios. Depois Luhmann, nos anos 80, levou esta definição para as ciências sociais, com todo o conceito de retroalimentação dos processos nos sistemas, é a teoria dos sistema.

A teoria dos sistema diz o seguinte: é preciso enxergar o envolvimento do todo e não de cada elemento separado no processo. Na prática é + ou - assim: nós conseguimos entender o funcionamento de um carro ao perceber as peças montadas e o carro pronto, mas se observássemos só as peças separadas, talvez não compreenderíamos que se trata de um carro. Este exemplo também vale para as organizações. Mas de todo este papo chato, o que interessa da teoria dos sistemas é o conceito de retroalimentação, porque retroalimentação é feedback e feedback é relações públicas.

Na boa, pra mim feedeback é a definição em uma palavra de relações públicas. Hoje não se resume tudo em 140 caracteres? Pois eu resumo tudo em 8 caracteres. F E E D B A C K. Uma palavra. 8 caracteres. Mas não estou falando do feedback de enviar cartão de feliz aniversário para os clientes. Eu falo de saber que o cliente vai virar papai, e mais que é de uma menina. Ou que o filho da cliente passou no vestibular, e mais que é para medicina. Ou, saber que o cliente adora Stephenie Meyer e o Crepúsculo está em promoção na livraria.

É simples, é o clichê da música, é o Eu enxergo o que você sente. (Vocês vão entender tudo quando ouvirem a música) RPs precisam promover diariamente esta retroalimentação. RPs precisam diariamente de feedbacks verdadeiros. Não precisam de pesquisa de opinião, não precisam de caixa de sugestões ao lado do cafezinho, não precisam enviar e-mail agradecendo a participação na palestra. Não basta saber a data de aniversário do cliente e também não basta enviar cartão de Natal. Não acreditem em livros de auto-ajuda corporativos, acreditem no que a senhora atriz do clipe fala aos 3min19: relacionamento é uma arte. E promovam esta arte.

Saber receber e entender feedbacks é essencial. É um auto-aprendizado que vale a pena. Para quem consegue aproveitá-los, são uma ótima fonte de correção e renovação. E podem acreditar, ver a mesma situação por um ponto de vista novo faz uma grande diferença.

E cá entre nós, existe exemplo melhor de feedback do que o exercício diário de uma relação a dois?

Feedback
Nenhum de Nós
Composição: Martha Medeiros

Eu enxergo o que você sente
Mas você responde com a boca: não
Sua boca diz que não
Mas quando não diz nada
Me beija sim
Depois do beijo olho de novo em seus olhos
E vejo sim
Seus olhos dizem sim

Você retira a mão do meu rosto
Me pede perdão: não
Me beija de novo como quem suplica
O silêncio que diz sim
Te abraço então, agora é o teu corpo
Que diz não
Teu corpo diz que não

Você pede que eu volte
E nessas idas e vindas
O amor enfraquece
Até o fim
Enfraquece até o fim
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Encante e seja encantado.

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

No dia 20 de outubro assisti a palestra Como a Renner cresceu de 8 para 118 lojas de José Gallo, presidente das Lojas Renner. A palestra que ocorreu na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, era justamente para contar como as Lojas Renner cresceram tanto, de 8 lojas em 1992 para 118 em 2009. E qual estado não tem Lojas Renner? São poucos e para se ter uma idéia a empresa, que é gaúcha, já conta com 35 filiais em São Paulo e apenas 15 no RS. Essa história recente de sucesso se deve à Política de Encantamento.

Antes de falar da trajetória de crescimento da corporação, Gallo nos mostrou alguns números interessantes da rede que conta hoje com 10.500 colaboradores: é a 2° maior rede de loja de departamentos de vestuário (atrás da C&A), 94% das lojas são em shopping e já foram feitos 14,5 milhões de cartão de crédito da loja, nos quais 40% estão ativos. Falou também das principais concorrentes, C&A e a Riachuelo, mas frisou que sua maior concorrente ainda é a rede informal do varejo que trabalha sem nota.

ENCANTAMENTO
Segundo o CEO da Renner, o Encantamento das Lojas Renner funciona na linha entre as Expectativas e a Satisfação dos clientes. A implantação da Política de Encantamento começou a partir da construção de uma visão: Encantar a todos é a nossa realização. Esta é a visão, mas Gallo sabe que não funcionaria somente como um quadro na parede e para que ela fosse vivida internamente era preciso saturar a empresa com a voz do cliente, envolver e motivar a todos, delegar autoridade total aos funcionários (confiar nas pessoas) e reconhecer os heróis através de prêmios e destaques.

José Gallo nos ensina alguns passos trabalhados internamente para criar o encantamento: Empatia com o Cliente: Coloque-se no seu lugar. Presteza: A disposição de ajudar clientes, resolver problemas, fornecer serviços. Segurança: O conhecimento e a cortesia dos funcionários e sua capacidade em transmitir segurança e confiança. Confiabilidade: A capacidade de fornecer o que foi prometido, de forma segura e precisa.

O sentido do trabalho da Renner é: Quem encanta é encantado. E seguindo nessa cultura diferenciada de encantamento eles utilizam uma linguagem corajosa, surpreendente e única, construindo uma empresa não só em cima de preços, mas baseada no relacionamento com as pessoas e principalmente focada na mulher, pois é ela que compra para o marido, namorado, filhos, etc. Isso fica bem visível ao observarmos a sua proposição de valor: Ser a loja cúmplice da mulher moderna, com moda em diversos estilos, com qualidade, a preços competitivos, em ambientes práticos e agradáveis. E Gallo completou dizendo que espera que as mulheres ao entrarem em qualquer uma das lojas sintam-se em um verdadeiro spa urbano, onde elas serão encantadas e esquecerão de suas preocupações.

COMUNICAÇÃO E REPOSICIONAMENTO
Conforme o slogan da loja Você tem seu estilo, a Renner tem todos, a loja apresenta suas roupas e acessórios baseados em diferentes estilos de vida: Casual, jovem, neo tradicional, sensual e contemporâneo. E os negócios da empresa são todos voltados ao tempo que esse público tem disponível, ou seja, eles procuram sempre reduzir o tempo de espera nas filas, posicionar os produtos de forma que fiquem atraentes e sejam facilmente encontrados. Mas o ponto mais forte , ou seja, a marca registrada das Lojas Renner é o encantamento desses clientes através do atendimento. O CEO da Renner acredita muito que a comunicação é mais eficiente quando feita boca a boca por clientes encantados. A rede faz essa medição através do Encantômetro, que em 2008 registrou 96% de clientes encantados e satisfeitos, dentre 18,2 milhões de opiniões.

Gallo diz que a maior riqueza da Renner são as pessoas que geram histórias de encantamento, e que já são 110 mil histórias todas publicadas em um livro. Peça chave neste processo é o atendimento do colaborador, que é avaliado através do Cliente oculto, e a partir daí surgem os destaques do mês, além de outras campanhas motivacionais como prevenção de perdas, PPR, etc. A comunicação interna acontece através de Jornal interno – Planeta Renner, Canal Renner – vídeos mensais, Pesquisa de clima interno e Café da manhã com o presidente – onde alguns colaboradores são escolhidos.

Entrando mais no universo da comunicação, José Gallo nos contou sobre o processo de reposicionamento da loja, que é voltada para o cliente. Devemos entender o cliente e suas expectativas, e o entendimento das expectativas dos clientes passam por 4 pontos: sua experiência anterior como cliente, seu círculo de relacionamentos, a concorrência e o que a publicidade diz às pessoas. Na verdade se torna necessário exceder as expectativas dos clientes rotineiramente. E para isso é preciso identificar o cliente, conhecê-lo profundamente, e assim descobrir o que ele deseja e ser o melhor a fazer e/ou oferecer o que ele deseja. Gallo utiliza uma frase de Charles Lazarus, presidente da Toys’r Us, para resumir: Você tem que escutar os clientes e então agir com base no que disseram.

VAREJO E NOVOS CONSUMIDORES
Gallo finaliza deixando uma dica: O varejo é um mercado extremamente dinâmico em que você fica perto do consumidor. Existe uma carência de profissionais executivos para o varejo e para quem gosta de movimento e de gente essa área é brilhante, fonte de grandes oportunidades.

Particularmente adoro o varejo, tenho contato com esse meio através do meu estágio e pretendo ser uma executiva dessa área, pois gosto muito de lidar com diferentes públicos e tentar decifrá-los. Esses dias li uma reportagem do Jornal O Sul que me chamou a atenção, sobre o crescimento das classes D e E, que estão ganhando espaço no consumo. A reportagem diz que a classe C está perdendo sua atratividade, enquanto camadas inferiores são cobiçadas pela indústria e comércio no Norte e Nordeste do País. Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste, e isso se deve principalmente à inflação em baixa e ao aumento real do salário-mínimo. Empresas antenadas, como a Camp – sucos em pó e prontos e a Perfetti Van Melle – bala Mentos, já detectaram o potencial deste novo mercado e já produzem produtos sob medida para as classes D e E, em embalagens menores e consequentemente mais baratas. A diretora da empresa de pesquisas LatinPanel, Christine Pereira, cita cinco produtos que ainda tem pouca presença na mesa dessas classes: creme de leite, leite condensado, maionese, molho de tomate e amaciante de roupas.

Essa reportagem afirma cada vez mais a dinâmica do varejo, como citou Gallo, e a necessidade das empresas enxergarem essas constantes mudanças e se adequarem aos seus públicos. Este assunto já vem sendo falado pelos especialistas em consumo e inclusive foi citado aqui no Ocappuccino com um post sobre o 22° Set Universitário da PUCRS. Apesar da reportagem afirmar que a classe C estar perdendo sua atratividade, a Renner ainda aposta neste público e não é por acaso, pois o crescimento da classe C, que aumentou de 27% para 40% entre os anos de 2006 e 2008, também é refletido pelo seu poder de compra. Embora a Renner seja focada nos públicos A- e B, esta nova classe C, que possui 71,3 milhões de pessoas com renda entre R$912 e R$2.470 e representa 27% do consumo, já é trabalhada em suas campanhas.

Abaixo veja os slides da apresentação Como a Renner cresceu de 8 para 118 lojas de José Gallo, presidente das Lojas Renner:

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pasta de Dente: tecnologia versus estoque de conhecimento.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS


Vi há um tempinho um vídeo com o título Pasta de Dente. O vídeo é trecho de uma palestra de Mario Sérgio Cortella, que conta um caso verídico ocorrido em uma estupenda multinacional que fábrica de tudo desde sorvete, a suco e pasta de dente. No caso contado, é possível perceber a relação da tecnologia versus o estoque de conhecimento e que às vezes aquela pode até mesmo ser substituída por este. Ou seja, a substituição por idéias de pessoas que estão ali vivenciando algum problema e buscam meios entre elas mesmas para solucionar algo, sem precisar investir muito em algum tipo de maquinário. Alguém que já passou por isso, no estágio ou no emprego, se identifica?

Pois me interessei pelo assunto fundamentado em algumas dúvidas de como o estoque de conhecimento pode afetar na nossa atuação profissional e no cenário empresarial, tais como: como ele se manifesta na vida e no trabalho cotidiano? como identificar e valorizar este capital intelectual? que questões culturais e comportamentais básicas devemos abordar para fazer uso dele no ambiente organizacional? como o uso das tecnologias implicam no trabalho do conhecimento?

E aí fui pesquisar sobre o assunto, e descobri o livro Como as organizações gerenciam o seu capital intelectual - Métodos e aplicações práticas de Thomas Davenport e Laurence Prusak (uma edição de 2003). Confesso que ainda não o li todo, mas já aproveito para citar algumas partes interessantíssimas, como a frase que o presidente da Hewlett-Packard (HP), Lew Platt, disse certa vez: Se a HP soubesse o que a HP sabe, nossa rentabilidade seria três vezes maior.

Pois vejamos, uma empresa nada mais é do que um conjunto de pessoas organizadas para produzir algo (produtos, serviços, ou ambos) e a capacidade de produção da empresa depende daquilo que ela sabe (do que as pessoas sabem) e do conhecimento aplicados nas rotinas de produção e atuação. Não é? Então, essa empresa só logrará êxito se as pessoas souberem o que estão fazendo, ou seja, demonstrarem competência em suas ações. Logo se é este saber fazer que define o que a empresa é (ou faz), então o estoque de conhecimento realmente simboliza a empresa num sentido importante.

Por isso este termo me intriga e por isso também é importante entender o papel do estoque de conhecimento nas organizações, principalmente para entender como algumas empresas são sistematicamente bem-sucedidas. Pois quando pessoas, tecnologias, produto, processos e ambiente de negócios mudam no decorrer do tempo, o que permanece? O que cria a continuidade que possibilita a determinadas empresas prosperar no decorrer do tempo? Acredita-se fortemente que a maneira, e o livro aponta este caminho, como as empresas produzem e transmitem o conhecimento é parte essencial dessa continuidade.

Em casos de empresas familiares o estoque pode estar todo concentrado no conhecimento do fundador da empresa. Em outras, pode ser que o estoque esteja na aplicação do conhecimento no processo de preparação e sucessão das lideranças. E neste contexto, os autores são categóricos: Temos certeza de que futuros estudos sobre conhecimento organizacional darão uma contribuição importante ao entendimento das fontes do sucesso duradouro.

E o que nós RPs temos a ver com isso? Creio que um pouco sim, pois tornou-se evidente para nós a necessidade de estudar como o conhecimento é gerido, mal gerido e não gerido nas organizações. E o livro aponta alguns caminhos, partindo do raciocínio em que o conhecimento deriva da informação, da mesma forma que a informação deriva de dados (transformação de dados em informação e informação em conhecimento). Nesta transformação todo trabalho é realizado pelas pessoas e é possível relacionar estas variações a partir da análise de quatro termos, classificado pelos autores, que começam com C, os 4 Cs:

Comparação: de que forma as informações relativas a esta situação se comparam a outras situações conhecidas?

Conseqüências: que implicações estas informações trazem para as decisões tomadas?

Conexões: quais as relações do novo conhecimento com o conhecimento já acumulado?

Conversação: o que as outras pessoas pensam desta informação?

Bom, para poder relacionar é preciso entender quais são os fatores que propulsionam a formação deste estoque de conhecimento nas organizações. Segue alguns pontos, segundo Thomas Davenport e Laurence Prusak, dos componentes básicos que colaboram nesta produção:

Experiência: O conhecimento se desenvolve ao longo do tempo através da experiência, que abrange aquilo que absorvemos de cursos, livros, mentores, aprendizados, vivências. Quando empresas contratam especialistas, elas estão contratando insights baseados na experiência, citação do livro.

Verdade Fundamental: A experiência transforma as idéias sobre o que deve acontecer em conhecimento daquilo que efetivamente acontece. Verdade de raiz, para tomar de empréstimo a expressão que o Center for Army Lessons Learned (CALL) do Exército dos Estados Unidos usa para descrever as verdades radicais de situações reais experimentadas in loco: firmes no solo, e não soltas nas alturas da teoria ou generalização, citação do livro.

Complexidade: A importância da experiência e da verdade fundamental no conhecimento é indicar a capacidade do conhecimento de lidar com a complexidade. Embora seja tentador buscar respostas simples para problemas complexos e lidar com incertezas fingindo que elas não existem, geralmente se decide melhor sabendo mais que sabendo menos, ainda que o 'menos' possa parecer mais claro e mais definido, citação do livro.

Normas Práticas: O conhecimento é entregue em meios estruturados, como livros e documentos e também de contatos pessoa a pessoa, como simples conversas ou relações de aprendizados. Títulos ou posições são os sinais formais mais comuns de quem tem ou deveria ter conhecimentos valiosos...[contudo] é possível que os melhores sinais do mercado do conhecimento - embora ainda periféricos - fluam pelas redes informais que se desenvolvem nas organizações. Dentro dessas redes, as pessoas perguntam umas às outras quem conhece o quê., citação do livro.

Este post, como pode ser percebido, não apresenta respostas e sim algumas indagações fundamentadas no estudo teórico e prático sobre este tema tão intrigante como é o estoque de conhecimento. Espero que algumas respostas ou algumas opiniões nos comentários, que já devem até ter sido vivenciadas na prática por cada um de nós, possam esclarecer sobre o assunto. Ah, o vídeo Pasta de Dente de Mario Sérgio Cortella:

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 2]

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Rodrigo Cogo, gerenciador do Mundo RP

Continuação de Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 1]

Grunig explica a trajetória de suas pesquisas:

1960: iniciam pesquisas sobre o comportamento dos públicos e o desenvolvimento de uma teoria situacional.

1970: perceberam como o comportamento do Relações Públicas influenciam para a imagem da organização perante os públicos.

1980: surge a teoria simétrica.

No início dos anos 1990, Maria Aparecida Ferrari fez uma ampla pesquisa em busca da excelência na comunicação. Em uma entrevista, a professora explicou afundo sobre a pesquisa realizada por James E. Grunig.

A professora diz que James E. Grunig coordenou um grupo de seis pesquisadores que realizou um extenso trabalho, patrocinado pela Internacional Association of Business Communicators Research Foundation (Fundação de Pesquisa da Associação Internacional de Comunicadores Empresariais) – IABC Foudantion, sobre as características da excelência em departamentos de relações públicas e sobre como tais departamentos tornam suas organizações mais eficazes. Foram pesquisadas 327 organizações nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido para identificar como as organizações praticavam as relações públicas de forma excelente e quais das práticas possuem uma maior probabilidade de tornar as organizações eficazes). O universo da pesquisa era composto por corporações, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos, e associações comerciais e de profissionais. O resultado dessa pesquisa foi à elaboração da Teoria Geral de Relações Públicas - A teoria é resultado de uma extensa análise da literatura e de pesquisa; seu início teve como premissa duas questões:

a) Qual é o valor de Relações Publicas para as organizações?

b) Se Relações Públicas tem valor, quais são as características de um departamento de RP eficaz?

Pela pesquisa foi possível usar a premissa para identificar e relacionar atributos da função de relações públicas e da organização que logicamente seriam possivelmente a razão de tornar a organização eficaz, diz a professora Maria Aparecida Ferrari.

Voltando à palestra e às explicações de James E. Grunig, entre os indicadores detectados para uma organização mais eficaz estão as relações públicas como função gerencial única que auxilia a organização a interagir com os elementos sociais, políticos e institucionais do ambiente e as relações públicas criando valor para a organização e para a sociedade através do cultivo de relacionamentos que incrementem ativos intangíveis tão relevantes quanto os ativos econômicos. Trata-se da concepção de que relacionamentos são valiosos porque reduzem custos, aumentam a rentabilidade, minimizam os riscos, protegem contra questões emergentes e crises. Tudo isto porque estão vinculados diretamente à reputação. A função gerencial de RP ultrapassa a parte técnica, enfatiza Grunig, porque pressupõe uma visão estratégica de administração e não o exercício pontual de atribuições. Os relações públicas atuam como conselheiros da ética e defensores da responsabilidade social, arremata ele. Sobre suas atividades recentes, cita o estudo da importância da construção de cenários, o estabelecimento dos efeitos do relacionamento na reputação e eficácia organizacional para determinação do ROI (return on investment) em RP e o estudo dos públicos passivo, ativo e ativista.

Grunig finaliza dizendo que o maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de institucionalização para a gestão estratégica das organizações.

Ainda na entrevista com a professora Maria Aparecida Ferrari, ela resume a pesquisa como uma estrutura conceitual para a prática profissional de relações públicas, que, com aplicações e revisões adequadas em diferentes culturas organizacionais e nacionais, é um componente fundamental da gestão eficaz em todo o mundo. Os resultados da pesquisa que resultaram na elaboração da teoria geral de relações públicas demonstram que a profissão tem função estratégica e que essa atividade geral valor tangível para as empresas, ou seja, ajuda as empresas a venderem mais seus produtos e serviços.

Os departamentos de Relações Públicas que participam das decisões estratégicas, que atuam como analistas de cenários estão preparados para fazerem a 'diferença' nas organizações e agregar valor. Finaliza a professora Ferrari.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 1]

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Rodrigo Cogo, gerenciador do Mundo RP


O post de hoje foi produzido em parceria da Belle com o Cogo e é fruto de ambas as percepções sobre o lançamento do livro 'Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos' - ocorrido em agosto na FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação) - e de uma entrevista posterior com um dos autores do livro, Maria Aparecida Ferrari. Pela extensão do material, dividimos em duas partes, a primeira vai ao ar hoje e a segunda parte publicaremos na sexta-feira.

No início de agosto aconteceu no auditório da FAPCOM na capital Paulista o lançamento do livro Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos, de autoria do consultor e pesquisador norte-americano James Gruning e co-autoria dos professores Maria Aparecida Ferra e Fábio França. O norte-americano veio ao Brasil não somente para o lançamento do livro, mas para realizar palestras com o tema Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos.

A obra reúne teorias, práticas e experiências dos autores e está dividida em três partes. Na primeira, Grunig apresenta um quadro teórico para o exercício da profissão, levantando a definição e o posicionamento das relações públicas (atividade responsável pela gestão da comunicação nas organizações). Seu reconhecimento global, aliás, tem feito de seus trabalhos fontes de informação para a análise do mundo corporativo atual e referência obrigatória em universidades norte-americanas e de países de outros continentes. Na segunda parte, Ferrari discorre sobre a profissão e suas práticas no contexto latino-americano e, na finalização, França aborda a gestão de relacionamentos corporativos, analisando os públicos prioritários das corporações. Importante fonte de conceitos, o livro traz a maior pesquisa internacional já realizada sobre o processo da comunicação nas organizações.

Para Maria Aparecida, as relações públicas estão mais vivas do que nunca. Ela assinala que a realidade norte-americana é bem distinta da América Latina, no sentido da absorção de profissionais da área, e então mais do que nunca precisamos de obras que revisem nossos paradigmas. Fábio França destaca que a ação de RP se estabelece por meio de relacionamentos, que levam ao conhecimento de perfil, preferências e demandas das pessoas como indivíduos e grupos. Por isto, suas pesquisas têm enfocado os relacionamentos corporativos, sua administração estratégica para obter resultados e respostas positivas para todos os agentes, de maneira permanente.

Grunig acredita que a temática das relações públicas no contexto da recessão mundial mereça análise, o que ressaltaria a relevância do livro. Em sua visão, a maioria das organizações parece pensar que podem viver sem o relacionamento com os públicos. Ele reconhece que RP foram reconhecidas no Brasil de forma diferente dos Estados Unidos, país onde mesmo entre profissionais atuantes não há uma conceituação única ou dominante. A abrangência brasileira é maior, porque não prioriza uma das três partes mais tradicionais de exercício profissional: relação com os meios de difusão de mensagens, função de marketing e função de gestão estratégica como ativo participante dos processos de tomada de decisão, para o que seria fundamental a capacidade de análise de cenários e o desenvolvimento de pesquisas sobre as expectativas dos públicos. Esta última área, na opinião do especialista, seria a mais completa e mais promissora para a consolidação da profissão.

Ele então relembrou sua trajetória como pesquisador e a formulação de dois paradigmas no setor - ele define paradigma como forma de entender a disciplina - O simbólico interpretativo que aponta as relações públicas como administradora de como os públicos interpretam a organização para protegê-la do ambiente. Nesse enfoque, interagem conceitos como imagem, reputação, marca e identidade. Seria o relações públicas como negociador de significados junto aos públicos, mas com ênfase na divulgação e na relação com os meios. E depois o paradigma da Gestão Estratégica Comportamental, com o RP participando da tomada de decisões estratégicas, a partir da comunicação simétrica e do engajamento com os públicos para além do domínio e do uso de técnicas. É deste diálogo que o panorama fica conhecido a ponto de permitir a negociação de sentidos e de atitudes sem indução.

Continua...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Relações Públicas Internacional.

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP

As Relações Públicas Internacionais (RPI) é um termo utilizado para indicar atividades de Relações Públicas, é um campo em expansão, que leva ao término ou tem uma positiva importância fora do seu país de origem, assim ajudam a derrubar barreiras geográficas, culturais, econômicas, linguísticas e políticas. Com a globalização, é comum a afirmação de que o mundo diminuiu, uma vez que os continentes, seus povos e cultura, se tornaram mais próximos por meio da tecnologia e da economia. A expansão das Relações Públicas Internacionais é resultado dessas mudanças.

O profissional que atua nesse segmento tem a tarefa de fortalecer parcerias e laços, a fim de desenvolver o crescimento das organizações e da sociedade. O Relações Públicas deve ter a percepção de tratativa com a comunidade, como disse Luiz Galuia em seu blog muitas empresas quando se estabelecem em uma determinada região não sabem a diferença de moradores e cidadãos – como cidadãos estamos protegidos por direitos e deveres e temos que saber qual é o intuito e participar de decisões que afetam a comunidade permanência da empresa. Quando as empresas tratam como moradores, são desligados das tomadas de decisões, muitas vezes não sabem o impacto da empresa na região.

Para todos estes papeis o profissional deve desenvolver estratégias de relacionamento, traçar planos de comunicação, fazer análises de aspectos culturais e de definições de etiqueta internacional para cada público. Além disso, o Relações Públicas também pode atuar em ações que envolvam dois ou mais países, por meio de eventos e conferências.

A experiência na área de eventos mostrou que o relacionamento com os públicos internacionais não era tratado de forma estratégica pelas empresas, conta Luciano Viana, sócio-diretor da Versus Comunicação em entrevista a RPCOM (Publicação da Metodista de São Paulo) nº 52. No mundo globalizado, compreender a cultura e o modo de pensar de outras pessoas e organizações é uma necessidade e um diferencial, já que as técnicas de comunicação intercultural possibilitam a construção de um ambiente de negócios favorável à tomada de decisões, ainda afirma.

A área encontra-se em constante expansão. Muitas corporações que chegam ao Brasil necessitam de profissionais capazes de estabelecer um relacionamento entre o governo e comunidade, do país. Além disso, elas precisam ser informadas sobre hábitos e valores locais, a fim de manter uma boa convivência e cooperação.

Viana comenta que há alguns anos o Brasil entrou na rota de grandes feiras internacionais de negócio, o que exige maior preparo para recepcionar os estrangeiros de forma cordial e profissional. Segundo dados da União Brasileira de Promotores de Feiras (UBRAFE), esses eventos recebem cerca de 45 mil compradores internacionais por ano. As feiras atuam como importante plataforma exportadora brasileira.

O mercado de eventos é extremamente dinâmico e atento ais detalhes, afirma Viana. O sucesso está em transformá-lo em grandes resultados. Essa área também está completamente relacionada ao serviço de RPI, uma vez que boa parte dos estrangeiros que visitam nosso país participa de algum tipo de evento. Dessa forma, a convergência e interação dos serviços nos possibilita cada vez mais especialização e excelência, finaliza.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Atitude.

Por Tainá Bucker, estudante de Relações Públicas da Univates

Durante a maior parte de nossa formação escolar e acadêmica somos bombardeados por teorias de todas as disciplinas que compõem a grade curricular dos cursos que fazemos, sendo que a parte prática fica sempre reservada só lá para o final, quando já estamos saturados de tanta leitura e blá blá blá que nem sempre saem dos papéis.

Mas não é somente esse conhecimento, ou mesmo a habilidade técnica que diferencia um ótimo profissional de um comum. Trata-se fundamentalmente de uma atitude pró-ativa perante o mundo. Nem sempre sabemos qual a melhor atitude tomar e na maioria das vezes não sabemos, mas quem está na chuva não deve fugir dela e sim aproveitar qual é a melhor forma de se molhar.

Meu povo, sinto que precisamos de um pouco mais de atitude. Mas também não é qualquer atitude que vai nos salvar. Há atitudes e atitudes. Pior do que ter uma atitude errada é não ter nenhuma atitude. Se sonhamos com grandes empreendimentos, temos que, no mínimo, decidir por algo e tomar decisões é sempre um momento crucial na vida de todos nós.

Atitudes podem ser tanto positivas quanto negativas. Mas por favor, eu espero que nenhum de vocês ainda pense que com negatividade conquistamos algo de bom. E como eu vinha dizendo, atitude é uma questão tanto de iniciativa como de interesse pelo trabalho e principalmente pela empresa para a qual estivermos prestando nossos serviços. Se nossos anseios ultrapassarem os limites do senso comum, isto quer dizer que queremos ir além do que nos é proposto e cobrado. E para que isto se concretize, só tomando atitudes que nos proporcionem resultados. Resultados estes, que só podemos medir se tomarmos, de fato, atitudes!

Como poderemos saber se determinado projeto dará certo se não tivermos tomado ação nenhuma? Se nada fizermos, nada acontecerá. E é por isso que muitas pessoas estão de mal com a vida, ansiosas e mal humoradas, mas sem mover nenhuma unhazinha sequer para mudar esta vibração. Pois ainda esperam que alguém tome as atitudes que competem a elas tomar. O medo, o despreparo e a insegurança, fazem com que muitos se desesperem quando precisam tomar decisões importantes. Mas a questão não é só a tomada de decisão e sim o que vem depois dela. Após decidirmos aquilo que deve ser feito, alguém precisa agir. Sem atitudes e ações práticas não saímos do lugar onde estamos. E o progresso vai ficando cada vez mais distante. Não caminhamos nem para frente e nem pra trás. A falta de atitude nos leva à estagnação.

Demonstrar interesse pelo trabalho a ser executado não é o suficiente para crescer no emprego. Ser amável, ético e responsável é essencial, mas não basta. Sem ação, todas as nossas teorias caem por terra. De que adianta ter bagagem disso e daquilo se na hora do pega pra capar” você simplesmente vai amarelar? E atenção para não chegar atrasado com as ações, pois não raro os outros tomam as atitudes que nós deveríamos ter tomado. E daí, se alguém fizer algo antes que você, como irá provar que você também teve tal idéia, só que ainda não tinha posto ela em prática? Antecipar-se aos acontecimentos também é uma virtude.

Se você quer realmente fazer a diferença no lugar onde trabalha, tome uma, ou melhor, várias atitudes, que com certeza numa delas será bem sucedido. Mas escolha-as com cuidado, para diminuir os riscos de insucesso, já que deles não temos como escapar. Meu lema de hoje é: sair das teorias e enfrentar a prática! Tome uma atitude. Perante o seu trabalho. Perante você. Perante a vida. Aja! Antes que seja tarde demais.

terça-feira, 31 de março de 2009

A importância da organização de eventos para a atividade de Relações Públicas.

Por Mateus Martins, estudande de Relações Públicas da UFRGS

Um pequeno manual da importância dos eventos nas RRPP.

Conceito de um evento
Evento é um acontecimento excepcional previamente planejado, que ocorre em determinado tempo e local e gera grande envolvimento e mobilização de um grupo ou comunidade, buscando a integração, a difusão e a sensibilização entre participantes para objetivos pretendidos. Estes devem ser colocados de forma clara e explícita, para que o público-alvo receba e assimile os temas abordados e as ações desenvolvidas durante os eventos. (por KUNSCH)

Comunicação Dirigida de um evento
Evento é uma ação de comunicação dirigida que, assim como as demais, funciona e gera resultados dentro de um planejamento estratégico e serve de aliado a outras ferramentas de comunicação.
Veículos de comunicação dirigida:
Escritos: manuais, correspondências, relatórios
Orais: telefone, radiocomunicação, alto-falante
Aproximativos: visitas, reuniões, serviços prestados à comunidade e eventos

O evento aproxima esses veículos, eleva o nível de entendimento e promove a colaboração mútua entre pessoas. O evento atinge em uma só oportunidade públicos específicos, com mensagens sendo divulgadas com maior eficiência e menor dispersão. (por KUNSCH)

A importância de um evento para as Organizações
Com o evento é possível chegar diretamente no publico alvo sem intermediários.
Ferramenta eficaz e direta na comunicação com o público-alvo.
Custo/benefício vantajoso.

O evento é um poderoso veículo por meio do qual as organizações podem chegar aos seus públicos de interesse e mostrar seus produtos e serviços, sem intermediários. Todo esse envolvimento é que tem provocado o incremento do número de eventos, pois é um dos meios mais práticos, diretos e econômicos para divulgação de informações dirigidas e sensibilização de públicos específicos. (por HAMAM)

Planejamento de um evento
Objetivos
Gerais e específicos, o que se pretende com o evento de forma ampla e especifica.

Públicos
A quem se destina.

Estratégias
Consiste naquilo que serve de atração para o públicos de interesse do evento.

Recursos
São todos os humanos, materiais e físicos que serão utilizados.

Implantação
É a descrição dos procedimentos, desde aprovação até seu término.

Fatores Condicionantes
São os fatos, decisões e acontecimentos aos quais o projeto fica condicionado.

Acompanhamento e Controle
É a determinação de quem e como será feita a coordenação de todo o processo de organização do evento.

Avaliação
É feita após o término do evento em forma de relatório para ser entregue a quem solicitou a organização. É uma espécie de prestação de contas.

Orçamento Previsto
Deve ser feito detalhadamente. É dele que virão os recursos financeiros necessários para o pagamento dos recursos humanos e materiais. Caso se busque patrocínio, apoio, permuta, deverá ser dividido em cotas para serem negociados com os interessados.

Operacionalização de um evento
Elaborado o planejamento (projeto) é importante pensar no Cronograma. Nesse cronograma envolve as diversas atividades e suas atribuições entre os membros da equipe. Nele estará envolvido todas as fases: Preparação (pré), execução (trans) e avaliação (pós). O antes o durante e o depois. (por CESCA)

Deve ser dada ênfase especial ao fator antecedência, onde o cronograma tem importância fundamental como ferramenta de avaliação e viabilidade de todas as tarefas e providencias para a concretização do evento. (por GIÁCOMO)

domingo, 23 de novembro de 2008

Evento@online.

Por Viviane Leme, Relações Públicas e Consultora de Eventos

Você já ouviu falar em evento online?

O Dj e produtor Moby optou lançar seu novo álbum (Last Night Remixed) por um canal já bem explorado pelos seus fãs, a web. Hospedado no My Space (uma comunidade tipo Orkut) o DJ reuniu grandes nomes do cenário eletrônico, promovendo um evento online, disponibilizou caixas de vídeo que possibilitaram checar os convidados discotecando. A notícia rapidamente se espalhou pelo universo online gerando acessos de fãs e curiosos.

A ação foi ótima! Nada melhor do que conhecer seu público e falar com ele através da sua linguagem. Parece uma coisa simples, mas não é! Grandes empresas gastam tempo e muito dinheiro para tentar conhecer melhor os hábitos de seus consumidores na esperança de conseguir decifrá-los, mas quase sempre em vão.

A Nokia, por exemplo, tem um responsável por observar os hábitos das pessoas quando usam o celular. Este, o designer de interfaces, viaja o mundo indo a países tão díspares quanto Uganda e Cazaquistão como um antropólogo digital buscando novas formas de projetar aparelhos.

Dá para imaginar quão sério é levado o assunto! Então antes de sair por aí querendo promover eventos, pesquise. Pesquisar é o caminho para apurar todas as informações sobre o público que estará envolvido (perfil, hábitos, interesses). Na web mais conhecido como search = busca direta e exata daquilo que interessa. Quanto mais informações você tiver mais seguro estará o sucesso e satisfação dos clientes com o seu evento.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Comunicação dirigida em mídia de massa.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Uma das atividades estudadas no curso de Relações Públicas é Comunicação Dirigida. À Comunicação Dirigida cabe a elaboração da mensagem eficiente, eficaz e apta a produzir os efeitos desejados no público receptor. Evidentemente, sob este enfoque, enquadram-se todos os requisitos e elementos essenciais que a integram e a caracterizam. E mais do que estudar seus aspectos teóricos e seus objetivos práticos, é interessante perceber como ela se aplica no cotidiano e nas ações das empresas.

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aldir Ferreira, em A Moda Agora é Comunicação Dirigida, cita Os jornais, as revistas, o rádio e a televisão – principais meios de comunicação de massa - estão cada vez mais, se especializando e se utilizando da Comunicação Dirigida, para atingirem determinados públicos, ou parte de seus públicos.

Neste aspecto, a NET em uma mídia de massa - em seu mais recente comercial de televisão - , aplicou a metodologia da Comunicação Dirigida pela diferenciação no atendimento personalizado e no serviço de exclusividade aos clientes. Em suma, o comercial simboliza o papel da empresa: se moldar as necessidades, aos anseios e as especificidades de cada cliente.

Apesar da visão de Regis Mckenna, no livro Marketing de Relacionamento, que caracteriza a publicidade como uma forma indireta de transmissão de mensagens - a qual considero a publicidade uma forma indireta de comunicação. O anúncio é um monólogo. Os anúncio são informação, não comunicação -, este comercial comunicou ao telespectador. Comunicou que a empresa preza pelo tratamento diferenciado e singular ao público estratégico, e dessa, forma, prima pelo diálogo. E é através do diálogo que as relações são construídas e os produtos e serviços concebidos, adaptados e aceitos. Mckenna.

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