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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Neuromarketing na Política é ético?

quarta-feira | 20 de outubro de 2010

Nas agências, a realidade é que publicitários e marketeiros quebrem a cabeça para fazer campanhas cada vez mais atraentes, que atinjam os objetivos do cliente: atrair, convencer, vender e fidelizar cada vez mais. Certo? Mas, e se esse processo ficasse mais curto e fácil? Se ao invés de estudar, estudar e estudar o comportamento do consumidor bastasse utilizar ondas de ressonância magnética para saber qual direcionamento dar às ações de Marketing?

VOCÊ DIZ SIM, MAS SEU CÉREBRO "DIZ" NÃO

De acordo com uma entrevista veiculada no blog do Estadão, pesquisas e estudos revelaram que:

  1. peças publicitárias que utilizam apelo não chamam a atenção das áreas do cérebro responsáveis pela decisão de compra, como a da memória e a de tomada de decisão;
  2. consumidores expostos ao símbolo da sua marca preferida apresentam a mesma atividade cerebral de pessoas muito religiosas frente ao símbolo de sua religião;
  3. Pepsi e Coca-Cola são iguais.
No Brasil, algumas empresas chegam a investir R$ 7 milhões em pesquisas sobre Neuromarketing, o que já indica uma tendência que daqui a pouco tempo também poderá fazer parte das estratégias de campanhas políticas em nosso país. Mas, ter acesso a informações que nem você, teoricamente, sabe, é ético? Investigar o que seu subconsciente pensa é invasão de privacidade?

Como já vimos no post anterior, a técnica do Neuromarketing utiliza ressonância magnética para identificar as áreas do cérebro que são estimuladas quando a pessoa em teste for exposta a determinadas imagens, sons, cheiros e situações, identificando o que ela realmente sente, e não o que acha ou diz que sente. Com certeza, esta técnica nos leva a entender melhor o comportamento do consumidor. E, no caso da política, do eleitor.

NEUROMARKETING É ÉTICO?

A técnica facilita, e muito, o entendimento do comportamento do consumidor, mas também pode causar prejuízos para as nossas decisões. Imagine, por exemplo, que campanhas políticas mais atraentes e difíceis de não se deixar envolver podem ser uma realidade muito próxima dos brasileiros. No futuro, elas poderão influenciar fortemente na escolha de candidatos e mudar o rumo de uma eleição.

Hoje, utilizar Neuromarketing é praticamente inviável financeiramente para a maioria das empresas e políticos, por causa do elevadíssimo custo. Mas, assim como todas as tecnologias, ela tende a ter o preço reduzido após alguns anos no mercado, tendo seu acesso ampliado, e podendo tornar-se comum em diversos segmentos, inclusive na política. A questão ética envolve, no entanto, muito mais do que uma suposta invasão do subconsciente. Envolve mudanças no comportamento das pessoas, que poderão gerar aumento nas vendas de produtos como cigarros, por exemplo.

Para evitar que consumidores e eleitores sejam expostos a propagandas feitas com base nesse tipo de estudo sem estarem bem informados, a World Business Academy solicitou ao Congresso norte-americano a investigação do uso comercial e político do Neuromarketing para que o público tenha conhecimento de quem o utiliza (lembrando que nos Estados Unidos esta técnica é utilizada há mais tempo do que no Brasil). Tomara que antes das atividades neurais brasileiras serem mapeadas algum órgão de regulamentação da propaganda também tome uma atitude assim.



Para entender mais esta polêmica, veja a campanha Stop Neuromarketing, World Business Academy.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cadê a empresa que fez sucesso ontem?

segunda-feira | 11 de outubro de 2010

Estratégia: envolver o máximo possível de pessoas para uma promoção da marca X pelo Twitter e Facebook.

  • E depois?
  • Depois o que?
  • Quando a promoção acabar.
  • Deixamos tudo como está para que todos vejam o sucesso que foi a campanha.
  • Mas porque as pessoas vão continuar seguindo se não postamos mais nada?
  • Ah, não sei, mas deletar não podemos. Então deixa por lá mesmo.

Este não é um diálogo real, ou até pode ter existido, mas não com estas palavras. Você certamente já viu e passou a acompanhar empresas que tinham como objetivo promover uma campanha.

É fácil reconhecer quando isso ocorre: os backgrounds são personalizados, falam insistentemente sobre benefícios e mandam o link para participação freneticamente. Lembrou de alguma? Dica: têm de carro, eventos a chocolate. Fácil de lembrar não é?

De fato, muitas vezes se obtém o resultado estimado, seja volume de RT’s ou inscrições, por exemplo. Todos passam a ter conhecimento daquilo, vai parar no Trendig Topics. Mas e depois? O perfil morre com a ação? Até onde é válido abandoná-lo quando encerra? Como ficam os mais de mil seguidores que teoricamente seguem porque se interessam pela marca?

Bem provável que se esse trabalho tivesse continuidade as pessoas iriam continuar acompanhando. Ou seja, não deixariam de seguir porque a promoção terminou. É uma estratégia a se pensar, em vez de uma criar várias páginas para cada ação, crie uma e tenha um grupo de pessoas interessadas em todos os seus produtos e serviços.

Claro que não é uma regra. Depende muito das divisões, políticas e estratégias de cada organização. Mas se tratando de atividades de cunho promocional não há problema algum de incluí-la no institucional que já existe (ou criá-lo caso ainda não exista), para que assim possa ser realizado um trabalho de relacionamento e até mesmo de feedback do que foi feito.

Agora, se você lembrou que provavelmente segue vários casos assim e nem se lembra mais quais são, essa ferramenta pode te ajudar: Twerpscan. Com ele você pode ver quais seguidores do seu Twitter não falaram mais nada e provavelmente vá encontrar algumas marcas nesta lista.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A caixa amarela, a cartinha e a caneca.

segunda-feira | 27 de setembro de 2010

Sexta-feira recebi a ilustre visita do carteiro da rua Sr. Almiro. Mais do que contas, revistas e correspondência, ele trazia uma caixa de Sedex. Uma caixa de Sedex endereçada a minha pessoa. Ohhhh! O que será? Que curiosidade! Porque afinal não é todo dia que recebemos algo deste tipo. Quando era criança, uma vez tinha esquecido meus óculos na casa de uma tia numa cidade muito distante. Dias depois ela mandou os óculos numa caixa de Sedex – amarelinha igual a que recebi na sexta – e eu voltei a enxergar novamente.

Mas voltando ao assunto. Olha que legal! O que tinha na caixa era um Press Kit com uma cartinha apresentando a Big Bang Comunicação e uma caneca! UMA CANECA! Não sei se mandaram a caneca para outros blogueiros, mas com certeza ela faz muito mais sentido para Ocappuccino :D

“Selecionamos alguns blogueiros e profissionais de mídias sociais para receber este press kit...
É assim que começa a carta. Que chique hein! Ocappuccino fazendo parte desta lista, que #orgulho!

A Big Bang é uma empresa que se ramificou da @estudiodecom. O Estúdio de Comunicação, desde 2002, trabalhava com assessoria de imprensa e comunicação online. Agora quem Irá trabalhar a comunicação na web 2.0 é a @bigbang_online. Com uma equipe exclusiva para as mídias sociais, o objetivo é posicionar os clientes neste novo mercado digital através de diagnóstico e planejamento, para que a empresa possa se relacionar através desses meios e cuidar da sua reputação online.

À frente da @bigbang_online estão as excelentes profissionais @bibianariedhors e @laismaciel, que aliás já começaram muito bem incluindo Ocappuccino no mailling de seletos blogueiros deste Press Kit :P #humildadesempre

Ah, como estratégia de lançamento, elas também estão promovendo uma ação que ira presentear 5 pessoas com o livro Mídias Sociais na Prática autografados pelo próprio autor, José Antônio Ramalho. Pra concorrer é só acessar este link aqui > http://bit.ly/cJ0MEy < depois fazer um comentário e dar uma twittada.
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domingo, 22 de agosto de 2010

Pepsi e Coca-Cola são iguais? O Neuromarketing responde.

segunda-feira | 23 de agosto de 2010

Ficou intrigado com o assunto do título? Saiba que eu também, e por isso decidi fazer um post sobre Neuromarketing.

Está se proliferando a produção de estudos que tentam descobrir a relação entre o que o consumidor pensa e suas escolhas de compra. Não é para menos, já que um dos maiores desafios de quem trabalha com Marketing e Vendas é atrair e fidelizar clientes.

Durante a faculdade, aprendi que técnicas de pesquisa como a aplicação de questionários, entrevistas em profundidade e Focus Group estavam entre os métodos mais indicados e utilizados para conhecer a opinião dos públicos, mas sempre me questionei: será que aquilo que as pessoas falam quando são questionadas é verdade? Quais fatores podem interferir nas respostas? Até que, na semana passada, tive conhecimento de um artigo que falava sobre um tal de ZMET (Zaltman Metaphor Elicitation Technique), uma técnica baseada em Neuromarketing, patenteada pelo Dr. Gerald Zaltman (médico e pesquisador de Harvard) que questionou a eficácia dessas habituais técnicas de se fazer pesquisa, afirmando que os consumidores não verbalizam os reais motivos de suas decisões de compra.

Ou seja, segundo ele a verdadeira motivação de escolha é muito mais inconsciente do que imaginamos. Como Zaltman conseguiu provar isso? Utilizando aparelhos de ressonância magnética, que traçam as atividades cerebrais e, através delas, identificam quais áreas do cérebro são estimuladas quando a pessoa está exposta a mensagens que têm relação com experiências de consumo, descobrindo o que ela sente após comprar, trocar ou receber uma recompensa.

PEPSI X COCA-COLA
Foi com a divulgação de um estudo envolvendo essas duas consolidadas marcas que o Neuromarketing tornou-se mais conhecido mundialmente. No estudo, os participantes experimentaram os dois refrigerantes sem saber à qual marca pertenciam (neste caso, foi utilizada a área do cérebro relacionada a recompensas). Quando questionados sobre qual seria o melhor, 50% disse PEPSI.

Na ocasião em que os participantes sabiam quais eram os refrigerantes (aqui foram utilizadas as áreas relativas ao poder cognitivo e à memória), o número passou para 25%, revelando que eles pensaram na marca, em suas lembranças, sensações e impressões, e indicando que a escolha estava relacionada com a marca (incluindo aí todos os valores agregados à ela) e não com o sabor.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO NEUROMARKETING
Apesar da técnica que une ciência e comunicação ser inovadora, não podemos descartar as chances de erro, já que cada pessoa relaciona emoções diferentes às experiências que tem, e essas emoções podem sofrer influências do meio, do contexto socioeconômico e da cultura onde estamos inseridos, da educação que recebemos e de outros fatores.

O Neuromarketing ainda é novo e requer altos investimentos para ser aplicado, o que limita bastante a sua utilização por um grande número de empresas. Por isso, quem pode e decide utilizar esta técnica ainda tem a chance de descobrir onde a concorrência, desprovida deste recurso, está falhando em suas campanhas e ações de Marketing, e conquistar o consumidor em cima das falhas dela, elaborando ações mais certeiras, adequando, por exemplo, cores, formatos de embalagens, cheiros, sabores e apelos sentimentais ao que o público espera/quer inconscientemente.

ASSUNTO PARA UM PRÓXIMO POST
E já que estamos num ano de eleições, que tal pensarmos no Neuromarketing em campanhas eleitoriais? Se é verdade que Bill Clinton já utilizou desta técnica, a tendência é que os marketeiros brasileiros também a empreguem no futuro para produzir campanhas mais persuasivas. O problema será a forma como eles a utilizarão: se para o bem ou para o mal. Aí entra uma questão ética, mas isso já é assunto para um próximo post.


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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Avon porta a porta: uma empresa além da campainha.

quarta-feira | 28 de maio de 2010

A Avon é uma empresa mundialmente conhecida pelas suas vendas de porta em porta, e depois de tantos anos de mercado seu sucesso é mais do que um fato. Seja por uma questão de reminiscência (a sua avó comprava o creme X, por isso, sua mãe passou a comprar e, consequentemente, você passou a usar o mesmo), de busca por novidades ou pela comodidade de comprar os produtos que vão vir até a sua casa sem você ter que fazer muito esforço, a maioria das mulheres já comprou ou usou algum produto da marca. E as que compram sempre vão ter alguma história seja boa ou ruim, mas em sua maioria é positiva.

Curiosa como sou, comprei o livro Avon: a história da primeira empresa do mundo voltada para a mulher, e posso afirmar que, até onde li, a história da sua fundação até os tempos mais atuais (o livro é de 2005) é fascinante! Para se ter uma ideia, esta fórmula incomum de vendas foi criada quase três décadas antes das mulheres (americanas) conquistarem o direito ao voto. Isso era uma grande ousadia, pois foi a primeira vez que as donas-de-casa tiveram a chance de ganhar dinheiro por conta própria. Ela é a maior empresa de vendas diretas do mundo, e com o passar dos anos deixou de vender apenas perfumes e cosméticos e passou a oferecer outros produtos que aumentaram ainda mais o nicho e a participação no mercado.

M
as não é para fazer propaganda da marca ou do livro que escrevo hoje. Na verdade, um dos pontos que me chamou atenção na leitura foi o capítulo sobre o uso das tecnologias. Nele, a autora Laura Klepacki explica que a Avon foi considerada a primeira marca de beleza a adquirir um site de comércio eletrônico, isso em 1996. (Isso mesmo há apenas 14 anos atrás! Não temos imagem deste site de e-commerce de 1996, mas a imagem que ilustra o post é do site da Avon em 1997). Eles sofreram uma grande pressão inicial devido a especulações que diziam que esse canal seria um concorrente das revendedoras, e que iria contra todos os princípios da empresa.

E
m uma época que falavam sobre uma possível revolução da internet, as críticas não foram relevadas, e permaneceram convictos com seu planejamento. Criaram sites com uma plataforma e visual únicos, porém, com conteúdos gerenciáveis por cada país (para manter as características de cada local em que estavam presentes). Algum tempo depois, foi criado o canal direto com as revendedoras de forma online. Do início dos anos 2000 para os três anos consecutivos os pedidos realizados de forma online aumentaram em mais de 70%. E na verdade eles nem esperavam que essa tecnologia fosse tão bem aceita. Pense que antes de existir essa forma eles se davam por satisfeitos por ter 10% dos pedidos enviados via fax. Mas claro que não é possível, ainda, excluir as que não possuem acesso ou conhecimento sobre a internet, mas esse grupo já representa quase que uma minoria.

E
ssa constante evolução e ousadia da marca ainda existem e são muito atuais. Claro que grandes concorrentes passaram a tomar a liderança da venda de determinados produtos, mas ainda assim a organização consegue ter uma comunicação eficaz com seu público. Dentre algumas ações que rapidamente me recordo estão as inserções de merchandising em novelas, cursos de maquiagem, propagandas... mas e na web como estão atualmente?

D
epois de todo esse histórico de evolução, fui conferir a presença online atual da marca. Apesar de não encontrar no site oficial - de forma clara - alguns canais, é possível ver várias ações deles em diferentes meios. Como é o caso da linha Color Trend, que possui um blog bem atrativo ao consumidor, mas ao julgar pelo número de comentários parece ser pouco visitado e com poucas postagens. O blog está inserido em outras redes sociais (Orkut, Twitter, Flickr e Youtube), uns com mais outros com menos participação (não vou entrar muito em detalhes sobre até onde é interessante para eles estarem presentes, mas vale conferir e fazer conclusões). Mas dentre outras ações legais deles estão um site que indica o perfume ideal pra você e o simulador de maquiagem, além de promoções que interagem com todas as ferramentas, no caso para divulgação.

E, por fim, uma atitude que julgo ser muito sábia é disponibilizar o catálogo online, mas não ter uma loja virtual. Isso mostra o valor que dão para todo o histórico e a característica de estar na porta das pessoas, se você deseja comprar, a loja indica uma revendedora próxima a você.

Acho que esse conceito de tradição e comprometimento, em especial com as revendedoras, que na verdade são o público interno da empresa, devem ser seguidos por outras. Apesar dos grandes avanços, não se pode perder a essência da organização. É possível sim estar em todos os canais e de formas diversas, mas sem perder a característica inicial, aquela que faz com que o seu consumidor indique facilmente a marca e diga com orgulho que utiliza seus produtos.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Super Oferta: Ações de Mkt por R$ 0,00.

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Todos nós sabemos que os profissionais de RP, ao contrário dos profissionais de marketing, na maioria das vezes tem pouca ou nenhuma verba para a realização de projetos e eventos, contando apenas com seu poder de persuasão e sua rede de contatos para conseguir apoios, patrocínios e parceiros.

Na verdade, pelo que sabemos, o título desse post poderia e/ou deveria ser trocado por SUPER OFERTA: AÇÕES DE RP, não acham? Cansamos de ver por aí ótimas sacadas em ações e publicidades, com baixo custo e altíssima efetividade. Qual seria então o segredo dessas empresas ao promoverem sua marca, produto ou serviço? Lógico, além de muita criatividade e conhecimento do negócio, elas investem em pesquisas mercadológicas e no marketing etnográfico, procurando conhecer a fundo seu(s) público(s), observando e interagindo com ele(s), afim de detectar tendências de mercado e comportamento.

Através de um planejamento estratégico e de uma boa relação com as diversas mídias, os RPs, baseados em ações pautadas exclusivamente pelos relacionamentos, conseguem ter um impacto igual ou maior que a publicidade junto ao seu público, e ainda com mais credibilidade.

Com certeza não posso e nem estou desmerecendo as ações de marketing milionárias que - além do retorno financeiro - cuidam da construção do brand equity da marca em questão. Mas uma coisa é certa, dinheiro não é garantia de sucesso no mundo da comunicação e do marketing, e isso se refletiu nos 2 primeiros episódios do Aprendiz Universitário da Rede Record (para quem não está acompanhado #ficadica: terças e quintas às 23h). Os 16 participantes, divididos em 2 grupos, que em cada episódio receberam em torno de 15 mil por grupo para realizarem uma ação para determinada marca ou organização, apresentaram graves erros (pra não dizer ridículos) de planejamento e execução. (Falando nisso, não vi nenhum estudante de RP por lá, apenas de PP e de outras áreas...eu me inscrevi!)

Li uma matéria, no site da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, sobre marketing de baixo custo para tempos de crise, onde foram apontadas 40 estratégias elaboradas por especialistas em marketing, entre elas 15 que saem de graça. Partindo da premissa de que menos é mais, resolvi trazer para vocês essas ações de custo zero para provar que criatividade e simplicidade podem sim, ser sinônimo de êxito nos negócios. Segue abaixo 6 das ações que são uma verdadeira aula de Relações Públicas, aproveite!

1. RECORRA À BLINDAGEM | Ação R$ 0,00 custo
A expressão pode parecer estranha, mas é comum no mundo do marketing. A tática consiste em aproveitar o contato com porteiros, seguranças e recepcionistas de prédios comerciais ou de condomínios onde a empresa faz entregas para se informar sobre as preferências dos consumidores que frequentam o local. O segredo está em saber ser simpático e comunicativo.

2. PEGUE CARONA NAS GRANDES MARCAS | Ação R$ 0,00 custo
Fornecedores de bebidas e alimentos costumam oferecer apoio para que os estabelecimentos comerciais adquiram uniformes, refrigeradores, mesas e cadeiras em troca de estampar suas marcas nesses produtos. É uma forma de baratear o investimento no ponto comercial e veicular o nome do negócio ao lado do de uma grande marca.

3 OUÇA OS CLIENTES ANTIGOS | Ação R$ 0,00 custo
Ao ouvir a opinião de quem já compra seus produtos e serviços, você obtém informações que ajudarão no aprimoramento do negócio e também mostra que está atento ao que o consumidor tem a dizer. Mas não se esqueça de mantê-lo informado sobre as sugestões implementadas.

4. ESTIMULE O BOCA-A-BOCA | Ação R$ 0,00 custo
A maioria dos consumidores confia mais na recomendação de um conhecido do que em um anúncio. Oferecer serviços e produtos de qualidade a preços competitivos é indispensável para que a fama da sua empresa corra solta. Além disso, você pode dar descontos a clientes antigos que indicarem novos.

5. DÊ ATENÇÃO AO PÓS-VENDA | Ação R$ 0,00 custo
O hábito de telefonar para o cliente perguntando se ele está satisfeito com o produto que comprou e se foi bem atendido ajuda a valorizar a imagem da empresa. Mas é fundamental estar preparado para tomar providências rápidas em caso de reclamação ou se for preciso trocar um produto.
6. GANHE PROJEÇÃO NA MÍDIA | Ação R$ 0,00 custo
Para ganhar respeito e visibilidade, você tem a opção de escrever artigos para publicações dirigidas ao seu público-alvo. Outra saída é oferecer-se como fonte para reportagens sobre o seu setor. Pode ser em jornais e revistas de bairro ou de associações de moradores.

E mais. Confira aqui, as outras 9 ações de custo R$ 0,00 (DIVULGUE SEUS PONTOS FORTES, USE AS REDES SOCIAIS, COLOQUE FILMES NA INTERNET, TIRE PROVEITO DO CADASTRO, INVISTA NAS PARCERIAS, SEJA SEU PRÓPRIO GAROTO-PROPAGANDA, ADICIONE SERVIÇOS, CAPRICHE NO SOM e CRIE UM SLOGAN PARA OS E-MAILS) e também outras ações de custo baixíssimo. Não perca tempo e na próxima reunião de brainstorming apresente algumas dessas ações para a campanha que está sendo elaborada na empresa.

sábado, 27 de março de 2010

MMN: certo ou errado, eis a questão!

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Marketing multinível (MMN), ou ainda nosso velho conhecido marketing de rede, é um sistema de marketing caracterizado pela formação de uma rede de contatos através da indicação de novos associados. Segundo especialistas do ramo, a internet representa o caminho mais eficiente para a criação de um bom networking. Além da ampliação da rede de contatos dos distribuidores, a internet seria responsável por agregar inovações no processo de comunicação e relacionamento entre empresas, distribuidores e consumidores. Contudo, se o MMN já carece as vezes de confiabilidade, imaginem num ambiente virtual?

Exemplo esquemático do marketing multinível.

A TIA NA PRAIA
É cada vez maior a aceitação desta estratégia por grandes empresas como Gillete, Xerox, Chrysler, Coca-Cola, Ford, Motorola, entre outras, que a partir de uma comunicação eficaz direcionada para suas seletas redes de relacionamento, alcançam maior êxito nos negócios. Aliás, lembra daquela tia nos anos noventa que nas férias na praia só queria vender os produtos Amway pra família e te convencer a ser uma perna (era assim que eles chamavam os novos vendedores) da rede? Isso é MMN. Na teoria o plano era perfeito, redes de contato + motivação = sucesso. Mas o sistema de marketing multinível ainda está sujeito a muitos questionamentos em relação à sua eficácia, tais como a saturação do mercado e a falta credibilidade de algumas empresas.

A CONFUSÃO
Algumas pessoas confundem o MMN com o esquema em pirâmide e com o esquema em matriz, que na vedade são dois golpes não-sustentáveis. Confira as diferenças.

A OFERTA TENTADORA
Trago esse assunto n’Ocappuccino pois recebi um e-mail hoje bastante duvidoso de um tal Engenheiro José Carlos, porém atraente, a começar pelo título Ministério da Justiça apresenta, imóvel em 30 anos sem juros, sem Serasa. Mas pelo sim, pelo não, resolvi abri-lo e me deparei com uma oferta tentadora. Leia a oferta tentadora.

É A MINHA CHANCE
Eu logo pensei: essa é minha oportunidade de sair de casa antes de me formar, mas fiquei com a pulga atrás da orelha em clicar para atestar a veracidade do e-mail e fui procurar na rede mais informações sobre a tentadora proposta da AFTB – Associação Frutos da Terra do Brasil.

O DÉFICIT HABITACIONAL
Mas você deve estar se perguntando o que esse e-mail tem a ver com marketing multinível? Pois no site da OSCIP, fundada em 2007 e com mais de 20 mil associados no país, além dos benefícios de se tornar um associado, você encontra o Programa de Geração de Renda, onde o associado ao divulgar o programa para sua rede de relacionamentos além de poder receber sua carta de crédito antes dos 36 meses (que seria o tempo de carência onde você só paga a taxa associativa), ainda recebe dinheiro na sua conta por suas indicações. E pasmem, se você for um expert do marketing de rede poderá ter seu imóvel em apenas 6 meses! O objetivo da associação, segundo o presidente da AFTB – Carlos Alberto Rotermund é combater o déficit habitacional em 20 anos. (Otimista ele né?!)

EU, A CÉTICA
Tão fácil, e tão difícil de acreditar, que comecei uma busca incessante por informações no nosso conhecido amigo Google. Olhei alguns sites (eles te dão um site com o nome que você quiser para divulgar o negócios entre outras ferramentas), entrei em alguns fóruns e encontrei opiniões diversas, umas dizendo que é impossível uma OSCIP financiar todos esses imóveis sem juros para tanta gente, e outras defendendo com unhas e dentes o projeto, inclusive oferecendo palestras sobre como adquirir sua casa própria através do SAC da AFTB (eles ganham bônus por isso).

ENTÃO, É SOLUÇÃO OU GOLPE?
Diante de tantos depoimentos, contra e a favor, a pergunta que não quer calar: Será o marketing multinível da AFTB a solução para os problemas de moradia no país ou será o maior golpe do esquema da pirâmide do século XXI? O que se sabe é que já existem alguns contemplados por mérito (bonificação por indicações), e os primeiros que aderiram ao programa em 2007, e esperam o fechamento dos 2 anos e meio para enfim comprarem suas casas ou apartamentos. E você leitor o que acha: sonho ou pesadelo?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Shock Advertising.

Por Max Delazeri, formado em Relações Públicas pela UFRGS

Shock Advertising é quando usamos, nas Relações Públicas ou na Publicidade, de artifícios que podem chocar o público. A propaganda chocante é um tipo de publicidade que deliberadamente, em vez de só propagar uma ideia, assusta e ofende sua audiência por violar normas ou valores sociais e ideais pessoais. A Publicidade Choque é destinada principalmente a romper o que é normal, para captar a atenção e criar buzz, e também para atrair uma audiência para uma determinada marca ou trazer a consciência de um problema de determinado serviço público, questão de saúde, etc.

Segue abaixo algumas peças de Shock Advertising:


Uma agência de publicidade no Chile colocou cigarros falsificados nas calçadas. Se algum fumante parar para pegar o cigarro, encontrava a frase: "Parece que não só você precisa de um cigarro, você também precisa de ajuda.



Esse poster pendurado no túnel do metro, brinca com a propaganda do IPOD. No entanto, ao invés de uma pessoa ouvindo música, ele apresenta um torturado de guerra.


Se você carrega uma faca o mais provável é você conseguir esfaquear-se. Essa peça é para chamar as pessoas para o hotsite itdoesnthavetohappen.co.uk

Esse anúncio feito por um escritório de advocacia é curto e grosso. A frase diz: A vida é curta. Divorcie-se.

Onde esta o seu filho? Alerta aos pais para cuidar dos seus filhos perto da água.

A vida é muito curta para o emprego errado. Diz o anuúncio de um site de empregos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Marketing na Era do Nexo.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

No último post escrevi sobre o livro Transmarketing - Estratégias Avançadas de Relações Públicas no Campo do Marketing do Waldyr Gutierrez Fortes, ainda não terminei de ler todo, mas nas duas semanas de férias já adiantei bastante. Minhas primeiras impressões sobre o livro estão no post, mas hoje quero falar de outro livro que comecei a ler neste periodo de férias: O Marketing na Era do Nexo de Walter Longo e Zé Luiz Tavares. O livro retrata as experiências e conhecimentos, dos dois autores, acumulados em décadas no mercado. Com certeza, todos devem conhecer Walter Longo, ele é vice-presidente de planejamento da Y&R, empresa de Roberto Justus, e era um dos conselheiros no programa Aprendiz, quando o galã topetudo ainda apresentava na Record.

Falar do conceito de Nexialismo é falar de uma espécie de supraciência que integra de maneira sinérgica, complementar e sequencial as várias disciplinas que compôem o conhecimento humano, de modo que as coisas e atividades façam nexo entre si. Complicado? Vamos facilitar então. Na verdade, pra mim fica claro que a ideia central do livro é a relaçao do mkt do medo versus mkt do nexo. Segue trecho da página 28:

"Os administradores e gestores devem ter em mente que qualquer decisão empresarial precisa se basear em nexo, e não em medo. Porque, todas as vezes que decidimos por medo, os riscos dessa decisão acabam sendo exponenciais. A decisão baseado no nexo, seja ela de avançar ou parar, acaba sendo um processo equilibrado, sereno e consciente. Leva em conta fatores reais de avaliaçao e permite o controle do processo nas mãos da organização. Já a decisão pelo medo é exógena, repleta de variáveis incontroláveis. Quem decide não é você, mas os humores do mercado, os movimentos de seu concorrente, as notícias do jornal. Por isso, sempre que uma empresa opta pelo 'marketing do medo', está se jogando de forma insegura rumo ao desconhecido.

Os autores querem dizer que o medo move as ações para o campo da imprecisão, do 'sem querer', do sem nexo, sem a vocação e os valores da empresa, sem objetivos de longo prazo. E do contrário só decisões baseadas no nexo podem manter a evolução estratégica de um produto, marca ou empresa.

No capítulo 2 - Nexo em tempos de Tesarac: uma abordagem muito interessante das mudanças que ocorrem hoje. Nos tempos de cursinho, um professor de história sempre usava uma frase para marcar os períodos de transição, por exemplo do sistema feudal, para o mercantilismo e depois para o capitalismo. Ele falava assim: Tudo que existe está em constante transformação, e tudo que se transforma, se transforma para o seu oposto. Nunca esqueci dessa frase. Basta refletir para ver que faz o maior sentido. E é justamente isso que trata este capítulo, os autores contam que o poeta, autor e compositor americano Shel Silverstein criou a palavra 'tesarac' para descrever aqueles períodos da história em que ocorrem mudanças sociais e culturais significativas. E durante um tesarac, a sociedade se torna cada vez mais confusa e caótica, até conseguir se reorganizar. Percebam neste trecho da página 20:

"É uma frase na qual reconhecemos o que 'já era', mais ainda não sabemos distinguir perfeitamente o que 'vai ser'. Durante um período de tesarac, primeiro se destrói para depois se construir; antes se repudia o velho para apenas posteriormente se adotar o novo. O que está no passado já não vale mais e, ao se olhar para o futuro, não se tem a menor ideia do que vai valer.

Grifei as expressões antônimas para simbolizar a frase que meu professor sabiamente pronunciava em todas as aulas: a consntante transformação para seu oposto. E não é exatamente isso que estamos vivendo agora? Um momento na história do marketing e da comunicação em que as promessas do novo ainda não se cumpriram e o que era o padrão já não nos serve mais. As mídias de massa tradicionais perdendo relevância, ao mesmo passo que os novos meios ainda não tem notoriedade para substituí-las. A audiência de espectadores, que antes era o que valia, agora perde terreno - muitas vezes - para a atenção de articuladores interessados que é o que mais interessa.

Mas afora tudo isso, uma pergunta deve intigrar: É o setor de comunicação ou de marketing o responsável pela aplicação da cultura do nexo nas empresas? Walter Longo e Zé Luiz Tavares respondem assim: como dizem que o pênalti é um momento tão importante do jogo de futebol que deveria ser cobrado pelo presiente do clube, da mesma forma a manutenção do nexo na empresa é algo tão fundamental que talvez devesse ser missão de seu lider maior, para que pudesse ser obrigatoriamente praticado por toda organização.

Interessante essa visão, e é a mesma percepção que Nomércio Nogueira, Diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa tem sobre a sustentabilidade: que deve ser trabalhada por toda a empresa. Em entrevista à Comunicação Empresarial mais recente, nº 73, ele fala na página 34:

"A sustentabilidade, na Alcoa, é responsabilidade de todos os setores, tanto os industriais como os de serviços corporativos, como a área de comunicação, Nenhum setor da Alcoa atua sem ter como alicerce fundamental a sustentabilidade. E, na minha opinião, essa é a única forma de uam empresa ser ou buscar ser sustentável. Se a sustentabilidade for de uma só área, é porque não está totalmente integrada à estratégia da operação. E se for responsabilidade da área de comunicação corre o risco de se tornar apenas discurso, sem pé na realidade. É imporante perceber que temas tão em voga e tão importantes, se não forem realmente incorporados à cultura da empresa, dificilmente sairão do discurso vazio ou de ações paliativas.

Já havia lido quase 1/4 do livro e estava achando estranho - por tratar de temas como planejamento, comunicação, estratégia - não haver citação des relações públicas (na verdade o livro faz pouca referência às profissiões e aos profissionais como marketeiros, publicitários, analistas, jornalistas, consultores, relações publicas, porque na era do nexo o que importa não é o diploma de graduação e sim um profissional capaz de integrar conhecimento técnico com imaginação, pertinência com ousadia, profundidade com gestalt).

Mas na página 49 - cápitulo 6 (Demita o diretor de Marketing ou o promova a Diretor de Nexo) - ao falar da má gestão da comunicação nas empresas, com a descentralização da verba de mkt e a contratação de diversas agências, uma para cada departamento e da atuação dos gestores em prol de interesses particulares, eis que surge a citação: ...o presidente quer impressionar o board, o diretor de marketing quer deixar sua marca, o diretor de RP quer agradar os coleguinhas, enquanto na agência de propaganda - o diretor de criação só pensa em ganhar prêmio, o de mídia, em ficar bem com seus veículos, e o diretor de atendimento, em ficar bem com todo mundo. Putz! Pegaram pesado!

Depois dessa avacalhação geral, algumas pérolas retiradas do livro para descontrair:
Página 27: A pressa é inimiga da reflexão.
Página 31: Sempre acreditamos que o medo paralisa e a coragem nos move. Aprendemos que os heróis vão para a frente e os covardes ficam para trás. Que é a coragem que faz as pessoas e as empresas tomarem decisões. Entendemos que avançar significa ousadia e paralisar é sintoma de covardia. Com isso, acabamos traduzindo medo pela função estática e coragem pela atividade dinâmica das pessoas e organizações. A conclusão óbvia e generalizada é a de que coragem faz avançar, enquanto o medo faz recuar.

Até aonde eu li ainda não foi abordado a metodologia de aprendizado ou aprimoramento do nexo na empresa como um método científico, mas já li no sumário que o capítulo 17 – Medindo o Nexo: uma proposta metodológica - trata justamente disso. Ainda chego lá, mas vai demorar um pouco.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Primeiro de Fevereiro.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

Hoje é um dia especial (e não é por ser meu aniversário) , é dia do publicitário. O dia mais que merecido desse profissional que se estressa muito, que não dorme, que esquece de comer, tudo em prol da propaganda brasileira e de seu próprio sustento, é claro.

Deixando as brincadeiras de lado, é o dia de um profissional que confunde sua história com a história da humanidade, que cria desejos, causa emoções e tudo em 30 segundos (ou em uma, meia, ¼ de página). O publicitário que planeja, que cria, que entende. São tantos os nossos papéis que só contemplo todos quando digo que comunica.



Eu sou apaixonada pelo que faço, me arrepio com cada boa ideia, choro com as propagandas do Zaffari, tenho um acervo enorme de propagandas que acho inteligentes no meu computador, vasculho coisas históricas, tiro conclusões, me orgulho quando dizem que a nossa propaganda é uma das melhores do mundo, sofro quando desvalorizam a capacidade técnica de nossos profissionais. A propaganda é minha vida. Ela me decepciona de vez enquando, mas sempre fazemos as pazes. Sinto-me privilegiada de ter nascido no dia do profissional da propaganda, e tenho a imensa certeza de que nasci para isso. Antigamente eu dizia que propaganda não vendia e ficava possessa quando teimavam comigo, hoje eu sei que vende, mas vende muito mais do que produtos, vende conceitos, ideias, paixões.

E por falar em ideia, a ideia inicial desse texto era contar a história da publicidade no Brasil, mas sinceramente, ao escrevê-lo, vi que era desnecessário. A própria publicidade conta sua história, através das realidades de cada época, então, nada mais justo de mostrar por que me apaixono a cada dia por ela.

Linha do tempo da Publicidade


A evolução da propaganda é algo evidente, primeiramente com público em grande parte analfabeto, os anúncios eram muito mais visuais, cheios de desenhos de impacto, na maioria das vezes de remédios de procedência duvidosa, que prometiam curas mirabolantes mais duvidosas ainda. Há um tempo atrás recordo-me de ver um blog cheio de propagandas para drogas, hoje ilícitas. Passado o tempo, a segunda guerra mundial, o desenvolvimento tecnológico e a modernidade chegam e com elas uma série de novos produtos que nunca tinham sido vistos, a publicidade então passou a ser explicativa, com textos enormes e argumentativos, que realmente convenciam as pessoas a comprar geladeiras, TVs, aspiradores de pó e assim por diante. Hoje a rapidez da pós-modernidade, a publicidade está mais enxuta. E assim ela vai se moldando a cada realidade, se adaptando, se reinventando. Escolhi algumas (poucas) propagandas, em geral as de TV, que demonstram bem essa característica.
Nessa época as propagandas eram únicas, desenhadas a mão. O engraçado é perceber as necessidades do povo, além da língua portuguesa antes das inúmeras reformas.

Esse anúncio do Modess (imagem à direita) é um dos que melhor retrata a modernidade. Ele praticamente ensina o quão mais prático, seguro e higiênico é usar um absorvente descartável. Graças a ele as mulheres são o que são hoje, até porque não haveria condições de trabalhar, sair, se divertir com uma toalhinha entre as pernas, mulher sofre.

Chico Válvula Presa

Na década de 60 já temos um incidência e influencia maior da TV, eu queria mostrar várias, mas não vou chover no molhado, porque cobertores Parahyba já tem um merecido destaque, Se você não viu procura no YouTube, porque vale a pena, digo o mesmo da estrela brasileira neste céu azul (uma estrela meio decadente hoje, mas que teve longos tempos áureos). Essa campanha de natal da Varig me fez gostar de jingles. Vou dar destaque a uma campanha que acho genial, mas que ficou meio esquecidinha, os vilões da Bardahl, a campanha foi tão boa que mereceu um remake na década de 80, o mais incrível foi achar essa campanha no YouTube (eu amo o YouTube), e viva ao Detetive Bardahl que acabava com todos os vilões que acabavam com seu carro.



Ficha técnica | Agência: Miller, MacKay, Hoeck e Hartung | Adaptação para o Brasil: Alcântara Machado e Denison | Anunciante: Bardahl | Produto: Óleo Aditivo

Duchas Corona, um banho de alegria num mundo de água quente

Esse jingle talvez tenha uma das histórias mais curiosas da publicidade. Teve um sucesso inegável. As vezes tomando banho, no meu chuveiro de marca concorrente, e canto o jingle sorridente. O fato é que a agência encomendou o jingle a Francis monte, um compositor da época, ele escreveu, mas a estaff da agência achou que não era bom e que mais parecia um comercial de sabonete do que de ducha. mas o compositor não se deu por vencido e levou a fita com o seu jingle diretamente ao presidente das duchas Corona, o resultado disse é um dos jingles chiclete mais bem sucedidos da história do Brasil.



Ficha Técnica | Cliente: Corona | Produto: Duchas | Agência: Marcel's | Produtora: Publisol | Composição: Francis Monte

Hitler - Propaganda Folha de SP

Essa propaganda foi ao ar nos anos 80 e é na minha opinião uma das mais inteligentes de todos os tempos. A simplicidade dela chega a me comover, e chego a conclusão que quanto menor a verba, melhor a propaganda. Feita por Nizan Guanaes sob os olhos cuidadosos de Washigton Olivetto não podia-se esperar menos dela.



Ficha Técnica | Título: "Hitler" | Agência W/GGK | Produto: Folha de S. Paulo | Anunciante: Folha da manhã | Criação e Redação: Nizan Guanaes | Direção de Arte: Gabriel Zellmeister
Direção de Criação: Washigton Olivetto | Produção/Filme: Chantal Marmor | Direção/Filme: Andrés Bukowinski | Fotografia: Felix Monte | Produtora: ABA

O tempo passa, o tempo voa...

O tempo passa, o tempo voa e esse comercial ainda é lembrado. A poupança Bamerindus pode não mais continuar numa boa, mas não pode culpar sua falência a falta de visibilidade de marca. vai dizer que você não tem uma tia que quando fala que você ainda ontem era um bebê não canta essa musica, ou simplesmente diz essas famosas palavras. Aí a gente vê o poder da propaganda, que perdura durante anos, mais mesmo que a própria empresa. A comunicação é eterna, por isso um erro pode ser fatal.



Ficha Técnica | Título: "O tempo passa, o tempo voa" | Agência: Colucci | Anunciante/produto: Bamerindus/Caderneta de Poupança | Criação do Tema: Walter Santos e Tereza Souza | Produtora/som: Nosso Estúdio | Criação para TV: Fernando Rodrigues e Milce Junqueira | Direção: André Bukowinski | Produção ABA Filmes

Em todas as épocas tivemos bons e maus comercias, uns bons sem resultado, outros ruins com resultado. As vezes não adianta um comercial ser mega criativo, se o público não captar a mensagem. Falando de propagandas internacionais, A Cadbury, cujo a conta pertencia a Fallon, teve uma propaganda premiadíssima, mas que não alcançou o sucesso desejado o que fez com que a agência perdesse a conta da Cadbury. Presenciei a própriadiretora de atendimento da Fallon admitindo isso diante de milhares de pessoas no MaxiMídia 2008. Eis o comercial para que vocês entendam.



Por fim, nem só de comerciais bons vive o mercado (vide cocô na casa do Pedrinho e guaraná Dolly). O importante é vender, mais que um produto, uma ideia um conceito, uma imagem.

A propósito, feliz dia do publicitário.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

RP + MKT = Transmarketing.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públias da UFRGS

Mais do que falar do livro Transmarketing de Fortes, este post é também um agradecimento a @belle_rp (blogueira do Abordo) por ter me presenteado com um exemplar da obra, pelo meu aniversário atrasado, só tem um detalhe, eu faço aniversário em novembro. Na verdade a história foi assim: esses dias vi ela tweetando sobre o livro, e que tinha ganho 2 exemplares no ERERP que aconteceu em agosto em Londrina. Aí fiquei com muita vontade de conhecer mais sobre o tema e dei um RT dizendo que queria muito ler o livro e chatiei chatiei chatiei ela para me mandar. E não é que dia 8 de janeiro, sexta passada, recebo um sedex em casa! Como dizemos aqui no sul: Que guria! Mais do que a frase O que vale é a intenção! (palavras dela escrita na contracapa do livro) o que valeu mesmo foi o gesto, digno daquelas empresas que conhecem seus clientes, como o Zaffari. Não podia esperar menos dela, afinal será RP. Valeu Belle.

Bom, sobre o livro. Comecei a me interessar pelo tema lendo, no Portal de RP e Transmarketing, do Professor Wakdyr Gutierrez Fortes, alguns trechos do livro. Na verdade parei faz um tempo de discutir aquele assunto que há muito tempo se discute: RP é ferramenta de Mkt ou Mkt é ferramanta de RP? E parece que o Transmarketing vem para acabar com estas dúvidas, pois os dois, e o livro retrata bem isso, tem atividades diferentes e complementares. E isso era algo que estava procurando faz um tempinho. Inclusive é isso mesmo que a jornalista Viviane Pacheco diz em sua crítica da obra no próprio Portal:


"Qual a empresa ideal: aquela que tem a preocupação de vender o produto e, assim, passa a fazer um grande esforço para que o marketing consiga fazer uma boa apresentação do produto ao cliente; ou é aquela empresa que tenta descobrir, através das Relações Públicas, as causas que podem facilitar o relacionamento com o consumidor, tentando torná-los fiéis? Pensando bem, o melhor mesmo é que a empresa consiga ter o entrosamento dessas duas concepções, não é mesmo? E é aí que se encaixa o conceito do transmarketing. A idéia é unir esses dois objetivos, fazendo com que os esforços comerciais das empresas não encontrem barreiras ao seu sucesso... Waldyr salienta que o transmarketing visa justamente demonstrar que as duas áreas têm incumbências perfeitamente delimitadas, com atividades distintas que se completam no final do processo.

E foi com esta ideia que comecei a ler o livro nesta segunda. Logo de início uma curiosidade. Qual será a origem deste termo? E já tenho uma pista para desvendar. Transmarketing não pode ser uma aglutinação de relações públicas + marketing, pois daria outra denominação. A minha pista está no capítulo 1; lá Fortes, escreve: As organizações, cada vez mais, procuram tornar-se pujantes e competitividas... Além disso, precisam se transacionar e relacionar-se com diferentes grupos, todos, apresentando interesses específicos. Transacionar é um conceito novo para mim e uma boa pista sobre o nome, mas ainda não consigo afirmar com certeza, e talvez nem saberei, ao final do livro, se ao certo é.

Falando agora do conteúdo inicial do livro, o que me incomodou um pouco foi esta clara delimitação, que Viviane Pacheco citou em sua crítica, dos campos de atuação das duas áreas. Concordo que os 2 tenham claras diferenças de definição e atuação, mas a forma como foi citada esta distinção por Fortes na página 11 que em incomodou:

"Dois sistemas estão disponíveis nesse particula, os quais podem ser acionados por qualquer categoria de estrutura institucional: o de Marketing, voltado às estratégias de conquista de mercados, e o de Relações Públicas, dedicado ao relacionamento público das organizações...

O que me aborreceu foi relacionar as estratégias de conquista de mercados apenas com o marketing. Sei que no livro é tocado, mais adiante, no conceito Relações Públicas Estratégicas, mas posto assim dá a impressão que relações públicas só comunica aos públicos, nuam visão bem romântica, e que isso não afeta em nenhum momento as ações mercadológicas e resultados de negócio da empresa. Concordam? Em outros trechos, ainda no capitulo 1, o autor fala: ... as Relações Públicas criam e fortalecem a opinião dos públicos, em mútua compreensão, determinando o estabelecimento de uma opinião públias genuína a serviço do interesse público... Concordo plenamente, mas o interesse não é somente o consentimento público, mas também é o foco no negócio, na estratégia empresarial, no mercado, e isso não consta nestes trechos.

Estou lendo a segunda edição, que é de 1999 (e não faz mal ter 11 anos, pois é um livro conceitual), e estou ainda no primeiro capítulo, mas tenho certeza que será uma ótima leitura (tirando estas pequenas críticas, mais chatas do que construtivas). Recomendo a todos. Se não tiverem nenhuma @belle_rp que os presenteiem, comprem!

Então Mkt e RP não se discute mais, agora o que resta é: endomarketing ou comunicação interna? assessoria de imprensa é para jornalista ou rp? comunicaçao integrada dá certo nas empresas? Esqueci de alguma?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

My Starbucks Idea e a Construção Colaborativa de Marca.

Por Mariana Oliveira, estudante de Relações Públicas da UFRGS



A Starbucks, ciente de que seus consumidores têm ótimas ideias sobre a empresa – simples ou revolucionárias –, deseja ouvi-las, para que as ações do futuro sejam construídas conjuntamente. Com este objetivo, em março de 2008 foi lançada a plataforma interativa My Starbucks Idea.

Neste ambiente virtual, os consumidores criam seus perfis e podem interagir tanto com a marca quanto com outros consumidores: todos estão convidados a compartilhar seus pitacos sobre a Starbucks, que são divididos em temas como Produtos, Experiências (ambientação das lojas, facilidades) e Envolvimento (ações de responsabilidade social/ambiental). As sugestões podem ser votadas e comentadas pelos próprios usuários e, depois de rankeadas por votação popular, são analisadas pela equipe Starbucks. As ideias consideradas relevantes (e possíveis!) são implementadas e publicadas no blog Ideas in Action (Idéias em Ação), inserido na plataforma. O blog é a “prestação de contas”, a prova de que as sugestões podem, sim, ser colocadas em prática, fazendo com que o consumidor se torne peça-chave no processo de construção da marca.

No seu primeiro ano, a My Starbucks Idea recebeu 75 mil sugestões, além de milhares de votos e comentários. E as discussões não se limitam a discutir sabores de café, facilidades em pagamentos, pedidos de wi-fi nas lojas: algumas são realmente surpreendentes. O melhor exemplo é a campanha de incentivo à cidadania If You Vote, Starbucks Buys Your Coffee (Se você votar, a Starbucks paga seu café), que nasceu de uma sugestão da rede. Durante as eleições presidenciais dos EUA, um usuário sugeriu que a empresa doasse um café Starbucks para cada eleitor que comprovasse seu voto, já que este não é obrigatório no país. Logo que essa sugestão foi postada, espalhou-se rapidamente e ficou entre as mais populares da rede, o que chamou a atenção da empresa. A Starbucks adotou a ideia como estratégia de campanha publicitária, inclusive com veiculação de comerciais no Saturday Night Live.




O grande trunfo da plataforma virtual da Starbucks é a possibilidade de obter uma fonte inesgotável de feedback espontâneo, ao mesmo tempo em que faz o consumidor se sentir parte valorativa do processo. Neste caso, o consumidor tende a não se sentir “explorado” pela marca – afinal, os comentários são livres –, e desfruta da possibilidade de ter suas sugestões atendidas. E a Starbucks, além das preciosas dicas de quem mais entende dos produtos (os clientes!), reforça seu comprometimento com o seu público mais fiel.

Entretanto, deve-se considerar que a My Starbucks Idea não atingiria tal sucesso caso não estivesse amparada por um posicionamento estratégico de comunicação da Starbucks com seus públicos, anterior a esta ação específica. Os consumidores, no decorrer da história da empresa, foram contemplados com diversas ações de relacionamento, despertando seu envolvimento com a lovemark.

Sentimento este que é reforçado através de projetos como a My Starbucks Idea, que transforma seus consumidores em verdadeiros embaixadores e a coloca entre as marcas mais influentes e inovadoras da atualidade.


PS: Esta é uma das reflexões do trabalho A geração de conteúdo pelo consumidor como vantagem competitiva de marca, apresentado por Profª. Dra. Helenice Carvalho, Mariana Oliveira e Cinara Moura, no X Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os dois lados das redes sociais.

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

A Web 2.0 contemporiza-se da primeira geração da internet pela dinâmica das interfaces das páginas que são praticamente estáticas da Web 1.0, onde o internauta tem um grau maior de interatividade e colaboração para o desenvolvimento de conteúdo.

Dentro deste contexto o desafio das organizações está além da capacidade de fazer a comunicação como sempre se fez, deve-se ainda, ser capaz de atuar de forma efetiva e estratégica no relacionamento com as redes sociais e ambientes colaborativos.

No atual cenário de interatividade e colaboração das redes sociais, os consumidores e usuários de conhecimento sentem-se cada vez mais à vontade para opinar e discutir sobre mídias, produtos e serviços.

Tim O´Reilly, grande estudioso da internet, em seu livro Open Source Paradigm Shift (2004), afirma que o valor competitivo das empresas nesta nova era da internet residirá na habilidade de entender como os usuários adicionam valor às informações e serviços que elas oferecem, e que elas deverão encorajá-los a fazer, realizando um relacionamento e montando credibilidade sobre a propaganda na rede.

Confirmando a importância das redes sociais para as empresas, a pesquisa Nielsen: Trust In Advertising Oct07, sobre a credibilidade da propaganda tradicional realizada em 47 países, aponta que 78% dos entrevistados acreditavam mais em recomendações de outros consumidores do que em propagandas tradicionais, e que 61% confiavam em recomendações postadas em comunidades online. Em contrapartida, apenas 14% disseram acreditar em propagandas tradicionais, a famosa chapa branca. No Brasil, segundo percentuais disponíveis no site To Be Guarani a internet é o terceiro maior veículo em extensão de alcance no Brasil, e 90% dos consumidores procuram sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online.

Nesse domínio, falar de estratégia e de relacionamento entre públicos traz à tona a importância das relações públicas para esse cenário, principalmente no tocante à questão de criação de comunicação de via de mão dupla. Se a campanha não for bem desenvolvida pode causar danos, como a campanha publicitária, da Skol, para o concurso cultural Redondo é rir da vida. A princípio era para instigar o público a produzir e enviar vídeos, mas como podemos perceber abaixo na apresentação do Rafinha Bastos e na repercussão nos comentários do vídeo no youtube, a iniciativa não foi tão engraçada assim:

Grande estratégia da Skol: chamar o público para participar de uma campanha, com personagens como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, ícones do humor e da alegria, não acham? Mas eles não contavam com o poder de produção, transformação e viralização das redes socais e Ronald Rios subverteu a brincadeira e – ao criar uma paródia do vídeo promocional – fez o público rir e pensar que a campanha da cerveja não era tão engraçada assim. Leiam o excelente artigo, A SKOL NÃO SABE RIR DA VIDA, postado no PLOG | O blog do Patrício Jr. Pois brincar com algo como uma droga com potencial causador de dependência não é tão simples. Assistam:

Mesmo uma campanha supostamente bem planejada pode causar repercussões inimagináveis no público. Vejam só o exemplo da Skol: 1. a ideia: provocar o público a gravar vídeos com história engraçadas 2. a ativação: como garotos propagandas dois grandes do stand-up comedy 3. o mote: você é o ator, você faz o palco e você escreve o texto 4. o objetivo: virilizar a campanha 5. a contrapartida: os 10 vídeos escolhidos fazem parte de um comercial da marca e aparecem no site.

Com um belo planejamento como este, o que deu errado? Como evitar alguns incidentes como este? É possível mensurar ou tangibilizar as reações dos públicos sobre as campanhas? Como você, leitor, faria – e faz – isso antes de planejar e aprovar uma ação? Talvez a ideia fosse tão boa que não tentaram destruí-la, não tentaram questioná-la. Claro que é lógico associar cerveja, festa, diversão, mas Ronald Rios mostrou que existe também o outro lado.

Ah, no site Redondo é rir da vida dá pra ver os vídeos ganhadores do concurso e pelo menos, se não gostar, tocar tomates neles.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As Relações Públicas no Esporte

Hoje convidamos @Brenomoreira para nos contar um pouco sobre seu
foco como Relações Públicas: o esporte. Breno tem 26 anos, é Relações
Públicas e Administrador (habilitação em Promoção de Eventos,
Esportes e Lazer). Suas experiências no esporte: ACE – Marketing
Esportivo. Clientes: América FC, Pitágoras/Minas, Bonsucesso/MOC,
Festival de Esportes/Mercantil, lei de incentivo ao esporte e eventos
esportivos. Clube Atlético Mineiro (Marketing).


Em alta, o esporte tem despertado o interesse de muitos profissionais e isso também se deve à realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016. Nosso país passará, até o fim destes anos, por muitas provas de fogo, mas é preciso pensar no presente, nas oportunidades e nas mais variadas formas de comunicação relacionadas ao esporte.

Futebol é a paixão nacional, porém em termos de gestão, notamos que está a um passo atrás de algumas modalidades do chamado esporte especializado. Um dos possíveis motivos para tal amadorismo pode ser identificado pela paixão excessiva, que deve ser dosada para deixar de ser prejudicial e tornar-se produtiva.

O esporte é emoção. Isso torna o trabalho prazeroso, e é ai que se encaixa o profissional de Relações Públicas. Nos clubes esportivos exercemos um papel fundamental no planejamento estratégico. Todavia não podemos viver esse clima contagiante e agir desordenadamente. Devemos conhecer de perto o negócio, os públicos, os pontos fortes e fracos, as ações estratégicas e etc. Este processo funciona como qualquer outro e todo sistema de comunicação contribui para o constante crescimento das instituições, bem como para a sua marca.

Podemos destacar alguns pontos que podem ser trabalhados por profissionais de RRPP direta ou indiretamente: relacionamento com o torcedor (CRM) e stakeholders, operações e ações para os jogos, ativação de patrocínios, comunicação interna e institucional, ações de responsabilidade social, resguardar a identidade e padronizar toda comunicação visual, coordenar eventos, realizar pesquisas (quantitativas e qualitativas), desenvolver projetos e trabalhar em sinergia com os departamentos Comercial e Assessoria de imprensa, além de ter participação em administração de crises, implantação ou continuidade da qualidade total e recursos humanos. O profissional atualizado, atento às inovações, cenários e tendências, certamente irá se destacar, pois tudo o que circunda o esporte pode ser visto como oportunidade. A indústria do entretenimento pode ser um bom exemplo para o desenvolvimento contínuo do esporte.

Creio que, na maioria dos casos, os profissionais da comunicação estão inseridos nas assessorias de imprensa e nos departamentos de marketing, onde os torcedores já estão sendo tratados como consumidores, e com enorme potencial perante a um momento que exige uma gestão profissional dos clubes e da indústria do esporte.

O planejamento estratégico deverá considerar a diversidade do público ligado ao clube, respeitado os diferentes perfis, com suas características e peculiaridades. Além disso, a imagem e identidade da marca deverão ser trabalhadas através de ações e eventos bem sintonizados e dimensionados.

Enfim, temos que estar antenados para levar aos stakeholders um pouco da emoção das partidas por meio das experiências, sensações, sentimentos, pensamentos e identificação com o clube.

As áreas de comunicação, no contexto esportivo, são um campo fértil para a criatividade, onde é preciso ousar e inovar com riscos calculados. Os profissionais de Relações Públicas têm sido audaciosos ao longo dos anos e peças-chave na luta pela sobrevivência corporativa, criando assim, novas oportunidades de trabalho. O desafio está em aproveitar os eventos que estão acontecendo, os que estão por vir e as portas que se abrirão pós Copa e Olimpíadas. Para isso, é preciso qualificar-se e trabalhar para deixar o legado de bons frutos.

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