Universo multirreferencial X Falta de tempo.
Por Bruna Franco, estudante de Relações Públicas da UFG
Há um bombardeio de informações vindo de todos os lados, desde a internet, até àquele senhor que fica gritando sobre o fim dos tempos na esquina da sua casa: tudo o que vivemos, falamos, ouvimos e sentimos é informação.
Muitas vezes não conseguimos lidar com essa quantidade sem-fim de coisas acontecendo simultaneamente conosco e passamos a nos questionar: O que é realidade? Até onde vai nosso imaginário? Estas questões são abordadas no filme Quem Somos Nós?, em que cientistas fazem uma tentativa de respondê-las.
O filme aborda questões como Quem é Deus?, O que os pensamentos podem fazer na nossa vida? entre outras, porém o foco do texto é: realidade X imaginário e como nos relacionamos com os excessos de informação existentes num curto período de tempo disponível.
Tempos atrás, acreditava-se que quanto mais informação melhor. Porém hoje sabemos que, principalmente na publicidade, menos é mais, o que quer dizer que um comercial criativo, que chame a atenção do público tenha mais chance de ser lembrado do que um comercial cheio de textos, sem nenhum atrativo adicional. As pessoas substituíram a leitura do jornal durante o café-da-manhã pela leitura diária via internet, seja no computador ou no celular, enquanto se está parado no trânsito ou durante o almoço, para que haja aproveitamento de tempo.
Muitas vezes fazemos uma leitura dinâmica, não prestando atenção aos detalhes. As vezes, não se dá a devida importância ao tema tratado por conta da pressa, tanto para resolver algo pendente quanto para poder dar continuidade à infinidade de matérias.
Só fixamos imagens e informações que sejam do nosso interesse e para isso, é preciso que a mensagem seja bem processada e tenha um artifício de fixação. Por exemplo o Marketing Sensorial, Marketing Experimental - ambos citados no post ♫ Quero ver pipoca pular ♫ Pipoca com Guaraná ♫, do Mateus.
Vivemos num mundo multirreferencial, ou seja, há abordagens sobre diversos assuntos, comportamentos e ações que estão interligadas, além disso temos rápido acesso a milhares de informações ao mesmo tempo. Porém, é preciso observar se essa multirreferencialidade é benéfica ou prejudicial no processo comunicacional. Dependendo da forma com que esteja sendo utilizada, faz confundir mais ainda algumas cabeças ocupadas, não surtindo o efeito desejado por aqueles que querem informar, comunicar, publicar, ensinar, enfim... nós comunicadores.
E para vermos o que o excesso de informações pode causar, nada melhor que exemplificar com um caso acontecido com a nossa colaboradora Belle, que havia me falado que tinha visto o mesmo tema sendo tratado na revista Eu, Mídia (nº 2 setembro de 2009), e quando eu lhe pedi que escaneasse a matéria, ela já não se lembrava mais o que realmente se tratava, e cheguei a conclusão que ela é um ser multirreferencial.
Logo que acabei de fazer este texto, me deparei com o novo comercial da Toyota para divulgar os novos motores híbridos da marca. Mostrando como ser dois, e assim, economizar tempo. Só para ilustrar a matéria.






