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quarta-feira, 21 de julho de 2010

A inovaçao é óbvia, simples e tem nome: Troco do Coração Zaffari.

quarta-feira | 21 de julho de 2010

Uma hora e quarenta e nove minutos da madrugada. Muito cansado! Então vou escrever rapidinho sobre o Troco do Coração Zaffari. Ah, isso é algo genial, aquelas coisas que a pessoa para e se pergunta por que não pensei nisso antes?. E o pior é que é algo simples, como de costume toda inovação é. Eu costumo dizer que inovar é enxergar o óbvio primeiro. E o Zaffari enxergou.

Antes de contar, vou dar uma breve ambientação sobre como descobri essa inovação. Era dia dois de julho de dois mil e dez, por volta das dez horas da manhã. Se lembram o que aconteceu no dia dois de julho? É o triste dia em que o Brasil perdeu pra Holanda :( Bom, nesse dia eu sai do trabalho e iria para casa dos meus primos assistir o jogo. O supermercado Zaffari é caminho (para quem conhece Porto Alegre é o da Lima e Silva) e nele entrei para comprar um suco de caixinha para tomar durante o almoço. Diversas opções, quem conhece o Zaffari sabe que tem todos, ou quase todos, os tipos de sucos do mundo. Eu não sou fiel a nenhuma marca, compro pela embalagem (se me chama a atenção) e pelo valor (se cabe no meu bolso). Sucos Del Valle, Sufresh, Skinka, Disfrut, nenhum destes. Escolhi o Tial. Um Tial de Laranja. Três reais e dezessete centavos. Ok! Embalagem bonita e preço adequado. Me dirijo ao caixa. O jogo já vai começar e a ansiedade aumenta.

A moça passa o suco pelo leitor óptico que lê o código de barras. Registra o valor: três reais e dezessete centavos. Alcanço uma nota de cinco reais e ouço: - O senhor quer doar três centavos para o HPS? [Explicando: HPS é o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre]. Ela não falou mais nada e apareceu no monitorzinho que registra as compras os dizeres Troco do Coração Zaffari. Respondi: - Claro, quero sim! Ora, alguém ficaria triste em doar três centavos para o HPS? Veja bem querido leitor, poderia ser Troco da Saúde, pois o valor é doado ao hospital. Mas não, o impacto é ainda maior do que a surpresa da pergunta, porque o apelo emocional não te deixa dizer não ao Troco do Coração. E na nota ainda está escrito Agradecemos sua doação a Fundação Pro HPS :) É a sensação do dever cu
mprido, do eu fiz minha parte.

(abro parênteses, não sei quando esta inovação foi planejada, aprovada e implementada, fecho parênteses) mas sei que é aqui NESTE EXATO MOMENTO que ela acontece. Quando a caixa faz a pergunta! Perceberam? Não preciso falar escrever mais nada. Com este gesto a caixa livrou o supermercado de dois inconvenientes e ainda somou muitos pontos à imagem institucional da @ciazaffari.

Três coisas muito boas:

A primeira e mais óbvia: acaba com a obrigação de o caixa ter moedas para dar troco.

Segunda: acaba com a insatisfação do cliente de pensar que é enganado pelo mercado ao deixar toda vez um troco de um, dois ou três centavos. (E olha que para alguém como eu, que vai muitas vezes no mercado e compra sempre em pequenas quantidades, se for fazer esta conta, vai dar uma boa grana).

E por terceira: a imagem do Zaffari é associada a uma ação social, o que alguns chamam filantropia e outros de responsabilidade social. Não interessa como chamam, interessa é que o resultado está sendo ótimo

Como não pensei nisso antes? Agora fico me questionando se esta inovação foi fruto de um trabalho de pesquisa, ou de uma ideia de um gerente na hora do banho, ou ainda de uma demanda da própria entidade beneficiada? Isso também pouco importa, pois como disse escreveu José Saramago, o que não tem remédio, já se sabe, remediado está. Vou dormir. Boa noite.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Na vida nada é de graça... Até agora!

segunda-feira | 19 de julho de 2010

Bom, hoje finalmente vou ter a oportunidade de publicar a parte excluída do meu último post (eu me emociono e sempre escrevo demais) e compartilhar com vocês algumas tendências de mercado, baseadas no encontro de pessoas e em formas de fazer as pessoas gastarem menos.

Você já imaginou ir até uma loja e poder levar produtos de graça? Essa loja existe, é a Sample Central, uma loja que oferece a oportunidade de experimentar de graça as últimas novidades da indústria – produtos em lançamento ou em fase de desenvolvimento para serem lançados no futuro.

Experiência de compra
Experiência é a palavra-chave desta novidade que chegou ao Brasil no final de junho. O sucesso é absurdo e conquistou a indústria e também os consumidores. A loja abre uma via de mão dupla entre o consumidor e suas marcas de interesse. É possível escolher livremente produtos pra testar, levar para casa de graça e depois é preciso apenas compartilhar as opiniões e experiências de consumo em pesquisas online.

Feedback é tudo
Além disso, o usuário vai acumulando pontos e uma série de vantagens exclusivas no programa fidelidade toda vez que participa. Bom para cliente! Ótimo para a indústria, que recebe informações para aprimorar os produtos e atender aos desejos de consumidores qualificados e atentos às novidades. A loja trabalha com o conceito de tryvertising (try - teste + advertising - publicidade) uma forma eficiente de tornar o produto conhecido.

A indústria paga para ter suas novidades expostas e experimentadas pelos clientes e os clientes pagam com a sua opinião sobre determinados produtos. Isso torna a tradicional pesquisa de mercado bem mais interessante, dinâmica e precisa.

A loja perfeita
Eu adoro novidades e achei o máximo essa loja (não apenas porque sou mulher e adoro comprar) pelo fato de comprar, comprar e comprar sem ter que pagar. Pois além de poder experimentar e conhecer os últimos lançamentos de produtos variados (tem para todos os gostos, desde chocolate até cosméticos, que você leva pra casa, e de celulares até test drive em um belo carro, que você experimenta na loja mesmo), é possível obter informações valiosas sobre suas marcas preferidas, tudo isso através do blog da Sample Central.

Já me cadastrei, mas ainda não pude conhecer o local que já abriu suas portas desde o mês passado (29 e 30 de junho foram os dias de inauguração), por isso peço que os leitores (as) representantes de SP façam isso por mim e nos contem sobre essa incrível experiência, de compra e de produto. Por enquanto, eu que moro aqui no Sul do país, irei acompanhar tudo através do blog deles que está cheio de novidades tri legais (exemplos: aparelho de barbear com 5 lâminas e camisinha com sabor, é ver...ou melhor, é provar pra crer), não deixem de conferir! Assite aqui o vídeo de como funciona a Sample Central.

Falando nisso...
Falando ainda em tendências de mercado, o ditado: A união faz a força nunca fez tanto sentido. Pois uma das subtendências, de vários empreendimentos que vem surgindo, é a pechincha pelas redes sociais, que fazem as pessoas se juntarem para gastar menos. É o caso do 1° site de compras coletivas do Brasil, o Peixe Urbano, que funciona na base da rede de relacionamento dos usuários e do efeito viral, porque quanto mais gente se interessar, menor é o preço a ser pago. O serviço, além de ajudar as pessoas a descobrirem o que tem de melhor na cidade onde moram, é uma forma inovadora e diferenciada de expor produtos e serviços a um público antenado e formador de opinião.

Peixe Urbano e Ocappuccino informam: Oferta do Dia para Porto Alegre - R$6,50 em Strogonoff OU Frango à Parmegiana, com Acompanhamento e Refri no Premiatto Express (69% OFF – preço normal R$21). Ficou com água na boca? Aproveite e se cadastre aqui.
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domingo, 27 de junho de 2010

Hoje tem prova, vai cair Steve Jobs.

segunda-feira | 28 de junho de 2010

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Post Editado

Tudo que estiver escrito em vermeho foi escrito depois da publicação do texto.

Todo mundo fala em conhecimento colaborativo, em interação, em envolvimento, então vamos ver se este negócio funciona mesmo na prática. Falam até que é preciso revisar os 4 Ps do marketing, porque na verdade já existe um quinto P: a participação. Será mesmo? Pois, hoje vou testar a audiência do blog Ocappuccino e ver se vocês são mesmo tão participativos ou isso tudo é apenas teoria do slideshare. Neste link dá para ver o resultado deste teste, #fail devido ao pouco número de participantes. 4 participações somente. Obrigado a Lu Audrey, ao Diego Paulista, a Marília e a Andressa Carrasqueira.

É uma brincadeira nenhum pouco criativa que envolve um dos mitos da inovação atual: Steve Jobs. Ele é exemplo de criatividade + negócio o que se comprova com com o sucesso de vendas do iPad e do iPhone 4. Garanto que você já citou o nome dele em algum trabalho ou apresentação, eu também já citei várias vezes.

Então agora vamos ver se você conhece mesmo Steve Jobs. Para provar basta participar da brincadeira. E claro, ninguém participa de nada se não enxergar alguma forma de recompensa, então quem participar irá receber por e-mail a edição em pdf do livro A Cabeça de Steve Jobs, escrito por Leander Kahney em 2008 (para deixar com vontade de ler, ao lado posto a imagem da orelha da obra).

A dinâmica é nada mais nada menos do que a prova que fazemos desde o colégio e que nos acompanha até a faculdade. Aquele velho teste com questões de marcar e responder. Atenção: todos que comentarem e participarem, por favor, coloquem o e-mail para que possa enviar o livro.

Ah, na quarta-feira irei editar o post e colocar as respostas corretas. Como as questões são formuladas a partir do livro, também darei um print screen em cada página para comprovar a resposta. As respostas estão logo abaixo e o link para comprová-las estão aqui. Vou postar junto a pontuação de cada participante ;) Cada acerto vale 1 ponto. O ranking ficou assim: Em 1º ficou Marília com 5 acertos. Empatados em 2º ficaram Lu Audrey e Diego Paulista com 4 pontos (mas tenho quase certeza que o Diego colou da Lu) e om 4º lugar restou para Andressa com 3 acertos :( Mais uma vez obrigado e estão todos de recuperação :D hehehe. Vamos lá:

1. Que ano foi lançado o Mac original?
1984

2. Em 1995, o pequeno estúdio particular de cinema de Jobs, Pixar, fez o primeiro filme totalmente animado por computador que se chama Toy Story.

3. Agora, aos 50 e poucos anos, Jobs vive calmamente, com privacidade, com sua esposa e seus:
a) ( ) três filhos e um gato
b) (X) quatro filhos
c) ( ) três filhos
d) ( ) dois fihos e um iPhone4
e) ( ) dois filhos e um cachorro

4. Em 1984, A agência TBWA/Chiat/Day criou, com colaboração de Jobs, o lendário anúncio da Apple para o primeiro Mac. O anúncio, tinha o nome de "Pense Diferente" e foi veiculado durante o Super Bowl.

5. Quando lançou o iTunes, em 2001, no auge do compartihamento de arquivos via web, muita gente perguntou como a loja iria competir com a pirataria. Por que alguém gastaria um dólar por uma música, quando poderia obter a mesma música de graça? Então, qual foi a resposta de Steve Jobs a essa pergunta e que foi um dos fatores de sucesso do iTunes?
a) (X) "experiência do consumidor"
b) ( ) "baixo preço das faixas"
c) ( ) "acesso a faixas bônus"
d) ( ) "variedade de artistas"
e) ( ) "promoção de vendas"

6. Qual frase famosa é atribuida a Jobs?
a) ( ) "Se você não sabe aonde ir, qualquer lugar serve."
b) ( ) "Devo o meu sucesso a ouvir respeitosamente os melhores conselhos e depois fazer o contrário."
c) ( ) "Se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam respondido que era um cavalo mais rápido."
d) (X) "As pessoas não sabem o que querem."
e) ( ) "Se você desenvolve os hábitos do sucesso, você fará do sucesso um hábito".

7. Apesar do sucesso das campanhas da Apple, como por exemplo o "Sou um Mac/Sou um PC", nem todos adoram a publicidade da marca. Seth Godin, autor de vários best-sellers sobre marketing, disse que a publicidade da Apple muitas vezes foi medíocre. “A maior parte da publicidade da Apple me deixa indiferente. Não tem sido eficiente. A publicidade da Apple trata mais de agradar quem já é usuário de seus produtos do que de atrair novos usuários. Se você tem um Mac, vai adorar a publicidade da Apple porque ela diz: 'Eu sou mais esperto do que você.' Se você não tem um Mac, ela diz: 'Você é burro.'"

8. Na Apple há um grupo chamado de F.O.S - Friends Of Steve, pessoas importantes próximas a Jobs que devem ser tratadas com respeito e, às vezes, com cautela: nunca se sabe o que poderá ser passado adiante. Eles não são necessariamente dos escalões da alta administração — são às vezes colegas programadores ou engenheiros que têm alguma ligação direta com Steve Jobs.

9. "A __________ vem das pessoas encontrando-se nos corredores ou telefonando umas para as outras às 22:30h com uma nova idéia, ou porque perceberam algo que evidencia as falhas em nossa forma de pensar um problema. Vem de reuniões improvisadas de seis pessoas convocadas por alguém que descobriu algo novo e sensacional e quer saber o que os outros acham da sua ideia." Essa frase de Steve Jobs de onde vem a:
a) ( ) motivação da Apple
b) ( ) criatividade da Apple
c) ( ) rentabilização da Apple
d) ( ) cultura organizacional da Apple
e) (X) inovação da Apple

10. O processo para batizar o iPod foi interessante. Steve Jobs contratou Vinnie Chieco, um freelancer, que tinha a tarefa de encontrar um nome. Ao descrever o player, Jobs muitas vezes se referia à estratégia do hub digital da Apple: o Mac é um hub, ou ponto central de conexão, de muitos dispositivos. Isso fez Chieco começar a pensar em hubs como objetos aos quais outras coisas se conectam. O ápice do conceito de hub, para Chieco, seria uma espaçonave. Você pode sair da espaçonave em uma nave menor — um pod (casulo) —, mas precisa retornar à nave-mãe para obter combustível e comida. Então mostraram a ele um protótipo do primeiro iPod, com sua frente despojada, de plástico branco. "Assim que vi o iPod branco, pensei no filme "2001 uma odisséia no espaço", disse Chieco. Há um momento conhecido no filme em que um dos astronautas diz, em inglês: "Open the pod bay door, Hal!".

Agora é fácil, só comentar e participar. É uma grande brincadeira, mas não deixa de ser uma disputa. E não se esqueça, quem participar já irá receber o livro do Steve Jobs em pdf. Estou enviando agora para os quatro participantes. Não é pra subestimar ninguém, mas vou fazer um primeiro exemplo nos questionários para exemplificar a mecânica. Boa sorte!

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Estratégia do Oceano Azul em 123 caracteres [parte 2].

sexta-feira | 4 de junho de 2010

Se no twitter é moda resumir livros em 140 caratecteres, então estes 123 resumem tudo o que pode ser lido nas 268 páginas escritas por Chan Kim e Renée Mauborgne: é o conjunto de decisões e ações gerenciais que resultam em importantes produtos e serviços capazes de criar novos mercados. Seria ótimo se pudéssemos mesmo explicar o livro nestes poucos caracteres, mas não é tão fácil assim. Por isso dividimos um texto em duas partes para tentar abordar os principais conceitos da obra. No início de maio postamos a [parte 1] e agora a [parte 2]. Confira abaixo:

Oceano azul: vale a pena o esforço?
Dá pra perceber que o processo para criar um oceano azul não é nada fácil. Muito pelo contrário, exige muita estratégia, muito esforço, muitas mudanças, tanto na política interna da empresa quanto na mentalidade de todos seus gestores e funcionários. Algumas organizações acreditam que não irá valer à pena, preferem tentar superar os concorrentes que estão no seu oceano vermelho. Entretanto, o livro mostra dados e exemplos que deixam claros que grande parte das empresas que criam oceanos azuis pensando estrategicamente, obtém sucesso e lucram muito, em tempo relativamente curto. Por exemplo o circo de Soleil, os relógios Swatch, os carros Ford, o vinho Yellow Tail. Mas claro, nem tudo são flores!

Nem tudo são flores

Depois que alguma empresa cria um oceano azul, é natural que surjam outras imitadoras. Por isso mesmo no capítulo 9 conhecemos algumas barreiras à imitação. Citamos aqui as três principais: 1. os monopólios naturais impedem a imitação 2. geralmente o tamanho do mercado não comporta mais um participante/concorrente 3. as empresas que inovam em valor promovem vibração com a marca e conquistam clientes leais, que tendem a rejeitar imitadores. Mas se você seguir à regra os ensinamentos do livro, não irá se preocupar com os imitadores. No início do post, na 3º linha, está escrito que o Fator OCEANO AZUL são os Movimentos Estratégicos, lembra? Esta é a regra principal, ou seja, uma vez criado um oceano azul é preciso continuar se reinventando e se renovando, pois o mercado não é, e nunca será, estático.

A renovação: quando inovar em valor de novo?
Para saber quando inovar novamente, é preciso monitorar as curvas de valor. Curva de valor? O que é isso? É outro termo usado no livro. Na verdade está curva é o resultado de um gráfico gerado pela matriz de valor das 4 ações: reduzir, elevar, eliminar, criar. Na prática este desenho da curva de valor produz três resultados: 1. mostra o perfil estratégico do setor 2. revela o perfil estratégico dos concorrentes 3. traça o perfil estratégico da empresa. O monitoramento das curvas é importante porque sinaliza quando inovar, fazendo soar o alarme de que chegou a hora de desbravar um novo oceano azul, no momento em que a curva de valor da sua empresa começa a ficar parecida com as dos concorrentes.

#ficadica
A
s empresas devem sim buscar oceanos azuis e oferecer inovação de valor aos consumidores. Uma vez pioneira no setor, a empresa sempre será lembrada, e provavelmente durante muitos anos terá monopólio no ramo, além de seu lucro ser extremo. Se outras imitarem, não dá pra desistir. Tem que continuar buscando novos oceanos azuis. Como buscar vocês já sabem, são duas as dicas: 1. monitorar as curvas de valor 2. promover sempre movimentos estratégicos. Desse modo, a empresa estará sempre em destaque no setor e nunca deixará de ter clientes fiéis, fator decisivo neste mercado competitivo de oceanos vermelhos.

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sábado, 29 de maio de 2010

COMUNIQUE-SE OU #FAIL !

sábado | 29 de maio de 2010

Na noite da última quinta-feira, 27 de maio, André Telles esteve em Porto Alegre falando sobre Novas mídias e Sites de relacionamento, nossos velhos conhecidos, que hoje são, respectivamente, melhor representados pelos termos: Mídias Sociais e Redes Sociais. Ocappuccino, além de promover a palestra, agora proporciona aos leitores uma fantástica viagem só de ida pelo universo das mídias sociais, acompanhem...

André Telles, como falamos no outro post, já publicou 2 livros sobre as mídias sociais: Orkut.com – 2005 e Geração Digital – 2008 (ganhei um exemplar desse, mas ainda não comecei a ler). A novidade é que ele está para lançar, na segunda quinzena de junho deste ano, seu 3° livro com o mesmo título da palestra: A revolução das mídias sociais.

REDES
SOCIAIS x MÍDIAS SOCIAIS ?
André inicia o bate-papo falando sobre a diferença entre esse dois termos tão conhecidos da geração Y, e ao mesmo tempo, confundidos pela maioria. E mostra um exemplo prático e fácil de entender:

REDES SOCIAIS = FACEBOOK, ORKUT, MYSPACE, ETC | REDES SOCIAIS + TWITTER, YOUTUBE, FLICKR, ETC = MÍDIAS SOCIAIS. Logo Rede Social é uma categoria das mídias sociais ;)

E
qual seria o perfil da pessoa que faz essa comunicação online/offline com os públicos das organizações nas várias mídias sociais? Segundo André Telles, além dos conhecimentos em marketing e comunicação, este profissional precisa saber sobre filosofia, antropologia e psicologia, pois as respostas nesse meio precisam ser muito rápidas. Essa interatividade conecta as pessoas à marca, criando uma experiência única e de formas inusitadas, estabelecendo laços mais íntimos.

@andretelles falou de alguns cases sobre organizações que utilizam as mídias sociais com êxito, como acontece com a Dell, que realiza vendas pelo Twitter (social-commerce). Fez também fez um comparativo entre as empresas Corpo Perfeito, que investe R$50 mil/mês em links patrocinados do Google, e a Vita Nutrition, que através de comunidades no Orkut (que redirecionam ao próprio site) conseguiu uma grande quantidade de acessos, com custo zero.

Muita gente perguntava e ainda se pergunta se as mídias sociais trazem resultados a curto prazo, e a resposta do palestrante é feita através do case Moonfruit, que através de uma #hashtag sorteou 10 Macbooks Pro entre os participantes da ação no Twitter. De uma forma bem trabalhada, as mídias sociais podem dar sim, retorno em curto prazo. Na verdade as mídias sociais são mais sociais do que mídias, o que vale mais é essa interatividade, e se a marca/empresa/pessoa deixa de se pronunciar em até 24h, ela já está falhando.

Após essa introdução, ele começou a falar dos tipos de mídias sociais existentes, na verdade as mais utilizadas e de maior relevância, e nos mostrou dicas, principais ferramentas e suas utilidades. Para que esse post não entre para o Guinness Book pelo seu tamanho bem que eu queria, vou dar mais ênfase ao TWITTER E YOUTUBE e citar as outras mídias sociais mostradas na palestra, falando algumas curiosidades sobre cada uma delas:

“As palestras de web 2.0 já estão um pouco ultrapassadas, pois já se fala em 3.0, 4.0, e em 2050 deve estar em 30.0 flex...

TWITTER
“As mídias sociais são muitas, mas o Twitter é uma febre.
  • Faixa etária dominante – 19 à 30 anos
  • É uma mídia com um público mais adulto (nos EUA a média é de 38 anos)
  • Cidade com mais usuários – São Paulo
As organizações pioneiras no Twitter:
GOOGLE
SUBMARINO
DELL
PETROBRAS
VIVO
AMERICANAS.COM

Principais ferramentas do Twitter:

Social Oomph
Twitpic
TinyURL
HootSuite
TweetDeck
TweepzFavotter
Twitter Counter
Twibbon

Em tempos de eleições, Telles aponta o clássico case do Obama no twitter e afirma que aqui no Brasil a maioria dos políticos/partidos não contratam profissionais especializados, deixando a comunicação digital na mão de assessores despreparados. Esse ano nas eleições vai ser um festival de erros nas mídias sociais, diz André. (Alguém me chamou?). A dica é não despejar propaganda, pois isso vai de encontro a essa nova geração. Deve-se gerar conteúdo relevante, pois o compartilhamento de informações é bem melhor do que a propaganda pura.

YOUTUBE
“As empresas brasileiras ainda não entenderam o potencial do Youtube.
  • 2° maior buscador do mundo
  • Dez/2005 – lançamento oficial
  • Maio/2010 – já são mais de 2 bilhões de vídeos visualizados por dia (24h de vídeo a cada minuto)
  • Vídeo mais popular do momento: Lady Gaga – Bad Romance
No Brasil:
Fora do Brasil as organizações usam e abusam do Youtube como canal de comunicação, mas aqui no Brasil essa valiosa ferramenta ainda não é utilizada como poderia. Há ainda um grande mercado a ser explorado, mas as agências tradicionais colocam muitas barreiras ainda.

Uma dica:
A dica para o Youtube é que a organização crie um canal personalizado, como fez o Vaticano, Obama... É interessante que se faça uma integração das mídias, colocando links direcionados no Twitter, criando uma identidade visual padronizada, utilizando a mesma imagem/logo/logomarca nas diferentes mídias sociais.

INTEGRAÇÃO DAS MÍDIAS
É o usuário que faz sua própria navegação e as empresas tem que permitir que esse processo seja o mais natural e espontâneo possível. O usuário de hoje é muito dinâmico, trabalha geralmente com 8 ou 10 janelas abertas. Por isso @andretelles também nos indicou o Me Adiciona, um site que faz a integração de mídias, reunindo todos os perfis e informações de contatos do usuário, facilitando a navegação e a comunicação entre os meios.

Hoje os formadores de opinião não são mais os apresentadores de TV, o receptor é retransmissor também, gera conteúdos, e isso se observa cada vez mais nas grandes empresas, que já contam com uma amostra do seu público não só para gerar conteúdo, mas inclusive para criar campanhas de marketing.

Saiba aqui o que o autor falou sobre outras redes e mídias, como VIDEOLOG, FLICKR, FACEBOOK, ORKUT.

Uma rede social que eu acho bem interessante mas ainda não completei meu perfil (na verdade ele está inativo faz tempo) é o LINKED IN, que conta com aproximadamente 45 milhões de usuários. Aqui no Brasil agora que começou essa preocupação em atualizar esse currículo, pois são várias as empresas que fazem o recrutamento por lá. Há alguns poucos anos atrás as organizações utilizavam o Orkut como ferramenta de seleção, observando as comunidades que o candidato participava. Por isso é bem importante que se tenha o máximo de cuidado com o marketing pessoal, analisar o conteúdo a ser postado, afinal não pode ser um jogo 100% aberto.

Como eu já estou meio que familiarizada com esse assunto sobre carreira/trabalho (faço um trabalho voluntário de divulgação de vagas de emprego desde 2006, iniciou no Orkut e agora se estendeu a algumas mídias sociais, como Twitter e meus 3 blogs, em especial o QueroEssaVaga.com). Sempre estou atrás de novidades sobre o assunto, e encontrei duas bem interessantes que vou compartilhar com vocês, não deixem de acessar. Um buscador de vagas, estilo Google, o INDEED, onde se pode filtrar por região inclusive, e se tem como resultado vagas de diversas empresas, consultorias, agências, listadas por função (fica a dica para quem está buscando uma oportunidade). Encontrei também uma rede social, o INDICA, que funciona através de indicações dos usuários cadastrados (podendo o usuário se candidatar inclusive), e se o candidato indicado for selecionado para a vaga, o indicador recebe uma recompensa.

Já no final, André disse uma frase bem pertinente ao momento das mídias sociais: “Agora que o mercado visualizou que não adianta ter um belíssimo site e ninguém te achar no Google, é como ter um outdoor no deserto.

Um fato que me chamou atenção em certo momento da palestra foi quando o André citou que na agência digital dele, Mentes Digitais, trabalham profissionais de marketing, publicitários, jornalistas e...e eu fiquei esperando ele dizer: relações públicas, mas a frase dele acabou antes que eu pensasse. Fiquei um tanto quanto intrigada e ao mesmo tempo angustiada com essa notícia, aí não resisti e no final da palestra resolvi pedir para que ele deixasse um recado para os futuros RP’s que pretendem trabalhar com as mídias sociais, ao mesmo tempo tentando descobrir o porque, e o recado foi esse:
“As agências de marketing digital surgiram das tradicionais agências de propaganda onde o que se fazia era exclusivamente criação de sites, e de onde vieram os atuais publicitários e profissionais de marketing, logo após vieram os jornalistas para fazer a geração de conteúdo. Na verdade NUNCA recebi um currículo de um RP, então a gente quer saber a importância e relevância do profissional de relações públicas, vocês tem que se manifestar.
Então o que eu posso dizer é que o bom profissional de RP é responsável não só pelas idéias de marketing e pela geração de conteúdo, mas também é o RP que vai saber adequar o conteúdo e as idéias utilizando a linguagem adequada a cada tipo de público, e é o RP que vai fazer essa mensagem chegar ao alvo certo e de uma forma eficaz. Para resumir de uma forma bem prática vou utilizar uma linguagem adequada ao assunto da palestra e desse post: Somos o RETWEET da Comunicação, importantes repassadores de idéias e conteúdos, com direito as tags#

PLANTÃO OCAPPUCCINO
Confiram a ótima sacada da Lojas Renner para o Dia dos Namorados. Eles criaram um hotsite para esta data apaixonante com um tipo de rede social direcionada adivinha pra qual público? Se você pensou em Namorados #FAIL...a resposta é óbvia: para os SOLTEIROS(AS)! É na verdade não é tão óbvia assim, mas o certo é que eles estão com uma boa equipe de comunicação, e fazem parte dessa revolução das mídias sociais. (Afinal segundo o IBGE são 74 milhões de solteiros no Brasil, enfim alguém lembrou desse pequeno público. ESTAMOS DE OLHO!)

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Business Intelligence: conheça seu cliente para sobreviver no mercado.

quarta-feira | 26 de maio de 2010

Você já pensou que ao realizar compras através de sites, ou mesmo em lojas, seus dados podem ser armazenados em um software que mapeia de onde você é, qual o seu perfil (idade, sexo, nível de escolaridade...), quais produto (s) você comprou, como foi efetuado o pagamento (se parcelado, à vista, com cheque), se você usou crédito ou débito, qual a bandeira do cartão etc.? Pois bem, quando esses dados passam por um processo de organizacão e análise criteriosa, proporcionando à empresa informações que ajudam na tomada de decisões estratégias e operacionais, chamamos isso de Business Intelligence.

POR QUE CRIAR UM BANCO DE DADOS?
A
coleta e a análise de informações provenientes de clientes, dos processos internos e o monitoramento da concorrência através de pesquisas e da análise de mercado auxiliam empresários a investirem com maior probabilidade de acerto, reduzindo riscos.

Utilizando softwares de gerenciamento de dados - os famosos ERPs (Enterprise Resource Planning) que dispõem de diversos módulos, entre eles o de CRM (Customer Relationship Management) - é possível criar um banco de dados valioso, com informações que, se bem analisadas, podem determinar, por exemplo, o local mais adequando para se abrir uma filial, onde um produto deve ser distribuído (praça), que estratégias utilizar para a divulgação (buzz, viral, MKT direto, ...) e qual deve ser o público-alvo de uma campanha.

BI: FUTURO OU PRESENTE?
I
nvestir em BI não é uma tendência que está para chegar. Pelo contrário, com um mercado super competitivo, onde concorrentes trabalham com margens de lucro, públicos-alvo, produtos e serviços muito semelhantes, quem ainda não está utilizando este recurso a seu favor deve pensar seriamente em começar.

Para implementar um sistema de Business Intelligence, é preciso investimento em TI e capital humano. O processo inicia com a compra ou o desenvolvimento de softwares (como os que mencionei acima); depois, os funcionários responsáveis por coletar e analisar as informações necessitam receber treinamento para aprender a alimentar o banco de dados. Quando o processo é realizado através de sites, é necessário o planejamento dos campos onde o próprio cliente preencherá seus dados, prevendo questões como usabilidade e autenticação de dados através da criação de senhas, preenchimento do número da Carteira de Identidade, do CPF etc.

BI E A WEB 2.0
Q
uem nunca marcou uma estrelinha quando gostou de um serviço na web? No livro a Cauda Longa, Chris Anderson chama recursos como este de filtros pós-venda, muito encontrados em sites de busca e de compra. Eles permitem que os próprios consumidores deixem sua opinião sobre produtos e serviços que adquiriram, ajudando a manter um padrão de qualidade, além de disponibilizarem espaços para comentários. Recursos como estes, aliados à análise das informações de cadastro, permitem uma comunicação personalizada com o cliente. Em outras palavras, é quando você entra no site da Amazon para comprar um livro de Comunicação, por exemplo, e, em instantes, te oferecem outros títulos relacionados com este tema, ou ainda, títulos que outras pessoas que também compraram o livro que você quer adquiriram.

Devido à amplitude do tema Business Intelligence, é praticamente impossível abordar tudo num post. Por isso, hoje fiz esta breve introdução e deixo indicado abaixo alguns sites para que você possa se aprofundar um pouco mais no assunto:

1. Wikipedia (Coloquei o link para a página em inglês por ser mais completa.)
2. Gartner Group (Consultoria especializada em TI.)

3. ABRAIC (Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva)

E você, já comprou em lojas ou sites que utilizam Business Intelligence? Como foi a sua experiência?

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ligando os pontos: estórias de Steve Jobs.

quarta-feira | 19 de maio de 2010

O post de hoje tem pouco a ver com Relações Públicas, se pensarmos de uma forma direta, mas, é de grande valor para todos aqueles que buscam o sucesso. Por isso gostaria de compartilhar com vocês este excelente discurso de Steve Jobs aos formandos de 2007 da Universidade de Stanford. Veja a primeira parte abaixo e a segunda aqui.

Agora, paremos para analisar a situação: um grande executivo de uma das maiores e, atualmente, bem sucedidas empresas do mundo conta sua história de desafios para uma turma de formandos. Conta sobre o fato de ter sido adotado, de ter abandonado a faculdade, de ter dormido no chão, de ter catado garrafas para se alimentar, de ter sido demitido da empresa que criou, de ter tido um câncer e de ter superado a tudo isso porque acreditava que tudo iria acabar bem se seguisse seus sonhos.

Admirável. Realmente. E, como ação de Relações Públicas, totalmente efetivo. Pelo discurso emotivo Steve Jobs passa uma mensagem excelente de superação, que convence a nós todos. Sua imagem é admirada, não só como executivo, mas como ser humano. Ele está tão próximo de nós como eu ou você. Você pode mudar a sua história como ele mudou a dele. Ele se tornou um exemplo.

E não é isso que nós, profissionais de comunicação e marketing, queremos criar em torno de uma empresa, de uma marca, de uma imagem? Queremos criar culturas e posicionamentos que tornem nossos clientes admirados, sejam eles uma organização, uma pessoa ou simplesmente uma ideia. Nosso trabalho é criar uma atmosfera de identificação, aceitação e admiração. É isso que o consumidor busca hoje, algo com que ele se identifique. E nosso desafio, se amamos o que fazemos, é descobrir quais os elementos que causam estas sensações no nosso público.

Voltando ao vídeo, e à lição de carreira que ele nos proporciona, realmente às vezes não é fácil seguir os nossos sonhos. Mas, mesmo quando tudo parecer que não vai dar certo, acredite em você. Stay Hungry, Stay Foolish.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Estratégia do Oceano Azul em 123 caracteres [parte 1].

quarta-feira | 5 de maio de 2010

Já leu A estratégia do Oceano Azul? Tem que ler! O livro é demais e pode ser resumido na expressão Movimentos Estratégicos. Movimentos Estratégicos é simplesmente o Fator OCEANO AZUL. E o conceito do livro pode ser resumido assim: é o conjunto de decisões e ações gerenciais que resultam em importantes produtos e serviços capazes de criar novos mercados. Se no twitter é moda resumir livros em 140 caratecteres, então estes 123 resumem tudo o que pode ser lido nas 268 páginas escritas por Chan Kim e Renée Mauborgne. Seria ótimo se pudéssemos mesmo explicar o livro nestes poucos caracteres, mas não é tão fácil assim. Por isso dividimos um este texto em dois, para não ficar muuuuuito cansativo. Hoje postamos a [parte 1] e em breve sai a [parte 2] com os principais conceitos do livro. Vamos lá:

Criando inovação de valor

Criar oceanos azuis significa não tentar competir com os concorrentes do setor, em mercados já conhecidos – chamados de oceanos vermelhos - e sim criar espaços inexplorados pelo mercado. Mas como criar este oceano azul? Para isso é preciso uma estratégia denominada inovação de valor, que consiste em alinhar inovação com utilidade, preço e ganhos de custo. Essa questão de preço, custo e lucro é bem complicada, mas dá uma olhadinha na figura ao lado, scaneada do livro, que pode ajudar um pouco. Ali dá para ver que, diferente do que naturalmente pensamos e que é a prática do mercado (a precificação a partir do custo) a primeira coisa a definir é o preço estratégico para depois pensar no lucro e no custo. Se ainda não deu para entender muito bem, aqui tem case de oceano azul dos relógios Swatch.

N
a prática, deve-se reduzir os custos, mas, ao mesmo tempo, aumentar o valor para os clientes. Para isso, a empresa deve pesquisar quais são os interesses do cliente e depois deve averiguar se não tem nenhuma outra organização oferecendo o serviço. Se não tiver, ótimo! Se tiver, já estará entrando em um oceano vermelho, ou seja, é melhor cair fora e tentar outro negócio, porque não estará atingindo o objetivo de criar um novo mercado. O modelo das 4 ações é um bom início para se pensar em como criar este novo mercado.

O modelo das 4 ações

O
s autores dão algumas dicas de como tirar uma empresa dos oceanos vermelhos e inseri-la em um oceano azul. Uma delas é seguir o modelo das 4 ações: reduzir, elevar, eliminar, criar. A eliminação e a criação fazem com que a empresa mude seus próprios atributos, tornando irrelevantes as atuais regras de competição. A empresa pode eliminar até mesmo os principais atributos do setor, aqueles que o caracterizam, e criar algum outro não pensado pelos concorrentes. Com isso, seria capaz tanto de roubar clientes da concorrência quanto de atrair outros de setores não-concorrentes. Quer um exemplo?

Cirque du Soleil = circo + teatro

N
enhum exemplo do livro é melhor e mais próximo a nós hoje do que o Cirque du Soleil, que esteve esta semana em Porto Alegre. Com a turnê Quidam, a trupe circense tem levado sua magia e também toda sua inovação de oceano azul por todo o Brasil. Mas como ele se reinventaram? Justamente aplicando na prática a matriz de valor das 4 ações:

• Eliminar: Astros circenses; Espetáculos com animais; Descontos para grupos e Espetáculos em vários picadeiros.

• Elevar: Picadeiro único.

• Reduzir: Diversão e humor e Vibração e perigo
• Criar: Tema; Ambiente; Várias produções e Músicas e danças artísticas.


Eliminando, elevando, reduzindo e criando valores. Foi isso que o Cirque fez. A ponto de obter um público novo = espectadores do circo + espectadores do teatro. Quando pensamos em circo o que vem em mente? Ingressos baratos, estruturas coloridas e simples, desconforto (sentar por horas em bancos de pau), altos custos de cuidados com animais (além de problemas ambientais), picadeiros (atenção deve ser focada em vários pontos), falta de envolvimento (os atores simplesmente aparecem já executando suas funções, com a intenção entreter o público sem tema abordado).

E
quanto a teatro? Ingressos caros, público selecionado, ambiente requintado, temas variados, sofisticados e envolventes, produção artística. O Cirque partiu daí e com alguns ajustes construiu um novo modelo de negócios. Passou a produzir espetáculos mais sofisticados, inspirados até em musicais da Broadway. Em outras palavras, o novo conceito oferece o melhor do circo e do teatro.

N
a [parte 2] iremos trabalhar os seguintes tópicos: Oceano azul: vale a pena?, Nem tudo são flores, A renovação: quando inovar em valor de novo? e #Ficadica. Até breve.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Avon porta a porta: uma empresa além da campainha.

quarta-feira | 28 de maio de 2010

A Avon é uma empresa mundialmente conhecida pelas suas vendas de porta em porta, e depois de tantos anos de mercado seu sucesso é mais do que um fato. Seja por uma questão de reminiscência (a sua avó comprava o creme X, por isso, sua mãe passou a comprar e, consequentemente, você passou a usar o mesmo), de busca por novidades ou pela comodidade de comprar os produtos que vão vir até a sua casa sem você ter que fazer muito esforço, a maioria das mulheres já comprou ou usou algum produto da marca. E as que compram sempre vão ter alguma história seja boa ou ruim, mas em sua maioria é positiva.

Curiosa como sou, comprei o livro Avon: a história da primeira empresa do mundo voltada para a mulher, e posso afirmar que, até onde li, a história da sua fundação até os tempos mais atuais (o livro é de 2005) é fascinante! Para se ter uma ideia, esta fórmula incomum de vendas foi criada quase três décadas antes das mulheres (americanas) conquistarem o direito ao voto. Isso era uma grande ousadia, pois foi a primeira vez que as donas-de-casa tiveram a chance de ganhar dinheiro por conta própria. Ela é a maior empresa de vendas diretas do mundo, e com o passar dos anos deixou de vender apenas perfumes e cosméticos e passou a oferecer outros produtos que aumentaram ainda mais o nicho e a participação no mercado.

M
as não é para fazer propaganda da marca ou do livro que escrevo hoje. Na verdade, um dos pontos que me chamou atenção na leitura foi o capítulo sobre o uso das tecnologias. Nele, a autora Laura Klepacki explica que a Avon foi considerada a primeira marca de beleza a adquirir um site de comércio eletrônico, isso em 1996. (Isso mesmo há apenas 14 anos atrás! Não temos imagem deste site de e-commerce de 1996, mas a imagem que ilustra o post é do site da Avon em 1997). Eles sofreram uma grande pressão inicial devido a especulações que diziam que esse canal seria um concorrente das revendedoras, e que iria contra todos os princípios da empresa.

E
m uma época que falavam sobre uma possível revolução da internet, as críticas não foram relevadas, e permaneceram convictos com seu planejamento. Criaram sites com uma plataforma e visual únicos, porém, com conteúdos gerenciáveis por cada país (para manter as características de cada local em que estavam presentes). Algum tempo depois, foi criado o canal direto com as revendedoras de forma online. Do início dos anos 2000 para os três anos consecutivos os pedidos realizados de forma online aumentaram em mais de 70%. E na verdade eles nem esperavam que essa tecnologia fosse tão bem aceita. Pense que antes de existir essa forma eles se davam por satisfeitos por ter 10% dos pedidos enviados via fax. Mas claro que não é possível, ainda, excluir as que não possuem acesso ou conhecimento sobre a internet, mas esse grupo já representa quase que uma minoria.

E
ssa constante evolução e ousadia da marca ainda existem e são muito atuais. Claro que grandes concorrentes passaram a tomar a liderança da venda de determinados produtos, mas ainda assim a organização consegue ter uma comunicação eficaz com seu público. Dentre algumas ações que rapidamente me recordo estão as inserções de merchandising em novelas, cursos de maquiagem, propagandas... mas e na web como estão atualmente?

D
epois de todo esse histórico de evolução, fui conferir a presença online atual da marca. Apesar de não encontrar no site oficial - de forma clara - alguns canais, é possível ver várias ações deles em diferentes meios. Como é o caso da linha Color Trend, que possui um blog bem atrativo ao consumidor, mas ao julgar pelo número de comentários parece ser pouco visitado e com poucas postagens. O blog está inserido em outras redes sociais (Orkut, Twitter, Flickr e Youtube), uns com mais outros com menos participação (não vou entrar muito em detalhes sobre até onde é interessante para eles estarem presentes, mas vale conferir e fazer conclusões). Mas dentre outras ações legais deles estão um site que indica o perfume ideal pra você e o simulador de maquiagem, além de promoções que interagem com todas as ferramentas, no caso para divulgação.

E, por fim, uma atitude que julgo ser muito sábia é disponibilizar o catálogo online, mas não ter uma loja virtual. Isso mostra o valor que dão para todo o histórico e a característica de estar na porta das pessoas, se você deseja comprar, a loja indica uma revendedora próxima a você.

Acho que esse conceito de tradição e comprometimento, em especial com as revendedoras, que na verdade são o público interno da empresa, devem ser seguidos por outras. Apesar dos grandes avanços, não se pode perder a essência da organização. É possível sim estar em todos os canais e de formas diversas, mas sem perder a característica inicial, aquela que faz com que o seu consumidor indique facilmente a marca e diga com orgulho que utiliza seus produtos.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Você já ouviu falar em Advergames? Conheça 5 games viciantes!

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

Eis um post extremamente divertido! Por quê?! Porque depois que você lê-lo você vai ter algumas paradas obrigatórias nos chamados advergames. Para quem nunca ouviu falar nesse treco, são jogos que promovem determinados produtos e/ou marcas. A plataforma são as mais diversas, e a ideia, ao contrario do que se imagina, não é nada nova, mas vem revolucionando a indústria da propaganda e superando barreiras e expectativas.


Muita gente acredita que os advergames são recentes, enganam-se, no Atari existia um game chamado Pepsi Invaders, o jogo era uma cópia descarada do consagrado Space Invaders (quem nunca jogou?!) e foi encomendado pela rival, Coca-Cola para ser distribuído entre seus funcionários. A diferença entre a cópia e o original era que em vez de naves espaciais o jogador acertava a palavra Pepsi. Isso por volta de 1982, quando essas maladragens e ataques diretos na propaganda ainda eram válidos. Apesar do histórico velhinho, o termo surgiu apenas em 2000, e hoje, em maioria, estão na web.

Lembro-me do primeiro advergame que vi (ou melhor, joguei). Não tinha a mínima noção do conteúdo diretamente publicitário do jogo, me viciei e joguei até virar. Era um game do Mc Donalds, tenho o cd-rom até hoje, viciante. Num estilo Mario World, me obriguei a colocar o trabalho pra refrescar a memória antes de escrever sobre ele. Entitulado A arca dos bichos, era o presente do Mc Lanche Feliz, eu já era uma marmanja, mas me dei o trabalho de comprar o Mc Lanche só pelo joguinho. O melhor eram os bônus do game, batatinha frita, hamburgueres, nem preciso dizer que me dava uma baita vontade de ir no Mc Donalds mais próximo para me empanturrar!

Aos poucos os games de marcas foram evoluindo e chegaram na web, hoje seria impossível calcular a quantidade de jogos do gênero que estão hospedados na internet. Fiz uma pequena lista, com 5 games, que devem ser visitados pela qualidade, pela criatividade ou até mesmo por ser simplesmente viciante.

1. WeAtheR | Greanpeace > JOGUE
O trocadilho do nome é tão genial quanto o game. É uma espécie de WAR (Ahá! Agora que tu entendeu as letras maiúsculas no nome), onde tu cria estratégias para salvar o mundo de uma catástrofe climática.

2. Rexona Men Adveture | Rexona > JOGUE
A Rexona foi uma das empresas que popularizou os advergames no Brasil, pelo histórico não poderia ficar de fora dessa lista com seu novo game, que promete fazer você passar por aventuras extremas sem suar!

3. A Era do Gelo 2 | Fox > JOGUE

Esse é aquele tipo de joguinho que você diz que é pro teu filho, irmão ou qualquer outra criança próxima tua jogar, mas quem joga é tu mesmo. Contém uma série de games clássicos detro dele, como pegar elementos que caem ou ligue-os-pontos. Alto grau de entretenimento!

4. X-Race | Rexona > JOGUE
Sim, mais uma vez Rexona! Esse game é uma revolução. Nada de gráficos simples, 2D ou coisas do gênero, eis o suprassumo dos advergames! O 3D do game te põe pra correr na Av. Paulista, e o veículo? Carrinhos de supermercado tunados.

5. Get The Glass | Got Milk? > JOGUE
Pra quem não sabe, Got Milk? é uma campanha americana que incentiva o consumo de leite pela população do país. O game, criado pela campanha, é um legítimo jogo de tabuleiro, com dados casa e seu objetivo é, como o seu próprio nome já diz, pegar o copo. Destaque para os gráficos, simplesmente incríveis.

Por fim...

A qualidade e complexidade dos advergames vem crescendo a cada dia, alguns ainda são muito pesados para serem executados a partir da internet, então são lançados para consoles, é o caso da Burger King. Em parceria com a Microsoft, criou três jogos para X-Box, esse caso não é tão recente, de 2006, mas talvez seja o mais gritante. Não nos damos conta de como os games de marcas estã,o de uma vez por todas, consolidados. Quem aqui nunca ouviu falar de um jogo de franquias de filmes, ou o próprio Fifa? A cada dia que passa as marcas se especializam mais em entretenimento e acabam, se tornando parte do nosso cotidiano.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Cauda Longa: da massa para o nicho.

Por Maria Alana, formada em Relações Públicas pela UFRGS

O termo A Cauda Longa (do inglês The Long Tail) foi expresso pela primeira vez em 2004, em um artigo publicado na revista Wired por Chris Anderson (editor-chefe da revista). O termo é bastante utilizado na Estatística para identificar distribuições de dados da Curva de Pareto ou Curva ABC, onde o volume de dados é classificado de forma decrescente (a famosa regra do 80%/20%).

BAIXA PROCURA = LUCRO. COMO ASSIM?
Quem poderia pensar, há alguns anos, que produtos com baixíssima procura poderiam impulsionar as vendas de uma empresa? Bem, com a ideia de estoque fisíco realmente é inviável, mas um processo semelhante ao Just in Time e a utilização de ferramentas como a Internet para divulgação e venda foram a grande sacada para fazer com que empresários pudessem ampliar sua oferta e a representação no mercado.

A OPÇÃO DE EXPERIMENTAR

Em épocas não tão distantes, anos 90, isto seria inviável talvez por ser o início da popularização dos computadores - que ainda é lenta, principalmente em países subdesenvolvidos - e pela dificuldade de acesso à Internet de parte da população. No entanto, hoje é cada vez maior a consciência de que não estamos mais limitados a comprar somente o que as lojas nos oferecem ou escutar apenas os grandes hits tocados pelas rádios (ótimo exemplo citado por Chris Anderson, no livro A Cauda Longa). Temos a opção de experimentar e adquirir produtos muito diferenciados; álbuns de artistas independentes, pouco conhecidos e ainda assim muito bons. Foi-nos aberta a possibilidade de diversificação de gosto, graças a este acesso ilimitado a produtos que representam a cauda e não a cabeça da Curva.

A LÓGICA DAS PARTES
Na lógica do empresário, é economicamente inviável manter em estoque, quanto mais nas prateleiras, produtos com baixa procura. Por exemplo: um CD de artista pouco conhecido representa espaço na prateleira, ocupando o lugar de outro que poderia ser vendido facilmente, enquanto que no iTunes suas músicas só ocupam alguns megabytes no banco de dados e podem tornar-se mais conhecidas.

PEQUENOS NICHOS

Se analisarmos do ponto de vista do consumidor, perceberemos o quão nos tornamos reféns da mídia massiva (principalmente da TV e do rádio) já que só tínhamos acesso ao que chegava até nós através dela, e, muitas vezes por causa disso limitamos nosso gosto àquilo que era (e ainda é) repetidamente transmitido. É aí que a teoria da Cauda Longa e a Internet unem seus potenciais: sem necessitar de espaço físico e vendedores, foi possível investir em pequenos nichos, formados por aqueles produtos com baixa porcentagem de vendas. Porém, juntos, estes pequenos percentuais formam uma boa parte dos lucros - em alguns casos chegam até a superar as vendas dos produtos considerados tops, hits, da moda etc.

INTERATIVIDADE
A Internet é uma das forças da Cauda Longa, já que proporcionou à indústria a ampliação da oferta e aos consumidores a ilimitação das opções de escolha. Sem contar na interatividade: cada internauta pode expressar sua opinião em blogs, sites de compras, Orkut, Facebook, Twitter e por aí vai uma lista de Mídias Sociais, avaliando um produto ou serviço e ajudando a manter os padrões de qualidade do que é vendido na Web.

ONDE SAÍMOS GANHANDO?
Tentando facilitar a análise dos pontos positivos mencionados neste post, fiz duas listas resumidas para compararmos os benefícios para o consumidor e para o empresário.

  • Benefícios para quem compra:
  1. mais alternativas de escolha
  2. acesso a uma maior variedade de produtos
  3. diferentes possibilidades de expressar preferências e personalidades
  4. redução dos preços
  5. comodidade (comprar no local e na hora que quiser)
  • Benefícios para quem vende:
  1. possibilidade de aumentar o lucro
  2. geração de novos mercados
  3. diversificação dos públicos-alvo
  4. potencialização da marca
  5. redução de custos (com funcionários, aluguel, impostos) e consequente possibilidade de oferecer mais descontos
E você, conhece mais vantagens ou desvantagens? Conhece algum mercado em que a Teoria da Cauda Longa se encaixa?

sábado, 27 de março de 2010

MMN: certo ou errado, eis a questão!

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Marketing multinível (MMN), ou ainda nosso velho conhecido marketing de rede, é um sistema de marketing caracterizado pela formação de uma rede de contatos através da indicação de novos associados. Segundo especialistas do ramo, a internet representa o caminho mais eficiente para a criação de um bom networking. Além da ampliação da rede de contatos dos distribuidores, a internet seria responsável por agregar inovações no processo de comunicação e relacionamento entre empresas, distribuidores e consumidores. Contudo, se o MMN já carece as vezes de confiabilidade, imaginem num ambiente virtual?

Exemplo esquemático do marketing multinível.

A TIA NA PRAIA
É cada vez maior a aceitação desta estratégia por grandes empresas como Gillete, Xerox, Chrysler, Coca-Cola, Ford, Motorola, entre outras, que a partir de uma comunicação eficaz direcionada para suas seletas redes de relacionamento, alcançam maior êxito nos negócios. Aliás, lembra daquela tia nos anos noventa que nas férias na praia só queria vender os produtos Amway pra família e te convencer a ser uma perna (era assim que eles chamavam os novos vendedores) da rede? Isso é MMN. Na teoria o plano era perfeito, redes de contato + motivação = sucesso. Mas o sistema de marketing multinível ainda está sujeito a muitos questionamentos em relação à sua eficácia, tais como a saturação do mercado e a falta credibilidade de algumas empresas.

A CONFUSÃO
Algumas pessoas confundem o MMN com o esquema em pirâmide e com o esquema em matriz, que na vedade são dois golpes não-sustentáveis. Confira as diferenças.

A OFERTA TENTADORA
Trago esse assunto n’Ocappuccino pois recebi um e-mail hoje bastante duvidoso de um tal Engenheiro José Carlos, porém atraente, a começar pelo título Ministério da Justiça apresenta, imóvel em 30 anos sem juros, sem Serasa. Mas pelo sim, pelo não, resolvi abri-lo e me deparei com uma oferta tentadora. Leia a oferta tentadora.

É A MINHA CHANCE
Eu logo pensei: essa é minha oportunidade de sair de casa antes de me formar, mas fiquei com a pulga atrás da orelha em clicar para atestar a veracidade do e-mail e fui procurar na rede mais informações sobre a tentadora proposta da AFTB – Associação Frutos da Terra do Brasil.

O DÉFICIT HABITACIONAL
Mas você deve estar se perguntando o que esse e-mail tem a ver com marketing multinível? Pois no site da OSCIP, fundada em 2007 e com mais de 20 mil associados no país, além dos benefícios de se tornar um associado, você encontra o Programa de Geração de Renda, onde o associado ao divulgar o programa para sua rede de relacionamentos além de poder receber sua carta de crédito antes dos 36 meses (que seria o tempo de carência onde você só paga a taxa associativa), ainda recebe dinheiro na sua conta por suas indicações. E pasmem, se você for um expert do marketing de rede poderá ter seu imóvel em apenas 6 meses! O objetivo da associação, segundo o presidente da AFTB – Carlos Alberto Rotermund é combater o déficit habitacional em 20 anos. (Otimista ele né?!)

EU, A CÉTICA
Tão fácil, e tão difícil de acreditar, que comecei uma busca incessante por informações no nosso conhecido amigo Google. Olhei alguns sites (eles te dão um site com o nome que você quiser para divulgar o negócios entre outras ferramentas), entrei em alguns fóruns e encontrei opiniões diversas, umas dizendo que é impossível uma OSCIP financiar todos esses imóveis sem juros para tanta gente, e outras defendendo com unhas e dentes o projeto, inclusive oferecendo palestras sobre como adquirir sua casa própria através do SAC da AFTB (eles ganham bônus por isso).

ENTÃO, É SOLUÇÃO OU GOLPE?
Diante de tantos depoimentos, contra e a favor, a pergunta que não quer calar: Será o marketing multinível da AFTB a solução para os problemas de moradia no país ou será o maior golpe do esquema da pirâmide do século XXI? O que se sabe é que já existem alguns contemplados por mérito (bonificação por indicações), e os primeiros que aderiram ao programa em 2007, e esperam o fechamento dos 2 anos e meio para enfim comprarem suas casas ou apartamentos. E você leitor o que acha: sonho ou pesadelo?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Veja, isto é inconcebível.

segunda-feira | 15 de março de 2010

Este post é originário das leituras das férias e estava guardando ansioso para publicar. Começo com essas imagens. A mesma frase da Patrícia Poeta (falando de casamento e de roupa íntima) em duas revistas de grande circulação, num espaço de duas semanas. Saiu na Veja, na página 74, dia 9 de dezembro de 2009 e na IstoÉ, na página 30, dia 23 de dezembro de 2009. O que será isso? Cópia? Competência da assessoria de imprensa da apresentadora? Falta de conteúdo, afinal era época natalina, para preencher a página na revista? Falta de qualidade dos editores? Não quero traçar aqui nenhuma crítica à linha editorial de cada revista, só quero me ater a este fato e ilustrar que o que aconteceu neste caso pode acontecer com muitas empresas que disputam o mesmo mercado. Este post inclusive poderia entrar na série miopia mercadológica do Em terra de cego, quem tem um olho é rei! Fica a dica de leitura.

Mas vamos em frente, será que devemos saber mesmo o que a empresa concorrente fez há duas semanas atrás? A resposta parece óbvia: é claro! Mas não está tão claro neste caso e é justamente essa a questão que coloco em dúvida! As empresas estão atentas aos movimentos das concorrentes e do mercado? Do que adianta inventar a roda uma semana depois da concorrente? Num momento em que se fala muito em open inovation, as vezes vale mais estar no MSN ou numa mesa de bar do que ficar trancado numa biblioteca com milhares de livros técnicos escrevendo patentes.

Não estou dizendo que abandonar a pesquisa é o melhor caminho, mas quero deixar claro que as capacidades de trocar conhecimentos e compartilhar experiências, hoje, significam muito mais avanço do que na época da empresa-fortaleza e das muralhas protecionistas do close inonovation. Este caso exemplifica bem. Será que se a editoria da IstoÉ tivesse lido a mesma nota que saiu na Veja há duas semanas atrás teria publicado na revista? Então não adianta entrar na redação, elaborar a página de sua editoria – olhando somente para o próprio umbigo – e não saber o que saiu nas concorrentes.

Como já escrevi aqui no blog: tudo que se transforma, se transforma para o seu oposto. Então closed innovation é bem o oposto do que é open innovation. Antes as empresas se bastavam e hoje o jogo mudou. Com essa escala de consumo global é bom saber também porque uma revista independente ou porque um jornal de negócios tem propostas gráficas mais atraentes do que a minha. Não falo do conteúdo editorial, mas do visual que atrai e interessa ao leitor. Não tem como fugir, hoje temos acesso a tudo e com esse acesso criamos interesse e ficamos mais críticos e mais seletivos. Então, na verdade não adianta nada mesmo inventar a roda uma semana depois da concorrente! Do que adianta publicar o mesmo conteúdo duas semanas depois da concorrente? Com a facilidade de publicação, com tantos mecanismos de busca e com a instantaneidade da informação, pensar, criar ou agir agora ou daqui a 1 minuto faz muita diferença! 1 minuto faz muita diferença nesta era de verdades efêmeras, imaginem então duas semanas.

Não dá para qualquer empresa ficar trancada em suas muralhas, bloqueando o fluxo de informações com o mercado e fomentando o famoso jogo do soma zero: eu não ganho, mas tu também não ganha. Também não quero dizer também que as editoras Três e Abril devem trabalhar em redes de cooperação, como prevê o open innovation. Na verdade usei os termos open innovation e closed innovation apenas para retratar que hoje qualquer empresa precisa estar em constante troca e aprendizado principalmente com os concorrentes. Mais do que isso, hoje não dá para atuar sem tirar o olho do concorrente, um no peixe e outro no gato (mercado). Por isso, a IstoÉ tinha o dever de saber tudo que saiu na Veja no mínimo nas últimas 4 edições. É um processo simples de benchmarking. E na verdade tudo isso tem muito mais a ver com benchmarking do que com open ou closed innovation. Para ilustrar cito um trecho do livro Marketing na Era do Nexo:

"A idéia por trás do benchmarking é de que ninguém é melhor em tudo. Então, copiar modelos de outras empresas significa economizar tempo e trabalho. Por definição, as cópias nunca podem ser exatamente iguais. Sempre devem haver ajustes, adaptações e aprimoramentos, o que garante a evolução da idéia original.

Lendo este trecho da até para pensar que a IstoÉ copiou esta nota da Veja, aí eu retiro tudo que escrevi até agora e reitero que isso sim é o limite extremo do benchmarking: a cópia. Mas acho que não copiou, pelas diferenças no texto e na foto e até pela diferença no gênero do substantivo lingeire (o lingerie versus a lingerie). Também dá para imaginar que algumas empresas copiam as outras e nós que não somos bobos sabemos que isso acontece muito. Mas num mercado pasteurizado, onde concorrentes oferecem produtos e serviços semelhantes, quem perde é o próprio fornecedor, porque quando está tudo igual o consumidor pode 1. barganhar o preço ou 2. procurar uma oferta alternativa que satisfaça suas necessidades.

Como falei no início do post, este exemplo serve para isso mesmo, para ver até que ponto as empresas estão atentas às outras ou estão interessadas apenas do balcão da loja para dentro. O caso dessas revistas retrata que uma grande empresa como a IstoÉ não está atenta ao que a concorrente oferece. É legal começar a pensar nisso, mas o que me intriga mesmo é saber se lingerie é um substantitvo masculino e feminino, fiquei em dúvida.
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