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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Relações Públicas no auge da Geração Y.

terça-feira | 26 de outubro de 2010

Hoje falar em geração Y virou moda e precisamos refletir sobre a moda. Profissionais de geração Y e líderes de geração Y; alunos e professores da geração Y. Mesmo quem não faz parte da geração Y, precisa ao menos estar adaptado a ela.

Então, poderíamos pensar em Relações Públicas Y - discutir identidade profissional sempre me interessa. Mas, afinal, o que seria isto? E se temos o Y, temos que lembrar também do X e do Z e de tudo que os antecede. E, acabando o alfabeto, teremos, no futuro, a geração A?

Uma boa dica para entender as gerações é dada por Don Tapscott no livro A hora da geração digital: como os jovens que cresceram usando a internet estão mudando tudo, das empresas aos governos, traduzido para o português em 2010. Conforme ele há pelo menos quatro gerações que devem ser levadas em conta, o que é relevante para pensarmos a mudança de comportamento dos públicos:

1. Geração Baby Boom (geração TV)
Janeiro de 1946 a dezembro de 1964 – 19 anos, produzindo 77,2 milhões de crianças ou 23% da população dos Estados Unidos.

2. Geração X
Janeiro de 1965 a dezembro de 1976 – 12 anos, produzindo 44,9 milhões de crianças ou 15% da população dos Estados Unidos. Também chamada de Baby Bust.

3. Geração Internet
Janeiro de 1977 a dezembro de 1997 – 21 anos, produzindo, aproximadamente 81,1 milhões de crianças ou 27% da população dos Estados Unidos. Também Chamada de Geração do Milênio ou Geração Y.

4. Geração Next
Janeiro de 1998 até o presente – dez anos (agora, 12 anos, pois o original é de 2008) produzindo aproximadamente 40,1 milhões de crianças ou 13,4% da população dos estados Unidos. Também chamada de Geração Z. (podemos considerar estes como Nativos Digitais)

Há também outras classificações com diferentes nomenclaturas quanto ao período de nascimento, como a de Prensky, escrita em 2001, por exemplo:

1. A geração analógica (com TURISTAS OU IMIGRANTES digitais)
Formada primordialmente por adultos nascidos até a década de 60.

2. A geração net (com IMIGRANTES digitais)
Dos nascidos entre os anos 60 e 80.

3. A geração digital (dos NATIVOS digitais)
Formada pelos nascidos a partir da segunda metade da década de 80. Estes seres nasceram em um momento multimídia, multitarefa, rápido e lógico (aqui teríamos parte da geração Y, junto com parte dos imigrantes digitais).

Independente da classificação o fato é que há públicos diferentes para serem pensados em relação à apropriação tecnológica, como há jovens que não são Y por questões de gosto ou condições de acesso à tecnologia, e há idosos mais Y do que qualquer adulto jovem. Aí entram diversas questões sociais e culturais.

É neste ambiente múltiplo e complexo que o RP precisa trabalhar. Eu diria que o RP Y, então, seria aquele que, além de lidar com as tecnologias e ser apaixonado por web e interação, entende como trabalhar com os públicos que não desfrutam disso na contemporaneidade. É ser hiperativo e multitarefa e entender de convergência pensando na multiplicidade dos públicos. Saber se comunicar buscando tornar comum, buscando partilhar.

Isso exige que busquemos incessantemente um alicerce teórico, prático, e metodológico (aí está implicada a pesquisa em RP e a pesquisa com pessoas) para lidar com os públicos e o que verdadeiramente são: humanos partilhando anseios e frustrações, pela comunicação. Este é o sentido essencial por trás do trabalho de relacionamento com os públicos. Entendendo esta complexidade e esta lógica, estaremos preparados para lidar com gerações X, Y, Z, A...por que nas bases de interesse destes processos comunicacionais estarão os humanos.

Então, sermos RPs Xyza (e esta é apenas uma maneira didática que criei para não esquecermos das diferentes gerações e suas especificidades), ao meu ver, é uma forma de lidarmos com os desafios levando em conta a totalidade e multiplicidade dos públicos.

Discutir nossa identidade profissional tem sido meu foco em sala de aula, e pensar RP diante da diversidade de mídias que convergem e de públicos que convivem faz parte disto.

Parece-me que nunca foi tão propício ser Relações Públicas.

E este post é resultado das reflexões que surgiram a partir de todas as críticas que tive ao longo da minha vida acadêmica e profissional ao demonstrar minha grande paixão pela web e suas possibilidades.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Novidades de um blog em transformação.

terça-feira | 05 de outubro de 2010

Ocappuccino está passando por mudanças. Vocês podem perceber pelo processo de seleção de novos colaboradores que lançamos a pouco tempo. Além disso, vem muita novidade por aí. Estamos implementando uma nova identidade visual (olha aqui do lado a trajetória da nossa logomarca), construindo um novo template e nos transformando em uma Agência de Relações Públicas. Bom, para explicar esta transformação, temos que contar um pouco da história desde o início.

Ocappuccino surgiu com o anseio de se tornar um espaço interativo de Relações Públicas referência entre alunos, professores, profissionais, pesquisadores ou apenas admiradores da difícil arte de comunicar. E se tornou. Desde o início norteamos nossos objetivos em busca do conteúdo original e na construção de um conhecimento colaborativo em rede. O que acontece é que nestes três anos levamos este trabalho muito a sério. O blog passou de um simples hobby para um grande projeto. Enxergamos que teríamos que dar logo um grande passo. Não falamos tanto em visão e missão? Então, traçamos a nossa. Estudamos, aprendemos, erramos, pesquisamos, conhecemos, nos relacionamos, nos redesocializamos. Tudo isso em busca da nossa meta. E a meta - traçada num guardanapo em um bar na capital porto alegrense, numa gelada noite de inverno - era abrir a Agência de Relações Públicas Ocappuccino. Traçamos no guardanapo, mas poderia ter sido um bilhete de pão ou num software de gerenciamento de projetos. Para nós, não interessa a ferramenta, não somos escravos de instrumentos, somos devotos das ideias.

Por isso o blog existe, por três anos de boas ideias e belas histórias, porque mais importante do que o conteúdo que produzimos são as histórias que construímos. Criamos uma rede de colaboradores que transformaram o blog em uma verdadeira biblioteca viva sobre as relações públicas e comunicação. Mais do que isso, neste tempo estudamos o mercado, as tendências, os cases, os comportamentos, as empresas, as pessoas, os usuários, as tecnologias. Sempre em busca da nossa meta.

Lembra o que está escrito além em cima que teríamos que dar logo um grande passo? Sabemos que um blog é apenas um blog. Respeitamos a força e a amplitude dele, mas sabemos que ele não faz a diferença. Temos que ir para o outro lado. Temos que nos aproximar das empresas e construir agora novas histórias, novas ideias, novos cases. A Agência de Relações Públicas Ocappuccino traz na bagagem toda herança projetada pelo blog Ocappuccino e muitos trabalhos freela. Mas agora é diferente, levamos em frente dois projetos que são para toda a vida, Ocappuccino e Relações Públicas. E é com esta paixão que sempre demonstramos e com o conhecimento que adquirimos que vamos entrar de verdade no mercado de trabalho pela porta da frente. Não buscamos apenas clientes, buscamos projetos em que acreditamos e que acreditamos que podem dar certo.

Quando o novo template estiver no ar, falaremos mais de nossos novos projetos e da Agência. Inclusive, pode dar uma olhada em como está ficando o novo template. Não é a versão definitiva, iremos mudar botões, imagens, fontes, textos, mas a estrutura será mais ou menos estas mesmo.

A novidade que queremos anunciar hoje é a da nossa identidade visual. Começamos a usar o novo logotipo desde agora (neste template antigo), porque nosso planejamento falhou. Nossa ideia era estar com o template pronto no início de outubro, mas por uma série de imprevistos teremos que esperar um pouco. Contudo, temos que anunciar a novo logomarca, pois estamos colaborando com a Semana Acadêmica da Comunicação da UNISC e lá já aparece a novo logo (participamos organizando um dia na SEACOM, a quarta-feira, que é o dia o ON+OFF). Por isso, para que não haja uma falta de conexão no que está sendo divulgado e a identidade do nosso blog e também para evitar um arranhão em nossa imagem, fizemos este post como um pré lançamento :D

Eaí, o que acharam da novo logo? Gostaram?
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domingo, 22 de agosto de 2010

Pepsi e Coca-Cola são iguais? O Neuromarketing responde.

segunda-feira | 23 de agosto de 2010

Ficou intrigado com o assunto do título? Saiba que eu também, e por isso decidi fazer um post sobre Neuromarketing.

Está se proliferando a produção de estudos que tentam descobrir a relação entre o que o consumidor pensa e suas escolhas de compra. Não é para menos, já que um dos maiores desafios de quem trabalha com Marketing e Vendas é atrair e fidelizar clientes.

Durante a faculdade, aprendi que técnicas de pesquisa como a aplicação de questionários, entrevistas em profundidade e Focus Group estavam entre os métodos mais indicados e utilizados para conhecer a opinião dos públicos, mas sempre me questionei: será que aquilo que as pessoas falam quando são questionadas é verdade? Quais fatores podem interferir nas respostas? Até que, na semana passada, tive conhecimento de um artigo que falava sobre um tal de ZMET (Zaltman Metaphor Elicitation Technique), uma técnica baseada em Neuromarketing, patenteada pelo Dr. Gerald Zaltman (médico e pesquisador de Harvard) que questionou a eficácia dessas habituais técnicas de se fazer pesquisa, afirmando que os consumidores não verbalizam os reais motivos de suas decisões de compra.

Ou seja, segundo ele a verdadeira motivação de escolha é muito mais inconsciente do que imaginamos. Como Zaltman conseguiu provar isso? Utilizando aparelhos de ressonância magnética, que traçam as atividades cerebrais e, através delas, identificam quais áreas do cérebro são estimuladas quando a pessoa está exposta a mensagens que têm relação com experiências de consumo, descobrindo o que ela sente após comprar, trocar ou receber uma recompensa.

PEPSI X COCA-COLA
Foi com a divulgação de um estudo envolvendo essas duas consolidadas marcas que o Neuromarketing tornou-se mais conhecido mundialmente. No estudo, os participantes experimentaram os dois refrigerantes sem saber à qual marca pertenciam (neste caso, foi utilizada a área do cérebro relacionada a recompensas). Quando questionados sobre qual seria o melhor, 50% disse PEPSI.

Na ocasião em que os participantes sabiam quais eram os refrigerantes (aqui foram utilizadas as áreas relativas ao poder cognitivo e à memória), o número passou para 25%, revelando que eles pensaram na marca, em suas lembranças, sensações e impressões, e indicando que a escolha estava relacionada com a marca (incluindo aí todos os valores agregados à ela) e não com o sabor.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO NEUROMARKETING
Apesar da técnica que une ciência e comunicação ser inovadora, não podemos descartar as chances de erro, já que cada pessoa relaciona emoções diferentes às experiências que tem, e essas emoções podem sofrer influências do meio, do contexto socioeconômico e da cultura onde estamos inseridos, da educação que recebemos e de outros fatores.

O Neuromarketing ainda é novo e requer altos investimentos para ser aplicado, o que limita bastante a sua utilização por um grande número de empresas. Por isso, quem pode e decide utilizar esta técnica ainda tem a chance de descobrir onde a concorrência, desprovida deste recurso, está falhando em suas campanhas e ações de Marketing, e conquistar o consumidor em cima das falhas dela, elaborando ações mais certeiras, adequando, por exemplo, cores, formatos de embalagens, cheiros, sabores e apelos sentimentais ao que o público espera/quer inconscientemente.

ASSUNTO PARA UM PRÓXIMO POST
E já que estamos num ano de eleições, que tal pensarmos no Neuromarketing em campanhas eleitoriais? Se é verdade que Bill Clinton já utilizou desta técnica, a tendência é que os marketeiros brasileiros também a empreguem no futuro para produzir campanhas mais persuasivas. O problema será a forma como eles a utilizarão: se para o bem ou para o mal. Aí entra uma questão ética, mas isso já é assunto para um próximo post.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O que os fenômenos da internet podem ensinar a nós comunicólogos?

quinta-feira | 12 de agosto de 2010

Eles são engraçados, muitas vezes bregas e até de gosto duvidoso, mas caem nas graças da audiência cada vez mais interativa. Será que os fenômenos da internet tem algo a nos ensinar?

Em tempos de comunicação participativa, algo realmente chama a atenção: Enquanto vemos empresas lutando na selva digital para conquistar a fidelidade de seus consumidores cada vez mais conectados, vemos por outro lado os populares fenômenos da internet, que se tornam populares, se reinventam a cada moda e viralizam do jeito que qualquer marca gostaria.

Aposto que você já ouviu falar da Ximbica, da Stefhany e seu Crossfox, do Valmir e Josy com seus clipes performáticos, ou da diva made in México Leona, a assassina vingativa. Você pode até não gostar deles, mas não contestar sua fama no ambiente online.

Todos estes fenômenos conquistaram milhões de fãs que debatem, mandam mensagens, cantam as músicas e os tiram do mundo digital, os levando para televisões, boates, jornais se tornando presente no dia a dia de seus consumidores. O sonho de consumo de qualquer marca e, por isso, afirmo temos muito o que aprender com eles.

Lógico que não estou sugerindo realizar nenhuma produção caseira cheia de signos ocultos, piadas constrangedoras, ou sátiras de clipes famosos para as empresas que nos contratam, o caminho também não é este! Mas esses fenômenos nos apresentam as mais reveladoras das verdades sobre o mundo digital – Internet é feita por pessoas, que vêem na rede a oportunidade de divulgar e propagar todo o conteúdo produzido por elas, seja ele bruto ou não

Por isso, ao invés de pensarmos em campanhas que imponham o nosso produto ao consumidor, ou que o obriguem a falar bem da causa que defendemos para ganhar algo ou ter acesso a alguma coisa, porque não pensarmos em estimulá-los a interagirem com o nosso produto?

Já se foi à época onde o consumidor era passivo e esperava sentadinho pelo conteúdo elaborado para atingi-lo e mais um milhão de pessoas. Hoje ele quer participar, quer ter o controle, quer mais do que receber uma mensagem, quer ser a mensagem e ainda escolher que tipo de comunicação irá receber, quando isso irá acontecer e para quem irá repassar. Você agora tem noção do tamanho do desafio?

Então, a primeira regra para quem quer se aventurar no mundo digital é que você terá que compartilhar o comando com os seus consumidores, ouvi-los, interagir com eles e mais do que isso, estimulá-los a serem a mensagem, a conversarem com sua marca, a trocarem, a alimentarem esse organismo vivo que será o seu branding.

Por isso, esqueça as fórmulas prontas e as estratégias engessadas e pense em modelo dinâmicos, ágeis, que coloquem o usuário no comando, que lhe dê a possibilidade de consumir, de compreender, de interagir e de compartilhar. E o mais importante: Lhe proporcione uma experiência, estimule o mesmo a ser a mensagem e aí você formará uma base que debaterá seu produto, sua missão, e compreenderá seu produto e é isso no final das contas que fará você vencer nessa selva digital.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Na vida nada é de graça... Até agora!

segunda-feira | 19 de julho de 2010

Bom, hoje finalmente vou ter a oportunidade de publicar a parte excluída do meu último post (eu me emociono e sempre escrevo demais) e compartilhar com vocês algumas tendências de mercado, baseadas no encontro de pessoas e em formas de fazer as pessoas gastarem menos.

Você já imaginou ir até uma loja e poder levar produtos de graça? Essa loja existe, é a Sample Central, uma loja que oferece a oportunidade de experimentar de graça as últimas novidades da indústria – produtos em lançamento ou em fase de desenvolvimento para serem lançados no futuro.

Experiência de compra
Experiência é a palavra-chave desta novidade que chegou ao Brasil no final de junho. O sucesso é absurdo e conquistou a indústria e também os consumidores. A loja abre uma via de mão dupla entre o consumidor e suas marcas de interesse. É possível escolher livremente produtos pra testar, levar para casa de graça e depois é preciso apenas compartilhar as opiniões e experiências de consumo em pesquisas online.

Feedback é tudo
Além disso, o usuário vai acumulando pontos e uma série de vantagens exclusivas no programa fidelidade toda vez que participa. Bom para cliente! Ótimo para a indústria, que recebe informações para aprimorar os produtos e atender aos desejos de consumidores qualificados e atentos às novidades. A loja trabalha com o conceito de tryvertising (try - teste + advertising - publicidade) uma forma eficiente de tornar o produto conhecido.

A indústria paga para ter suas novidades expostas e experimentadas pelos clientes e os clientes pagam com a sua opinião sobre determinados produtos. Isso torna a tradicional pesquisa de mercado bem mais interessante, dinâmica e precisa.

A loja perfeita
Eu adoro novidades e achei o máximo essa loja (não apenas porque sou mulher e adoro comprar) pelo fato de comprar, comprar e comprar sem ter que pagar. Pois além de poder experimentar e conhecer os últimos lançamentos de produtos variados (tem para todos os gostos, desde chocolate até cosméticos, que você leva pra casa, e de celulares até test drive em um belo carro, que você experimenta na loja mesmo), é possível obter informações valiosas sobre suas marcas preferidas, tudo isso através do blog da Sample Central.

Já me cadastrei, mas ainda não pude conhecer o local que já abriu suas portas desde o mês passado (29 e 30 de junho foram os dias de inauguração), por isso peço que os leitores (as) representantes de SP façam isso por mim e nos contem sobre essa incrível experiência, de compra e de produto. Por enquanto, eu que moro aqui no Sul do país, irei acompanhar tudo através do blog deles que está cheio de novidades tri legais (exemplos: aparelho de barbear com 5 lâminas e camisinha com sabor, é ver...ou melhor, é provar pra crer), não deixem de conferir! Assite aqui o vídeo de como funciona a Sample Central.

Falando nisso...
Falando ainda em tendências de mercado, o ditado: A união faz a força nunca fez tanto sentido. Pois uma das subtendências, de vários empreendimentos que vem surgindo, é a pechincha pelas redes sociais, que fazem as pessoas se juntarem para gastar menos. É o caso do 1° site de compras coletivas do Brasil, o Peixe Urbano, que funciona na base da rede de relacionamento dos usuários e do efeito viral, porque quanto mais gente se interessar, menor é o preço a ser pago. O serviço, além de ajudar as pessoas a descobrirem o que tem de melhor na cidade onde moram, é uma forma inovadora e diferenciada de expor produtos e serviços a um público antenado e formador de opinião.

Peixe Urbano e Ocappuccino informam: Oferta do Dia para Porto Alegre - R$6,50 em Strogonoff OU Frango à Parmegiana, com Acompanhamento e Refri no Premiatto Express (69% OFF – preço normal R$21). Ficou com água na boca? Aproveite e se cadastre aqui.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comportamento e identidades corporativas nas redes sociais.

sexta-feira | 2 de julho de 2010

Quem está no Twitter e não segue um perfil coorporativo que atire a primeira pedra. É fato: mais cedo ou mais tarde alguma empresa vai te seguir, ou algum follow seu vai dar um RT em uma promoção, ou ainda, começam a falar com você e despertar um mínimo da sua curiosidade. Essa intensa disputa por opinião, carisma e relacionamento tem feito com que cada dia mais as empresas busquem apresentar-se de forma mais dinâmica, por meio das redes sociais.

Em outros tempos, a comunicação para promover uma marca tinha outros rumos. Pensava-se na exposição por meio de impressos, mídias tradicionais, criar slogans e jingles que fixassem na mente do consumidor e muita, muita divulgação. Agora quem dita as regras do jogo é o usuário. É ele quem está livre para falar ou fazer o que quiser com o comentário postado pela organização.

E tem lugar pra todo mundo? Por ter esse grande número de empresas no Twitter a minha precisa estar também? Não vale mais a pena ficar escondido só observando? E se der tudo errado? E se eu não tiver o que falar? Quando surgem estas dúvidas, mostra-se um pouco de evolução pelos administradores. Evolução? Sim, ao menos já se deram conta desta realidade.
Se você ficar olhando tudo do lado de fora pode não ter tantas chances de errar e se queimar, mas também não vai ser lembrado. A consequência disso é que seu concorrente vai ser mais visualizado, confiável e garantir o coração do seu público-alvo só para ele. Vale a pena correr o risco? Se a empresa possuir uma estratégia definida (queremos apenas falar sobre o lançamento X, vamos fazer o canal apenas para promoção, apenas vamos falar sobre as notícias do site...), ter uma organização pontual offline que supra as questões que vão surgir e medir fatores que podem gerar uma crise, não terá grandes problemas.

Um problema que pode surgir é a questão do gerenciamento de conteúdo. Falar apenas sobre a marca e seus interesses e achar que vai conseguir milhões de seguidores e comentários por causa disso é um engano. Quando falamos aqui n’ Ocappuccino sobre planejamento, conhecer seu cliente, entender como ele pensa e vê o mundo, estamos reforçando o que é buscado nas formas genuínas da comunicação, que são super válidas para este contexto. O consumidor tem sede de informação, de novidades então quanto mais perto dele você conseguir chegar melhor vai ser na hora das compras dele.

“Quem deu a dica de vestido azul combinando com a sandália preta foi aquela marca – sim, isso pode passar pela cabeça dele. Não é uma regra, assim como não se sabe quantas pessoas compraram aquele mesmo produto por causa de um outdoor. Mas ao que tudo indica, esta é uma referência que ele vai levar consigo podendo gerar uma futura compra.

O que percebe-se é que existe lugar para todos, e não só no Twitter mas em todas as redes. O mais importante é saber se aquela ação vai atingir as pessoas certas e se a empresa tem condições de continuar uma relação com as que conquistar. Caso contrário é melhor rever os conceitos, afinal, formamos o país que reina as mídias sociais.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Passado: obsolecência ou tendência?

quarta-feira | 30 de junho de 2010

Você é daquelas pessoas que, quando surge uma modinha, logo se adapta ou custa a aceitar certas modificações? Esse assunto foi abordado pela ISTOÉ da semana passada.

Sabemos que surgem aparelhos com novas tecnologias quase que diariamente. Há pouco acompanhamos o lançamento do iPad que vendeu mais de 300 mil unidades nas primeiras 24h, com filas enormes de espera. Depois, o mesmo aconteceu com o iPhone 4, lançado há pouco em alguns países e vendeu, em três dias, cerca de 1,7 milhão de unidades.

Assim como existem pessoas desesperadas por lançamentos, há também aqueles que resistem a isso. Essa turma não é pequena como muitos pensam. Essa mania já está se disseminando. Eles curtem muito mais bater fotos em câmeras de filme do que nas digitais, alguns até dispensam o computador para utilizar a velha máquina de escrever. Os fãs de música preferem ouvir discos de vinil do que CDs ou DVDs e tem ainda os que gravam músicas em fitas de cassete. Bandas inclusive já estão se adaptando à realidade dos apegados ao passado e estão relançando seu repertório nas K7.

Têm outras que voltam mais ainda e estão resgatando os discos de vinil, objeto de fetiche de muitos fãs. O que também colabora com a volta do chamado LP é a crescente desilusão com o som do CD e do MP3. Dizem que o CD tem seu áudio límpido, mas excessivamente magro (e às vezes metálico). Com o vinil, a variação vai de precisa a cheia, dizem os engenheiros de masterização. E se ainda está achando que a venda de vinil é um mercado pequeno, engana-se! Só nos EUA, uma pesquisa da Nielsen Soundscan documentou um crescimento de mais de 100% em 2008, e algo em torno de 40% em 2009. Outro fator que me faz acreditar nesta tendência é que a única fábrica desse tipo de discos da América Latina, a Polysom, reabriu suas portas no começo desse ano, na Baixada Fluminense.

Temos aí mais um mercado de nicho! Mas antes de explorar, primeiro temos que entender o porquê deste movimento ao retrô. Na revista, o professor Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV levanta uma reflexão importante deste comportamento: Nasce uma ‘cultura de resistência’ que resgata mídias que ficaram obsoletas, mas que não perderam a sua poesia. Os adeptos a esse tipo de pensamento alegam que as pessoas estão perdendo a materialidade das coisas, e dão mais valor ao fato de poder tocar e pegar no objeto.

Cultura da resistência! Mas essa cultura faz parte de um modismo cíclico como é a moda que muitas vezes busca tendências no passado? Vivemos numa época em que o cult é apreciado, mas por quê? Também somos uma sociedade da cultura pirata (no sentido de cópia), então este consumo revival faz parte deste copy paste dos norte americanos ou é uma identidade nossa, própria e voltada às origens? É só mais um modismo passageiro (um capricho) de colecionadores ou é uma tendência que pode ser percebida em outra áreas (conhecem o Novo Uno)? Será que já descobrimos tudo e percebemos que éramos felizes e não sabíamos?

E as mídias sociais, com todo este dogma de relacionamento + participação, irão se tornar mídias obsoletas em quanto tempo? Porque com tudo tão efêmero, tão descartável, por quanto tempo você quer seguir, ler ou conversar com a mesma pessoa? Por quanto tempo aquela pessoa ou aquela marca é relevante pra você? Quanto tempo dura uma nova informação hoje? Não dura, ela já nasce com o prazo de validade vencido. E por fim, como devemos trabalhar e nos beneficiar disso tudo, pois certamente se abre um novo mercado, um novo consumo?

Eu não tenho estas respostas. Já nasci nesse mundo em que o tempo não se mede no relógio e sim em bits. Um mundo de obsolescência programada, de invenções a todo instante. Não tenho apego pelo passado, por tecnologias e objetos ultrapassados - às vezes até me esqueço que algum dia já existiu disquete. Sou louca por novas tecnologias e quem me dera poder ter todas elas! Será que estou ficando obsoleta? E você?

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domingo, 27 de junho de 2010

Hoje tem prova, vai cair Steve Jobs.

segunda-feira | 28 de junho de 2010

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Post Editado

Tudo que estiver escrito em vermeho foi escrito depois da publicação do texto.

Todo mundo fala em conhecimento colaborativo, em interação, em envolvimento, então vamos ver se este negócio funciona mesmo na prática. Falam até que é preciso revisar os 4 Ps do marketing, porque na verdade já existe um quinto P: a participação. Será mesmo? Pois, hoje vou testar a audiência do blog Ocappuccino e ver se vocês são mesmo tão participativos ou isso tudo é apenas teoria do slideshare. Neste link dá para ver o resultado deste teste, #fail devido ao pouco número de participantes. 4 participações somente. Obrigado a Lu Audrey, ao Diego Paulista, a Marília e a Andressa Carrasqueira.

É uma brincadeira nenhum pouco criativa que envolve um dos mitos da inovação atual: Steve Jobs. Ele é exemplo de criatividade + negócio o que se comprova com com o sucesso de vendas do iPad e do iPhone 4. Garanto que você já citou o nome dele em algum trabalho ou apresentação, eu também já citei várias vezes.

Então agora vamos ver se você conhece mesmo Steve Jobs. Para provar basta participar da brincadeira. E claro, ninguém participa de nada se não enxergar alguma forma de recompensa, então quem participar irá receber por e-mail a edição em pdf do livro A Cabeça de Steve Jobs, escrito por Leander Kahney em 2008 (para deixar com vontade de ler, ao lado posto a imagem da orelha da obra).

A dinâmica é nada mais nada menos do que a prova que fazemos desde o colégio e que nos acompanha até a faculdade. Aquele velho teste com questões de marcar e responder. Atenção: todos que comentarem e participarem, por favor, coloquem o e-mail para que possa enviar o livro.

Ah, na quarta-feira irei editar o post e colocar as respostas corretas. Como as questões são formuladas a partir do livro, também darei um print screen em cada página para comprovar a resposta. As respostas estão logo abaixo e o link para comprová-las estão aqui. Vou postar junto a pontuação de cada participante ;) Cada acerto vale 1 ponto. O ranking ficou assim: Em 1º ficou Marília com 5 acertos. Empatados em 2º ficaram Lu Audrey e Diego Paulista com 4 pontos (mas tenho quase certeza que o Diego colou da Lu) e om 4º lugar restou para Andressa com 3 acertos :( Mais uma vez obrigado e estão todos de recuperação :D hehehe. Vamos lá:

1. Que ano foi lançado o Mac original?
1984

2. Em 1995, o pequeno estúdio particular de cinema de Jobs, Pixar, fez o primeiro filme totalmente animado por computador que se chama Toy Story.

3. Agora, aos 50 e poucos anos, Jobs vive calmamente, com privacidade, com sua esposa e seus:
a) ( ) três filhos e um gato
b) (X) quatro filhos
c) ( ) três filhos
d) ( ) dois fihos e um iPhone4
e) ( ) dois filhos e um cachorro

4. Em 1984, A agência TBWA/Chiat/Day criou, com colaboração de Jobs, o lendário anúncio da Apple para o primeiro Mac. O anúncio, tinha o nome de "Pense Diferente" e foi veiculado durante o Super Bowl.

5. Quando lançou o iTunes, em 2001, no auge do compartihamento de arquivos via web, muita gente perguntou como a loja iria competir com a pirataria. Por que alguém gastaria um dólar por uma música, quando poderia obter a mesma música de graça? Então, qual foi a resposta de Steve Jobs a essa pergunta e que foi um dos fatores de sucesso do iTunes?
a) (X) "experiência do consumidor"
b) ( ) "baixo preço das faixas"
c) ( ) "acesso a faixas bônus"
d) ( ) "variedade de artistas"
e) ( ) "promoção de vendas"

6. Qual frase famosa é atribuida a Jobs?
a) ( ) "Se você não sabe aonde ir, qualquer lugar serve."
b) ( ) "Devo o meu sucesso a ouvir respeitosamente os melhores conselhos e depois fazer o contrário."
c) ( ) "Se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam respondido que era um cavalo mais rápido."
d) (X) "As pessoas não sabem o que querem."
e) ( ) "Se você desenvolve os hábitos do sucesso, você fará do sucesso um hábito".

7. Apesar do sucesso das campanhas da Apple, como por exemplo o "Sou um Mac/Sou um PC", nem todos adoram a publicidade da marca. Seth Godin, autor de vários best-sellers sobre marketing, disse que a publicidade da Apple muitas vezes foi medíocre. “A maior parte da publicidade da Apple me deixa indiferente. Não tem sido eficiente. A publicidade da Apple trata mais de agradar quem já é usuário de seus produtos do que de atrair novos usuários. Se você tem um Mac, vai adorar a publicidade da Apple porque ela diz: 'Eu sou mais esperto do que você.' Se você não tem um Mac, ela diz: 'Você é burro.'"

8. Na Apple há um grupo chamado de F.O.S - Friends Of Steve, pessoas importantes próximas a Jobs que devem ser tratadas com respeito e, às vezes, com cautela: nunca se sabe o que poderá ser passado adiante. Eles não são necessariamente dos escalões da alta administração — são às vezes colegas programadores ou engenheiros que têm alguma ligação direta com Steve Jobs.

9. "A __________ vem das pessoas encontrando-se nos corredores ou telefonando umas para as outras às 22:30h com uma nova idéia, ou porque perceberam algo que evidencia as falhas em nossa forma de pensar um problema. Vem de reuniões improvisadas de seis pessoas convocadas por alguém que descobriu algo novo e sensacional e quer saber o que os outros acham da sua ideia." Essa frase de Steve Jobs de onde vem a:
a) ( ) motivação da Apple
b) ( ) criatividade da Apple
c) ( ) rentabilização da Apple
d) ( ) cultura organizacional da Apple
e) (X) inovação da Apple

10. O processo para batizar o iPod foi interessante. Steve Jobs contratou Vinnie Chieco, um freelancer, que tinha a tarefa de encontrar um nome. Ao descrever o player, Jobs muitas vezes se referia à estratégia do hub digital da Apple: o Mac é um hub, ou ponto central de conexão, de muitos dispositivos. Isso fez Chieco começar a pensar em hubs como objetos aos quais outras coisas se conectam. O ápice do conceito de hub, para Chieco, seria uma espaçonave. Você pode sair da espaçonave em uma nave menor — um pod (casulo) —, mas precisa retornar à nave-mãe para obter combustível e comida. Então mostraram a ele um protótipo do primeiro iPod, com sua frente despojada, de plástico branco. "Assim que vi o iPod branco, pensei no filme "2001 uma odisséia no espaço", disse Chieco. Há um momento conhecido no filme em que um dos astronautas diz, em inglês: "Open the pod bay door, Hal!".

Agora é fácil, só comentar e participar. É uma grande brincadeira, mas não deixa de ser uma disputa. E não se esqueça, quem participar já irá receber o livro do Steve Jobs em pdf. Estou enviando agora para os quatro participantes. Não é pra subestimar ninguém, mas vou fazer um primeiro exemplo nos questionários para exemplificar a mecânica. Boa sorte!

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novidades nas redes sociais: orkut, face e twitter.

sexta-feira | 11 de junho de 2010

Orkut - Recados Privados e Histórico de Conversa
A novidade no Orkut é que todos os recados que você enviar vão aparecer no seu perfil. Não tem mais como se perder no meio do assunto, a conversa que você manter com algum amigo será publicada tanto no seu perfil quanto no perfil dele, e se algum outro amigo quiser entrar no papo, basta comentar a conversa, que ela passará a ser publicada no seu perfil também. Não é muita exposição?? Uma conversa entre 5 usuários com uma média de 500 amigos vai ser vista por 2500 pessoas. Muito cuidado com o que você escreve hein!!

Felizmente para manter os internautas mais seguros, foi habilitado o serviço de troca de mensagens privadas. Agora não é preciso mais usar os depoimentos para mandar uma mensagem que você não quer que os outros leiam, com aquele pedido clássico apague depois de ler. Na hora que você escrever um recado pode escolher entre as opções: Público - para todos os usuários - ou Privado - apenas visível para o usuário que você escreveu.

Yahoo e Facebook juntaram as escovas.

Agora as contas do Yahoo e do Facebook podem ser interligadas, permitindo que os usuários do Yahoo tenham as atualizações do Facebook enviadas diretamente às suas páginas iniciais ou ao e-mail.

A integração facilitou também compartilhamento de fotos, todas as imagens que forem atualizadas no Flickr serão publicadas no seu perfil do Facebook, você precisa apenas visitar este link e autorizar o Flickr a fazer estas atualizações em seu nome na rede social.

Essa nova parceria mostra o esforço do Yahoo para acompanhar a popularidade das redes sociais e evitar que seus usuários migrem para sites como o Facebook, que já conta com mais de 350 milhões de usuários pelo mundo.

Twitter - Corporativo | Amigos em Comum | Encurtadorde Link

Embora ainda em testes, o Twitter já anunciou 3 novidades na sua plataforma:

> Perfil Corporativo, especialmente desenvolvido para empresas, que permite receber DM de usuários mesmo sem os segui-los, e também com selo de veracidade acima da Bio do perfil, com as palavras Verified Account (Conta Verificada)

> Seguindo os passos de outras redes sociais, o Twitter está desenvolvendo uma ferramenta que mostra Amigos em comum. Como no Facebook ou no Orkut, ao visitar um certo perfil você poderá visualizar quais os usuários em comum que você segue e que também seguem o perfil visitado.

> Depois de tantos pedidos foi divulgada, ontem, no blog oficial do Twitter, a notícia de que os links tuitados serão reduzidos por um sistema de Encurtamento de URLs. Diferente do migre.me, um site que reduz URLs integrado ao Twitter, o novo sistema de encurtamento é interno: basta tuitar o link e ele será reduzido automaticamente.

Já conhecia estas novidades? O que achou?

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sábado, 29 de maio de 2010

COMUNIQUE-SE OU #FAIL !

sábado | 29 de maio de 2010

Na noite da última quinta-feira, 27 de maio, André Telles esteve em Porto Alegre falando sobre Novas mídias e Sites de relacionamento, nossos velhos conhecidos, que hoje são, respectivamente, melhor representados pelos termos: Mídias Sociais e Redes Sociais. Ocappuccino, além de promover a palestra, agora proporciona aos leitores uma fantástica viagem só de ida pelo universo das mídias sociais, acompanhem...

André Telles, como falamos no outro post, já publicou 2 livros sobre as mídias sociais: Orkut.com – 2005 e Geração Digital – 2008 (ganhei um exemplar desse, mas ainda não comecei a ler). A novidade é que ele está para lançar, na segunda quinzena de junho deste ano, seu 3° livro com o mesmo título da palestra: A revolução das mídias sociais.

REDES
SOCIAIS x MÍDIAS SOCIAIS ?
André inicia o bate-papo falando sobre a diferença entre esse dois termos tão conhecidos da geração Y, e ao mesmo tempo, confundidos pela maioria. E mostra um exemplo prático e fácil de entender:

REDES SOCIAIS = FACEBOOK, ORKUT, MYSPACE, ETC | REDES SOCIAIS + TWITTER, YOUTUBE, FLICKR, ETC = MÍDIAS SOCIAIS. Logo Rede Social é uma categoria das mídias sociais ;)

E
qual seria o perfil da pessoa que faz essa comunicação online/offline com os públicos das organizações nas várias mídias sociais? Segundo André Telles, além dos conhecimentos em marketing e comunicação, este profissional precisa saber sobre filosofia, antropologia e psicologia, pois as respostas nesse meio precisam ser muito rápidas. Essa interatividade conecta as pessoas à marca, criando uma experiência única e de formas inusitadas, estabelecendo laços mais íntimos.

@andretelles falou de alguns cases sobre organizações que utilizam as mídias sociais com êxito, como acontece com a Dell, que realiza vendas pelo Twitter (social-commerce). Fez também fez um comparativo entre as empresas Corpo Perfeito, que investe R$50 mil/mês em links patrocinados do Google, e a Vita Nutrition, que através de comunidades no Orkut (que redirecionam ao próprio site) conseguiu uma grande quantidade de acessos, com custo zero.

Muita gente perguntava e ainda se pergunta se as mídias sociais trazem resultados a curto prazo, e a resposta do palestrante é feita através do case Moonfruit, que através de uma #hashtag sorteou 10 Macbooks Pro entre os participantes da ação no Twitter. De uma forma bem trabalhada, as mídias sociais podem dar sim, retorno em curto prazo. Na verdade as mídias sociais são mais sociais do que mídias, o que vale mais é essa interatividade, e se a marca/empresa/pessoa deixa de se pronunciar em até 24h, ela já está falhando.

Após essa introdução, ele começou a falar dos tipos de mídias sociais existentes, na verdade as mais utilizadas e de maior relevância, e nos mostrou dicas, principais ferramentas e suas utilidades. Para que esse post não entre para o Guinness Book pelo seu tamanho bem que eu queria, vou dar mais ênfase ao TWITTER E YOUTUBE e citar as outras mídias sociais mostradas na palestra, falando algumas curiosidades sobre cada uma delas:

“As palestras de web 2.0 já estão um pouco ultrapassadas, pois já se fala em 3.0, 4.0, e em 2050 deve estar em 30.0 flex...

TWITTER
“As mídias sociais são muitas, mas o Twitter é uma febre.
  • Faixa etária dominante – 19 à 30 anos
  • É uma mídia com um público mais adulto (nos EUA a média é de 38 anos)
  • Cidade com mais usuários – São Paulo
As organizações pioneiras no Twitter:
GOOGLE
SUBMARINO
DELL
PETROBRAS
VIVO
AMERICANAS.COM

Principais ferramentas do Twitter:

Social Oomph
Twitpic
TinyURL
HootSuite
TweetDeck
TweepzFavotter
Twitter Counter
Twibbon

Em tempos de eleições, Telles aponta o clássico case do Obama no twitter e afirma que aqui no Brasil a maioria dos políticos/partidos não contratam profissionais especializados, deixando a comunicação digital na mão de assessores despreparados. Esse ano nas eleições vai ser um festival de erros nas mídias sociais, diz André. (Alguém me chamou?). A dica é não despejar propaganda, pois isso vai de encontro a essa nova geração. Deve-se gerar conteúdo relevante, pois o compartilhamento de informações é bem melhor do que a propaganda pura.

YOUTUBE
“As empresas brasileiras ainda não entenderam o potencial do Youtube.
  • 2° maior buscador do mundo
  • Dez/2005 – lançamento oficial
  • Maio/2010 – já são mais de 2 bilhões de vídeos visualizados por dia (24h de vídeo a cada minuto)
  • Vídeo mais popular do momento: Lady Gaga – Bad Romance
No Brasil:
Fora do Brasil as organizações usam e abusam do Youtube como canal de comunicação, mas aqui no Brasil essa valiosa ferramenta ainda não é utilizada como poderia. Há ainda um grande mercado a ser explorado, mas as agências tradicionais colocam muitas barreiras ainda.

Uma dica:
A dica para o Youtube é que a organização crie um canal personalizado, como fez o Vaticano, Obama... É interessante que se faça uma integração das mídias, colocando links direcionados no Twitter, criando uma identidade visual padronizada, utilizando a mesma imagem/logo/logomarca nas diferentes mídias sociais.

INTEGRAÇÃO DAS MÍDIAS
É o usuário que faz sua própria navegação e as empresas tem que permitir que esse processo seja o mais natural e espontâneo possível. O usuário de hoje é muito dinâmico, trabalha geralmente com 8 ou 10 janelas abertas. Por isso @andretelles também nos indicou o Me Adiciona, um site que faz a integração de mídias, reunindo todos os perfis e informações de contatos do usuário, facilitando a navegação e a comunicação entre os meios.

Hoje os formadores de opinião não são mais os apresentadores de TV, o receptor é retransmissor também, gera conteúdos, e isso se observa cada vez mais nas grandes empresas, que já contam com uma amostra do seu público não só para gerar conteúdo, mas inclusive para criar campanhas de marketing.

Saiba aqui o que o autor falou sobre outras redes e mídias, como VIDEOLOG, FLICKR, FACEBOOK, ORKUT.

Uma rede social que eu acho bem interessante mas ainda não completei meu perfil (na verdade ele está inativo faz tempo) é o LINKED IN, que conta com aproximadamente 45 milhões de usuários. Aqui no Brasil agora que começou essa preocupação em atualizar esse currículo, pois são várias as empresas que fazem o recrutamento por lá. Há alguns poucos anos atrás as organizações utilizavam o Orkut como ferramenta de seleção, observando as comunidades que o candidato participava. Por isso é bem importante que se tenha o máximo de cuidado com o marketing pessoal, analisar o conteúdo a ser postado, afinal não pode ser um jogo 100% aberto.

Como eu já estou meio que familiarizada com esse assunto sobre carreira/trabalho (faço um trabalho voluntário de divulgação de vagas de emprego desde 2006, iniciou no Orkut e agora se estendeu a algumas mídias sociais, como Twitter e meus 3 blogs, em especial o QueroEssaVaga.com). Sempre estou atrás de novidades sobre o assunto, e encontrei duas bem interessantes que vou compartilhar com vocês, não deixem de acessar. Um buscador de vagas, estilo Google, o INDEED, onde se pode filtrar por região inclusive, e se tem como resultado vagas de diversas empresas, consultorias, agências, listadas por função (fica a dica para quem está buscando uma oportunidade). Encontrei também uma rede social, o INDICA, que funciona através de indicações dos usuários cadastrados (podendo o usuário se candidatar inclusive), e se o candidato indicado for selecionado para a vaga, o indicador recebe uma recompensa.

Já no final, André disse uma frase bem pertinente ao momento das mídias sociais: “Agora que o mercado visualizou que não adianta ter um belíssimo site e ninguém te achar no Google, é como ter um outdoor no deserto.

Um fato que me chamou atenção em certo momento da palestra foi quando o André citou que na agência digital dele, Mentes Digitais, trabalham profissionais de marketing, publicitários, jornalistas e...e eu fiquei esperando ele dizer: relações públicas, mas a frase dele acabou antes que eu pensasse. Fiquei um tanto quanto intrigada e ao mesmo tempo angustiada com essa notícia, aí não resisti e no final da palestra resolvi pedir para que ele deixasse um recado para os futuros RP’s que pretendem trabalhar com as mídias sociais, ao mesmo tempo tentando descobrir o porque, e o recado foi esse:
“As agências de marketing digital surgiram das tradicionais agências de propaganda onde o que se fazia era exclusivamente criação de sites, e de onde vieram os atuais publicitários e profissionais de marketing, logo após vieram os jornalistas para fazer a geração de conteúdo. Na verdade NUNCA recebi um currículo de um RP, então a gente quer saber a importância e relevância do profissional de relações públicas, vocês tem que se manifestar.
Então o que eu posso dizer é que o bom profissional de RP é responsável não só pelas idéias de marketing e pela geração de conteúdo, mas também é o RP que vai saber adequar o conteúdo e as idéias utilizando a linguagem adequada a cada tipo de público, e é o RP que vai fazer essa mensagem chegar ao alvo certo e de uma forma eficaz. Para resumir de uma forma bem prática vou utilizar uma linguagem adequada ao assunto da palestra e desse post: Somos o RETWEET da Comunicação, importantes repassadores de idéias e conteúdos, com direito as tags#

PLANTÃO OCAPPUCCINO
Confiram a ótima sacada da Lojas Renner para o Dia dos Namorados. Eles criaram um hotsite para esta data apaixonante com um tipo de rede social direcionada adivinha pra qual público? Se você pensou em Namorados #FAIL...a resposta é óbvia: para os SOLTEIROS(AS)! É na verdade não é tão óbvia assim, mas o certo é que eles estão com uma boa equipe de comunicação, e fazem parte dessa revolução das mídias sociais. (Afinal segundo o IBGE são 74 milhões de solteiros no Brasil, enfim alguém lembrou desse pequeno público. ESTAMOS DE OLHO!)

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Business Intelligence: conheça seu cliente para sobreviver no mercado.

quarta-feira | 26 de maio de 2010

Você já pensou que ao realizar compras através de sites, ou mesmo em lojas, seus dados podem ser armazenados em um software que mapeia de onde você é, qual o seu perfil (idade, sexo, nível de escolaridade...), quais produto (s) você comprou, como foi efetuado o pagamento (se parcelado, à vista, com cheque), se você usou crédito ou débito, qual a bandeira do cartão etc.? Pois bem, quando esses dados passam por um processo de organizacão e análise criteriosa, proporcionando à empresa informações que ajudam na tomada de decisões estratégias e operacionais, chamamos isso de Business Intelligence.

POR QUE CRIAR UM BANCO DE DADOS?
A
coleta e a análise de informações provenientes de clientes, dos processos internos e o monitoramento da concorrência através de pesquisas e da análise de mercado auxiliam empresários a investirem com maior probabilidade de acerto, reduzindo riscos.

Utilizando softwares de gerenciamento de dados - os famosos ERPs (Enterprise Resource Planning) que dispõem de diversos módulos, entre eles o de CRM (Customer Relationship Management) - é possível criar um banco de dados valioso, com informações que, se bem analisadas, podem determinar, por exemplo, o local mais adequando para se abrir uma filial, onde um produto deve ser distribuído (praça), que estratégias utilizar para a divulgação (buzz, viral, MKT direto, ...) e qual deve ser o público-alvo de uma campanha.

BI: FUTURO OU PRESENTE?
I
nvestir em BI não é uma tendência que está para chegar. Pelo contrário, com um mercado super competitivo, onde concorrentes trabalham com margens de lucro, públicos-alvo, produtos e serviços muito semelhantes, quem ainda não está utilizando este recurso a seu favor deve pensar seriamente em começar.

Para implementar um sistema de Business Intelligence, é preciso investimento em TI e capital humano. O processo inicia com a compra ou o desenvolvimento de softwares (como os que mencionei acima); depois, os funcionários responsáveis por coletar e analisar as informações necessitam receber treinamento para aprender a alimentar o banco de dados. Quando o processo é realizado através de sites, é necessário o planejamento dos campos onde o próprio cliente preencherá seus dados, prevendo questões como usabilidade e autenticação de dados através da criação de senhas, preenchimento do número da Carteira de Identidade, do CPF etc.

BI E A WEB 2.0
Q
uem nunca marcou uma estrelinha quando gostou de um serviço na web? No livro a Cauda Longa, Chris Anderson chama recursos como este de filtros pós-venda, muito encontrados em sites de busca e de compra. Eles permitem que os próprios consumidores deixem sua opinião sobre produtos e serviços que adquiriram, ajudando a manter um padrão de qualidade, além de disponibilizarem espaços para comentários. Recursos como estes, aliados à análise das informações de cadastro, permitem uma comunicação personalizada com o cliente. Em outras palavras, é quando você entra no site da Amazon para comprar um livro de Comunicação, por exemplo, e, em instantes, te oferecem outros títulos relacionados com este tema, ou ainda, títulos que outras pessoas que também compraram o livro que você quer adquiriram.

Devido à amplitude do tema Business Intelligence, é praticamente impossível abordar tudo num post. Por isso, hoje fiz esta breve introdução e deixo indicado abaixo alguns sites para que você possa se aprofundar um pouco mais no assunto:

1. Wikipedia (Coloquei o link para a página em inglês por ser mais completa.)
2. Gartner Group (Consultoria especializada em TI.)

3. ABRAIC (Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva)

E você, já comprou em lojas ou sites que utilizam Business Intelligence? Como foi a sua experiência?

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Avon porta a porta: uma empresa além da campainha.

quarta-feira | 28 de maio de 2010

A Avon é uma empresa mundialmente conhecida pelas suas vendas de porta em porta, e depois de tantos anos de mercado seu sucesso é mais do que um fato. Seja por uma questão de reminiscência (a sua avó comprava o creme X, por isso, sua mãe passou a comprar e, consequentemente, você passou a usar o mesmo), de busca por novidades ou pela comodidade de comprar os produtos que vão vir até a sua casa sem você ter que fazer muito esforço, a maioria das mulheres já comprou ou usou algum produto da marca. E as que compram sempre vão ter alguma história seja boa ou ruim, mas em sua maioria é positiva.

Curiosa como sou, comprei o livro Avon: a história da primeira empresa do mundo voltada para a mulher, e posso afirmar que, até onde li, a história da sua fundação até os tempos mais atuais (o livro é de 2005) é fascinante! Para se ter uma ideia, esta fórmula incomum de vendas foi criada quase três décadas antes das mulheres (americanas) conquistarem o direito ao voto. Isso era uma grande ousadia, pois foi a primeira vez que as donas-de-casa tiveram a chance de ganhar dinheiro por conta própria. Ela é a maior empresa de vendas diretas do mundo, e com o passar dos anos deixou de vender apenas perfumes e cosméticos e passou a oferecer outros produtos que aumentaram ainda mais o nicho e a participação no mercado.

M
as não é para fazer propaganda da marca ou do livro que escrevo hoje. Na verdade, um dos pontos que me chamou atenção na leitura foi o capítulo sobre o uso das tecnologias. Nele, a autora Laura Klepacki explica que a Avon foi considerada a primeira marca de beleza a adquirir um site de comércio eletrônico, isso em 1996. (Isso mesmo há apenas 14 anos atrás! Não temos imagem deste site de e-commerce de 1996, mas a imagem que ilustra o post é do site da Avon em 1997). Eles sofreram uma grande pressão inicial devido a especulações que diziam que esse canal seria um concorrente das revendedoras, e que iria contra todos os princípios da empresa.

E
m uma época que falavam sobre uma possível revolução da internet, as críticas não foram relevadas, e permaneceram convictos com seu planejamento. Criaram sites com uma plataforma e visual únicos, porém, com conteúdos gerenciáveis por cada país (para manter as características de cada local em que estavam presentes). Algum tempo depois, foi criado o canal direto com as revendedoras de forma online. Do início dos anos 2000 para os três anos consecutivos os pedidos realizados de forma online aumentaram em mais de 70%. E na verdade eles nem esperavam que essa tecnologia fosse tão bem aceita. Pense que antes de existir essa forma eles se davam por satisfeitos por ter 10% dos pedidos enviados via fax. Mas claro que não é possível, ainda, excluir as que não possuem acesso ou conhecimento sobre a internet, mas esse grupo já representa quase que uma minoria.

E
ssa constante evolução e ousadia da marca ainda existem e são muito atuais. Claro que grandes concorrentes passaram a tomar a liderança da venda de determinados produtos, mas ainda assim a organização consegue ter uma comunicação eficaz com seu público. Dentre algumas ações que rapidamente me recordo estão as inserções de merchandising em novelas, cursos de maquiagem, propagandas... mas e na web como estão atualmente?

D
epois de todo esse histórico de evolução, fui conferir a presença online atual da marca. Apesar de não encontrar no site oficial - de forma clara - alguns canais, é possível ver várias ações deles em diferentes meios. Como é o caso da linha Color Trend, que possui um blog bem atrativo ao consumidor, mas ao julgar pelo número de comentários parece ser pouco visitado e com poucas postagens. O blog está inserido em outras redes sociais (Orkut, Twitter, Flickr e Youtube), uns com mais outros com menos participação (não vou entrar muito em detalhes sobre até onde é interessante para eles estarem presentes, mas vale conferir e fazer conclusões). Mas dentre outras ações legais deles estão um site que indica o perfume ideal pra você e o simulador de maquiagem, além de promoções que interagem com todas as ferramentas, no caso para divulgação.

E, por fim, uma atitude que julgo ser muito sábia é disponibilizar o catálogo online, mas não ter uma loja virtual. Isso mostra o valor que dão para todo o histórico e a característica de estar na porta das pessoas, se você deseja comprar, a loja indica uma revendedora próxima a você.

Acho que esse conceito de tradição e comprometimento, em especial com as revendedoras, que na verdade são o público interno da empresa, devem ser seguidos por outras. Apesar dos grandes avanços, não se pode perder a essência da organização. É possível sim estar em todos os canais e de formas diversas, mas sem perder a característica inicial, aquela que faz com que o seu consumidor indique facilmente a marca e diga com orgulho que utiliza seus produtos.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Cauda Longa: da massa para o nicho.

Por Maria Alana, formada em Relações Públicas pela UFRGS

O termo A Cauda Longa (do inglês The Long Tail) foi expresso pela primeira vez em 2004, em um artigo publicado na revista Wired por Chris Anderson (editor-chefe da revista). O termo é bastante utilizado na Estatística para identificar distribuições de dados da Curva de Pareto ou Curva ABC, onde o volume de dados é classificado de forma decrescente (a famosa regra do 80%/20%).

BAIXA PROCURA = LUCRO. COMO ASSIM?
Quem poderia pensar, há alguns anos, que produtos com baixíssima procura poderiam impulsionar as vendas de uma empresa? Bem, com a ideia de estoque fisíco realmente é inviável, mas um processo semelhante ao Just in Time e a utilização de ferramentas como a Internet para divulgação e venda foram a grande sacada para fazer com que empresários pudessem ampliar sua oferta e a representação no mercado.

A OPÇÃO DE EXPERIMENTAR

Em épocas não tão distantes, anos 90, isto seria inviável talvez por ser o início da popularização dos computadores - que ainda é lenta, principalmente em países subdesenvolvidos - e pela dificuldade de acesso à Internet de parte da população. No entanto, hoje é cada vez maior a consciência de que não estamos mais limitados a comprar somente o que as lojas nos oferecem ou escutar apenas os grandes hits tocados pelas rádios (ótimo exemplo citado por Chris Anderson, no livro A Cauda Longa). Temos a opção de experimentar e adquirir produtos muito diferenciados; álbuns de artistas independentes, pouco conhecidos e ainda assim muito bons. Foi-nos aberta a possibilidade de diversificação de gosto, graças a este acesso ilimitado a produtos que representam a cauda e não a cabeça da Curva.

A LÓGICA DAS PARTES
Na lógica do empresário, é economicamente inviável manter em estoque, quanto mais nas prateleiras, produtos com baixa procura. Por exemplo: um CD de artista pouco conhecido representa espaço na prateleira, ocupando o lugar de outro que poderia ser vendido facilmente, enquanto que no iTunes suas músicas só ocupam alguns megabytes no banco de dados e podem tornar-se mais conhecidas.

PEQUENOS NICHOS

Se analisarmos do ponto de vista do consumidor, perceberemos o quão nos tornamos reféns da mídia massiva (principalmente da TV e do rádio) já que só tínhamos acesso ao que chegava até nós através dela, e, muitas vezes por causa disso limitamos nosso gosto àquilo que era (e ainda é) repetidamente transmitido. É aí que a teoria da Cauda Longa e a Internet unem seus potenciais: sem necessitar de espaço físico e vendedores, foi possível investir em pequenos nichos, formados por aqueles produtos com baixa porcentagem de vendas. Porém, juntos, estes pequenos percentuais formam uma boa parte dos lucros - em alguns casos chegam até a superar as vendas dos produtos considerados tops, hits, da moda etc.

INTERATIVIDADE
A Internet é uma das forças da Cauda Longa, já que proporcionou à indústria a ampliação da oferta e aos consumidores a ilimitação das opções de escolha. Sem contar na interatividade: cada internauta pode expressar sua opinião em blogs, sites de compras, Orkut, Facebook, Twitter e por aí vai uma lista de Mídias Sociais, avaliando um produto ou serviço e ajudando a manter os padrões de qualidade do que é vendido na Web.

ONDE SAÍMOS GANHANDO?
Tentando facilitar a análise dos pontos positivos mencionados neste post, fiz duas listas resumidas para compararmos os benefícios para o consumidor e para o empresário.

  • Benefícios para quem compra:
  1. mais alternativas de escolha
  2. acesso a uma maior variedade de produtos
  3. diferentes possibilidades de expressar preferências e personalidades
  4. redução dos preços
  5. comodidade (comprar no local e na hora que quiser)
  • Benefícios para quem vende:
  1. possibilidade de aumentar o lucro
  2. geração de novos mercados
  3. diversificação dos públicos-alvo
  4. potencialização da marca
  5. redução de custos (com funcionários, aluguel, impostos) e consequente possibilidade de oferecer mais descontos
E você, conhece mais vantagens ou desvantagens? Conhece algum mercado em que a Teoria da Cauda Longa se encaixa?

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