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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não somos trouxas, FACAMP.

sexta-feira | 29 de outubro de 2010

No dia 20 de outubro estourou a polêmica da @FACAMP com a absurda entrevista do professor joão manuel cardoso de mello. De lá para cá muito burburinho no Twitter entre os relações-públicas e muita omissão por parte da faculdade. Parece que o único movimento da #FAILCAMP foi responder a todos os e-mails que recebiam de forma automática. Fizeram isso com todos os e-mails que recebiam, seguindo um padrão e sem se importar, à primeira vista, com o conteúdos de cada mensagem.

Como resposta, a vaga informação de que o professor em questão (com p minúsculo mesmo) já havia marcado uma reunião com cinco representantes, a serem indicados, pelos vários cursos de Relações Públicas da nossa região, no dia 29 de Outubro, para discutir a entrevista publicada no site da FACAMP. É 29 de outubro, é sexta-feira, é hoje. Você está lendo este post e eles estão provavelmente discutindo a entrevista.

Ahhhhh, mas você se engana ao achar que uma faculdade respeitabilíssima e competentíssima não iria tomar algumas providências para tentar contornar a situação e corrigir a infeliz declaração do professor. Se engana mesmo. Sabe por quê? Porque ela tomou uma sábia decisão: editou a entrevista. O professor Alexandre Costa nos alertou disso ontem. Experimenta entrar na página da entrevista e tenta encontrar o termo Relações Públicas ou algo a expressão cursos de segunda categoria. Viu né?!?! Não tem. A entrevista foi editada e a parte polêmica foi retirada da entrevista.

Aliás, se não tivessemos recebido uma informação de fonte segura, estaríamos até agora pensando que esta reunião, marcada com os 5 representantes, pudesse ter sido um despiste da @facamp. Algo do tipo: eles vâo esquecer e em duas semanas ninguém vai se lembrar. Como fizeram com a entrevista, aos pensarem que ninguém iria perceber a malandragem. Mas, já diziam os mais velhos, quem guarda tem. No dia 20 demos um print screen em toda a entrevista. Então, agora disponibilizamos, aqui embaixo, a malandragem da #failcamp para quem não viu a entrevista original ou para quem quer comparar o antes e o depois da edição. Aqui colamos os trechos que nos interessam, mas se quiser ver as imagens das duas entrevistas completas, acesse aqui.

O pior não é editarem a entrevista. O pior é ter a sensação de que, durante estes 8 dias, eles ficaram rindo de todos que se indiganaram e que provavelmente estão rindo ao ler este post, neste exato momento.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

As pequenas empresas também se "redesocializam".

terça-feira | 21 de setembro de 2010

Ter um telefone e um formulário para contato num site bonitinho já não é mais suficiente. As pequenas já perceberam que é preciso atender o cliente na hora que ele quiser, onde quiser e da forma que ele desejar.

Como nas pequenas empresas quase tudo se resolve empiricamente e sem planejamento, seguem algumas dicas de ferramentas de comunicação digital que podem ser utilizadas diretamente pelos empreendedores de plantão com custo zero e outras de baixo investimento.

Seguem também alguns links que mostram na prática como as pequenas já utilizam estas dicas. Tive o cuidado de selecionar muitas empresas do interior, de segmentos totalmente diferentes e somente pequenas empresas, mostrando que as ferramentas podem ser úteis para qualquer negócio e para qualquer público.

Blog Corporativo: Ideal para veiculação de conteúdo próprio da empresa. Fácil de criar e administrar. Permite que a empresa interaja diretamente com seu consumidor e o mantenha informado sobre todo o seu conhecimento (expertise empresarial) >> Lanche rio-grandino com sabor caseiro.

Redes Sociais: Facebook, Orkut, entre outras, são importantes canais de comunicação entre a empresa e seu consumidor. Nesses canais a palavra chave é relacionamento. Assim, o ideal é que a pequena empresa construa uma rede ligada ao seu negócio. Mas antes de qualquer ação,s empre analisar o retorno e a lealdade do seu público. >> A eschola com H de Huck e Já sabe o que vai almoçar hoje?

Twitter: Misto de mídia e rede social, é favorável a presença da pequena empresa. Importante para a construção da marca e diálogo com o consumidor. Estar no microblog ajuda a empresa a fazer parte das conversas sobre notícias de sua marca. Mas cuidado para não exagerar nas mensagens e abarrotar seus seguidores com informações sem importância. >> De cadeira a estante de aço.

E-mail Marketing: Nem todos os consumidores usam o Twitter. Diante disso, ainda é necessário ter ações de e-mail marketing nas empresas. É usado para transmitir informações, oferecer promoções, lançamentos, em fim, ser mais uma opção de comunicação com o consumidor. >> O homem, a bicicleta e o tempo.

Links Patrocinados: Os links patrocinados são uma opção para baixos orçamentos. Ideal para vendas diretas, funciona com pequenos anúncios de texto em sites de buscas. A empresa compra uma palavra-chave que expresse seu negócio e tem seu anúncio veiculado ao lado dos resultados relacionados com a palavra na busca orgânica. A empresa também pode controlar o retorno de cada anúncio, definir as cidades e horários que vai aparecer. >> Duas opções para um bom descanso.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Audiência Pública em POA debate os novos rumos das Relações Públicas.

quarta-feira | 25 de agosto de 2010

A comissão designada pela Secretaria de Educação Superior (SESU) do Ministério de Educação (MEC), presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, esteve em Porto Alegre, dia 19 de agosto, para a primeira audiência pública que tem por objetivo revisar as diretrizes curriculares dos cursos de Relações Públicas e atualizar o perfil do profissional da área. Também compõem a comissão Cláudia Peixoto de Moura, professora da PUC-RS, Ricardo Ferreira de Freitas, professor e coordenador do curso da UERJ, Márcio Simeone Henriques, professor da UFMG, relator da comissão e representante do CONFERP, Paulo Nassar, professor da ECA- USP e diretor-geral da ABERJE, Maria Aparecida Ferrari, professora da ECA-USP e Ésnel José Fagundes, professor da UFMA.

A audiência ocorreu das 9h às 13h no Plenarinho da Assembléia Legislativa e foi conduzida pela Prof. Cláudia Peixoto, que apresentou as seis questões a serem debatidas:

  1. Quais os objetivos para formação em Relações Públicas?
  2. Qual o perfil desejado para o egresso?
  3. Quais as competências a serem desenvolvidas no curso?
  4. Quais devem ser os conteúdos curriculares orientadores para a formação em RP?
  5. Quais devem ser os critérios para definir o padrão de qualidade dos cursos?
  6. Que interfaces caracterizam a integração de RP com outras áreas?

Margarida Kunsch, presidente da comissão, afirmou que esse é um momento histórico para as RP no Brasil, pois podemos definir os novos rumos dos cursos e da profissão. Em seguida, o Prof. Paulo Nassar apresentou o artigo O profissional de Relações Públicas no ambiente corporativo global, que traz alguns números do mercado em Relações Públicas, através do qual se constatou que grande parte do mercado tem sido ocupado por profissionais de outras áreas, principalmente jornalistas e profissionais do marketing. Dessa forma, deu-se inicio ao debate, aqui retratado pelas imagens fotografadas e cedidas por Lisandro Faverzani.

Algumas das conclusões dos mais de cem professores, profissionais e estudantes presentes é de que o RP precisa estar cada vez mais atento ao mundo globalizado, saber comunicar para o mundo, porém sem deixar de lado as especificidades de cada local. Ressaltou-se que os cursos devem aliar técnica com teoria e com disciplinas de sociologia, psicologia, cultura, dentre outras da área de humanas, que formam um profissional estratégico e que possua diferencial para recuperar o espaço no mercado de trabalho, e não um técnico, somente.

Além disso, é necessário elaborar um currículo que atenda às necessidades dos cursos de todas as regiões do país e de universidades públicas e privadas. Ocorrerão em breve audiências públicas nas outras regiões do país e, por fim, a comissão elaborará um documento que será enviado ao MEC com a proposta para as novas diretrizes curriculares dos cursos de Relações Públicas. Quem perdeu a audiência pode dar suas contribuições através do FORMULÁRIO DE CONSULTA PÚBLICA.
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sábado, 24 de julho de 2010

Mais do que festinha, Evento como Ferramenta de Comunicação em Suporte da Imagem Institucional.

sábado | 24 de julho de 2010

Me encanta a ideia de como é bom chegar num espaço onde você pode ter certeza que todos ali estão falando a mesma língua que você, não é legal essa coisa de ciberespaço?

Muito bem, o assunto deste sábado é algo que todo mundo gosta, principalmente no final de semna: É FESTA UHH! Opa! Já podemos abrir parênteses de que (fazer Festinha não é realizar Evento) não é? Algum RP aí discorda? Por essa razão o tema da minha monografia é estudar um pouco mais sobre essa atividade tão gostosa que são os eventos. É uma escolha muito pessoal por que em toda minha vida eu sempre tive uma ligação com eventos e a primeira delas foi quando trabalhava como monitor de recreação!

Bem, o tema é literalmente um texto: Eventos: Ferramenta de Comunicação em Suporte da Imagem Institucional...UFA! Cansei, afinal aprendemos o tempo todo que RP’s devem ser dinâmicos e quando chega a hora de escrever a monografia queremos sintetizar TUDO! Adelante...

Na minha tese vou estudar a prática de eventos como ferramenta de comunicação e provar sua eficácia quando utilizada de forma estratégica pelas organizações. Com algumas pitadas da história das civilizações antigas e a maneira como elas realizavam o cerimonial e para quais finalidades, o objetivo dessa abordagem é transmitir a idéia de que os eventos são instrumentos que evidenciam aspectos culturais singulares.

Quando falamos em aspectos culturais, temos que falar obrigatoriamente de cultura organizacional. E na minha mono vou junto com Gaudêncio Torquato pensar este conceito > toda a comunicação alinhada da organização com os públicos. O trabalho vai reforçar que a cultura é o fator que defende a imagem institucional, mas, nós sabemos que não se alcança nenhum resultado sem o tal de #planejamentoestrategico para a área de comunicação.

O planejamento é a base para a elaboração de sistemas de comunicação excelente em todos os âmbitos e púbicos (públicos que levarão a classificação do imortal Fábio França: interno, externo ou misto). E o papel principal do planejamento para as Relações Públicas é cuidar da imagem das organizações a partir do relacionamento que ela cria, e deve manter, com os grupos que influenciam em suas decisões, como defende Margarida Kunsch.

Partindo da ideia de Cristina Giacomo, autora do Tudo Acaba em Festa, pretendo trabalhar o conceito de que as Relações Públicas são um cargo administrativo dentro das organizações e, como tal, devem fazer parte do processo de planejamento que envolve os públicos a fim de integrar-los dentro de uma ideia ou ação. Estes são 2 pontos que vou focar: 1. a função administrativa do RP e 2. a importância do evento estar inserido no planejamento como uma ferramenta estratégica e não como uma atividade isolada.

Vivemos a cultura da convergência e é com Henri Jenskins que vou apresentar o evento como uma atividade de interação da organização com os seus públicos. Como Relações Públicas temos o dever de saber que o evento não é só contratar um buffet, enviar convites, reservar lugares para as autoridades e fazer check list. É muito mais do que isso, é uma ferramenta interativa, é uma fonte direta de informação com inúmeras oportunidades como as de conquistar novos públicos, fechar novos negócios lucrativos, promover motivação interna, proporcionar experiências ao consumidor e, enfim, oferecer suporte a imagem institucional.

As novas mídias, com seu desenvolvimento contínuo, também serão - C L A R O - assunto do meu TCC. Sou obrigado a falar da importância dos eventos convergirem aos diversos canais de comunicação e a tendência das organizações ao seguirem esta nova ordem.

#3dicas:
1. Visitem o blog da nossa mestra Cristina Di Giacomo
2. E o pessoal do A Bordo da Comunicação manda muito bem o/
3. Este vídeo esclarece quem deve ser responsável pela prática de eventos
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aberta a temporada de caça [há vagas para novos talentos].

sexta-feira | 16 de julho de 2010

Todos os anos, nos meses de maio a outubro, ocorre um fenômeno empresarial de caça aos jovens talentos. E neste ano não poderia ser diferente. Eu gosto muito de acompanhar os programas de recrutamento das grandes empresas, principalmente por conta das inovações que vem sendo feitas nos novos processos seletivos, e então pensei: por que não dividir estas informações com os queridíssimos leitores d’Ocappuccino? Porque sobre processos seletivos ou você está por dentro ou você está fora. Galera, aí vai uma lista de 10 processos seletivos que estão recrutando RPs, PPs, Jornalistas e Comunicólogos em geral (formados ou não) abertos no momento:

1. Whirlpool Trainee e Estágio
A empresa é a dona das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid
Localidades: a matriz fica em SP, mas deve ter vagas para outras localidades. Graduação: Estágio - entre dezembro/2010 e julho/2012 e Trainee - entre julho/2008 e dezembro/2010.
Dindin: não informa.
Prazo de inscrição: o site é suuuper legal, mas não diz exatamente quando terminam as inscrições.

2. Souza Cruz Trainee
A empresa é do segmento de fumo.
Localidades: Vagas abertas para todas as localidades da empresa no país.
Graduação: entre Dez/2008 e Dez/2010.
Dindin: inicial de R$ 3900.
Prazo de inscrição: 25 de agosto.

3. Cardif Trainee
Atua no setor de seguros.
Localidade: Sampa.
Graduação: entre Jul/2008 e Jul/2010.
Dindin: não fala mas diz que é compatível com o mercado.
Prazo de inscrição: 25 de julho.

4. Grupo Libra Trainee
Empresa do segmento de logística e terminais portuários.
Localidades: São Paulo, Santos, Campinas, Cubatão e Rio de Janeiro.
Graduação: entre dez/2007 e Ago/2010.
Dindin: R$ 4200.
Prazo de inscrição: 31 de julho.

5. Gol Estágio
Companhia aérea.
Localidade: terra da garoa.
Graduação: conclusão prevista para 2012.
Dindin: sem informação.
Prazo de inscrição: num achei não...

6. Oi Tainee Executivo *O link de estágio não tá funcionando... se alguém souber informa ;)
Empresa de telefonia.
Localidade: Cidade Maravilhosa.
Graduação: entre 3 e 5 anos de formado.
Dindin: não diz, mas deve pagar bem! Prazo de inscrição: só diz que o processo seletivo acontecerá no segundo semestre de 2010.

7. Tim Estágio
Outra empresa de telefonia.
Localidade: diversas pelo país.
Graduação: a um ou dois anos da conclusão do curso superior.
Dindin: compatível com o mercado.
Prazo de inscrição: 16 de julho (HOJE!!!).

8. Globo.com Estágio
É a globo.com né gente.
Localidades: RJ e SP.
Graduação: faltando dois anos para a formatura.
Dindin: R$ 955
Prazo de inscrição: ainda está aberto, mas no site fala que acabou em maio...

9. Vale Estágio
Empresa do segmento de mineração. Já estagiei lá e meeega recomendo.
Localidades: BA - DF - ES - GO - MA - MG - MS - PA - RJ - SE - SP
Graduação: julho/2011.
Dindin: não fala, mas na minha época era R$ 800.
Prazo de inscrição: já passou o oficial, mas as inscrições estão sempre abertas.

10. Coca-cola Estágio
Coca-cola é Coca-cola!
Localidades: São Paulo, Jundiaí e Belo Horizonte.
Graduação: 12/2011 ou 07/2012.
Dindin: não diz...
Prazo de inscrição: também não achei.

Outros sites que podem ajudar quem está procurando um novo desafio são os da lista abaixo:
Across | Cia de Talentos | Foco Talentos | Dreves | Clave Consultoria | Só Talentos RH | People on Time | Viva Talentos | Vagas > @vagas_trainees e @vagas_estagio

Estas são as consultorias de recrutamento e seleção que eu conheço. Mas já sabe: se conhecer mais alguma é só colocar nos comentários! = p
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ode ao colega descomprometido.

sexta-feira | 7 de maio de 2010

“Uma organização é mais forte quando as pessoas estão dispostas a agir em conjunto, e não trabalhando com objetivos distintos.
Essa frase da Carly Fiorina parece óbvia, mas que se anuncie nos comentários aquele que nunca teve um colega mala que não colabora em nada na sua empresa e que só sabe puxar o saco do chefe, e que você não agüenta de jeito nenhum. Quem nunca presenciou uma disputa entre vendedoras para atender o próximo cliente? ( aquelas que só faltam dizer: é a minha vez!).

T
odas as pessoas são diferentes, sempre vai existir alguma particularidade que diferencia uma da outra. Mas, quando estão unidas por uma empresa elas devem ter uma visão clara do objetivo em comum: fazer a empresa crescer. Cada pessoa da sua maneira, seja vendendo mais, seja cuidando da limpeza com mais capricho, seja zelando pela segurança dela ou controlando as finanças com muito cuidado.

As situações apresentadas no primeiro parágrafo são bem típicas, e elas têm em comum exatamente o oposto da afirmação acima. Essas pessoas trabalham com individualidade, não sabem ser uma equipe, elas não sabem atuar com sinergia.

Sinergia significa cooperação ou esforços simultâneos de vários fatores que contribuem para a realização de uma função ou objetivo em comum. Em outras palavras, significa que o todo é maior do que a soma das partes. É o trabalho em equipe, é a criação conjunta. É a forma de valorizar e encontrar as diferenças das pessoas, pois cada qual possui algo valioso para acrescentar. É não concordar com ideias alheias, mas reconhecer e compreender a linha de pensamento.

Muitas vezes essa falta de sinergia nas empresas pode ser fruto da falta de diálogo, de comunicação. A comunicação, neste caso, é fundamental, pois as empresas são entidades abstratas. As pessoas não fazem negócios com uma empresa, mas sim com as pessoas que representam aquela empresa. Então, todos devem possuir a mesma sintonia, o mesmo objetivo.

Trabalhar as diferenças entre as pessoas, para tornar um ambiente harmônico é uma das ações que um relações públicas deve orientar. É fazer com que as pessoas saibam que a camisa da empresa está grudada nelas. Que elas são uma equipe e devem trabalhar como tal para que no final todos saiam ganhando.

Uma tarefa nada fácil, as emoções humanas são tão complexas que não há nenhuma regra para lidar com elas. Por mais que muitos digam que não deixam o pessoal se misturar com o profissional, é percebível quando uma pessoa não gosta de outra. E isso pode se tornar um problema para uma equipe.

Esteja na posição de funcionário ou de empresário, sempre procure saber (ou informar) qual o objetivo atual da empresa. Se na sua empresa a sinergia não existe, comece por você, busque ter isso. Trate bem seus colegas e demonstre o coleguismo aos seus clientes, as coisas vão fluir bem melhor. Lembre que todos estão com a mesma camisa, aos olhos dos clientes, todos são iguais, e iguais devem ser a apresentação e o respeito dentro da empresa.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Inteligência emocional. Você é?

Por Andressa Carrasqueira, formada em Relações Públicas pela UERJ

Lendo a coluna da Célia Leão na Você S/A do mês passado (Quem explode é bomba) me pus a pensar em como a inteligência emocional é algo que se constrói com muito auto conhecimento. Basicamente ela fala dos botões que são acionados na gente e despertam a raiva, e como precisamos descobrir em que situações isso acontece, para não nos descontrolarmos.

Mas, para uma pessoa como eu, com 22 anos, pura geração Y, que ainda não descobriu os próprios botões, controlar as emoções em situações adversas é um grande desafio. E isso ocorre constantemente na vida de qualquer profissional, principalmente na relação com o chefe. Profissionais de Relações Públicas, em especial, sofrem bastante com situações de crise, principalmente quando aconselham um posicionamento para dirigentes de uma empresa e este conselho não é seguido. Na maiorida dos casos o resultado desta atitudo é um estrago ainda maior. Obviamente que ainda não passei por essa situação (ainda não tenho experiência suficiente pra dizer para um Diretor o que ele deve fazer), mas estes relatos são muito comuns nas salas de aula, ditos por professores.

O que eu estou querendo dizer é: quando uma situação adversa acontece, e aí? O que é que a gente faz? Você já sabe o que desencadeia em você a vontade de gritar com alguém? De chorar? De dar as costas e ir embora? De mandar alguém tomar naquele lugar?

A grande questão é que a gente não aprende isso em lugar nenhum antes de se jogar no mercado de trabalho. Aí chegamos, carne fresca, cheios de energia e nenhum preparo, e somos comidos pelos tubarões. E um RP sem inteligência emocional é carro sem estrada, queijo sem goibada, como diria Claudinho e Buchecha.
Será que esse tipo de coisa não deveria ser aprendido na faculdade? Na aula de Psicologia, obrigatória para o curso de Comunicação, não seria uma boa oportunidade de mostrar para o aluno como descobrir e controlar seus botões? Por que, numa boa, aprender a teoria é moleza em comparação à realidade do mercado de trabalho.

Talvez tenha chegado a hora - aliás, acho pessoalmente que essa hora já chegou há muito tempo - de a faculdade entender que ela tem sim um papel profissionalizante. Que quem tá ali está em busca do saber, e também de um futuro. Está em busca de sucesso. E é hora de se preparar para poder realizar este desejo, de se adequar às demandas do mercado. De preparar profissionais realmente qualificados, com o famoso perfil que as empresas procuram. De ensinar a jovens o que é inteligência emocional, por exemplo, e o que ele pode fazer para chegar até lá.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Se formou? E agora?

Por Andressa Carrasqueira, formada em Relações Públicas pela UERJ

Querido leitor, se você, como eu, acabou de se formar, e nenhuma revolução em sua vida aconteceu, não se desespere. Geralmente as opções deste período são:

"a) ser efetivado no estágio; b) conseguir um emprego de assistente/analista júnior; c) se inscrever em todos os processos de trainee da face da terra; ou d) se tem uma família bem de grana, ficar desempregado até achar alguma parada.

Claro que existem outras opções como herdar uma fortuna de uma tia distante, ganhar na mega-sena, abrir a própria empresa com uns amigos achando que vai ficar rico no primeiro ano (e por que não?)... Mas, na maioria dos casos, as pessoas ficam entre as quatro primeiras.

E aí você começa a ficar meio desmotivado, certo? Porque os salários de júnior às vezes são uma mixaria... Porque às vezes, depois de efetivado, você continua sendo tratado como estagiário... Porque os processos de trainee requerem que você ganhe fluência em mais dois idiomas e tenha vivência internacional nos próximos três meses... Porque a agência/site/escritório/qualquer coisa que você abriu com os seus camaradas está dando prejuízo... E por uma série de outros fatores do baixo astral que atingem o recém formado.

Mas, como eu disse, não se desespere. Muitas vezes existem boas oportunidades à nossa volta, que simplesmente não conseguimos enxergar. E a melhor opção para conseguir melhorar de vida é constituir um bom ciclo de amigos, o famoso networking. Ele começa praticamente quando a gente diz a primeira palavra, que já é suficiente para nos conseguir alguns favores. Tem gente que escracha logo e diz que a vida é um banco de favores. E, sem pudores, é mesmo. Não quer dizer que você sempre vai ajudar alguém pensando no que vai receber em troca, mas você pode ter certeza: essa pessoa vai lembrar de você.

Além da rede de relacionamento, aliás, muito facilitada nessa época de web 2.0, é muito importante investir em você. Mas investir vai além do MBA, viu gente? Aliás, a Você/SA fez uma reportagem outro dia revelando que o MBA, quando feito sem um objetivo específico para ser aplicado no trabalho, não melhora efetivamente a vida de ninguém. O que eu estou querendo dizer é que existem diversas formas de trabalharmos nosso perfil profissional que vão um pouco além das salas de aula tradicionais. A timidez, por exemplo, pode ser um dos piores empecilhos para quem sonha em se tornar um gestor. Talvez o ideal então seja fazer um curso de teatro antes da pós em gestão empresarial.

O mais importante neste período da vida, em que somos novos e inexperientes, porém cheios de gás e vontade de crescer, é uma boa auto análise. Descobrir quais são nossos pontos fortes e o que precisamos melhorar, e investir nisso. Um bom curso de oratória pode ser mais importante para um comunicador do que muita teoria por aí. E devemos lembrar sempre de não esquecer os que passam pela nossa vida, para que não sejamos esquecidos também. Profissionalmente essa é uma verdade: uma indicação passa na frente de pilhas de currículos.

Resumindo: desenvolva suas habilidades, faça amigos, e coloque a cara. Com certeza você vai começar a se sair melhor desde dinâmicas de grupo e entrevistas até situações do dia a dia. E aí, quando você estiver super bem de vida, que que você faz? É só lembrar d’Ocappuccino aqui!

segunda-feira, 8 de março de 2010

A persuasão como habilidade para Relações Públicas.

Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

"Eu sempre fiz assim,
não é agora que eu vou mudar.
Faz muitos anos que é assim,
sempre deu certo, pra que mudar?
As coisas são assim, acostumei a ser assim.
O mundo sempre foi assim,
e assim vai ser, até o fim.
Não gosto de estudar,
me dá preguiça reorganizar.
E agora vem você falar
num outro jeito de trabalhar!...
(Bossa da Inércia, da peça-treinamento Acertar é Humano de Alberto Centurião)
Esse poderia ser um discurso pronto de vários empresários diante de uma proposta de mudanças na comunicação de sua empresa, feita por um Relações Públicas.

Pense em uma situação como esta: um comércio de médio porte, localizado no centro de uma capital, 50 anos de atuação, o fundador continua no comando, seu filho vai ser o sucessor, as únicas pessoas que fazem compras por lá são as mesmas há uns 20 anos, não existem consumidores novos. A renda da empresa é a mesma ao longo dos anos, nada a mais, nada a menos, é suficiente apenas para pagar os funcionários e as contas. Eis que o filho resolve propor uma reestruturação de imagem, uma nova utilização de linguagem, um novo dinamismo, uma nova conduta de comunicação. Chama um amigo seu, um Relações Públicas, para explicar ao seu pai porque é necessária essa mudança. Adivinha a primeira resposta dele? Eu sempre fiz assim, não é agora que eu vou mudar...

Você é esse amigo Relações Públicas da história. O primeiro desafio é justamente convencer o dono que ele precisa mudar o ponto de vista, que ele pode criar uma nova forma de se comunicar com os clientes, e que isso pode trazer novos clientes para ele. Uma tarefa nada fácil, já que no pensamento dele é muito mais simples continuar na mesmice do que fazer tanta movimentação que pode dar em nada.

Um RP precisa saber lidar com as mais diferentes situações, precisa ter habilidades múltiplas e, necessariamente, tem que estar muito bem informado sobre assuntos diversos. Segundo o dicionário online Priberam, persuadir significa obrigar alguém a acreditar ou a executar alguma coisa, ou convencer, induzir, acreditar, convencer. A arte da persuasão entra justamente nesta situação, uma das habilidades que caracterizam este profissional.

Mais do que convencer aquele proprietário da importância de uma reestrutura de comunicação, a persuasão vai estar presente até no momento da execução do projeto. A convencer os públicos internos sobre os benefícios da mudança, e os demais de que é possível apostar naquela organização. E isto não é algo que se consegue durante uma ou duas semanas, ou apenas com alguns relatos e exemplos, é um trabalho árduo e complexo.

Para Aristóteles, existem três caminhos para a persuasão (capítulo II do livro Arte Retórica): devemos apelar para a vontade das pessoas, depois para a sensibilidade e, por último, para a sua inteligência. Ou seja, para você, de fato, estar sendo persuasivo deve envolver o emocional e o racional das pessoas. Mas não se engane: essa técnica não pode parecer ser agressiva, invasiva para quem ouve. A prática dela só vai acontecer quando existe confiança entre os envolvidos.

A persuasão pode ser vista como uma forma de integrar os públicos, e convencê-los do nosso ponto de vista, como uma negociação. Mas partindo, sempre, de um bom planejamento e de práticas simples e aliadas, como a própria gentileza. Deixo como sugestão o vídeo Pratique seu poder de persuasão que contém diversas dicas interessantes, como palavras que devem ser evitadas no momento que você está querendo convencer alguém de alguma coisa:



Obs.: Fica meu abraço para os aniversariantes de hoje, o Mano e o Max. Eles, junto com o Mateus, iniciaram o projeto deste blog e merecem o nosso carinho!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A importância da simpatia na comunicação.

Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

Nada como ter à disposição 365 dias novinhos para pensarmos em novos projetos, ações, estratégias... E termos a oportunidade de acertar e errar, fazer e acontecer. Aspectos para a vida pessoal e profissional.

Quero começar este post, o primeiro do ano, com uma citação da introdução do livro de Tim Sanders O fator gente boa:

“Pessoas simpáticas e que possuem o que chamo de alto Fator GB (Gente Boa) tendem a se adaptar com mais facilidade aos seus empregos, a fazer amizades rapidamente e a ter relacionamentos mais felizes. Já os antipáticos têm um baixo Fator GB e geralmente sofrem turbulências no trabalho, nas amizades e no casamento. [...] Acredito que a simpatia não é apenas uma maneira de melhorar a sua vida – é uma maneira de salvá-la. [....] Diversos estudos comprovam que a antipatia é um dos motivos básicos do fracasso, enquanto a simpatia é o principal instrumento para a conquista do sucesso por meio da superação de obstáculos.

Apesar de parecer um daqueles livros de autoajuda, o que o autor propõe é mostrar ao Mundo como aspectos simples (e básicos) como a gentileza, educação e principalmente carisma e simpatia podem ser fundamentais para a vida das pessoas. Coisas simples podem sim mudar toda uma vida.

Eu trouxe este livro como base pro post para falar uma coisa simples a todos os nossos leitores: sejamos simpáticos! Isso é fundamental para quem trabalha com comunicação. Eu ousaria em dizer que é primordial. E mais uma vez, trago as palavras do autor, em um momento que ele fala sobre a necessidade das pessoas em ter a liberdade financeira, e para isso alguns não medem esforços:

“Uma pesquisa feita em 2004 pela CNN revelou que apenas 43% dos trabalhadores americanos estão satisfeitos com seus chefes. O motivo que mais leva as pessoas a abrir negócios próprios é a sensação de serem tratadas como escravas por chefes negativos. De acordo com Mark Foyer, produtor do programa de TV Financial Opportunity Spotlight, milhares de americanos trabalham para um chefe carrasco ou para uma empresa ruim com o objetivo de poupar dinheiro e abrir seus próprios negócios [...].

E nem precisamos ir muito longe para saber que isso existe, e muito, a pesquisa é americana, mas no nosso país temos várias situações que percebemos isso. Quem nunca foi em alguma loja de roupas, por exemplo, e foi atendido por uma vendedora que estava sem vontade alguma de vender e que, ao seu ponto de vista, foi estúpida e grossa? Isso pode ser um reflexo de como é a política da empresa, do quanto de motivação para ser atenciosa e simpática ela deve ter por parte de seus superiores. Claro, salvo exceções de problemas pessoais. Mas sabemos que isso existe e muito.

Percebem onde entra a comunicação? Qual o trabalho de um Relações Públicas nesses casos? Às vezes nos preparamos para tentar revolucionar uma empresa com diversas ações para ela poder desenvolver melhor sua comunicação com seus públicos; mas, na verdade, o que ela precisa é simplesmente isso: um pouco mais de simpatia, principalmente por quem conduz a organização.

E isso não vale somente para aplicarmos aos nossos clientes ou nas empresas que trabalhamos. São tantos os momentos que temos vontade de desligar o telefone na cara do cliente por saber que aquilo que ele quer não é possível ou não é daquela forma. Ou ainda, com um fornecedor que não entregou no prazo ou da maneira que pedimos. Brigar, discutir ou ser antipático não é uma atitude que vai lhe trazer a solução. É nessa hora mesmo que entra a força da simpatia! Porque só assim que a outra pessoa vai lhe ouvir e entender o que você quer dizer, se você fala com raiva ou utiliza palavras grosseiras, vai entrar por um ouvido e sair por outro, e a resolução disso pode ser ainda pior.

As pessoas simpáticas conseguem cativar as demais e espalhar isso a todas. Elas possuem habilidade de estabelecer relações mais intensas e conquistam a atenção das outras pessoas, o que as levam a obter maior segurança para uma liderança. Além disso, as pessoas contrárias, com estilo antipático, acabam limitando suas informações, não repassam elas por terem uma conduta mais fechada. E isso pode gerar um grande problema, pela falta de comunicação.

Para finalizar, uma pesquisa feita pela Universidade do Texas, em 1997, sobre a persuasão. Foi solicitado que 10 alunos assistissem por uma tarde à aula de 12 professores, sobre assuntos diversos. No dia seguinte eles responderam questões diversas sobre as aulas e deram notas aos professores nos quesitos simpatia, credibilidade e autoria. O resultado foi que os professores que receberam maiores pontuações em simpatia também se saíram bem no que se refere à recordação por parte dos alunos do conteúdo.

Isso mostra que quando você faz uma pessoa se sentir bem, ela vai escutar o que você diz e vai armazenar melhor a informação. Então, caros colegas, o que lhes digo é isso: em 2010 pratiquemos mais a simpatia, seja para nossas vidas pessoais, nas empresas em que trabalhamos ou para os clientes que possuímos. Afinal, temos um ano inteiro para praticar!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Valor Estratégico da Comunicação e Mídias Sociais.

Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUCRS e Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

A Comunicação Corporativa de novembro, edição especial da Valor Setorial, está demais. Dois temas foram tratados com um carinho especial: mídias sociais e o valor estratégico da comunicação corporativa.

Na página 10, a matéria O Estrategista do Valor da Empresa trata justamente destes dois temas. Abrindo parênteses. Uma vez eu (Mateus) aprendi num treinamento de vendas de uma empresa que trabalhei (a empresa vendia espaços publicitários em catálogos) uma frase que jamais esqueci: Temos que falar com o decisor, com aquele que assina o cheque. Será que a comunicação está começando a assinar os cheques nas empresas?

Bom, o resumo desta matéria é o seguinte. Alguns anos atrás, o sonho dos profissionais de comunicação era que a empresa reconhecesse o valor dessa área e que a alinhasse com a estratégia da mesma. Com o passar do tempo, as organizações amadureceram e esse objetivo já foi atingido. Não é mais necessário explicar o que é ou para quê serve um setor de comunicação. Hoje o sonho já é outro: ter a comunicação como uma das áreas-chave da empresa, ou seja, fazer com que tenhamos poder nas discussões e tomadas de decisões da empresa.

VALOR ESTRATÉGICO DA COMUNICAÇÃO

Atualmente isso acontece em algumas empresas. Mas em poucas empresas. Segundo dados de uma pesquisa – que ilustra o texto da matéria – realizada pelo Instituto de Pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Databerje), apenas 10% das organizações afirmam estar nesse estágio. Nessas, um profissional de comunicação ocupa um cargo de vice-presidente ou diretor e tem poder de voz quando se discutem os rumos da organização.

Dentre tantos casos ilustrados na revista, um exemplo é o de Paulo Pompilio, diretor de imprensa e relações públicas do Pão de Açúcar. Paulo participou de um grupo extremamente seleto que discutiu e decidiu pela compra do Ponto Frio. Quanto mais no negócio a comunicação corporativa estiver, mais chances ela tem de agregar valor, afirmou na revista.

MÍDIAS SOCIAIS

E neste curto espaço de tempo de transformações. Da comunicação começando a ser reconhecida pelo seu valor estratégico de influenciar na tomada de decisão e de planejamento do negócio, surge uma revolução que está mudando as regras do jogo. Do texto da mesma matéria, O Estrategista do Valor da Empresa : ...acabou a era da informação unilateral, do discurso chapa branca, do marketing bonitinho. Pois é, parece que acabou mesmo. Inclusive, alguns dados que circulam pela internet apontam que apenas 10% do que é falado da marca nas mídias sociais é chapa branca, ou seja, quem produz conteúdo agora é o consumidor, satisfeito ou não.

Neste sentido também não existe mais comunicação interna ou público interno. O funcionário hoje é cliente, é acionista, é produtor de conteúdo, é influenciador de compra. Ele não quer mais ler o mural interno. Ele quer saber o que a crise mundial pode afetar na empresa e o que a diretoria vai fazer para reverter a situação. E se possível ainda faz um blog para escrever sobre isso.

ELES QUEREM RESULTADOS E NÃO PROMESSAS

Outro exemplo de comunicação incorporado ao valor estratégico da empresa é a Vale. Lá a comunicação foi definida pelo presidente como um instrumento fundamental para a companhia conseguir implementar seu planejamento. E neste processo Fernando Thompson, diretor de comunicação e sustentabilidade, sabe que o desafio é fazer uma gestão eficiente. Gestão eficiente de comunicação é estabelecer e cumprir métricas.

Em geral nossos chefes são engenheiros, economistas ou advogados. Nòs, comunicadores... temos métricas diferentes, discursos diferentes... mas nossos chefes não entendem isso. Já dá pra perceber que esté é um dos calcanhares de aquiles da comunicação. Muitas vezes vendemos promessas, mas os presidentes querem resultados. Nós pensamos nos inventimentos e eles projetam o retorno.

Sergio Valente, presidente da DM9DDB, falou uma frase muito interessante na sua pelestra durante a Semana ARP de Propaganda 2009 em Porto Alegre, que pode e deve também ser válida para as relaçôes públicas: ...eu sei tudo de ebitida, estudem ebitida, estudem economia, estudem, porque o seu negócio é um alavancador de economia, seu negócio não é arte, seu negócio não é só deixar a coisa bonita, porque gente que deixa a coisa bonita, gente que deixa anúncio bonito tem uma porrada, gente que faz banner legal tem uma porrada...

Ou seja, trazendo pro nosso lado. Gente que faz festa de final de ano da firma tem uma porrada, gente que manda release pra imprensa tem uma porrada, gente que faz aniversariantes do mês tem uma porrada, gente que faz mural interno tem uma porrada. Mas este não é o nosso negócio. Nosso negócio é, como Sergio Valente falou à respeito da propaganda, alavancar economias. É influenciar no negócio da empresa. Um dia todos teremos coragem de dizer isso para nossos chefes e eles entenderão.

MÍDIAS SOCIAIS E VALOR ESTRATÉGICO DA COMUNICAÇÃO

Este texto reforça a reflexão sobre dois aspectos que são cruciais hoje para o desenvolvimento do estudo e da profissão da comunicação e das relações públicas. 1. Ter a comunicação como estratégica à frente dos processos das discussões e tomadas de decisões. 2. Gerenciar a marca neste campo indecifrável que é as redes sociais, no qual qualquer um que diga 'Isto vai funcionar' ou está mentindo ou é louco.

O que fazer para aumentar os 10% apontados na pesquisa da Databerje? É complexo, é uma mudança de posicionamento, de percepção e isso tudo é cultura, e leva tempo. Se a Vale, que tem 64 anos, só definiu a comunicação como estratégia em 2001! O que fazer para entender um pouco mais sobre o comportamento nas redes sociais? Isso é um processo empírico, de tentativa e erro. Se nem Biz Stone sabe como rentabilizar o twitter! Podemos tentar responder, mas frases prontas não responderão estas duas perguntas. E você o que acha?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Os 5 desafios das Relações Públicas na área hospitalar.

Hoje quem escreve sobre sua experiência em Relações Públicas na área hospitalar é Tatiana de Lima Santos |@tati_lsantos| Ela é pós-graduanda em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e graduada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero em 2007. Atualmente, é analista de marketing no HCor – Hospital do Coração e já trabalhou na Pizza Hut, LVBA Comunicação, Hospital Samaritano e Wal-Mart. Recebeu prêmio da ABRP pelo PEX – Projeto Experimental desenvolvido para o HCor – Hospital do Coração.

A área hospitalar apresenta grande demanda de comunicação devido à diversidade de públicos e à complexidade do segmento. O trabalho de comunicação em hospitais é relativamente recente e isso o torna ainda mais desafiador, pois ao criar um departamento de comunicação mudamos um processo institucional. Abaixo estão listados 5 desafios das relações públicas em hospitais:

1) Convencer os funcionários de que o que era bom pode ser melhor.
O primeiro processo é convencer os funcionários de que o trabalho que foi realizado por anos e funcionou sem a comunicação, agora pode ser melhor - unificado e coordenado por uma única área.

Como os desafios não param, além da dificuldade de instalar a parte estrutural na instituição, mudando uma cultura organizacional, há o desafio de entender o negócio. Afinal, o paciente é um público interno ou externo? Como fazer com que a comunicação atinja tanto os setores administrativos que trabalham em horário comercial quanto os setores assistenciais que têm profissionais atuando 24h, de segunda a segunda? Como lidar com a imprensa no caso de internação de um paciente notório?

2) O trabalho com o público interno na mudança da cultura.
Começando pela cultura organizacional, qualquer instituição tem em sua cultura o reflexo das pessoas e dos negócios em que atuam. Ao entrar em uma organização para trabalhar a comunicação como um processo, encaramos também o desafio de mudar uma cultura já enraizada e muitas vezes inflexível. Como as mudanças sempre causam incertezas, o resultado disso pode ser uma crise interna. O funcionário, sem entender o seu papel não se sente parte integrante da empresa e sente-se desmotivado, o que acaba refletindo nos resultados.

Aí que entra o papel essencial da comunicação interna que é voltada aos funcionários com o intuito de desenvolver o sentimento de pertencimento, estimular a integração, o diálogo e a satisfação no ambiente de trabalho. O auxílio das ferramentas de comunicação como: intranet, mural, revista, newsletter, eventos e no caso do hospital que tem funcionários trabalhando 24h, o envolvimento da liderança e o incentivo da comunicação entre pares, é essencial. A concretização de tais objetivos necessita coerência e transparência entre o discurso e ação organizacionais.

3) Trabalhar com saúde na imprensa e envolver médicos como porta-voz.
E como a base dos profissionais de comunicação é formada por reputação corporativa, identidade e imagem, a assessoria de imprensa é mais uma peça deste imenso quebra cabeça. O que divulgar para a imprensa sobre hospitais que em sua maioria são vistos como lugares desagradáveis, para gente doente? A saída é trabalhar com a saúde e não com a doença, há diversas formas de se prevenir como: check-up, dicas nutricionais, psicológicas etc. E neste caso é necessário que haja o envolvimento de outro público: o médico, que muitas vezes são renomados e com agendas lotadas. Neste caso o papel da comunicação serve também para conscientizar a importância de ser porta-voz e mais do que isso, utilizar este meio a favor da imagem da Instituição além da divulgação de seu próprio nome e trabalho.

4) Ter um bom processo no caso de internação de Pacientes Notórios
A assessoria de imprensa também é envolvida no caso de internação de pacientes notórios, que são os pacientes que tem potencial para gerar qualquer tipo de interesse por parte do público. Nestes casos a agilidade dos profissionais de comunicação é fundamental para evitar boatos e o Boletim Médico passa a ser usado como uma ferramenta de comunicação entre a instituição e os jornalistas.

5) Identificação dos públicos
Quanto aos pacientes, eles são considerados um público misto. Enquanto estão internados são considerados parte da instituição e participam das atividades internas, de acordo com as ações feitas para os funcionários. Este mesmo público futuramente se torna também externo e então nos dedicamos a levar a eles informações sobre prevenção e saúde, por meio de ferramentas como: cartas, e-mails marketing, internet, revista e newsletter.

Enfim, já existem ferramentas modernas de comunicação como TV corporativa, mídias sociais e on-line, mas a realidade é que alguns lugares como os hospitais, estão só começando a entender a importância do papel da comunicação e ainda precisam da fórmula básica das RP´s.

É diante desses desafios que o profissional de comunicação encontra grandes oportunidades de desenvolvimento. Claro que exige uma dedicação intensa e paciência, mas gera muita satisfação ao alcançar os resultados esperados.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ser ou não ser... RP?

Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ

Se você está como eu ou como nosso amigo Mano (que postou o texto Monografando sexta-feira), desesperado para entregar sua monografia, a um dedinho de pegar seu canudo e sair correndo por aí dizendo que se formou em RP, então, meu camarada, você está prestes a ser reconhecido pelo Ministério da Educação como Relações Públicas. Bom né? Pois é... Mas se você está esperando que vai arrumar um bom emprego de Relações Públicas... Senta e descansa.

O que ocorre hoje é que o mercado de RP é completamente indefinido. Eu, por exemplo, sou Analista de Marketing, apesar de fazer muita coisa que é RP. Tenho certeza de que muitos graduandos em RP que estão lendo este post também trabalham com Publicidade, Comunicação Interna, Assessoria de Imprensa, Marketing, Relações Institucionais, Jornalismo etc, mas não trabalham com RP. Aliás, não existe muito bem definido nas empresas, grandes ou pequenas, a função de Relações Públicas. E isso mostra o quanto é difícil para nós nos colocarmos neste mercado tão competitivo.

Ah, mas a faculdade de RP é generalista. Quem faz RP pode trabalhar em qualquer área da comunicação. Pode, pode sim. E é isso que eu sempre disse nas entrevistas. Mas o profissional de RP só não consegue é trabalhar com RP. Aliás, você mesmo nem sabe o que é RP quando entra na faculdade (salvo algumas exceções).

O que estou querendo dizer aqui é: Precisamos virar RPs! Isso quer dizer que a gente tem que se apresentar como formado em Relações Públicas, e não em Comunicação Social, como muita gente faz por aí. E se preparar pra perder cinco minutos explicando pra quem perguntou o que é RP. Como no movimento que iniciou, via @fabioalbukerk, quinta-feira no twitter, #DesafioRP: Defina Relações Públicas em até 140 caracteres. Muitas definições do que representa a atuação estratégica das RRPP nas organizações foram expressadas, como por exemplo a da @NatytaFranco: RP é a arte de trabalhar a imagem da org. p/ todos seus stakeholders posicionando a marca de forma estratégica.

Então, se não mudarmos a forma como o mercado brasileiro enxerga os profissionais de Relações Públicas estaremos fadados a sermos substituídos por profissionais de outras áreas da comunicação. Se não conquistarmos nosso espaço, nunca conseguiremos ocupar a posição estratégica que o profissional de RP tem (ou deveria ter, segundo nossos professores) em uma empresa. E aí fica beeem difícil Ser RP.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Monografando.

Por Massimino Delazeri, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Depois de algumas semanas afastado do blog, trabalhando na minha monografia, estou de volta para falar sobre ela...

Quem já passou por essa etapa da graduação sabe muito bem do que estou falando. E quem ainda não passou pode se preparar para algumas noites mal dormidas e, dependendo da pesquisa, bastante trabalho.

No meu trabalho busquei identificar o processo de construção de um blog corporativo. No início a minha ideia era selecionar alguns blogs e fazer uma pesquisa de caráter mais quantitativo, através da observação direta, identificar características em comum na estrutura e no relacionamento com os usuários.

Mas, ao discutir sobre a pesquisa com o meu orientador Alex Primo, ele me aconselhou a utilizar a metodologia de pesquisa exploratória no formato de estudo de caso. Essa metodologia consiste em identificar um objeto de estudo e a partir de diversas fontes coletar informações e fazer uma descrição detalhada do objeto de estudo.

Para pesquisar escolhi o Claro Blog, blog corporativo voltado para o público externo - desenvolvido pela operadora de telefonia móvel Claro. Escolhi o Claro Blog como objeto de estudo por ser o blog corporativo de uma empresa com um enorme número de clientes diretos, e por recentemente ter conquistado um prêmio na área de relacionamento com o cliente – Prêmio ABT – na categoria Soluções Tecnológicas, que reconhece as práticas de relacionamento com o uso da tecnologia.

Coletei muitas informações interessantes que mais adiante transformarei em post para partilhar aqui no blog.

Por ora, aproveito o espaço para agradecer a toda equipe do Claro Blog que muito gentilmente colaborou com a minha pesquisa. Ainda estou acertando os últimos detalhes da monografia, a data de entrega é dia 7 de dez. e a banca já está marcada para o dia 15 de dez. Torçam por mim!

Tem mais algum formando por ai? Mais alguém passando por essa experiência de pesquisador? Peço que colabore aqui conosco contanto um pouco sobre a sua monografia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As Relações Públicas no Esporte

Hoje convidamos @Brenomoreira para nos contar um pouco sobre seu
foco como Relações Públicas: o esporte. Breno tem 26 anos, é Relações
Públicas e Administrador (habilitação em Promoção de Eventos,
Esportes e Lazer). Suas experiências no esporte: ACE – Marketing
Esportivo. Clientes: América FC, Pitágoras/Minas, Bonsucesso/MOC,
Festival de Esportes/Mercantil, lei de incentivo ao esporte e eventos
esportivos. Clube Atlético Mineiro (Marketing).


Em alta, o esporte tem despertado o interesse de muitos profissionais e isso também se deve à realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016. Nosso país passará, até o fim destes anos, por muitas provas de fogo, mas é preciso pensar no presente, nas oportunidades e nas mais variadas formas de comunicação relacionadas ao esporte.

Futebol é a paixão nacional, porém em termos de gestão, notamos que está a um passo atrás de algumas modalidades do chamado esporte especializado. Um dos possíveis motivos para tal amadorismo pode ser identificado pela paixão excessiva, que deve ser dosada para deixar de ser prejudicial e tornar-se produtiva.

O esporte é emoção. Isso torna o trabalho prazeroso, e é ai que se encaixa o profissional de Relações Públicas. Nos clubes esportivos exercemos um papel fundamental no planejamento estratégico. Todavia não podemos viver esse clima contagiante e agir desordenadamente. Devemos conhecer de perto o negócio, os públicos, os pontos fortes e fracos, as ações estratégicas e etc. Este processo funciona como qualquer outro e todo sistema de comunicação contribui para o constante crescimento das instituições, bem como para a sua marca.

Podemos destacar alguns pontos que podem ser trabalhados por profissionais de RRPP direta ou indiretamente: relacionamento com o torcedor (CRM) e stakeholders, operações e ações para os jogos, ativação de patrocínios, comunicação interna e institucional, ações de responsabilidade social, resguardar a identidade e padronizar toda comunicação visual, coordenar eventos, realizar pesquisas (quantitativas e qualitativas), desenvolver projetos e trabalhar em sinergia com os departamentos Comercial e Assessoria de imprensa, além de ter participação em administração de crises, implantação ou continuidade da qualidade total e recursos humanos. O profissional atualizado, atento às inovações, cenários e tendências, certamente irá se destacar, pois tudo o que circunda o esporte pode ser visto como oportunidade. A indústria do entretenimento pode ser um bom exemplo para o desenvolvimento contínuo do esporte.

Creio que, na maioria dos casos, os profissionais da comunicação estão inseridos nas assessorias de imprensa e nos departamentos de marketing, onde os torcedores já estão sendo tratados como consumidores, e com enorme potencial perante a um momento que exige uma gestão profissional dos clubes e da indústria do esporte.

O planejamento estratégico deverá considerar a diversidade do público ligado ao clube, respeitado os diferentes perfis, com suas características e peculiaridades. Além disso, a imagem e identidade da marca deverão ser trabalhadas através de ações e eventos bem sintonizados e dimensionados.

Enfim, temos que estar antenados para levar aos stakeholders um pouco da emoção das partidas por meio das experiências, sensações, sentimentos, pensamentos e identificação com o clube.

As áreas de comunicação, no contexto esportivo, são um campo fértil para a criatividade, onde é preciso ousar e inovar com riscos calculados. Os profissionais de Relações Públicas têm sido audaciosos ao longo dos anos e peças-chave na luta pela sobrevivência corporativa, criando assim, novas oportunidades de trabalho. O desafio está em aproveitar os eventos que estão acontecendo, os que estão por vir e as portas que se abrirão pós Copa e Olimpíadas. Para isso, é preciso qualificar-se e trabalhar para deixar o legado de bons frutos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Encante e seja encantado.

Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

No dia 20 de outubro assisti a palestra Como a Renner cresceu de 8 para 118 lojas de José Gallo, presidente das Lojas Renner. A palestra que ocorreu na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, era justamente para contar como as Lojas Renner cresceram tanto, de 8 lojas em 1992 para 118 em 2009. E qual estado não tem Lojas Renner? São poucos e para se ter uma idéia a empresa, que é gaúcha, já conta com 35 filiais em São Paulo e apenas 15 no RS. Essa história recente de sucesso se deve à Política de Encantamento.

Antes de falar da trajetória de crescimento da corporação, Gallo nos mostrou alguns números interessantes da rede que conta hoje com 10.500 colaboradores: é a 2° maior rede de loja de departamentos de vestuário (atrás da C&A), 94% das lojas são em shopping e já foram feitos 14,5 milhões de cartão de crédito da loja, nos quais 40% estão ativos. Falou também das principais concorrentes, C&A e a Riachuelo, mas frisou que sua maior concorrente ainda é a rede informal do varejo que trabalha sem nota.

ENCANTAMENTO
Segundo o CEO da Renner, o Encantamento das Lojas Renner funciona na linha entre as Expectativas e a Satisfação dos clientes. A implantação da Política de Encantamento começou a partir da construção de uma visão: Encantar a todos é a nossa realização. Esta é a visão, mas Gallo sabe que não funcionaria somente como um quadro na parede e para que ela fosse vivida internamente era preciso saturar a empresa com a voz do cliente, envolver e motivar a todos, delegar autoridade total aos funcionários (confiar nas pessoas) e reconhecer os heróis através de prêmios e destaques.

José Gallo nos ensina alguns passos trabalhados internamente para criar o encantamento: Empatia com o Cliente: Coloque-se no seu lugar. Presteza: A disposição de ajudar clientes, resolver problemas, fornecer serviços. Segurança: O conhecimento e a cortesia dos funcionários e sua capacidade em transmitir segurança e confiança. Confiabilidade: A capacidade de fornecer o que foi prometido, de forma segura e precisa.

O sentido do trabalho da Renner é: Quem encanta é encantado. E seguindo nessa cultura diferenciada de encantamento eles utilizam uma linguagem corajosa, surpreendente e única, construindo uma empresa não só em cima de preços, mas baseada no relacionamento com as pessoas e principalmente focada na mulher, pois é ela que compra para o marido, namorado, filhos, etc. Isso fica bem visível ao observarmos a sua proposição de valor: Ser a loja cúmplice da mulher moderna, com moda em diversos estilos, com qualidade, a preços competitivos, em ambientes práticos e agradáveis. E Gallo completou dizendo que espera que as mulheres ao entrarem em qualquer uma das lojas sintam-se em um verdadeiro spa urbano, onde elas serão encantadas e esquecerão de suas preocupações.

COMUNICAÇÃO E REPOSICIONAMENTO
Conforme o slogan da loja Você tem seu estilo, a Renner tem todos, a loja apresenta suas roupas e acessórios baseados em diferentes estilos de vida: Casual, jovem, neo tradicional, sensual e contemporâneo. E os negócios da empresa são todos voltados ao tempo que esse público tem disponível, ou seja, eles procuram sempre reduzir o tempo de espera nas filas, posicionar os produtos de forma que fiquem atraentes e sejam facilmente encontrados. Mas o ponto mais forte , ou seja, a marca registrada das Lojas Renner é o encantamento desses clientes através do atendimento. O CEO da Renner acredita muito que a comunicação é mais eficiente quando feita boca a boca por clientes encantados. A rede faz essa medição através do Encantômetro, que em 2008 registrou 96% de clientes encantados e satisfeitos, dentre 18,2 milhões de opiniões.

Gallo diz que a maior riqueza da Renner são as pessoas que geram histórias de encantamento, e que já são 110 mil histórias todas publicadas em um livro. Peça chave neste processo é o atendimento do colaborador, que é avaliado através do Cliente oculto, e a partir daí surgem os destaques do mês, além de outras campanhas motivacionais como prevenção de perdas, PPR, etc. A comunicação interna acontece através de Jornal interno – Planeta Renner, Canal Renner – vídeos mensais, Pesquisa de clima interno e Café da manhã com o presidente – onde alguns colaboradores são escolhidos.

Entrando mais no universo da comunicação, José Gallo nos contou sobre o processo de reposicionamento da loja, que é voltada para o cliente. Devemos entender o cliente e suas expectativas, e o entendimento das expectativas dos clientes passam por 4 pontos: sua experiência anterior como cliente, seu círculo de relacionamentos, a concorrência e o que a publicidade diz às pessoas. Na verdade se torna necessário exceder as expectativas dos clientes rotineiramente. E para isso é preciso identificar o cliente, conhecê-lo profundamente, e assim descobrir o que ele deseja e ser o melhor a fazer e/ou oferecer o que ele deseja. Gallo utiliza uma frase de Charles Lazarus, presidente da Toys’r Us, para resumir: Você tem que escutar os clientes e então agir com base no que disseram.

VAREJO E NOVOS CONSUMIDORES
Gallo finaliza deixando uma dica: O varejo é um mercado extremamente dinâmico em que você fica perto do consumidor. Existe uma carência de profissionais executivos para o varejo e para quem gosta de movimento e de gente essa área é brilhante, fonte de grandes oportunidades.

Particularmente adoro o varejo, tenho contato com esse meio através do meu estágio e pretendo ser uma executiva dessa área, pois gosto muito de lidar com diferentes públicos e tentar decifrá-los. Esses dias li uma reportagem do Jornal O Sul que me chamou a atenção, sobre o crescimento das classes D e E, que estão ganhando espaço no consumo. A reportagem diz que a classe C está perdendo sua atratividade, enquanto camadas inferiores são cobiçadas pela indústria e comércio no Norte e Nordeste do País. Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste, e isso se deve principalmente à inflação em baixa e ao aumento real do salário-mínimo. Empresas antenadas, como a Camp – sucos em pó e prontos e a Perfetti Van Melle – bala Mentos, já detectaram o potencial deste novo mercado e já produzem produtos sob medida para as classes D e E, em embalagens menores e consequentemente mais baratas. A diretora da empresa de pesquisas LatinPanel, Christine Pereira, cita cinco produtos que ainda tem pouca presença na mesa dessas classes: creme de leite, leite condensado, maionese, molho de tomate e amaciante de roupas.

Essa reportagem afirma cada vez mais a dinâmica do varejo, como citou Gallo, e a necessidade das empresas enxergarem essas constantes mudanças e se adequarem aos seus públicos. Este assunto já vem sendo falado pelos especialistas em consumo e inclusive foi citado aqui no Ocappuccino com um post sobre o 22° Set Universitário da PUCRS. Apesar da reportagem afirmar que a classe C estar perdendo sua atratividade, a Renner ainda aposta neste público e não é por acaso, pois o crescimento da classe C, que aumentou de 27% para 40% entre os anos de 2006 e 2008, também é refletido pelo seu poder de compra. Embora a Renner seja focada nos públicos A- e B, esta nova classe C, que possui 71,3 milhões de pessoas com renda entre R$912 e R$2.470 e representa 27% do consumo, já é trabalhada em suas campanhas.

Abaixo veja os slides da apresentação Como a Renner cresceu de 8 para 118 lojas de José Gallo, presidente das Lojas Renner:

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