segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ser ou não ser... RP?

Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ

Se você está como eu ou como nosso amigo Mano (que postou o texto Monografando sexta-feira), desesperado para entregar sua monografia, a um dedinho de pegar seu canudo e sair correndo por aí dizendo que se formou em RP, então, meu camarada, você está prestes a ser reconhecido pelo Ministério da Educação como Relações Públicas. Bom né? Pois é... Mas se você está esperando que vai arrumar um bom emprego de Relações Públicas... Senta e descansa.

O que ocorre hoje é que o mercado de RP é completamente indefinido. Eu, por exemplo, sou Analista de Marketing, apesar de fazer muita coisa que é RP. Tenho certeza de que muitos graduandos em RP que estão lendo este post também trabalham com Publicidade, Comunicação Interna, Assessoria de Imprensa, Marketing, Relações Institucionais, Jornalismo etc, mas não trabalham com RP. Aliás, não existe muito bem definido nas empresas, grandes ou pequenas, a função de Relações Públicas. E isso mostra o quanto é difícil para nós nos colocarmos neste mercado tão competitivo.

Ah, mas a faculdade de RP é generalista. Quem faz RP pode trabalhar em qualquer área da comunicação. Pode, pode sim. E é isso que eu sempre disse nas entrevistas. Mas o profissional de RP só não consegue é trabalhar com RP. Aliás, você mesmo nem sabe o que é RP quando entra na faculdade (salvo algumas exceções).

O que estou querendo dizer aqui é: Precisamos virar RPs! Isso quer dizer que a gente tem que se apresentar como formado em Relações Públicas, e não em Comunicação Social, como muita gente faz por aí. E se preparar pra perder cinco minutos explicando pra quem perguntou o que é RP. Como no movimento que iniciou, via @fabioalbukerk, quinta-feira no twitter, #DesafioRP: Defina Relações Públicas em até 140 caracteres. Muitas definições do que representa a atuação estratégica das RRPP nas organizações foram expressadas, como por exemplo a da @NatytaFranco: RP é a arte de trabalhar a imagem da org. p/ todos seus stakeholders posicionando a marca de forma estratégica.

Então, se não mudarmos a forma como o mercado brasileiro enxerga os profissionais de Relações Públicas estaremos fadados a sermos substituídos por profissionais de outras áreas da comunicação. Se não conquistarmos nosso espaço, nunca conseguiremos ocupar a posição estratégica que o profissional de RP tem (ou deveria ter, segundo nossos professores) em uma empresa. E aí fica beeem difícil Ser RP.

15 comentários:

Promove's 1 de dezembro de 2009 09:34  

É isso mesmo, com preguiça de explicar o que é RP, muitos dizem que estudam ou são Comunicadores. Não que esteja totalmente errado, mas os publicitários não dizem que são comunicadores, apesar de serem, os jornalistas, também não dizem que são comunicadores, apesar de também serem.
Nós RP's temos que nos unir e difundir as Relações Públicas! Somos Relações Públicas!

BFM 1 de dezembro de 2009 09:44  

Excelente! Breno Moreira.

Espaço RP 1 de dezembro de 2009 14:05  

E isso mesmo Andressa, por isso apoiamos qualquer movimento que venha a nos favorecer como profissionais de RELAÇÕES PÚBLICAS como o dia 22 de Novembro divulgando a sociedade, aos empresarios e todos o que é relações públicas

Lilian Mesquita

Pedro Souza Pinto 1 de dezembro de 2009 17:42  

Eu só discordo de uma parte:

"Tenho certeza de que muitos graduandos em RP que estão lendo este post também trabalham com Publicidade, Comunicação Interna, Assessoria de Imprensa, Marketing, Relações Institucionais, Jornalismo etc, mas não trabalham com RP."

Não trabalham COM RP? Uai, se "Comunicação Interna", "Assessoria de Imprensa", "Relações Institucionais" não é RP, o que é RP então?
Precisamos lembrar que, só porque não estamos trabalhando num setor chamado "Relações Públicas", ou num cargo com o nome "Relações Públicas", isso não quer dizer que não estamos trabalhando COM Relações Públicas.

Claro, é importante buscarmos posições menos técnicas e mais próximas do real assessoramento. Mas ninguém começa do topo também.

De resto concordo plenamente, é preciso criar uma noção dessa indetidade, inclusive evitando as evasões para outros nomes que só ajudam a confundir ao invés de explicar.

Ocappuccino.com 1 de dezembro de 2009 19:42  

Quanta honra, comentário do @baldurquino. Concordo com tua ressalva, até penso quando começamos, em estágios principalmente, são funções muito mais mecânicas e táticas que exercemos. Creio que a Andressa associou Comunicação Interna à Colar cartaz, Assessoria de Imprensa à Enviar release e Relações Institucionais à Tabular clipagem ou algo parecido. Estes nomes/funções refletem sim a atividade de RP, mas muitas vezes as atividades exercidas é que menosprezam a profissão.

Concordo com o pessoal do Promove's e do Espaço RP, temos que valorizar e dizer que somos RPs e o que fazem os RPs.

Breno obrigado pela visita.

MATEUS

Teresa Pitombo 1 de dezembro de 2009 20:07  

Andressa e companheiros RP.

Venho aqui registrar algo que dizia e continuo dizendo para aqueles que não sabem o que fazemos ou o que somos.
Quando me perguntam digo que "Somos o terceiro tripé da comunicação social" e se a pessoa ainda não sabe, reforço dizendo que trabalhamos em parceria com a pp e jornalismo. E se ainda não foi suficiente e ficando com cara de "pois é" é o momento de fazer o discurso padrão nº 5. "Somos administradores da comunicação buscando a excelência do relacionamento entre os vários público da organização".
Bom, se ainda retruca e continua com feição de desprezo é o momento de retirar time de campo, pois acredito que essa pessoa não é tão bem informada assim.
Quanto ao nome para mim tem importância sim, mas não é essencial para ser posicionado no mercado.Isso é discurso conformista, se não tem não existe!!!
Uma vez, a muito tempo atrás também fiz esse discurso para uma conhecida que trabalhava em uma agência de publicidade, em que fiz a mesma colocação que a Andressa, sabiamente essa pessoa me disse, informe, diga esclareça, somente vocês RP's terão propriedade para isso.
Então o que estão esperando? É arregaçar as mangas e começar.... é trabalho de formiga, devagar e sempre.
Abraços a todos
Teresa

Vane Gomes 1 de dezembro de 2009 21:44  

Bom, o que dizer... Apenas concordo com o Pedro. Gente, vocês que estão sainda da facul, assim como eu um dia passei por isso, não podem querer ser Diretores de Comunicação Organizacional ou coisa parecida. Até no mundo da comunicação alguém tem que colar o cartaz, assim como na adm alguem tem q tirar o xerox e assim por diante.
Não importa o cargo q tu ocupe ou dentro de q área, o que importa é exercer a profissão. Eu nunca tive na minha carteira o cargo de Relações Públicas, mas sempre atuei na área.
O q a gente precisa parar de fazer é definir a profissão pela função. Asssessoria de Imprensa, evento, comunicação interna não é RP, mas sim ferramentas de RP. São meios de se relacionar com os públicos e trabalhar a imagem. RP = Imagem e Relacionamento e não outra coisa.
Hoje eu sou reponsável pela comunicação do Instituto Lojas Renner e sou Relações Públicas, trabalho a imagem e o relacionamento com os públicos do Instituto, mas um dia eu já fiz corte e colagem de notícias para mural, já fiz clipagem, já tirei xerox, já carreguei cadeira e... Faço isso até hoje e com muito orgulho!
Acho q falei de mais... hehehehhe Ufa

Vane Gomes 1 de dezembro de 2009 21:48  

Ah, respondendo o questionamento feito no título do post: ser RP claro, sempre e sem nenhuma dúvida... Ser RP é apaixonante!

Alana Meirelles 1 de dezembro de 2009 22:02  

Eu gostei do que tu escreveste, só fiquei confusa quanto ao teu questionamento sobre aquelas atividades realizadas pelos RPs não possuírem caráter de relações públicas. Se, por acaso, eu interpretei de forma equivocada a tua colocação, me desculpe. A respeito da indefinição da profissão concordo. Infelizmente é difícil explicar para as pessoas o que, de fato, nós fazemos. A única certeza que eu tenho é que, no dia em que todos entenderem a importância da nossa profissão, vão faltar RPs na praça!
Abraço!

Andressa Carrasqueira 1 de dezembro de 2009 22:18  
Este comentário foi removido pelo autor.
Andressa Carrasqueira 1 de dezembro de 2009 22:19  

Pessoal, só pra esclarecer: não quer dizer que assessoria, comunicação interna etc. não seja RP. Claro que é! Só foi um modo de ilustrar como as organizações segmentam isso e muitas vezes esquecem que é RP, colocando em processos seletivos que "buscam profissionais com formação em publicidade e jornalismo", e as vezes descartam quem manda o currículo com formação em RP! Isso acontece, e muito! Por isso o motivo da revolta... rsrs!
No mais, obrigada aí pelos comentários. São sempre muito bem vindos!!

Fê e Ru 2 de dezembro de 2009 09:53  

ooi Mateus! obrigada pela visita ao blog... aliás, muito bom este post! Pois então... quanto à moda do jeans pro inverno de 2010, meu pai diria... pagasse por uma coisa toda rasgada? vai lá e troca! hahahaha e sobre a entrevista com a Michele, RP, tive que produzir este semestre para a matéria de Realidade Regional de Comunicação em SC... tivemos que entrevistar profissionais e tal pra saber como anda o mercado aqui em SC... não foi pra jornal nenhum, apenas feito um mural nos corredores...

obrigada mais uma vez pela visita, e parabéns a todos os RP'S!


:)

=) 2 de dezembro de 2009 10:23  

Olá Andressa...
muito válido seu post,
sou a favor dessa mobilização de valorização do profissional e da profissão de RELAÇÕES PÚBLICAS, para que as organizações e a sociedade em geral comece a nos ver, entender, compreender, valorizar e nos registrar como RPs, rs.

Acho que o problema não são as denominações de cargos, como assessor de imprensa, assistente de comunicação, whatever...acho que falta dos próprios RPs dizerem:
- Sou Relações Públicas, trabalho em uma assessoria de comunicação e imprensa(e não simplesmente sou assessor de imprensa).

Acho também que não podemos nos desligar do termo COMUNICADOR, afinal...somos comunicadores sim, e por que não dizer: Sou comunicador, habilitado em Relações Públicas, ou seja, faço a gestão da comunicação entre a organização e seus públicos (ou qlqr coisa do gênero).

Ninguém mandou escolhermos um curso com um nome extenso e complexo =) NÃO podemos ter preguiça de dizer o que somos e a que viemos!!!

Beijos
Amanda Meyer

www.adoramosfeedback.blogspot.com

Livia Sá 11 de dezembro de 2009 11:41  

Olá Andressa.

Parabéns pelo post! Todos os Relações Públicas deveriam pensar e agir dessa maneira. Acredito que dessa forma podemos mudar o cenário de desvalorização da nossa profissão. Sou formada há dois anos pela Universidade de Taubaté e quando converso com os alunos do quarto ano vejo que, infelizmente, essa mentalidade está muito distante da realidade deles. Não sei se esse é um caso isolado, mas falta também um trabalho de conscientização e valorização das Relações Públicas dentro das universidades.

Obrigada,

Livia Sá
Relações Públicas

Anônimo 2 de maio de 2013 00:16  

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