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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cadê a empresa que fez sucesso ontem?

segunda-feira | 11 de outubro de 2010

Estratégia: envolver o máximo possível de pessoas para uma promoção da marca X pelo Twitter e Facebook.

  • E depois?
  • Depois o que?
  • Quando a promoção acabar.
  • Deixamos tudo como está para que todos vejam o sucesso que foi a campanha.
  • Mas porque as pessoas vão continuar seguindo se não postamos mais nada?
  • Ah, não sei, mas deletar não podemos. Então deixa por lá mesmo.

Este não é um diálogo real, ou até pode ter existido, mas não com estas palavras. Você certamente já viu e passou a acompanhar empresas que tinham como objetivo promover uma campanha.

É fácil reconhecer quando isso ocorre: os backgrounds são personalizados, falam insistentemente sobre benefícios e mandam o link para participação freneticamente. Lembrou de alguma? Dica: têm de carro, eventos a chocolate. Fácil de lembrar não é?

De fato, muitas vezes se obtém o resultado estimado, seja volume de RT’s ou inscrições, por exemplo. Todos passam a ter conhecimento daquilo, vai parar no Trendig Topics. Mas e depois? O perfil morre com a ação? Até onde é válido abandoná-lo quando encerra? Como ficam os mais de mil seguidores que teoricamente seguem porque se interessam pela marca?

Bem provável que se esse trabalho tivesse continuidade as pessoas iriam continuar acompanhando. Ou seja, não deixariam de seguir porque a promoção terminou. É uma estratégia a se pensar, em vez de uma criar várias páginas para cada ação, crie uma e tenha um grupo de pessoas interessadas em todos os seus produtos e serviços.

Claro que não é uma regra. Depende muito das divisões, políticas e estratégias de cada organização. Mas se tratando de atividades de cunho promocional não há problema algum de incluí-la no institucional que já existe (ou criá-lo caso ainda não exista), para que assim possa ser realizado um trabalho de relacionamento e até mesmo de feedback do que foi feito.

Agora, se você lembrou que provavelmente segue vários casos assim e nem se lembra mais quais são, essa ferramenta pode te ajudar: Twerpscan. Com ele você pode ver quais seguidores do seu Twitter não falaram mais nada e provavelmente vá encontrar algumas marcas nesta lista.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os 60 blogueiros da Coca-Cola no Desafio Abra a Felicidade.

sexta-feira | 08 de outubro de 2010

Na palestra sobre RELACIONAMENTO on+off , a @carolpalma falou de alguns caminhos para as marcas nas redes sociais: 1. Monitorar e Dialogar; 2. Fomentar embaixadores e entusiastas da marca e 3. Oferecer serviços e ferramentas úteis para os consumidores. Exemplo disso é o #issopededelice da @LactaDelice, case da @w3haus, agência que a Carol Palma trabalha.

Outra marca que leva isso muito a sério é a Coca-Cola. Durante o 23º Set da PUCRS, Adriana Knackfuss, marketing digital da Coca-Cola Brasil, falou sobre isso. Sabe quando a Coca bombou muito no mundo digital? Foi com o case Abra a felicidade em 2009. O objetivo era fazer as pessoas entrarem no site da Coca Cola para participarem do Desafio Abra a Felicidade: o internauta tinha que ajudar, virtualmente, um robô (importado do Japão) a abrir uma garrafa de Coca para concorrer a 30 Kits Xbox 360 + 30 Celulares Motocubo.

Para ativar a campanha a Coca-Cola usou muita mídia (televisão, rádio, jornal), prova disso foi a Campanha de Verão com o hit estrelado por Di Ferrero, Pitty e M.V. Bill e o making of do clipe que virou febre. Resultado: em menos de 10 dias, 17 comunidades no Orkut com o tema da música Abra a Felicidade e mais de 100 mil visualizações no Youtube.

O tiro certeiro
Mas do mundo online veio um tiro certeiro com todo o feeling da Coca-Cola. Ela promoveu o Desafio Abra a Felicidade para 60 blogueiros, que - não por acaso - deveriam ser uns dos mais lidos e mais influentes do país (um, dois, três). Lembra alí no início do texto: 1. Monitorar e Dialogar; 2. Fomentar embaixadores e entusiastas da marca??? Isso mesmo que a marca fez. E com um xeque mate acertou 60 pessoas que geraram muita mídia espontânea e o melhor: ela não pediu nada a nenhum deles. Este RELACIONAMENTO é um namoro, é cheio de segundas intenções S2

Ela só enviou uma caixinha com uma texto explicativo, uma garrafa de Coca e um instrumento. O blogueiro deveria entrar no desafio e tentar abrir a garrafa com o objeto que estava na caixa.



Resultado: 3,5 milhões de garrafas abertas em menos de 45 dias. Não é por acaso que a Coca-Cola é uma lovemark. Só no Brasil existem quase mil comunidades. É a marca mais lembrada entre usuários do Orkut no país. Tudo isso está no DNA que a Coca-Cola carrega há 123 anos e claro no segredo da fórmula secreta.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Relacionamento ON+OFF: XV SEACOM.

quarta-feira | 29 de setembro de 2010

Agora podemos anunciar, Ocappuccino estará presente de corpo e alma na SEACOM, que vai rolar de 4 a 8 de outubro na UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul/RS). A SEACOM ou Semana Acadêmica de Comunicação comemora este ano a sua décima quinta edição com o tema As Redes da Comunicação. Este tema não parece uma salada de frutas de Pierre Lévy (A internet é o tecido de nossas vidas) com John Thompson (Os meios de comunicação são rodas de fiar com que os seres humanos fabricam teias de significação para si mesmos)? Se for isso mesmo, tem tudo para ser um grande sucesso e se for levar em conta toda a programação e se for olhar os palestrantes que vão passar por lá, na semana que vem a, cidade da Oktoberfest vai se transformar no grande espaço da comunicação no país, quiçá worldwide.

Ocappuccino na SEACOM

E estaremos lá no dia 6 de outubro. Ocappuccino, juntamente com o blog UniRP (da Juliana Xavier) e o Midiatismo (do Dennis Altermann) – dois blogs de estudantes da Unisc, foi convidado pela Coordenação do Curso para organizar um dia na @seacom_unisc. Ficamos com a quarta-feira, 6 de outubro, e escolhemos o tema RELACIONAMENTO ON+OFF. A escolha do tema foi quase unânime, porque os três blogs, ou as pessoas que fazem os blogs, acreditam que é na interação entre o online e o offline que está concentrado grande parte do sucesso dos cases. Quem consegue transportar relacionamentos de um ambiente para outro está um passo à frente dos demais. E isso tem absolutamente tudo a ver com Relações Públicas, não acham?

Relacioamento on+off pela manhã e à noite
Ficamos responsáveis pela organização de todo o dia 6 e para pre encher o dia com muito conteúdo pela manhã acontece a palestra Relacionamento ON+OFF da Carolina Palma. Ela é RP pela UFRGS e trabalha há quase 3 anos na W3haus, com clientes como o Grêmio, Coca-Cola, Petrobras, Grandene, Trakinas, Tramontina e Bubbaloo. A noite terá a palestra da Maira Rolim, também com foco no Relacionamento ON+OFF. Maira é RP e trabalha a mais de cinco anos com criação de redes de relacionamento entre blogs, estratégias de disseminação, planos de presença online em redes sociais, pesquisas e ativação. Atualmente esta está na BOCA, agência que participou na construção do case
EU JÁ SABIA da Olympikus, ganhador do Leão de Prata na categoria PR em Cannes 2010.

Mesa de Discussão
Estas são as duas palestras que estamos organizando, mas o dia não será só isso. Na tarde teremos uma mesa de discussão formada pelas duas palestrantes e pelos três representantes dos blogs (Mateus pelo Ocappuccino, @eu_dennis pelo Midiatismo e @juhxs pelo UniRP). O tema que irá nortear o debate é o assunto que mais se comenta hoje no internet: Mídias sociais e o papel do comunicador. Quem quiser mandar sugestões de assuntos para o debate, pode deixar aqui nos comentários, mandar pelo twitter @ocappuccino ou mandar e-mail para contato@ocappuccino.com. Se usarmos as referências envidas, todos os créditos serão devidamente reconhecidos na hora do debate e podem cobrar, pois a @agenciaA4 fará a cobertura de toda a SEACOM.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A caixa amarela, a cartinha e a caneca.

segunda-feira | 27 de setembro de 2010

Sexta-feira recebi a ilustre visita do carteiro da rua Sr. Almiro. Mais do que contas, revistas e correspondência, ele trazia uma caixa de Sedex. Uma caixa de Sedex endereçada a minha pessoa. Ohhhh! O que será? Que curiosidade! Porque afinal não é todo dia que recebemos algo deste tipo. Quando era criança, uma vez tinha esquecido meus óculos na casa de uma tia numa cidade muito distante. Dias depois ela mandou os óculos numa caixa de Sedex – amarelinha igual a que recebi na sexta – e eu voltei a enxergar novamente.

Mas voltando ao assunto. Olha que legal! O que tinha na caixa era um Press Kit com uma cartinha apresentando a Big Bang Comunicação e uma caneca! UMA CANECA! Não sei se mandaram a caneca para outros blogueiros, mas com certeza ela faz muito mais sentido para Ocappuccino :D

“Selecionamos alguns blogueiros e profissionais de mídias sociais para receber este press kit...
É assim que começa a carta. Que chique hein! Ocappuccino fazendo parte desta lista, que #orgulho!

A Big Bang é uma empresa que se ramificou da @estudiodecom. O Estúdio de Comunicação, desde 2002, trabalhava com assessoria de imprensa e comunicação online. Agora quem Irá trabalhar a comunicação na web 2.0 é a @bigbang_online. Com uma equipe exclusiva para as mídias sociais, o objetivo é posicionar os clientes neste novo mercado digital através de diagnóstico e planejamento, para que a empresa possa se relacionar através desses meios e cuidar da sua reputação online.

À frente da @bigbang_online estão as excelentes profissionais @bibianariedhors e @laismaciel, que aliás já começaram muito bem incluindo Ocappuccino no mailling de seletos blogueiros deste Press Kit :P #humildadesempre

Ah, como estratégia de lançamento, elas também estão promovendo uma ação que ira presentear 5 pessoas com o livro Mídias Sociais na Prática autografados pelo próprio autor, José Antônio Ramalho. Pra concorrer é só acessar este link aqui > http://bit.ly/cJ0MEy < depois fazer um comentário e dar uma twittada.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Como aumentar sua influência na web.

quinta-feira | 23 de setembro de 2010

Vocês conhecem o The Influencer Project? Não? Eu também não conhecia até pouco tempo. Este projeto é uma iniciativa de duas empresas, ThoughtLead e Hubspot, que juntaram no que chamaram de The shortest marketing conference ever com 60 profissionais de marketing que se destacam na internet. Cada um teve 60 segundos para dar dicas aos ouvintes do que fazer para aumentar sua influência, ou a de suas empresas, na web. Para baixar o arquivo em MP3 e ouvir o webcast é só clicar nesse link (em inglês). Mas, se você quiser economizar um pouquinho de tempo, aí vão as dicas mais quentes, na minha opinião:

1. Pare de falar sobre seus produtos e serviços. Fale sobre assuntos que interessam o seu público. As pessoas se preocupam com elas mesmas. Procure saber quais são suas dúvidas e ajude-as a superar seus desafios. Ajude os outros a crescer.

2. Relacione-se. Responda tweets. Dê retweet. Siga quem te segue. Mencione. Converse. Apresente as pessoas umas às outras. Comente em outros blogs. Divulgue coisas de outras pessoas para outras pessoas. Divida a informação. Interaja on e offline. Fale sobre as pessoas que
você quer alcançar. Faça as pessoas falar, com você e com as outras. Faça entrevistas.

3. Crie conteúdo inspirador. Com paixão. Narrativa. Conte histórias. Faça com que o que você escreve diga quem você é e a que você veio. Procure identificar o que é interessante primeiro. Conecte-se com o emocional, com o humano. Saiba bem sobre o que você está falando. Seja completamente honesto ou totalmente fake, permitindo que todos saibam disso. Torne-se uma fonte confiável.

4. Descubra um nicho. Saiba o que você tem e os outros não. Conecte-se com pessoas que estão aonde você quer chegar e peça conselhos. Teste todas as mídias, por mais que você as abandone depois. Mas, ficando em uma, comprometa-se com o seu público. Seja parceiro de empresas que tem o mesmo público alvo, mas não são suas concorrentes, e realizem atividades conjuntas. Utilize anúncios focados, como no Facebook e no Orkut. Faça um vídeo, promova um webinar, diversifique.

Esses são os quatro principais aspectos tratados por estes 60 profissionais, que fazem com que nossos olhos sejam abertos para algumas questões, principalmente no que se trata da inclusão de empresas nas redes sociais. Eu, por exemplo, venho tentando convecer o meu chefe de que mandar newsletter falando sobre nossos produtos não adianta, mesmo que isso venha disfarçado em um texto que se propõe a ajudar o leitor. Ele está disposto a mudar, mas tem muitas empresas que replicam na internet suas estratégias de broadcast e não entendem que, por aqui, você não aparece para o cliente, você é achado por ele quando ele precisar de você.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

As pequenas empresas também se "redesocializam".

terça-feira | 21 de setembro de 2010

Ter um telefone e um formulário para contato num site bonitinho já não é mais suficiente. As pequenas já perceberam que é preciso atender o cliente na hora que ele quiser, onde quiser e da forma que ele desejar.

Como nas pequenas empresas quase tudo se resolve empiricamente e sem planejamento, seguem algumas dicas de ferramentas de comunicação digital que podem ser utilizadas diretamente pelos empreendedores de plantão com custo zero e outras de baixo investimento.

Seguem também alguns links que mostram na prática como as pequenas já utilizam estas dicas. Tive o cuidado de selecionar muitas empresas do interior, de segmentos totalmente diferentes e somente pequenas empresas, mostrando que as ferramentas podem ser úteis para qualquer negócio e para qualquer público.

Blog Corporativo: Ideal para veiculação de conteúdo próprio da empresa. Fácil de criar e administrar. Permite que a empresa interaja diretamente com seu consumidor e o mantenha informado sobre todo o seu conhecimento (expertise empresarial) >> Lanche rio-grandino com sabor caseiro.

Redes Sociais: Facebook, Orkut, entre outras, são importantes canais de comunicação entre a empresa e seu consumidor. Nesses canais a palavra chave é relacionamento. Assim, o ideal é que a pequena empresa construa uma rede ligada ao seu negócio. Mas antes de qualquer ação,s empre analisar o retorno e a lealdade do seu público. >> A eschola com H de Huck e Já sabe o que vai almoçar hoje?

Twitter: Misto de mídia e rede social, é favorável a presença da pequena empresa. Importante para a construção da marca e diálogo com o consumidor. Estar no microblog ajuda a empresa a fazer parte das conversas sobre notícias de sua marca. Mas cuidado para não exagerar nas mensagens e abarrotar seus seguidores com informações sem importância. >> De cadeira a estante de aço.

E-mail Marketing: Nem todos os consumidores usam o Twitter. Diante disso, ainda é necessário ter ações de e-mail marketing nas empresas. É usado para transmitir informações, oferecer promoções, lançamentos, em fim, ser mais uma opção de comunicação com o consumidor. >> O homem, a bicicleta e o tempo.

Links Patrocinados: Os links patrocinados são uma opção para baixos orçamentos. Ideal para vendas diretas, funciona com pequenos anúncios de texto em sites de buscas. A empresa compra uma palavra-chave que expresse seu negócio e tem seu anúncio veiculado ao lado dos resultados relacionados com a palavra na busca orgânica. A empresa também pode controlar o retorno de cada anúncio, definir as cidades e horários que vai aparecer. >> Duas opções para um bom descanso.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PORRA, web 2.0!

quinta-feira | 09 de setembro de 2010

Sem ofensas, sem grosserias – pelo menos no título do post. Depois de ler Porra S.A da @marionstrecker para a Folha de São Paulo, não tive como não passar dias pensando no assunto... Porra virou brincadeira, manifesto, mania. Virou usual, sem papas na língua ou no teclado. A nova forma de manifestar opiniões sobre pessoas, empresas e marcas na internet chama atenção pelo jeito rude de ser. Como lembra Marion:

“sempre há um estopim para a explosão de um consumidor. Quando alguém reclama de um produto, o problema pode estar na concepção, na fabricação, na propaganda, na embalagem, no manual, na loja, no meio de cobrança, no sistema de distribuição, no atendimento pós-venda, na assistência técnica ou em outra etapa que permeie o relacionamento do cliente com a marca...
E o fato é que, como sabemos, comunicação não muda o produto! Mas pare para pensar: se as marcas estão ali, presentes e ativas na mídias sociais, é porque, entre outras coisas, querem (por bem ou mal) ouvir o que temos a dizer. Nosso desabafo pode ser a brecha para o jogo da comunicação, mas é preciso lembrar que, na internet, uma reclamação pode ganhar vida eterna. É neste momento que diferenciamos as reclamações (ou clientes) em dois grandes grupos: 1. os que reclamam para exercer os seus direitos e encontrar soluções – abertos ao diálogo - e 2. os que reclamam pelo simples fato de reclamar e fazer auê – não estão abertos e não querem nem saber de conversa.

As marcas devem descobrir quando, onde e como interferir, mas também precisamos repensar nosso papel como consumidores na próxima vez que formos reclamar – estamos realmente procurando soluções e respostas? Estamos abertos para o diálogo com as empresas e marcas? O fato para mim é que, quem não se importa, não escreve – é a famosa indiferença - mas se queremos diálogo, vamos propor conversa, se queremos esclarecimentos, vamos deixar as dúvidas claras, se queremos risadas, vamos fazer gozação. E vamos procurar os melhores meio/canais para isso, né?
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eleições 2010: as relações públicas na política.

quinta-feira 02 de setembro de 2010

O Relações Públicas é o mais qualificado para trabalhar e gerenciar campanhas de marketing político-eleitoral. Alguém desenvolveria melhor que ele uma política de relacionamento entre candidatos e eleitores?


O marketing político pode ser dividido em três tipos: eleitoral (para quem não tem mandato ou deseja se reeleger – campanha eleitoral); pós-eleitoral (para quem já tem mandato e deseja a manutenção e/ou ampliação do poder) e o partidário (trabalha a imagem e a comunicação dos partidos políticos).

Como estamos em ano eleitoral, este post será voltado para o marketing político-eleitoral. A campanha eleitoral já começou, mas ainda dá tempo de conhecer algumas dicas para você que deseja trabalhar ou que se interessa pela área.

Primeiramente, no gerenciamento de uma campanha eleitoral, o Relações Públicas deve saber que os objetivos principais da campanha são: promover a imagem do candidato e a campanha eleitoral propriamente dita e facilitar o relacionamento entre o candidato e o eleitor.

As etapas para o gerenciamento da campanha dividem-se, basicamente, em:

1. Diagnóstico: conhecer o eleitor, o candidato, os adversários, identificar qual a imagem que é transmitida pelo candidato...Enfim, nesta etapa você deve identificar o meio, a imagem e as pessoas que estão próximas do seu candidato e medir o perfil e os anseios do seu eleitor. Deve-se elaborar o briefing e a pesquisa.

2. Elaborar ações e estratégias para se chegar à vitória. Devem ser elaborados o organograma (quem vai fazer), cronograma (quando fazer), orçamento e as ações e estratégias a serem implementadas (encontros, reuniões, eventos, comícios, telemarketing e SMS, internet, jornal e programas de rádio e TV, assessoria de imprensa, entrevistas, mobilização de rua, etc...) Nesta etapa, então, criam-se as estratégias eleitorais para formar a imagem do candidato: o slogan da campanha, o jingle e o símbolo, elementos para a construção da identidade do político e, conseqüentemente, para a formação de uma imagem positiva perante os eleitores.

3. Planejar, coordenar e executar essas ações. Sempre trabalhar de forma integrada.

4. Avaliar os resultados das ações e estratégias. Esta etapa não deve ser executada somente no final da campanha. Os relatórios dos resultados devem ser apresentados quinzenalmente, para medir as ações implementadas e propor novas alternativas, caso estas não atinjam o resultado esperado.

IMPORTANTE: É indispensável ter conhecimento de legislação eleitoral. Assim, recomendo a leitura da Lei nº 9504/97 (Lei das Eleições) e das resoluções do TSE.

Com a nova legislação eleitoral, o uso da propaganda eleitoral na internet foi liberado e após o boom da social media com a campanha presidencial norte-americana de Barack Obama, perceberam que a internet é uma excelente ferramenta para se aproximar do eleitor e para ampliar a visibilidade do candidato, principalmente para aqueles que possuem um pequeno espaço no horário eleitoral gratuito.

Assim, para atuar na internet e nas mídias sociais, deve-se desenvolver um planejamento de marketing político digital. Este planejamento vai desde análise da matriz SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), a estudo dos projetos, públicos-alvos, seus principais concorrentes e seus objetivos nas redes. Identificar as redes sociais mais adequadas para aquele candidato, e o tipo de linguagem abordada, assim como detalhadamente todas as ações propostas. (André Telles, A Revolução das Mídias Sociais) Para o sucesso da campanha digital, o candidato deve saber que é necessário que ocorra a INTERATIVIDADE.

#dicas

  • Procure construir relacionamentos nas mídias com o cidadão
  • Promova discussões
  • Não pense em convencer os eleitores e sim ganhar a confiança deles
  • Conheça muito bem seu eleitor
  • Trabalhe de forma segmentada
  • MAIS IMPORTANTE: interaja e seja transparente
#bigfail
Para finalizar, é importante salientar que as campanhas on-line e off-line devem ser trabalhadas juntas e com a mesma importância. Elas devem se complementar.
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* * * Quer ir no @27confiarp? Use sua CRIATIVIDADE?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O que os fenômenos da internet podem ensinar a nós comunicólogos?

quinta-feira | 12 de agosto de 2010

Eles são engraçados, muitas vezes bregas e até de gosto duvidoso, mas caem nas graças da audiência cada vez mais interativa. Será que os fenômenos da internet tem algo a nos ensinar?

Em tempos de comunicação participativa, algo realmente chama a atenção: Enquanto vemos empresas lutando na selva digital para conquistar a fidelidade de seus consumidores cada vez mais conectados, vemos por outro lado os populares fenômenos da internet, que se tornam populares, se reinventam a cada moda e viralizam do jeito que qualquer marca gostaria.

Aposto que você já ouviu falar da Ximbica, da Stefhany e seu Crossfox, do Valmir e Josy com seus clipes performáticos, ou da diva made in México Leona, a assassina vingativa. Você pode até não gostar deles, mas não contestar sua fama no ambiente online.

Todos estes fenômenos conquistaram milhões de fãs que debatem, mandam mensagens, cantam as músicas e os tiram do mundo digital, os levando para televisões, boates, jornais se tornando presente no dia a dia de seus consumidores. O sonho de consumo de qualquer marca e, por isso, afirmo temos muito o que aprender com eles.

Lógico que não estou sugerindo realizar nenhuma produção caseira cheia de signos ocultos, piadas constrangedoras, ou sátiras de clipes famosos para as empresas que nos contratam, o caminho também não é este! Mas esses fenômenos nos apresentam as mais reveladoras das verdades sobre o mundo digital – Internet é feita por pessoas, que vêem na rede a oportunidade de divulgar e propagar todo o conteúdo produzido por elas, seja ele bruto ou não

Por isso, ao invés de pensarmos em campanhas que imponham o nosso produto ao consumidor, ou que o obriguem a falar bem da causa que defendemos para ganhar algo ou ter acesso a alguma coisa, porque não pensarmos em estimulá-los a interagirem com o nosso produto?

Já se foi à época onde o consumidor era passivo e esperava sentadinho pelo conteúdo elaborado para atingi-lo e mais um milhão de pessoas. Hoje ele quer participar, quer ter o controle, quer mais do que receber uma mensagem, quer ser a mensagem e ainda escolher que tipo de comunicação irá receber, quando isso irá acontecer e para quem irá repassar. Você agora tem noção do tamanho do desafio?

Então, a primeira regra para quem quer se aventurar no mundo digital é que você terá que compartilhar o comando com os seus consumidores, ouvi-los, interagir com eles e mais do que isso, estimulá-los a serem a mensagem, a conversarem com sua marca, a trocarem, a alimentarem esse organismo vivo que será o seu branding.

Por isso, esqueça as fórmulas prontas e as estratégias engessadas e pense em modelo dinâmicos, ágeis, que coloquem o usuário no comando, que lhe dê a possibilidade de consumir, de compreender, de interagir e de compartilhar. E o mais importante: Lhe proporcione uma experiência, estimule o mesmo a ser a mensagem e aí você formará uma base que debaterá seu produto, sua missão, e compreenderá seu produto e é isso no final das contas que fará você vencer nessa selva digital.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ode às redes sociais. Uma convocação para cortar os fios e viver.

quarta-feira | 11 de agosto de 2010

Em uma recente palestra que assisti sobre Tendência e Novas Mídias com executivo de negócios Humberto Matsuda os dados apresentados que mais me impressionaram sobre a internet referem-se a métricas de velocidade e ao volume de informações produzidas diariamente. De acordo com Matsuda são enviados todos os dias cerca de 210 bilhões de e-mails em todo mundo, assim como 5 milhões de twetts, 900 mil postagens em blogs, uma movimentação superior a 43 milhões de gigabytes nos mobile phones, sem falar no volume do Facebook, Flickr, Orkut, Messenger entre outros. Ufa!

O grande questionamento a quem visualiza esses números é: há possibilidade de acompanhar todas essas informações, se manter atualizado na velocidade que o mercado exige e como se comportar frente a tantas inovações? É preciso estar consciente de que dentre todos estes números, os assuntos abordados são diversos, o que permite ao internauta segmentar as informações e adquirir somente o que lhe for interessante ou necessário, mas mesmo assim o volume de conteúdo disponível é muito maior do que o cruzamento capacidade humana de assimilação das informações x tempo para assimilação.

Na rede podemos identificar diversos tipos de internautas, desde o que produz conteúdo até o que só busca entretenimento, existem os que lançam tendências, os que querem informação, os que repassam informações e os que se relacionam em rede. São diversos os usos que podem - e devem - ocorrer simultaneamente, mas o caminho converge sempre para a tecnologia da interatividade e é ela então que confunde os internautas passivos, os que pensam estar modificando a rede, os que produzem informações diferenciadas e a maioria que segue a maré de qualquer inovação/informação/novidade/tendência ou qualquer hypezinho que aparece.

De acordo com Fábio Lima, autoridade em convergência de mídias e professor da FGV, a tecnologia é alterada devido a nossa forma de consumo, isso significa que quanto mais demanda por novas tecnologias, mais produtos, redes, aplicativos e interações serão criados. Mas qual o perfil esperado para o internauta e o comportamento dele no meio disso tudo? O que está sendo feito com tudo isso, com tantas tecnologias, inovações, redes, relações, produtos, aplicativos...?

Silvio Meira em entrevista ao site Nós da Comunicação falou:

“Mandar e-mail, entrar em um site, criar uma conta, participar de uma rede social, fazer upload de um vídeo não serão diferencial competitivo. O diferencial será entender que a internet é um ambiente de inovação, em cima do qual podemos construir.
Quem monitora no twitter tags como redes sociais ou mídias socias percebe que a cada mais e mais pessoas tem este mesmo questionamento. Viram, não estou sozinho :D Podem achar que fico mais feliz por isso, mas não fico. Fico até triste, porque dá para perceber que a imagem do Homer Simpson em frente à televisão já está sendo absorvida pelos milhões e milhões de usuários, seres dumbs sem capacidade de assimilação e com um quê de passividade. Sabe aquela frase: rir é bom, mas rir de tudo é idiotice? Ah, estou me incluindo entre estes seres, ok?

E agora? Como equilibrar a equação da capacidade humana de assimilação das informações mais filtro mais interesse dividido pelo tempo mais outras atividades? Como devemos usar as novas redes para que não sejamos usados? Não será hora de repensar tudo isso?

Eu tenho uma infinidade de dúvidas. E você?
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

RP’s do Brasil, uni-vos! É hora de assumir as mídias sociais.

terça-feira | 10 de agosto de 2010

Numa visão mais simplista, o livro As Novas Regras do Marketing e de Relações Públicas, de David Meerman Scott, pode parecer apenas um guia prático de como usar as mídias sociais para fazer a divulgação de seu negócio. Didático, ele entra em detalhes de como fazer um podcast ou como montar um blog. Vai recheando tudo com casos reais e interessantes. Mas acho que a pegada do livro é outra.

Scott, num estilo tipicamente norte-americano, começa de forma agressiva. Ex-VP de marketing da NewsEdge Corporation, ele introduz o texto criticando profundamente o que chama de velhas regras de marketing e relações públicas (lembrando que, de forma geral, para os norte-americanos, RP é o que aqui no Brasil chamamos de comunicação corporativa ou, para os mais velhos, assessoria de imprensa).

Para o autor, a partir de sua experiência executiva, publicidade e RP tradicionais são perda de tempo e, principalmente, dinheiro. Ele critica pesadamente as verbas estratosféricas da propaganda e, no caso da assessoria de imprensa, é ainda mais impiedoso, resumindo sua função a algo como implorar para os jornalistas que falem de seu negócio ou produto.

No ponto de vista de Scott, depois das mídias sociais tudo isto virou bobagem. Com pouco dinheiro e um pouco de boa vontade agora é possível para qualquer negócio passar por cima dos veículos de comunicação tradicionais e falar diretamente com o seu público final. Sim, ele tem razão. Hoje, graças à internet somos todos veículos de comunicação em potencial. Você, por exemplo, está lendo este texto que eu escrevi, a convite de Mateus, para Ocappuccino. Entre nós não há qualquer jornal ou revista. Apenas a web.

Mas o grande ponto do Scott – deixando de lado seu estilo advocatício de desqualificar o velho para valorizar o novo – é que o grande diferencial para quem quer usar as mídias sociais para fazer negócios é o conteúdo. Como este escriba, ele entende que não é publicidade que as pessoas procuram quando estão no Twitter, no Facebook ou quando pesquisam sobre uma marca ou produto na internet em geral. Eles querem saber a opinião de pessoas de carne e osso sobre o tema. Querem que estas marcas ou empresas lhes tragam conhecimento, informação.

Os próprios executivos do Twitter perceberam isto. A ferramenta, que antes estava posicionada como um espaço para comunicação entre amigos (com a pergunta o que você está fazendo) agora foca em notícias (com a nova questão, o que está acontecendo).

Claro, existem promoções muito interessantes que usam as redes sociais como base. Mas elas não se sustentam no longo prazo. Imagine uma empresa. Qualquer empresa. Agora pense que esta empresa decide falar com seu público por meio das redes sociais. Ótimo. Ela faz uma promoção que sorteia algo em troca de uma frase ou de mais seguidores. Legal. Depois divulga descontos com um código divulgado no Twitter. Ótimo. E depois? A não ser que haja promoções constantes, você vai continuar seguindo esta empresa para que? Sim, falta o conteúdo.

As marcas, empresas, corporações, precisam falar por meio das mídias sociais. Engajar seus consumidores. Vender suas mensagens. E, me desculpem, quem vai construir esta relação não é a publicidade, é a comunicação corporativa.

Sim, há espaço para o trabalho bem feito de propaganda digital que, entre outras coisas, vai utilizar as mídias sociais. Mas hoje, no Brasil, vivemos um momento de distorção, com agências de publicidade desenvolvendo conteúdo para ferramentas de comunicação corporativa na web 2.0. Ainda é tempo de corrigirmos isto. Pelo menos é o que espero.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Meninos do Twitter: vale a pena defendê-los?

segunda-feira | 09 de agosto de 2010

A grande maioria das pessoas já ficou sabendo da polêmica envolvendo os jogadores de futebol do Santos e alguns torcedores usuários do microblog Twitter durante uma sessão de uso da Twitcam, na noite de 1º de agosto, após a vitória do time sobre o Grêmio Prudente pelo Campeonato Brasileiro.

Neste diálogo, vários reservas do time, como o goleiro Felipe, o atacante Madson e os meias Zezinho e Zé Eduardo, causaram confusão respondendo de forma áspera e infeliz a vários comentários de seguidores e até mesmo ao colega de time Robinho, poupado e presente em Santos para a final da Copa do Brasil, que, corretamente, pedia a interrupção da gravação do chat, prevendo a repercussão negativa daquelas declarações.

Repercussão que não demorou muito a aparecer. Os vídeos da conversa foram assistidos por milhares de pessoas no Youtube, com vários comentários desfavoráveis às atitudes dos jogadores. Os grandes portais esportivos do Brasil deram destaque ao fato e vários cronistas futebolísticos reprovaram a atitude dos Meninos da Vila em seus blogs e perfis no Twitter, como os jornalistas Fernando Vanucci e Datena e o craque Neto. Até quem não é cronista deu o seu pitaco, como o apresentador do CQC (Band) Marcelo Tas, muito atuante nas mídias sociais.

Porém, teve um jornalista, no Globo Esporte da terça-feira (dia 3), que defendeu os jogadores do Santos, dizendo que as declarações eram brincadeiras e explicitando a tese da vinda dos trolls, pessoas que poluem os grupos de discussão com ataques pessoais, mensagens sem conteúdo e opiniões (quase sempre negativas) que pouco acrescentam ao tema discutido, para atrapalhar a conversa corrente. Por sinal, um profissional conhecido pelo uso corrente do Twitter e por sua atuação durante a Central da Copa, programa global existente durante a Copa do Mundo: Tiago Leifert. A defesa do apresentador da edição paulista do Globo Esporte pode ser vista neste vídeo.

Numa parte desta reportagem de cinco minutos, Tiago defende o goleiro Felipe que, ao ser chamado de mão de alface por um internauta, solta esta infeliz declaração: Aí fera, o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês. Na reportagem, o jornalista diz: Ninguém parece muito preocupado, mas o Felipe tava sendo provocado e reagiu. O que que tem de errado nisso? Por que que a gente pode xingar, falar o que quiser e ele não pode reagir? O certo era ter ignorado, tudo bem, mas foi ação e reação: Felipe se sentiu ofendido, ofendeu de volta. E se explicou ontem no aeroporto.

E desde quando uma pessoa pública ofender de volta, e com palavras muito mesquinhas, a pessoa que a criticou é correto? Pode-se ter, como exemplo, a jornalista Sonia Abrão (RedeTV!) que, ao ser perguntada sobre o conteúdo de seu programa, respondeu grosseiramente ao perfil e foi imediatamente criticada por perfis influentes do Twitter.

Em outra parte do vídeo, para defender o meia Zé Eduardo que, ao ser interpelado por Robinho sobre a confusão que o vídeo iria causar pelo nervosismo dos jogadores, disse mais uma frase polêmica: Pedalada (apelido de Robinho), segura, sabe porque, segura, depois do seu último jogo aqui no Santos ninguém vai sentir a sua falta, ninguém vai sentir a sua falta aqui no Santos, Tiago utilizou a seguinte frase: Aí disseram que o Zé tava brigando com o Robinho. Primeiro, se a gente não sabe o que o Robinho tava dizendo do outro lado da linha, como é que alguém pode cravar que o Zé Eduardo tava falando sério? Segundo, de tudo o que vocês viram do Zé Eduardo até hoje, quantas vezes o Zé falou sério sobre alguma coisa?

Será que isso é justificativa para uma declaração tão direta do meia? Um exemplo ocorreu em outro caso famoso do Twitter com o apresentador esportivo Fernando Vanucci, da RedeTV!, que declarou seu afastamento do programa Bola na Rede por razões pessoais, disparando: Muita trairagem, vocês devem saber de quem e Quero estar junto de pessoas inteligentes, ao responder um seguidor. Os desabafos são importantes na vida de uma pessoa, mas devem ser feitos em particular (como, antigamente, os diários pessoais – vulgo agendinhas – eram predominantes).

No fim da reportagem, Leifert declara que o que ficou do acontecido foi NADA. Isto mesmo, NADA. Tanto ficou NADA que a diretoria do Santos deu uma grande bronca didática e uma puxada de orelhas , segundo o coordenador de comunicação do Santos. Além disso, houve mais uma sessão da Twitcam no perfil oficial do clube no microblog para que os jogadores pudessem se explicar.

Ah, a diretoria, por meio do diretor de futebol - Pedro Nunes Conceição - também declarou que iria lançar uma cartilha:

“ Já estamos criando regras para a utilização da internet no sentido de discipliná-la. Afinal, é a imagem do clube em jogo. Vamos discutir isso com o elenco em breve. O uso da internet não será proibido nas concentrações, mas vamos limitar quando estiverem em atividades ligadas ao nome do clube, seja treinando, descansando ou concentrados.
Com os fatos apresentados, pode-se ver que a parcialidade do apresentador do programa foi posta em rede estadual (e depois, pela Internet, em rede mundial) e vários comentários surgiram, criticando a forma com que o assunto foi tratado por Tiago e pela Rede Globo, até mesmo na própria comunidade do Orkut dedicada a ele.

O que faltou aos jogadores do Santos, e também ao jornalista global, foi equilíbrio e consciência do que fala e faz na televisão e na Internet. Como o próprio Datena disse em seu Twitter, eles têm que ter a noção de que quando você fala algo na Internet, é como se estivesse dando uma coletiva!. Ou seja, tudo o que se fala na Internet pode ser acessado no mundo inteiro. E aí fica a importância do profissional de Relações Públicas para poder gerenciar as informações dadas pelas empresas, celebridades e pela própria imprensa e, quando se precisa, resolver as crises provenientes dos deslizes destes segmentos.

Aiai. É a Geração Y entrando em campo. A pergunta que fica é: o que fazer com esses meninos nas empresas e agora também nos gramados? Uma cartilha resolve o problema da Geração Y?
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

O impacto das novas tecnologias na Esfera Pública.

quarta-feira | 14 de julho de 2010

Mudança é a palavra de ordem na sociedade da informação. Hoje, as grandes tendências no mundo corporativo e social convergem para uma ação participativa dos cidadãos por meio de ferramentas de mídia social. Assistimos à emergência de uma expressividade que irá ampliar e aprimorar o processo democrático. Redefiniu-se o papel do cidadão. Suas expectativas mudaram. Eles estão mais engajados e fazem parte do debate político e social. A internet oferece uma arena para troca e compartilhamento de informações.

No atual cenário, o cidadão passou a ter voz e opinião. Ele produz conteúdos midiáticos, sem a intervenção dos grandes veículos de mídias e de grupos de poder para a formação da opinião na sociedade, ampliando, assim, a autonomia sobre as discussões sociais.

A Internet já redefiniu as relações entre os consumidores e as organizações, promovendo um espaço para reclamar e ser ouvido. O consumidor tem voz, vez e espaço. Dessa forma, as organizações públicas já perceberam que os cidadãos necessitam e exigem uma comunicação direta e bidirecional com as instituições, para discutir temas relevantes da sociedade. Apesar da presença online destas organizações não representar um percentual tão significativo quanto em relação às instituições privadas, existem bons exemplos de atuação de órgãos públicos nas mídias sociais. No formspring, estão presentes o Governo de São Paulo e o Ministério da Saúde. No Twitter temos o @TREGoias, @tsejusbr, @STJNoticias, @governosp e outros perfis.

Atualmente, após o boom da campanha eleitoral de Obama, discute-se as influências do Twitter na área político-eleitoral e na formação política do cidadão. Será que a atuação de candidatos políticos no microblogging representará e constituirá uma interação democrática e participativa entre cidadão e esfera pública política instituicional?

Habermas define a esfera pública como o locus da comunicação; espaços nos quais as pessoas discutem questões de interesse comum, formam opiniões ou planejam a ação. Nesta esfera é promovido o debate racional com visibilidade pública e tomada de opinião. Para o autor, a esfera pública é capaz de captar melhor novos problemas, conduzir discursos expressivos de auto-atendimento e articular, de modo mais livre, identidades coletivas e interpretações de necessidades.

Nota-se, portanto, que os meios de comunicação de massa não disponibilizam este espaço de debate. Existe uma comunicação unidirecional que não compreende a participação e a interatividade entre os cidadãos. As mídias de massa trabalham com a teoria do agendamento, ou seja, selecionam o que será noticiado à população de acordo com os interesses do veículo de comunicação.

Deste modo, emergiu através das mídias sociais esta esfera pública virtual, capaz de promover o compartilhamento de informações através da interatividade, por onde os cidadãos podem manifestar suas opiniões e produzir seu próprio conteúdo. Mudou-se a comunicação entre o indivíduo e o meio. Isso permitiu que o fazer político não se restringisse apenas aos representantes do povo, mas qualquer indivíduo que queira manifestar sua opinião.

A emergência da esfera virtual nas mídias sociais amplia o potencial de acesso, participação e de inteligência coletiva entre os cidadãos. A nova dimensão de realidade e virtualidade propõe uma aproximação entre o cidadão e as instituições, transcendendo barreiras de espaço. Promove-se, assim, a participação democrática e as possibilidades de discussões políticas entre os cidadãos; um espaço de troca de ideias, onde os participantes podem indagar e introduzir opiniões de assuntos em geral.
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O texto acima representa algumas ideias iniciais do meu projeto de conclusão de curso.

domingo, 11 de julho de 2010

O termo agora é Relações Públicas 2.0.

segunda-feira | 12 de julho de 2010

No dia 26 de junho, participei do excelente bate-papo sobre e-commerce. O tradicional evento tem como objetivo compartilhar ideias e cases de quem é especialista no assunto. O evento acontece todos os meses em São Paulo e sempre leva convidados ilustres do mercado.

Dia 26 teve a presença de Martha Gabriel, que falou sobre Social Commerce & Mobilidade. Naquela palestra, Martha nos relatou estratégias de como as empresas devem atuar no mundo on-line, e em um dos momentos, ela falou que o relacionamento é fundamental para que as empresas se fortaleçam. Porém esse relacionamento não é para qualquer um e sim para um Relações Públicas 2.0, que tem visão de planejamento e relacionamento com o público. Ela falou que tem diferença entre o Relações Públicas comum e o RP 2.0.

A partir daquele dia, comecei a pensar no assunto e, para onde eu olhava, via exemplos de RP 2.0.

Está claro hoje que o modelo de Mass Media não funciona mais com a mesma eficiência. É preciso ir atrás do consumidor, conquistá-lo, engajá-lo, ouvir e saber a hora certa de agir. As influências das redes sociais, blogs, fóruns, comunidades participativas e conteúdo colaborativo fazem com que as empresas pensem: vou participar do mundo das mídias sociais antes que comecem a falar de mim e por mim.

Paulo Nassar distingue muito bem os dois termos, em uma entrevista concedida ao A Bordo da Comunicação em parceria com Ocappuccino:

“Estamos tendo uma revolução hoje, que vem varrendo do mundo as velhas Relações Públicas, que são aquelas Relações Públicas que acham que, a partir de um mapeamento de públicos estratégicos – aquilo que a gente chama de stakeholders –, você pode controlar o mundo. Você pode, de repente, fazer com que o mundo seja uma projeção da sala de direção de Relações Públicas. Nós estamos em um mundo, agora, que as redes sociais e as tecnologias digitais quebram essa lógica. E onde que se dá a quebra dessa lógica? Onde todas as pessoas, independentemente do seu nível hierárquico, são produtoras de conteúdo.
Então, por muitos anos as empresas ditaram para a sociedade a sua forma de ver o mundo, a sua missão, a sua visão e sua identidade, e hoje você tem outras pessoas falando sobre a identidade, sobre a visão da empresa e, se não houver uma coerência entre essas visões, você vai ter o que chamamos de embates entre as empresas e as organizações. Redes sociais são fundamentais, porque é onde você tem a possibilidade de ver, dentro da visão das novas Relações Públicas, como a organização é vista pelos outros. Nós não estamos trabalhando mais só na lógica da identidade; nós estamos trabalhando na lógica da alteridade*.

Entendo que a visão de um Relações Públicas especializado para atuar no mundo 2.0 tem que ser mais ampla, não pensar em estratégias fechadas; não trabalhamos com um determinado público; uma rede social pode atingir toda uma estrutura, em diversos aspectos. É muito mais que planejar; é ter lógica, como diz Paulo Nassar.

Também é muito importante estudar temas como SEO, SEM, estratégias de relacionamento digital, como transformar o consumidor revoltado em um evangelizador de sua causa, entre outros aspectos.

Para finalizar e deixar bem claro que o mundo off e on-line devem ser comandados por pessoas que tem uma visão diferente e além do corporativo, deixo um trecho da entrevista que fiz com Gill Giardelli:
“Os profissionais de Relações Públicas são os mais situados para navegar bem nessa nova era do mundo da comunicação, porque a essência de vocês chama-se relações públicas, e a internet nada mais é que um grande palco de relações. Então, temos que começar a enxergar a internet como uma fogueira onde amigos se reúnem para tocar violão. Acho que Relações Públicas é o que toca o violão, que anima as pessoas, que faz com que elas conversem, se confraternizem.
O novo perfil do profissional de RP vai ser como você que faz um belíssimo blog, mas também uma pessoa que faz conexões. Porque é um mundo que alguém tem 3 mil seguidores no Twitter, mas será que tem uma conexão forte? Eu acho que o papel do RP é avaliar quais serão as conexões fortes que serão construídas.
Eu acho que serão os agregadores de conexões.
*alteridade: qualidade do que é outro. [Aurélio]
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sábado, 10 de julho de 2010

O que conta?

sábado | 10 de julho de 2010

“Nem tudo o que importa pode ser medido. Nem tudo o que pode ser medido importa. Einstein
Esta semana, a FastCompany lançou uma projeto interessante, que provocou muitas reflexões: The Influence Project, visando descobrir quem são as pessoas mais influentes do mundo online.

As métricas de influência e interações nas redes estão cada vez intrigando mais os profissionais de comunicação. Uma das palestras mais aclamadas do Social Media Brasil foi a de Marcelo Coutinho, sobre ROI em mídias sociais, que questiona algumas das maneiras que medimos esse retorno atualmente.

Para não repetir o que já foi dito na rede, recomendo dois textos bem interessantes sobre o The Influence Project (via @danielsouza): A diferença entre popularidade e influência em Mídias Sociais, no blog da Talk, e o texto do sempre preciso Brian Solis, uma das maiores referências em Social Media, The Problem With Influence.

Pra mim, o principal erro é que vendemos qualidade e mensuramos quantidade. É só observar estes famosos videocases ganhadores de prêmios mundo afora: mesmo que os projetos tenham foco em interação, conteúdo, relacionamento, os números que nos encantam ainda dizem respeito à quantidade de followers, número de views, quantidade de clicks. Existem algumas coisas que não são mensuráveis, e por vezes são as que realmente importam. E, para este sábado, a melhor maneira de refletir sobre isso é assistir esta palestra de Chip Conley: Medindo o que faz a vida valer a pena.


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comportamento e identidades corporativas nas redes sociais.

sexta-feira | 2 de julho de 2010

Quem está no Twitter e não segue um perfil coorporativo que atire a primeira pedra. É fato: mais cedo ou mais tarde alguma empresa vai te seguir, ou algum follow seu vai dar um RT em uma promoção, ou ainda, começam a falar com você e despertar um mínimo da sua curiosidade. Essa intensa disputa por opinião, carisma e relacionamento tem feito com que cada dia mais as empresas busquem apresentar-se de forma mais dinâmica, por meio das redes sociais.

Em outros tempos, a comunicação para promover uma marca tinha outros rumos. Pensava-se na exposição por meio de impressos, mídias tradicionais, criar slogans e jingles que fixassem na mente do consumidor e muita, muita divulgação. Agora quem dita as regras do jogo é o usuário. É ele quem está livre para falar ou fazer o que quiser com o comentário postado pela organização.

E tem lugar pra todo mundo? Por ter esse grande número de empresas no Twitter a minha precisa estar também? Não vale mais a pena ficar escondido só observando? E se der tudo errado? E se eu não tiver o que falar? Quando surgem estas dúvidas, mostra-se um pouco de evolução pelos administradores. Evolução? Sim, ao menos já se deram conta desta realidade.
Se você ficar olhando tudo do lado de fora pode não ter tantas chances de errar e se queimar, mas também não vai ser lembrado. A consequência disso é que seu concorrente vai ser mais visualizado, confiável e garantir o coração do seu público-alvo só para ele. Vale a pena correr o risco? Se a empresa possuir uma estratégia definida (queremos apenas falar sobre o lançamento X, vamos fazer o canal apenas para promoção, apenas vamos falar sobre as notícias do site...), ter uma organização pontual offline que supra as questões que vão surgir e medir fatores que podem gerar uma crise, não terá grandes problemas.

Um problema que pode surgir é a questão do gerenciamento de conteúdo. Falar apenas sobre a marca e seus interesses e achar que vai conseguir milhões de seguidores e comentários por causa disso é um engano. Quando falamos aqui n’ Ocappuccino sobre planejamento, conhecer seu cliente, entender como ele pensa e vê o mundo, estamos reforçando o que é buscado nas formas genuínas da comunicação, que são super válidas para este contexto. O consumidor tem sede de informação, de novidades então quanto mais perto dele você conseguir chegar melhor vai ser na hora das compras dele.

“Quem deu a dica de vestido azul combinando com a sandália preta foi aquela marca – sim, isso pode passar pela cabeça dele. Não é uma regra, assim como não se sabe quantas pessoas compraram aquele mesmo produto por causa de um outdoor. Mas ao que tudo indica, esta é uma referência que ele vai levar consigo podendo gerar uma futura compra.

O que percebe-se é que existe lugar para todos, e não só no Twitter mas em todas as redes. O mais importante é saber se aquela ação vai atingir as pessoas certas e se a empresa tem condições de continuar uma relação com as que conquistar. Caso contrário é melhor rever os conceitos, afinal, formamos o país que reina as mídias sociais.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Passado: obsolecência ou tendência?

quarta-feira | 30 de junho de 2010

Você é daquelas pessoas que, quando surge uma modinha, logo se adapta ou custa a aceitar certas modificações? Esse assunto foi abordado pela ISTOÉ da semana passada.

Sabemos que surgem aparelhos com novas tecnologias quase que diariamente. Há pouco acompanhamos o lançamento do iPad que vendeu mais de 300 mil unidades nas primeiras 24h, com filas enormes de espera. Depois, o mesmo aconteceu com o iPhone 4, lançado há pouco em alguns países e vendeu, em três dias, cerca de 1,7 milhão de unidades.

Assim como existem pessoas desesperadas por lançamentos, há também aqueles que resistem a isso. Essa turma não é pequena como muitos pensam. Essa mania já está se disseminando. Eles curtem muito mais bater fotos em câmeras de filme do que nas digitais, alguns até dispensam o computador para utilizar a velha máquina de escrever. Os fãs de música preferem ouvir discos de vinil do que CDs ou DVDs e tem ainda os que gravam músicas em fitas de cassete. Bandas inclusive já estão se adaptando à realidade dos apegados ao passado e estão relançando seu repertório nas K7.

Têm outras que voltam mais ainda e estão resgatando os discos de vinil, objeto de fetiche de muitos fãs. O que também colabora com a volta do chamado LP é a crescente desilusão com o som do CD e do MP3. Dizem que o CD tem seu áudio límpido, mas excessivamente magro (e às vezes metálico). Com o vinil, a variação vai de precisa a cheia, dizem os engenheiros de masterização. E se ainda está achando que a venda de vinil é um mercado pequeno, engana-se! Só nos EUA, uma pesquisa da Nielsen Soundscan documentou um crescimento de mais de 100% em 2008, e algo em torno de 40% em 2009. Outro fator que me faz acreditar nesta tendência é que a única fábrica desse tipo de discos da América Latina, a Polysom, reabriu suas portas no começo desse ano, na Baixada Fluminense.

Temos aí mais um mercado de nicho! Mas antes de explorar, primeiro temos que entender o porquê deste movimento ao retrô. Na revista, o professor Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV levanta uma reflexão importante deste comportamento: Nasce uma ‘cultura de resistência’ que resgata mídias que ficaram obsoletas, mas que não perderam a sua poesia. Os adeptos a esse tipo de pensamento alegam que as pessoas estão perdendo a materialidade das coisas, e dão mais valor ao fato de poder tocar e pegar no objeto.

Cultura da resistência! Mas essa cultura faz parte de um modismo cíclico como é a moda que muitas vezes busca tendências no passado? Vivemos numa época em que o cult é apreciado, mas por quê? Também somos uma sociedade da cultura pirata (no sentido de cópia), então este consumo revival faz parte deste copy paste dos norte americanos ou é uma identidade nossa, própria e voltada às origens? É só mais um modismo passageiro (um capricho) de colecionadores ou é uma tendência que pode ser percebida em outra áreas (conhecem o Novo Uno)? Será que já descobrimos tudo e percebemos que éramos felizes e não sabíamos?

E as mídias sociais, com todo este dogma de relacionamento + participação, irão se tornar mídias obsoletas em quanto tempo? Porque com tudo tão efêmero, tão descartável, por quanto tempo você quer seguir, ler ou conversar com a mesma pessoa? Por quanto tempo aquela pessoa ou aquela marca é relevante pra você? Quanto tempo dura uma nova informação hoje? Não dura, ela já nasce com o prazo de validade vencido. E por fim, como devemos trabalhar e nos beneficiar disso tudo, pois certamente se abre um novo mercado, um novo consumo?

Eu não tenho estas respostas. Já nasci nesse mundo em que o tempo não se mede no relógio e sim em bits. Um mundo de obsolescência programada, de invenções a todo instante. Não tenho apego pelo passado, por tecnologias e objetos ultrapassados - às vezes até me esqueço que algum dia já existiu disquete. Sou louca por novas tecnologias e quem me dera poder ter todas elas! Será que estou ficando obsoleta? E você?

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

VamosÀsCompras.com.br.

quinta-feira | 24 de junho de 2010

Sábado passado, dia 19/06, lá estava eu (na foto bem à direita), a colaboradora itinerante d’Ocappuccino, em mais um evento de comunicação também itinerante, o Bate Papo sobre e-commerce. Mesmo debaixo de chuva e com alguns probleminhas aéreos (né @upalupa) resolvidos a tempo.

Praticamente todos os participantes já tinham exercido algum trabalho na área de comércio eletrônico, só eu que ainda não tinha me aventurado na área, mas o que me salvou no dia (risos) é estar cursando Relações Públicas, mesma formação do primeiro palestrante, Bruno Berezaga, Gerente de contas da Dinamize. E foi assim que iniciou nosso bate papo, todos falando sobre sua área de atuação.

E-mail marketing que ainda dá certo
Bruno (na foto abaixo ao meu lado) começou falando sobre as ferramentas utilizadas por empresas que trabalham com o comércio eletrônico. Citou semelhanças e falou da efetividade do panfleto e do e-mail marketing, que por incrível que pareça são soluções simples e que ainda dão resultado. E para ilustrar que não necessariamente se obtém sucesso apenas com ações mirabolantes, o palestrante nos contou sobre a chuva de twix #fail.

O e-mail marketing é responsável pelo maior retorno sob investimento (ROI digital). Mas como garantir este retorno > Regra número 1: enviar mais que uma simples oferta e ofertar conteúdo relevante. Alguns números da agência: 15% de retorno através do tradicional e-mail marketing (média clientes Dinamize); 1,8% de carros Peugeot foram vendidos por e-mail marketing (130 carros em 30 mil disparos); 15% das vendas do varejo são realizadas por e-mail marketing; 73% dos consumidores pesquisados compraram porque receberam e-mail marketing.

Qual o segredo do sucesso do e-mail marketing? #1 Planejamento de comunicação; #2 Criação da base; #3 Criação do e-mail; #4 Envio em massa do e-mail através de uma ferramenta profissional.

Mas #comofaz? O primeiro passo para um e-mail marketing de sucesso é a criação da base de e-mails e o segundo é fazer o cadastro, a partir desta base de e-mails, dos clientes da loja física e virtual. Este cadastro deve ser formado logicamente por pessoas que conheçam seu trabalho. Para os que estão iniciando no comércio eletrônico a dica é fazer ações com a sua própria rede de contatos, presenteando com brindes quem indicar uma quantidade de contatos dos amigos, por exemplo.

+ duas dicas da Dinamize (empresa que o Bruno trabalha) > 1 Título do e-mail com data de expiração aumenta em 39% as taxas de leitura; 2 Geralmente são lidos os 35 primeiros caracteres do assunto do e-mail e eu achava 140 caracteres pouca coisa.

Todas as dicas acima de nada adiantam se a ferramenta utilizada para envio não for profissional. Além de dar mais credibilidade, elas evitarão os spams e serão gerados relatórios para que se possa otimizar o serviço cada vez mais. Utilizando uma ferramenta de qualidade é possível avaliar o público que é destinado o e-mail, a arte mais apropriada, melhor dia e horário de envio, conteúdo do e-mail, assunto, etc. Precisamos entender porque as pessoas não querem mais receber nossos e-mails, e óbvio, ter argumentos para que elas leiam o 36º, 37º, 38º ... caracteres pelo menos. Por isso é necessário também identificar e trabalhar os MEM – Multiplicador de E-mail Marketing, e tratá-los com carinho, buscando o auxílio deles nas ações. Última dica simples que dá muito certo > Programe novas ações baseadas em cliques e visualizações!

Lembrem-se > Nesse mundo virtual do e-mail marketing trabalhamos com 3 públicos: a Quem não quer receber nosso e-mail; b Quem quer receber nosso e-mail (geralmente amigos, familiares e conhecidos); c Quem não se importa de receber nosso e-mail (esse sim é o cliente mais importante e que deve ser trabalhado).

E-commerce e as redes sociais
Foi nesse clima de comércio eletrônico e já pegando a deixa do Bruno que a Lígia Dutra, editora do blog UpaLupa, gestora do e-commerce da NKStore, evangelizadora e representante do byMK (rede social brasileira de moda e estilo), professora da ESPM no curso Passo a passo da inovação no comércio eletrônico (UFA).

Lígia começou perguntando ao público presente o que seria o e-commerce (qualquer transação eletrônica) e a diferença entre o i-commerce, que é vender e realizar todos os processos da venda pela internet. Mas UpaLupa ressalta que a internet, apesar de estar em evidência, é apenas um canal dos muitos que existem mundo afora, até porque existe o contato por telefone e o pessoal. No i-commerce a loja fica aberta 24 por 7 e é necessário agüentar a demanda:

“Abandone o papel, tudo o que puder transformar em bytes, faça! Deixe a parte chata para o computador fazer.
Como usar as redes sociais a favor dos negócios? Deve-se agregar a loja virtual com a física, e não utilizar somente as redes sociais, mas também o impresso, a TV, o móbile, podcast, eventos, os sentidos (multicanal), a experiência e a inovação (idéia que se paga). O consumidor necessita da experiência para sentir a marca. Através da interatividade como acontece na rede social de moda ByMK, em que os usuários se cadastram e podem montar seus looks com roupas de várias marcas e lojas, inclusive com acessórios e planos de fundo personalizados. Mais do que é uma brincadeira, essa rede social é um sucesso entre os usuários, que utilizam como hobby, e as marcas que ficam em evidência no site. A premissa é: dar o poder na mão do público.

O evento teve seguimento com uma dinâmica para revelar o lado criativo de cada participante, onde a partir de um problema eram sugeridas idéias de como empreender através das redes sociais e do comércio eletrônico. O grande objetivo da idealizadora do bate papo é de colaborar com a formação de empreendedores on-line, trabalhando sempre de forma interativa, imparcial, transparente e responsável. E para isso foi aberto um convite ao grupo para que dessem seguimento a este formato de evento aqui em Porto Alegre, o grupo acatou a ideia e realizará a próxima edição no dia 31 de julho, com local e convidados ainda a definir. Mais perto da data avisaremos ;)
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