sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comportamento e identidades corporativas nas redes sociais.

sexta-feira | 2 de julho de 2010

Quem está no Twitter e não segue um perfil coorporativo que atire a primeira pedra. É fato: mais cedo ou mais tarde alguma empresa vai te seguir, ou algum follow seu vai dar um RT em uma promoção, ou ainda, começam a falar com você e despertar um mínimo da sua curiosidade. Essa intensa disputa por opinião, carisma e relacionamento tem feito com que cada dia mais as empresas busquem apresentar-se de forma mais dinâmica, por meio das redes sociais.

Em outros tempos, a comunicação para promover uma marca tinha outros rumos. Pensava-se na exposição por meio de impressos, mídias tradicionais, criar slogans e jingles que fixassem na mente do consumidor e muita, muita divulgação. Agora quem dita as regras do jogo é o usuário. É ele quem está livre para falar ou fazer o que quiser com o comentário postado pela organização.

E tem lugar pra todo mundo? Por ter esse grande número de empresas no Twitter a minha precisa estar também? Não vale mais a pena ficar escondido só observando? E se der tudo errado? E se eu não tiver o que falar? Quando surgem estas dúvidas, mostra-se um pouco de evolução pelos administradores. Evolução? Sim, ao menos já se deram conta desta realidade.
Se você ficar olhando tudo do lado de fora pode não ter tantas chances de errar e se queimar, mas também não vai ser lembrado. A consequência disso é que seu concorrente vai ser mais visualizado, confiável e garantir o coração do seu público-alvo só para ele. Vale a pena correr o risco? Se a empresa possuir uma estratégia definida (queremos apenas falar sobre o lançamento X, vamos fazer o canal apenas para promoção, apenas vamos falar sobre as notícias do site...), ter uma organização pontual offline que supra as questões que vão surgir e medir fatores que podem gerar uma crise, não terá grandes problemas.

Um problema que pode surgir é a questão do gerenciamento de conteúdo. Falar apenas sobre a marca e seus interesses e achar que vai conseguir milhões de seguidores e comentários por causa disso é um engano. Quando falamos aqui n’ Ocappuccino sobre planejamento, conhecer seu cliente, entender como ele pensa e vê o mundo, estamos reforçando o que é buscado nas formas genuínas da comunicação, que são super válidas para este contexto. O consumidor tem sede de informação, de novidades então quanto mais perto dele você conseguir chegar melhor vai ser na hora das compras dele.

Quem deu a dica de vestido azul combinando com a sandália preta foi aquela marca – sim, isso pode passar pela cabeça dele. Não é uma regra, assim como não se sabe quantas pessoas compraram aquele mesmo produto por causa de um outdoor. Mas ao que tudo indica, esta é uma referência que ele vai levar consigo podendo gerar uma futura compra.

O que percebe-se é que existe lugar para todos, e não só no Twitter mas em todas as redes. O mais importante é saber se aquela ação vai atingir as pessoas certas e se a empresa tem condições de continuar uma relação com as que conquistar. Caso contrário é melhor rever os conceitos, afinal, formamos o país que reina as mídias sociais.

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8 comentários:

_dani 2 de julho de 2010 15:57  
Este comentário foi removido pelo autor.
_dani 2 de julho de 2010 15:57  
Este comentário foi removido pelo autor.
_dani 2 de julho de 2010 15:59  

Legal o post, mas faltou responder a essa pergunta: "Por ter esse grande número de empresas no Twitter a minha precisa estar também?".
Da forma como as pessoas que estudam as redes sociais falam, parece que todas as empresas precisam estar no twitter. Mas é sempre bom lembrar que precisa estar no twitter a empresa cujo público-alvo está na rede, e depende também de qual o propósito que o levou até lá.
Para muitos usuários a rede ainda é um mistério, eles estão apenas descobrindo, observando o que os outros dizem, nesse caso pode até surtir algum efeito uma ação. Mas para muitos a diversão (pelo que posso observar) é falar com amigos e colocar temas no TT's.
(...)

Diego Galofero 2 de julho de 2010 19:33  

Realmente Fernanda, belo texto.

O lugar vai ficar "lotado" cada vez mais, só que nada substitui o conteúdo.

Conteúdo é o diferencial.

Parabéns pelo texto

Diego Galofero 2 de julho de 2010 19:34  

Ah tinha esquecido quando tiver um tempo visite: http://versatilrp.wordpress.com

Estamos aí para colaborar

Fernanda Fabian 2 de julho de 2010 20:54  

Oi Dani, com certeza a empresa deve analisar muito bem se seu público-alvo está em determinada rede. Mas o que posso te afirmar é o que as várias pesquisas tem mostrado: um Brasil muito a frente na utilização das redes. Muitas pessoas só acessam a internet para ver o orkut ou twitter. Isto já é um fato.
E não há discriminação nem quanto ao porte da empresa. Uma padaria de um bairro(que normalmente não costumam ser grande porte) nos EUA - isso já faz alguns anos - inovou ao seguir, e ser seguido, pelos moradores locais e avisando sempre que tinha pão saindo do forno. Inovação? Criatividade? Ousadia? Talvez para os três. Mas o fato é que fizeram algo que até então ninguém tinha feito. As pessoas passaram a ir mais até o estabelecimento e faziam questão de falar que viram no Twitter a mensagem. Não existe nada que impeça as organizações daqui de fazer algo tão ou mais ousado.
Muitos acessam sim pela informação, e é aí que existe um grande potencial, você sabendo o que o seu consumidor gosta e quer facilita metade do caminho pra vc conquistar a mente dele.
Acho que são muitas as questões para serem pensadas, mas todas as considerações são pertinentes. Não existe o certo ou errado, existe o que é ideal para cada empresa ;)

Aline Bohn 4 de julho de 2010 22:17  

Muito legal e real o post.
Poderíamos exemplicar o que tu escrevestes com vários perfis de marcas que aderiram ao uso da redes. Muitas delas conseguem atingir o público-alvo e inclusive passar outro conceito de marca.

beijo :)

http://www.mixofmonsters.blogspot.com/

Fernanda Rabaglio 24 de março de 2011 09:00  

Concordo! Vejo que estar nas redes sociais significa estar ativo no mundo. É uma mídia barata que se tornou necessária, mas exige cuidado e atenção para com o usuário.

Vemos várias empresas que criam o perfil e não publicam conteúdo, algumas chegam a abandonar a conta causando uma impressão negativa à marca. E nestes casos, penso ser melhor não entrar e observar de fora do que impactar negativamente.

Mas uma ação pensada, desenvolvida por um profissional da área que forme um mix de promoção, divulgação da marca/produto e carisma com os seguidores gera sim um resultado incrível, afinal, não é por acaso que, por exemplo, a Ford já direciona mais de 25% da sua publicidade em Social Networking.

Parabéns pelo Blog e pelo post!

Fernanda Rabaglio
blog.fernandarabaglio.com.br
@FeRabaglio

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