terça-feira, 27 de julho de 2010

Escrevia n'Ocappuccino antes dele ser um blog. > #historiasrp

quarta-feira | 28 de julho de 2010

Minha história com o Ocappuccino já é de longa data, para falar a verdade, quando ele ainda não era um blog.

Sim, meus caros leitores, Ocappucino começou como uma revista, produzida pelos alunos das disciplinas Redação em Relações Públicas III e IV da UFRGS. E eu estava lá, ajudando, inclusive, a criar o nome.

A História do Ocappuccino

Tudo começou quando a professora da disciplina de Redação em RP III, na qual eu estava cursando, entrou na sala de aula e disse que uma das tarefas daquele semestre seria ajudar a criar uma revista de Relações Públicas em parceria com a turma de Redação em RP IV.

Começamos com um brainstorm para elegermos um nome. (Imaginem 25 estudantes de Comunicação, aproximadamente, falando sem parar para tentar colocar nome numa revista! Jeeesus!) E, após muitas sugestões – algumas loucas outras nem tanto – saiu a palavra Cappuccino. Para quem ainda não entendeu a moral do nome: ele satiriza a antiga e distorcida imagem do estagiário e profissional de RP, que, numa percepção errada e ignorante só sabia fazer festas, encher balão e servir cafezinho.

Após a escolha do nome, passamos algumas aulas planejando a pauta e produzindo os primeiros textos. Como a verba para a impressão era curta, a tiragem foi pequena (1.000 exemplares, se não me engano) e as edições acabaram super rápido. Apesar disso, conseguimos enviar algumas para outras faculdades de Comunicação no RS.

No semestre seguinte (2007/2) ainda participei da 2ª edição, agora com mais foco na produção das matérias. A que ajudei a produzir falava sobre relações públicas em hospitais (Hoje, trabalho no setor de Marketing de um hospital. Será coincidência ou destino?).

A Minha História

A minha identificação com relações públicas começou no colégio, quando tomava a frente de algumas ações, ajudava o Grêmio Estudantil a entrar nas salas de aula para transmitir recados, passar a urna para as votações, explicar como funcionava as gincanas e por aí vai. Depois entrei na universidade e, em seguida, uma controvérsia: a crise por não saber se esta era a profissão certa para mim, a decepção com algumas disciplinas, a satisfação com outras, ...

Relações públicas faz parte daquele conjunto de profissões que se escolhe por afinidade, porque você sabe – ou intui – que tenha a ver com a sua personalidade e com as suas características e habilidades naturais. Assim como arquivologista, bibliotecário, cientista atuarial, engenheiro de produção (e lá vão outras tantas denominações que a maioria das pessoas não sabe ao certo o que o profissional faz), o RP passa toda a faculdade explicando para muitas pessoas – inclusive para os próprios pais – o que faz. E ainda por cima, depois de se graduar ainda encontra pessoas sem formação na área se dizendo RPs. Um absurdo!

Você já ouviu uma criança dizer que quando crescer quer ser RP? Ou então, algum pai dizer: quando este menino (a) crescer (pausa para suspiro) vai ser um relações públicas? Bem, eu nunca vi isto. E confesso que só fui entender a importância de um RP após cursar os primeiros semestres da faculdade, porque também tinha as minhas dúvidas quanto os devidas funções desta profissão. Só após o terceiro semestre e um estágio decidi que realmente queria ser relações públicas.

Nenhum cappuccino foge da era digital

O ambiente da faculdade proporciona muita troca de informações, e isto ajuda a gente a se atualizar. Com o fim da graduação, sentia falta disso e muita necessidade de compartilhar tudo o que eu lia e escutava sobre Comunicação, Marketing, novas tecnologias etc. Como sempre gostei de escrever, decidi criar o blog Comunicação e Tendências para dar continuidade a esta troca de informações.

Um belo dia, quando abri meus e-mails, me deparei com uma newsletter chamada Expresso, a news do blog . Era uma outra versão da antiga revista, mais moderna e adaptada para o meio digital e com outro visual. Foi aí que voltei a ter contato com Ocappuccino, e comecei a acompanhar os posts e a comentá-los. Até que recebi o convite do Mateus para ser colaboradora do blog. Nem preciso dizer que fiquei super feliz, pois voltei a escrever no veículo com nome de café que ajudei a criar - agora com uma tiragem muuuuiiito maior, e, graças à Internet, sem depender de orçamentos, só da criatividade dos colaboradores. Valeu, Mateus! Valeu leitores! Valeu colegas do blog!
_ _ _









* * * Este texto faz parte da #historiasrp.

4 comentários:

Rodrigo Cogo 28 de julho de 2010 00:23  

Oi Maria Alana, seu post me fez fazer uma viagem no tempo... talvez pela suscetibilidade do horário, nas madrugadas por vezes somos ou ficamos mais sensíveis...

Não fazia ideia da origem de O Cappuccino numa versão impressa como trabalho acadêmico. Muito interessante, e traz ainda mais legitimidade do ponto-de-vista da crença efetiva, desde suas origens, na produção colaborativa, que é minha grande bandeira de incentivo e homenagem nesta ação do #historiasrp .

A viagem no tempo que referi acima foi da minha própria escolha sobre ser relações públicas, os meus enfrentamentos com o desconhecimento da profissão, os preconceitos vindos dos "colegas" de Publicidade e de Jornalismo, as coincidências de temas tratados no mundo universitário com as oportunidades de mercado surgidas depois (como no seu caso com o hospital, também tive esta coisa de perguntar - será que é o "destino"...?).

Mas estes meus pensamentos todos ficam pra outro dia. O que vale aqui é agradecer sua participação, dar os parabéns por fazer parte desta equipe e agora torcer pelo melhor resultado de avaliação de vocês na hora de decidir sobre o livro que o Mundo-RP está dando. Abraço.

Alexandre 28 de julho de 2010 10:01  

Maria Alana,

Parabéns pelo texto e pela história.
Histórias assim nos fazem ter certeza que o futuro será brilhante. Boa sorte e sucesso sempre.

Maria Alana 28 de julho de 2010 14:26  

Gente,
só o fato de escrever já é um prazer para mim. E poder escrever sobre Comunicação trocando conhecimentos com os leitores em veículos como o OCappuccino, nem se fala.

Rodrigo,
acho que enfrentar preconceitos e falta de entendimento por parte de outras pessoas (e, inacreditavelmente, por parte de colegas da Comunicação) não é nada agradável, mas, de certa forma nos incentiva a refletirmos se escolhemos nossa profissão por vocação e amor ou somente por status ou conveniência, já que isso faz com que tenhamos de ser mais persistentes e persuasivos naquilo que fazemos.

Alexandre,
obrigada pelo seu comentário. Com certeza o futuro dos profissionais que atuam com paixão, que fazem as coisas de boa vontade e entusiasmo tende a ser muito bom. Sucesso para ti também!

Abraços a todos!!! ;-)

Anônimo 21 de setembro de 2010 08:41  

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