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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Neuromarketing na Política é ético?

quarta-feira | 20 de outubro de 2010

Nas agências, a realidade é que publicitários e marketeiros quebrem a cabeça para fazer campanhas cada vez mais atraentes, que atinjam os objetivos do cliente: atrair, convencer, vender e fidelizar cada vez mais. Certo? Mas, e se esse processo ficasse mais curto e fácil? Se ao invés de estudar, estudar e estudar o comportamento do consumidor bastasse utilizar ondas de ressonância magnética para saber qual direcionamento dar às ações de Marketing?

VOCÊ DIZ SIM, MAS SEU CÉREBRO "DIZ" NÃO

De acordo com uma entrevista veiculada no blog do Estadão, pesquisas e estudos revelaram que:

  1. peças publicitárias que utilizam apelo não chamam a atenção das áreas do cérebro responsáveis pela decisão de compra, como a da memória e a de tomada de decisão;
  2. consumidores expostos ao símbolo da sua marca preferida apresentam a mesma atividade cerebral de pessoas muito religiosas frente ao símbolo de sua religião;
  3. Pepsi e Coca-Cola são iguais.
No Brasil, algumas empresas chegam a investir R$ 7 milhões em pesquisas sobre Neuromarketing, o que já indica uma tendência que daqui a pouco tempo também poderá fazer parte das estratégias de campanhas políticas em nosso país. Mas, ter acesso a informações que nem você, teoricamente, sabe, é ético? Investigar o que seu subconsciente pensa é invasão de privacidade?

Como já vimos no post anterior, a técnica do Neuromarketing utiliza ressonância magnética para identificar as áreas do cérebro que são estimuladas quando a pessoa em teste for exposta a determinadas imagens, sons, cheiros e situações, identificando o que ela realmente sente, e não o que acha ou diz que sente. Com certeza, esta técnica nos leva a entender melhor o comportamento do consumidor. E, no caso da política, do eleitor.

NEUROMARKETING É ÉTICO?

A técnica facilita, e muito, o entendimento do comportamento do consumidor, mas também pode causar prejuízos para as nossas decisões. Imagine, por exemplo, que campanhas políticas mais atraentes e difíceis de não se deixar envolver podem ser uma realidade muito próxima dos brasileiros. No futuro, elas poderão influenciar fortemente na escolha de candidatos e mudar o rumo de uma eleição.

Hoje, utilizar Neuromarketing é praticamente inviável financeiramente para a maioria das empresas e políticos, por causa do elevadíssimo custo. Mas, assim como todas as tecnologias, ela tende a ter o preço reduzido após alguns anos no mercado, tendo seu acesso ampliado, e podendo tornar-se comum em diversos segmentos, inclusive na política. A questão ética envolve, no entanto, muito mais do que uma suposta invasão do subconsciente. Envolve mudanças no comportamento das pessoas, que poderão gerar aumento nas vendas de produtos como cigarros, por exemplo.

Para evitar que consumidores e eleitores sejam expostos a propagandas feitas com base nesse tipo de estudo sem estarem bem informados, a World Business Academy solicitou ao Congresso norte-americano a investigação do uso comercial e político do Neuromarketing para que o público tenha conhecimento de quem o utiliza (lembrando que nos Estados Unidos esta técnica é utilizada há mais tempo do que no Brasil). Tomara que antes das atividades neurais brasileiras serem mapeadas algum órgão de regulamentação da propaganda também tome uma atitude assim.



Para entender mais esta polêmica, veja a campanha Stop Neuromarketing, World Business Academy.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PORRA, web 2.0!

quinta-feira | 09 de setembro de 2010

Sem ofensas, sem grosserias – pelo menos no título do post. Depois de ler Porra S.A da @marionstrecker para a Folha de São Paulo, não tive como não passar dias pensando no assunto... Porra virou brincadeira, manifesto, mania. Virou usual, sem papas na língua ou no teclado. A nova forma de manifestar opiniões sobre pessoas, empresas e marcas na internet chama atenção pelo jeito rude de ser. Como lembra Marion:

“sempre há um estopim para a explosão de um consumidor. Quando alguém reclama de um produto, o problema pode estar na concepção, na fabricação, na propaganda, na embalagem, no manual, na loja, no meio de cobrança, no sistema de distribuição, no atendimento pós-venda, na assistência técnica ou em outra etapa que permeie o relacionamento do cliente com a marca...
E o fato é que, como sabemos, comunicação não muda o produto! Mas pare para pensar: se as marcas estão ali, presentes e ativas na mídias sociais, é porque, entre outras coisas, querem (por bem ou mal) ouvir o que temos a dizer. Nosso desabafo pode ser a brecha para o jogo da comunicação, mas é preciso lembrar que, na internet, uma reclamação pode ganhar vida eterna. É neste momento que diferenciamos as reclamações (ou clientes) em dois grandes grupos: 1. os que reclamam para exercer os seus direitos e encontrar soluções – abertos ao diálogo - e 2. os que reclamam pelo simples fato de reclamar e fazer auê – não estão abertos e não querem nem saber de conversa.

As marcas devem descobrir quando, onde e como interferir, mas também precisamos repensar nosso papel como consumidores na próxima vez que formos reclamar – estamos realmente procurando soluções e respostas? Estamos abertos para o diálogo com as empresas e marcas? O fato para mim é que, quem não se importa, não escreve – é a famosa indiferença - mas se queremos diálogo, vamos propor conversa, se queremos esclarecimentos, vamos deixar as dúvidas claras, se queremos risadas, vamos fazer gozação. E vamos procurar os melhores meio/canais para isso, né?
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O que os fenômenos da internet podem ensinar a nós comunicólogos?

quinta-feira | 12 de agosto de 2010

Eles são engraçados, muitas vezes bregas e até de gosto duvidoso, mas caem nas graças da audiência cada vez mais interativa. Será que os fenômenos da internet tem algo a nos ensinar?

Em tempos de comunicação participativa, algo realmente chama a atenção: Enquanto vemos empresas lutando na selva digital para conquistar a fidelidade de seus consumidores cada vez mais conectados, vemos por outro lado os populares fenômenos da internet, que se tornam populares, se reinventam a cada moda e viralizam do jeito que qualquer marca gostaria.

Aposto que você já ouviu falar da Ximbica, da Stefhany e seu Crossfox, do Valmir e Josy com seus clipes performáticos, ou da diva made in México Leona, a assassina vingativa. Você pode até não gostar deles, mas não contestar sua fama no ambiente online.

Todos estes fenômenos conquistaram milhões de fãs que debatem, mandam mensagens, cantam as músicas e os tiram do mundo digital, os levando para televisões, boates, jornais se tornando presente no dia a dia de seus consumidores. O sonho de consumo de qualquer marca e, por isso, afirmo temos muito o que aprender com eles.

Lógico que não estou sugerindo realizar nenhuma produção caseira cheia de signos ocultos, piadas constrangedoras, ou sátiras de clipes famosos para as empresas que nos contratam, o caminho também não é este! Mas esses fenômenos nos apresentam as mais reveladoras das verdades sobre o mundo digital – Internet é feita por pessoas, que vêem na rede a oportunidade de divulgar e propagar todo o conteúdo produzido por elas, seja ele bruto ou não

Por isso, ao invés de pensarmos em campanhas que imponham o nosso produto ao consumidor, ou que o obriguem a falar bem da causa que defendemos para ganhar algo ou ter acesso a alguma coisa, porque não pensarmos em estimulá-los a interagirem com o nosso produto?

Já se foi à época onde o consumidor era passivo e esperava sentadinho pelo conteúdo elaborado para atingi-lo e mais um milhão de pessoas. Hoje ele quer participar, quer ter o controle, quer mais do que receber uma mensagem, quer ser a mensagem e ainda escolher que tipo de comunicação irá receber, quando isso irá acontecer e para quem irá repassar. Você agora tem noção do tamanho do desafio?

Então, a primeira regra para quem quer se aventurar no mundo digital é que você terá que compartilhar o comando com os seus consumidores, ouvi-los, interagir com eles e mais do que isso, estimulá-los a serem a mensagem, a conversarem com sua marca, a trocarem, a alimentarem esse organismo vivo que será o seu branding.

Por isso, esqueça as fórmulas prontas e as estratégias engessadas e pense em modelo dinâmicos, ágeis, que coloquem o usuário no comando, que lhe dê a possibilidade de consumir, de compreender, de interagir e de compartilhar. E o mais importante: Lhe proporcione uma experiência, estimule o mesmo a ser a mensagem e aí você formará uma base que debaterá seu produto, sua missão, e compreenderá seu produto e é isso no final das contas que fará você vencer nessa selva digital.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ode às redes sociais. Uma convocação para cortar os fios e viver.

quarta-feira | 11 de agosto de 2010

Em uma recente palestra que assisti sobre Tendência e Novas Mídias com executivo de negócios Humberto Matsuda os dados apresentados que mais me impressionaram sobre a internet referem-se a métricas de velocidade e ao volume de informações produzidas diariamente. De acordo com Matsuda são enviados todos os dias cerca de 210 bilhões de e-mails em todo mundo, assim como 5 milhões de twetts, 900 mil postagens em blogs, uma movimentação superior a 43 milhões de gigabytes nos mobile phones, sem falar no volume do Facebook, Flickr, Orkut, Messenger entre outros. Ufa!

O grande questionamento a quem visualiza esses números é: há possibilidade de acompanhar todas essas informações, se manter atualizado na velocidade que o mercado exige e como se comportar frente a tantas inovações? É preciso estar consciente de que dentre todos estes números, os assuntos abordados são diversos, o que permite ao internauta segmentar as informações e adquirir somente o que lhe for interessante ou necessário, mas mesmo assim o volume de conteúdo disponível é muito maior do que o cruzamento capacidade humana de assimilação das informações x tempo para assimilação.

Na rede podemos identificar diversos tipos de internautas, desde o que produz conteúdo até o que só busca entretenimento, existem os que lançam tendências, os que querem informação, os que repassam informações e os que se relacionam em rede. São diversos os usos que podem - e devem - ocorrer simultaneamente, mas o caminho converge sempre para a tecnologia da interatividade e é ela então que confunde os internautas passivos, os que pensam estar modificando a rede, os que produzem informações diferenciadas e a maioria que segue a maré de qualquer inovação/informação/novidade/tendência ou qualquer hypezinho que aparece.

De acordo com Fábio Lima, autoridade em convergência de mídias e professor da FGV, a tecnologia é alterada devido a nossa forma de consumo, isso significa que quanto mais demanda por novas tecnologias, mais produtos, redes, aplicativos e interações serão criados. Mas qual o perfil esperado para o internauta e o comportamento dele no meio disso tudo? O que está sendo feito com tudo isso, com tantas tecnologias, inovações, redes, relações, produtos, aplicativos...?

Silvio Meira em entrevista ao site Nós da Comunicação falou:

“Mandar e-mail, entrar em um site, criar uma conta, participar de uma rede social, fazer upload de um vídeo não serão diferencial competitivo. O diferencial será entender que a internet é um ambiente de inovação, em cima do qual podemos construir.
Quem monitora no twitter tags como redes sociais ou mídias socias percebe que a cada mais e mais pessoas tem este mesmo questionamento. Viram, não estou sozinho :D Podem achar que fico mais feliz por isso, mas não fico. Fico até triste, porque dá para perceber que a imagem do Homer Simpson em frente à televisão já está sendo absorvida pelos milhões e milhões de usuários, seres dumbs sem capacidade de assimilação e com um quê de passividade. Sabe aquela frase: rir é bom, mas rir de tudo é idiotice? Ah, estou me incluindo entre estes seres, ok?

E agora? Como equilibrar a equação da capacidade humana de assimilação das informações mais filtro mais interesse dividido pelo tempo mais outras atividades? Como devemos usar as novas redes para que não sejamos usados? Não será hora de repensar tudo isso?

Eu tenho uma infinidade de dúvidas. E você?
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Meninos do Twitter: vale a pena defendê-los?

segunda-feira | 09 de agosto de 2010

A grande maioria das pessoas já ficou sabendo da polêmica envolvendo os jogadores de futebol do Santos e alguns torcedores usuários do microblog Twitter durante uma sessão de uso da Twitcam, na noite de 1º de agosto, após a vitória do time sobre o Grêmio Prudente pelo Campeonato Brasileiro.

Neste diálogo, vários reservas do time, como o goleiro Felipe, o atacante Madson e os meias Zezinho e Zé Eduardo, causaram confusão respondendo de forma áspera e infeliz a vários comentários de seguidores e até mesmo ao colega de time Robinho, poupado e presente em Santos para a final da Copa do Brasil, que, corretamente, pedia a interrupção da gravação do chat, prevendo a repercussão negativa daquelas declarações.

Repercussão que não demorou muito a aparecer. Os vídeos da conversa foram assistidos por milhares de pessoas no Youtube, com vários comentários desfavoráveis às atitudes dos jogadores. Os grandes portais esportivos do Brasil deram destaque ao fato e vários cronistas futebolísticos reprovaram a atitude dos Meninos da Vila em seus blogs e perfis no Twitter, como os jornalistas Fernando Vanucci e Datena e o craque Neto. Até quem não é cronista deu o seu pitaco, como o apresentador do CQC (Band) Marcelo Tas, muito atuante nas mídias sociais.

Porém, teve um jornalista, no Globo Esporte da terça-feira (dia 3), que defendeu os jogadores do Santos, dizendo que as declarações eram brincadeiras e explicitando a tese da vinda dos trolls, pessoas que poluem os grupos de discussão com ataques pessoais, mensagens sem conteúdo e opiniões (quase sempre negativas) que pouco acrescentam ao tema discutido, para atrapalhar a conversa corrente. Por sinal, um profissional conhecido pelo uso corrente do Twitter e por sua atuação durante a Central da Copa, programa global existente durante a Copa do Mundo: Tiago Leifert. A defesa do apresentador da edição paulista do Globo Esporte pode ser vista neste vídeo.

Numa parte desta reportagem de cinco minutos, Tiago defende o goleiro Felipe que, ao ser chamado de mão de alface por um internauta, solta esta infeliz declaração: Aí fera, o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês. Na reportagem, o jornalista diz: Ninguém parece muito preocupado, mas o Felipe tava sendo provocado e reagiu. O que que tem de errado nisso? Por que que a gente pode xingar, falar o que quiser e ele não pode reagir? O certo era ter ignorado, tudo bem, mas foi ação e reação: Felipe se sentiu ofendido, ofendeu de volta. E se explicou ontem no aeroporto.

E desde quando uma pessoa pública ofender de volta, e com palavras muito mesquinhas, a pessoa que a criticou é correto? Pode-se ter, como exemplo, a jornalista Sonia Abrão (RedeTV!) que, ao ser perguntada sobre o conteúdo de seu programa, respondeu grosseiramente ao perfil e foi imediatamente criticada por perfis influentes do Twitter.

Em outra parte do vídeo, para defender o meia Zé Eduardo que, ao ser interpelado por Robinho sobre a confusão que o vídeo iria causar pelo nervosismo dos jogadores, disse mais uma frase polêmica: Pedalada (apelido de Robinho), segura, sabe porque, segura, depois do seu último jogo aqui no Santos ninguém vai sentir a sua falta, ninguém vai sentir a sua falta aqui no Santos, Tiago utilizou a seguinte frase: Aí disseram que o Zé tava brigando com o Robinho. Primeiro, se a gente não sabe o que o Robinho tava dizendo do outro lado da linha, como é que alguém pode cravar que o Zé Eduardo tava falando sério? Segundo, de tudo o que vocês viram do Zé Eduardo até hoje, quantas vezes o Zé falou sério sobre alguma coisa?

Será que isso é justificativa para uma declaração tão direta do meia? Um exemplo ocorreu em outro caso famoso do Twitter com o apresentador esportivo Fernando Vanucci, da RedeTV!, que declarou seu afastamento do programa Bola na Rede por razões pessoais, disparando: Muita trairagem, vocês devem saber de quem e Quero estar junto de pessoas inteligentes, ao responder um seguidor. Os desabafos são importantes na vida de uma pessoa, mas devem ser feitos em particular (como, antigamente, os diários pessoais – vulgo agendinhas – eram predominantes).

No fim da reportagem, Leifert declara que o que ficou do acontecido foi NADA. Isto mesmo, NADA. Tanto ficou NADA que a diretoria do Santos deu uma grande bronca didática e uma puxada de orelhas , segundo o coordenador de comunicação do Santos. Além disso, houve mais uma sessão da Twitcam no perfil oficial do clube no microblog para que os jogadores pudessem se explicar.

Ah, a diretoria, por meio do diretor de futebol - Pedro Nunes Conceição - também declarou que iria lançar uma cartilha:

“ Já estamos criando regras para a utilização da internet no sentido de discipliná-la. Afinal, é a imagem do clube em jogo. Vamos discutir isso com o elenco em breve. O uso da internet não será proibido nas concentrações, mas vamos limitar quando estiverem em atividades ligadas ao nome do clube, seja treinando, descansando ou concentrados.
Com os fatos apresentados, pode-se ver que a parcialidade do apresentador do programa foi posta em rede estadual (e depois, pela Internet, em rede mundial) e vários comentários surgiram, criticando a forma com que o assunto foi tratado por Tiago e pela Rede Globo, até mesmo na própria comunidade do Orkut dedicada a ele.

O que faltou aos jogadores do Santos, e também ao jornalista global, foi equilíbrio e consciência do que fala e faz na televisão e na Internet. Como o próprio Datena disse em seu Twitter, eles têm que ter a noção de que quando você fala algo na Internet, é como se estivesse dando uma coletiva!. Ou seja, tudo o que se fala na Internet pode ser acessado no mundo inteiro. E aí fica a importância do profissional de Relações Públicas para poder gerenciar as informações dadas pelas empresas, celebridades e pela própria imprensa e, quando se precisa, resolver as crises provenientes dos deslizes destes segmentos.

Aiai. É a Geração Y entrando em campo. A pergunta que fica é: o que fazer com esses meninos nas empresas e agora também nos gramados? Uma cartilha resolve o problema da Geração Y?
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comportamento e identidades corporativas nas redes sociais.

sexta-feira | 2 de julho de 2010

Quem está no Twitter e não segue um perfil coorporativo que atire a primeira pedra. É fato: mais cedo ou mais tarde alguma empresa vai te seguir, ou algum follow seu vai dar um RT em uma promoção, ou ainda, começam a falar com você e despertar um mínimo da sua curiosidade. Essa intensa disputa por opinião, carisma e relacionamento tem feito com que cada dia mais as empresas busquem apresentar-se de forma mais dinâmica, por meio das redes sociais.

Em outros tempos, a comunicação para promover uma marca tinha outros rumos. Pensava-se na exposição por meio de impressos, mídias tradicionais, criar slogans e jingles que fixassem na mente do consumidor e muita, muita divulgação. Agora quem dita as regras do jogo é o usuário. É ele quem está livre para falar ou fazer o que quiser com o comentário postado pela organização.

E tem lugar pra todo mundo? Por ter esse grande número de empresas no Twitter a minha precisa estar também? Não vale mais a pena ficar escondido só observando? E se der tudo errado? E se eu não tiver o que falar? Quando surgem estas dúvidas, mostra-se um pouco de evolução pelos administradores. Evolução? Sim, ao menos já se deram conta desta realidade.
Se você ficar olhando tudo do lado de fora pode não ter tantas chances de errar e se queimar, mas também não vai ser lembrado. A consequência disso é que seu concorrente vai ser mais visualizado, confiável e garantir o coração do seu público-alvo só para ele. Vale a pena correr o risco? Se a empresa possuir uma estratégia definida (queremos apenas falar sobre o lançamento X, vamos fazer o canal apenas para promoção, apenas vamos falar sobre as notícias do site...), ter uma organização pontual offline que supra as questões que vão surgir e medir fatores que podem gerar uma crise, não terá grandes problemas.

Um problema que pode surgir é a questão do gerenciamento de conteúdo. Falar apenas sobre a marca e seus interesses e achar que vai conseguir milhões de seguidores e comentários por causa disso é um engano. Quando falamos aqui n’ Ocappuccino sobre planejamento, conhecer seu cliente, entender como ele pensa e vê o mundo, estamos reforçando o que é buscado nas formas genuínas da comunicação, que são super válidas para este contexto. O consumidor tem sede de informação, de novidades então quanto mais perto dele você conseguir chegar melhor vai ser na hora das compras dele.

“Quem deu a dica de vestido azul combinando com a sandália preta foi aquela marca – sim, isso pode passar pela cabeça dele. Não é uma regra, assim como não se sabe quantas pessoas compraram aquele mesmo produto por causa de um outdoor. Mas ao que tudo indica, esta é uma referência que ele vai levar consigo podendo gerar uma futura compra.

O que percebe-se é que existe lugar para todos, e não só no Twitter mas em todas as redes. O mais importante é saber se aquela ação vai atingir as pessoas certas e se a empresa tem condições de continuar uma relação com as que conquistar. Caso contrário é melhor rever os conceitos, afinal, formamos o país que reina as mídias sociais.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Passado: obsolecência ou tendência?

quarta-feira | 30 de junho de 2010

Você é daquelas pessoas que, quando surge uma modinha, logo se adapta ou custa a aceitar certas modificações? Esse assunto foi abordado pela ISTOÉ da semana passada.

Sabemos que surgem aparelhos com novas tecnologias quase que diariamente. Há pouco acompanhamos o lançamento do iPad que vendeu mais de 300 mil unidades nas primeiras 24h, com filas enormes de espera. Depois, o mesmo aconteceu com o iPhone 4, lançado há pouco em alguns países e vendeu, em três dias, cerca de 1,7 milhão de unidades.

Assim como existem pessoas desesperadas por lançamentos, há também aqueles que resistem a isso. Essa turma não é pequena como muitos pensam. Essa mania já está se disseminando. Eles curtem muito mais bater fotos em câmeras de filme do que nas digitais, alguns até dispensam o computador para utilizar a velha máquina de escrever. Os fãs de música preferem ouvir discos de vinil do que CDs ou DVDs e tem ainda os que gravam músicas em fitas de cassete. Bandas inclusive já estão se adaptando à realidade dos apegados ao passado e estão relançando seu repertório nas K7.

Têm outras que voltam mais ainda e estão resgatando os discos de vinil, objeto de fetiche de muitos fãs. O que também colabora com a volta do chamado LP é a crescente desilusão com o som do CD e do MP3. Dizem que o CD tem seu áudio límpido, mas excessivamente magro (e às vezes metálico). Com o vinil, a variação vai de precisa a cheia, dizem os engenheiros de masterização. E se ainda está achando que a venda de vinil é um mercado pequeno, engana-se! Só nos EUA, uma pesquisa da Nielsen Soundscan documentou um crescimento de mais de 100% em 2008, e algo em torno de 40% em 2009. Outro fator que me faz acreditar nesta tendência é que a única fábrica desse tipo de discos da América Latina, a Polysom, reabriu suas portas no começo desse ano, na Baixada Fluminense.

Temos aí mais um mercado de nicho! Mas antes de explorar, primeiro temos que entender o porquê deste movimento ao retrô. Na revista, o professor Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV levanta uma reflexão importante deste comportamento: Nasce uma ‘cultura de resistência’ que resgata mídias que ficaram obsoletas, mas que não perderam a sua poesia. Os adeptos a esse tipo de pensamento alegam que as pessoas estão perdendo a materialidade das coisas, e dão mais valor ao fato de poder tocar e pegar no objeto.

Cultura da resistência! Mas essa cultura faz parte de um modismo cíclico como é a moda que muitas vezes busca tendências no passado? Vivemos numa época em que o cult é apreciado, mas por quê? Também somos uma sociedade da cultura pirata (no sentido de cópia), então este consumo revival faz parte deste copy paste dos norte americanos ou é uma identidade nossa, própria e voltada às origens? É só mais um modismo passageiro (um capricho) de colecionadores ou é uma tendência que pode ser percebida em outra áreas (conhecem o Novo Uno)? Será que já descobrimos tudo e percebemos que éramos felizes e não sabíamos?

E as mídias sociais, com todo este dogma de relacionamento + participação, irão se tornar mídias obsoletas em quanto tempo? Porque com tudo tão efêmero, tão descartável, por quanto tempo você quer seguir, ler ou conversar com a mesma pessoa? Por quanto tempo aquela pessoa ou aquela marca é relevante pra você? Quanto tempo dura uma nova informação hoje? Não dura, ela já nasce com o prazo de validade vencido. E por fim, como devemos trabalhar e nos beneficiar disso tudo, pois certamente se abre um novo mercado, um novo consumo?

Eu não tenho estas respostas. Já nasci nesse mundo em que o tempo não se mede no relógio e sim em bits. Um mundo de obsolescência programada, de invenções a todo instante. Não tenho apego pelo passado, por tecnologias e objetos ultrapassados - às vezes até me esqueço que algum dia já existiu disquete. Sou louca por novas tecnologias e quem me dera poder ter todas elas! Será que estou ficando obsoleta? E você?

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sábado, 19 de junho de 2010

Cala Boca Galvão faz a Globo se virar nos 30”.

sábado | 19 de junho de 2010

Título infame esse acima, mas ele exemplifica bem o episódio ocorrido com a emissora na última semana. Uma piada velha afinal quem nunca falou mal do Galvão Bueno que atire a primeira pedra, ou deixe o primeiro comentário , mas que tomou proporções internacionais na semana que passou, sendo comentado até mesmo nos tradicionais The New York Times, La Repubblica e El Pais.

Se você é um workholick e/ou estudante em tempo integral e está mais perdido que cego em tiroteio nesse assunto ou perdeu o momento célebre em que a Globo resolveu mudar a tática, segue a matéria passada no Central da Copa (@centraldacopa) na madrugada dessa quarta-feira.


Todos estamos cansados de saber que a Rede Globo fazia vista grossa quando se tratavam das piadinhas e reclamações do narrador esportivo mais amado e odiado do país. Até mesmo na copa do mundo as faixas que exibiam um caloroso Cala Boca, Galvão em meio a torcida, eram cuidadosamente evitadas na sua transmissão. Até onde essa atitude pode ser perigosa pra uma empresa, principalmente em tempos em que a as redes sociais estão ganhando força? E, principalmente, no que a internet pode contribuir na construção e desconstrução de marcas? Essas perguntas estão longe de ser respondidas (ainda mais por mim, reles estudante de publicidade), mas tem gente que pode dar um norte bem bacana quando se fala de web e gerenciamento de crise, e eu pedi ajuda a duas delas, Luli Radfahrer e Marcia Ceschini.

Quando se trata de internet, temos aí vinte e poucos anos de estrada, é um meio relativamente novo, mas com esse tempo de convivência já poderíamos estar mais familiarizados com a rede, entretanto muitas vezes caímos no conto do vigário e esse caso nos mostrou que isso não é um problema que se restringe ao público nacional. Aqui no Brasil um blog de credibilidade duvidosa chegou a publicar que a Globo teria entrado com uma ação contra o Twitter para retirar o trending topic referente a Galvão Bueno. A notícia, juntamente a indignação, se espalharam e, no fim, tudo se tratava de um bug do twitter.

O que eu acreditava ser apenas ingenuidade ingenuidade minha foi colocado sob outra ótica pelo @radfahrer:

“Há também muita preguiça e pragmatismo na web, que está cada vez mais popular. Precisamos parar de vê-la como uma grande biblioteca e passar a enxergá-la pelo que realmente é: uma réplica do mundo lá fora, em que se fala de tudo e só os verdadeiramente ingênuos tomam pelo valor de face o que lhes é dito.
@marciaceschini completa: a velocidade e o interesse em divulgar os fatos, faz com que os usuários não pensem muito para fazer um post ou publicar um tweet.

Essa afobação virtual coloca em cheque, muitas vezes, a reputação de empresas, e aí a história começa a ficar perigosa. Se não bem administrada, marcas podem perder consumidores. No caso em questão a história é apenas uma brincadeira quase mais antiga que o próprio Galvão Bueno , que tomou proporções gigantescas e gerou, nas palavras da Marcia, uma torre de Babel midiática (adorei a expressão), mas e no caso de uma pisada na bola grave? A demora em que a emissora se pronunciou poderia ser fatal. Deve-se levar em consideração, claro, a imagem que o público tem dessa marca e o tamanho do erro cometido (ou supostamente cometido), como foi bem lembrado pelo Luli: CALA BOCA GALVAO não é uma represália a um comentarista pedófilo, xenófobo ou homofóbico. É uma reação divertida a um locutor de quem todo mundo gosta de reclamar. A Globo deve ter se divertido com a história e o Galvão Bueno deve estar rindo a caminho do banco.

A velocidade que a web nos proporciona faz com que tudo, em poucos segundos ou caracteres, se torne público. Não dá para brincar em serviço (usando mais um trocadilho), as empresas parecem ter tomado consciência disso, há cada vez mais vagas de social media no mercado, porém tudo tem que ser feito com cautela para não parecer uma ação forçada (como a reação da globo, que agora quer abordar o CALA BOCA GALVAO em toda sua grade de programação). O negócio é investir em mapeamento de rede digital e não somente em alguém que dá bom dia aos seus seguidores.

Um case, nada a ver com assunto, que aconteceu comigo há poucas semanas mostra bem como deve ser feito um mapeamento digital: comprei algumas fotos no Dreamstime (um site de stock photo), na hora de pagar me dei por conta que aparecia o valor em reais, e a frase em português aceitamos os cartões de crédito principais de Portugal, porém ao lado da frase a bandeira que aparecia era a do Brasil. Tirei um print e upei no twitpic. No dia seguinte tinha uma mensagem da Dreamstime nos meus replies, dizendo que agradecia por eu ter percebido o erro e que estavam o arrumando, isso sem eu ter mencionado o twitter do Dreamstime, até porque nem sabia que eles o tinham. ELES REALMENTE ARRUMARAM. Esse tipo de atitude surpreende o consumidor e faz com que a impressão negativa caia por terra, passei admirar a força de comunicação virtual da empresa e certamente continuarei comprando fotos com eles, não que fosse parar por um erro, digamos assim, geográfico, mas agora o faço com uma certa admiração e gosto. Está na hora das empresas se darem por conta disso.

Por fim, gostaria de agradecer muito a disposição do Luli e da Marcia, que apesar do tempo apertado foram extremamente atenciosos. E que a discução continue nos comentários.

Nota: Essa será a capa da @veja desta semana > http://twitpic.com/1y6ucv.
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