sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Relações Públicas Internacional.

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP

As Relações Públicas Internacionais (RPI) é um termo utilizado para indicar atividades de Relações Públicas, é um campo em expansão, que leva ao término ou tem uma positiva importância fora do seu país de origem, assim ajudam a derrubar barreiras geográficas, culturais, econômicas, linguísticas e políticas. Com a globalização, é comum a afirmação de que o mundo diminuiu, uma vez que os continentes, seus povos e cultura, se tornaram mais próximos por meio da tecnologia e da economia. A expansão das Relações Públicas Internacionais é resultado dessas mudanças.

O profissional que atua nesse segmento tem a tarefa de fortalecer parcerias e laços, a fim de desenvolver o crescimento das organizações e da sociedade. O Relações Públicas deve ter a percepção de tratativa com a comunidade, como disse Luiz Galuia em seu blog muitas empresas quando se estabelecem em uma determinada região não sabem a diferença de moradores e cidadãos – como cidadãos estamos protegidos por direitos e deveres e temos que saber qual é o intuito e participar de decisões que afetam a comunidade permanência da empresa. Quando as empresas tratam como moradores, são desligados das tomadas de decisões, muitas vezes não sabem o impacto da empresa na região.

Para todos estes papeis o profissional deve desenvolver estratégias de relacionamento, traçar planos de comunicação, fazer análises de aspectos culturais e de definições de etiqueta internacional para cada público. Além disso, o Relações Públicas também pode atuar em ações que envolvam dois ou mais países, por meio de eventos e conferências.

A experiência na área de eventos mostrou que o relacionamento com os públicos internacionais não era tratado de forma estratégica pelas empresas, conta Luciano Viana, sócio-diretor da Versus Comunicação em entrevista a RPCOM (Publicação da Metodista de São Paulo) nº 52. No mundo globalizado, compreender a cultura e o modo de pensar de outras pessoas e organizações é uma necessidade e um diferencial, já que as técnicas de comunicação intercultural possibilitam a construção de um ambiente de negócios favorável à tomada de decisões, ainda afirma.

A área encontra-se em constante expansão. Muitas corporações que chegam ao Brasil necessitam de profissionais capazes de estabelecer um relacionamento entre o governo e comunidade, do país. Além disso, elas precisam ser informadas sobre hábitos e valores locais, a fim de manter uma boa convivência e cooperação.

Viana comenta que há alguns anos o Brasil entrou na rota de grandes feiras internacionais de negócio, o que exige maior preparo para recepcionar os estrangeiros de forma cordial e profissional. Segundo dados da União Brasileira de Promotores de Feiras (UBRAFE), esses eventos recebem cerca de 45 mil compradores internacionais por ano. As feiras atuam como importante plataforma exportadora brasileira.

O mercado de eventos é extremamente dinâmico e atento ais detalhes, afirma Viana. O sucesso está em transformá-lo em grandes resultados. Essa área também está completamente relacionada ao serviço de RPI, uma vez que boa parte dos estrangeiros que visitam nosso país participa de algum tipo de evento. Dessa forma, a convergência e interação dos serviços nos possibilita cada vez mais especialização e excelência, finaliza.

12 comentários:

Bárbara 8 de agosto de 2009 10:40  

Eu comecei Relações Públicas este ano e confesso que ainda estou aprendendo a amplitude da área, essa RPI eu ainda não tinha pensado, interessante, não tinha pensado nas relações das empresas que vão para outros países - fico com medo às vezes de tantas ramificações que RP tem.

É a primeira vez que venho no blog, vi que dá para aprender muito por aqui, passarei sempre.

Teteu 8 de agosto de 2009 13:50  

assunto muito interessante, imagina a dificuldade de lidar com cidadãos, comunidades totalmente distintas, se num mesmo país já é dificil lidar com estas diferenças... um caso interessante foi a gestão da crise pela edelman na queda do avião da air france, o trabalho teve que ser realizado em dois países, ronald profissional de RP da Edelman me comentou "A Air France conta com uma grande equipe global de comunicação e imprensa, baseada na sede da companhia, na França. O trabalho de comunicação lá – assim como em outros países do mundo – foi incrivelmente ágil e pró-ativo, além de estar totalmente em sintonia com a comunicação realizada no Brasil. A equipe da Edelman estabeleceu contato direto com Paris e todas as decisões eram tomadas em conjunto. Para vencer a diferença de fuso horário, contamos com todas as tecnologias disponíveis e criamos vários canais de comunicação, como um espaço exclusivo no site corporativo da AF, além dos outros canais... Sempre checávamos os dados, considerando as legislações de cada país, e compartilhávamos com a equipe da França as atividades realizadas localmente, assim como os resultados de imprensa... Vale lembrar também que, como a Edelman é a agência de relações públicas da Air France no Brasil desde 2003, entendemos bem os processos de comunicação da empresa. Isso facilitou bastante nosso trabalho"

Cibele Silva 9 de agosto de 2009 08:47  

Bárbara ainda tem muito o que descobrir, assim como eu estou descobrindo ainda, mas não fique com medo, a dica é "se especialize" na área que te chama mais atenção.

Interessante o relato a Air France. Acontece sempre esse relacionamento com diversas comunidades.

Terça-feira passada fui na ABERJE
o Paulo Nassar fez uma pergunta para o diretor de de relações institucionais da GE - sobre um projeto de sustentabilidade que não tenha dado certo em algum país e pq.
O Diretor contou que na europa eles têm um projeto de pesquisa para universitários, é um sucesso, aqui na américa do sul eles estão tentando implementar na Brasil e no México, porém como no Brasil eles não estão conseguindo pesquisadores em potencial, tbm não vêm interesse das universidades, vão transferir todo o projeto para o México.
Ele falou que a relação foi difícil no Brasil, mesmo que o propósito seja descobrir bons profissionais eles não como atingir o mercado aqui.

Realmente complicado lidar com diversas comunidades, principalmente de diversos países.

Abraços,
Cibele
(www.abordorp.blogspot.com)

The Who! 9 de agosto de 2009 14:49  

Fazer RP nacionalmente já é um pouco complicado, agora RPI é muito mais.
Tenho uma dúvida, RPI pode ser parecido com RI?

Abraços,
Maira - MakeCom

Conhecimento e Informação 10 de agosto de 2009 13:24  

Puxa! Interessante a matéria do Blog Relações Públicas Internacional.

A nossa profissão traz certo fascínio em explorá-la cada vez mais. Agora imagine ser um RP Internacional: “Nos submete a um progresso cultural em nossas vidas.”

Imagine só: A cultura brasileira é composta por vários aspectos sociais, morais e éticos que com o passar do tempo transforma-se em um novo agente cultural, pois o brasileiro é um povo articulador, sabe criar soluções no momento mais instigante de sua vida, possui o hábito de coleguismo, companheirismo e às vezes procura levar estes traços dentro da empresa onde atua. É a partir disso que se estabelecem características humanas diversas no ambiente de trabalho e é onde nasce uma cultura organizacional. Imagine termos que discernir outras culturas,entender os diferentes hábitos dos povos,esmiuçar a característica política de cada país ou continente, falar vários idiomas. É um desafio maravilhoso para nós que estamos em constante fase de crescimento e aprendizagem diante da nossa profissão.

Fazer uma especialização é um grande caminho (concordo com você). E olha que caminhos não faltam!

Parabéns pelo texto, um grande abraço.

Ser.RP 10 de agosto de 2009 17:47  

Olá garoto! Estava em falta com você. Fazia tempo que não passava por aqui. Belos posts. Muito obrigado pelos comentários. Um super abraço, Juliano Melo.

Ocappuccino 10 de agosto de 2009 19:27  

Maira: Pode ser RI, desde a empresa trate todos os públicos como investidores e invista nestas relações, vejo RPI como similar ao RP normal, contudo somada as dificuldades da lingua, ambiente e culturas, valores diferentes, mas é preciso o mesmo trabalho de diagnostico, planejamento, execução, avaliação. Mas o termo RI usado e muito focado em finanças, investidor, acionistas, mercado.

Suellen: Especialização é com certeza o melhor caminho, pois durante o curso pouco ou quase nada se estuda sobre o assunto.

Juliano: Valeu a visita.

Mateus.

Mateus

Fabio Procópio 10 de agosto de 2009 20:10  

É um assunto que me instiga muito.. ótimo post !

Abraços

A Bordo 10 de agosto de 2009 20:40  

Obrigada por ter respondido a pergunta da Maira Mateus.

Suelen, Fábio, que bom que gostaram.

Agradeço todos os comentários.

Abraços,
Cibele
(A Bordo)

Mano Delazeri 11 de agosto de 2009 08:49  

Tenho um conhecido que esta quase concluindo o curso de Relações Internacionais, vou falar com ela para fazer um posto apresentando o curso,e com essas informações podemos comparar com as duas áreas

Massimino Delazeri

One Voice 11 de agosto de 2009 12:30  

Ótimo post para mostrar como nossa área é ampla e necessária. Uma área interessante para se especializar.

Abraços,
Aline Derenzi

Guilherme Freitas 15 de agosto de 2009 18:45  

Sem dúvida o mundo está bem mais internacional e interligado hoje em dia. Graças a web, globalização, mídias comunicação estamos interligados com todo o planeta e é sempre bom haverem cursos com enfase no internacional. Estou fazendo pós em Globalização também por isso, um aprendizado a mais para encarar mundo. Abraços.

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