segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quando o passado encontra o futuro: tecnologia.

Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUC/RS

A Digital Pages é uma empresa responsável por digitalizar publicações impressas. Ela faz com que o leitor possa ler na tela do seu computador o conteúdo que pode ler também em livros, jornais ou revistas.

Essa tecnologia está entrando cada vez mais em nosso cotidiano. Tudo está se digitalizando. Tudo hoje está disponível na internet. Mas acho bastante interessante essa história de poder ler jornais, revistas, artigos e tudo mais no meu PC. O que me impressiona ainda mais é a capacidade dessa e de outras empresas criarem plataformas que simulam o manuseio das páginas de papel. Basta um click com o mouse e o leitor vai folheando as páginas e lendo as matérias que lhe chamarem a atenção, da mesma maneira que faz com o jornal ou com a revista.

A Digital Pages, no final do ano passado, digitalizou o acervo dos 40 anos da revista VEJA, da editora Abril. O investimento total foi de R$ 3 milhões e o projeto resultou de uma parceria entre a editora e a Digital Pages. A função toda levou quase um ano para se concretizar. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. A revista tomou essa iniciativa devido à comemoração de seus 40 anos de existência. O conteúdo é livre e a visualização é uma representação fiel do material original. São cerca de 350 mil páginas – edições desde 1968 (a primeira edição O Grande Duelo no Mundo Comunista data em 11 de setembro) até o exemplar mais recente (Enfim, Um Herói de 5 de agosto de 2009) – à disposição do usuário para leitura e pesquisas. Para aqueles que se interessaram e querem dar uma conferida nesse acervo, acesse o Acervo Digital VEJA.

É claro que este assunto gera muita polêmica. Inclusive aqui no blog já foi falado sobre isso. Há aqueles que jamais vão deixar de ler o livro tocando-o, folhando-o com as próprias mãos, e não com meros clicks do mouse. Mas acredito que a tendência é de que o número de leitores na web aumente a cada ano. (A saber: 1. Do IDG Now: Número de brasileiros que acessam internet e leem blogs cresce em 2008. Em dezembro de 2008, 11,6 milhões de pessoas acessaram blogs contra 9,5 milhões de brasileiros de dezembro de 2007, um crescimento de 22,1%. Neste mesmo período, o número de pessoas que acessam a internet de suas residências cresceu 14,5%, passando de 21,4 milhões de internautas para 24,5 milhões em dezembro de 2008. 2. Do Propmark: Cresce o número de leitor de jornal na web e levando em conta os números desde 2001, os jornais caíram 8,4% na circulação diária e 11,4% aos domingos. 3. Do Blue Bus: Por outro lado as companhias informam que suas operações de internet apresentam forte crescimento. A receita desses negócios, no entanto, ainda não é suficiente para compensar as perdas da operação tradicional.)

É apenas uma questão de costume. Confesso que já são poucas as vezes em que pego um jornal nas mãos para folhear e ler. Já faz anos que leio notícias na internet. Porém, quando o assunto é livros, minha opinião é outra. Mas cada um tem o livre arbítrio para escolher sua maneira de leitura. A questão é que devemos estar preparados para qualquer tipo de mudanças.

5 comentários:

Leonardo Bragança 11 de agosto de 2009 11:45  

Vi recentemente (pena não lembrar de nome e empresa) um consultor falando dessa coisa de "redigitalização". Afinal, muito do que está sendo digitalizado hoje, exemplo da Veja, um dia já foi digital, de alguma forma. Não havia a preocupação (nem o pensamento) com a evolução da tecnologia.

O importante é que as empresas não deixem isso acumularem mais. Veja no âmbito interno: Documentos e mais documentos são produzidos de forma digital, claro, e depois de impressos, os arquivos não fazem mais sentido. Essa visão foi construída por conta de autenticações, assinaturas etc. Mas hoje já existe a certificação digital, que é um grande passo para a digitalização de documentos. Isso é bom para o meio ambiente, inclusive.

Abraço

One Voice 11 de agosto de 2009 12:35  

Adorei a aboragem do post. Realmente podemos ter acesso a um mundo digitalizado em questões de segundos, desde livros até jornais diários, mas compartilho a opinião da Joanna quando se trata de nóticias não tenho problemas em ler na internet mas quando se trata de livros prefiro tê-los na minha mão!

Abraços,
Aline Derenzi

Teteu 11 de agosto de 2009 16:25  

ótimo e rico material, isso se trata da memória institucional da empresa e o resgato é importantíssimo, ainda bem que as mídias impressas se antenaram para o bom uso desta tecnologia

Mauro Segura 12 de agosto de 2009 08:59  

Adorei o post. Eu tenho uma visão muito pragmática a respeito. Eu acho que os livros, as revistas e os jornais vão desaparecer nas próximas décadas. Até escrevi alguns posts sobre isso no meu blog e gerou muita polêmica. Mas sou assertivo em relação a isso, tenho convicção mesmo e e escrevo tais razões no meu blog. A mídia em papel vai continuar existindo, mas terá a mesmoa abordagem que hoje vemos com os LPs de vinil, ou seja, será voltado para um segmento específico e que topa pagar mais caro para continuar com aquela mídia diferenciada. Enfim, adoro esse assunto. Abraços e parabéns pelo post. Mauro Segura.
www.aquintaonda.blogspot.com

max delazeri 12 de agosto de 2009 09:14  

Eu pego, todos os dias o Jornal na mão, começo a ler no papel e logo depois largo o jornal e termino de ler na Internet. Lá eu posso ver mais fotos, ler outros comentários. Na Internet acho todo a informação que preciso muito mais completa.

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