sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Não é assim uma Brastemp.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS


Não é de hoje que se sabe que a voz do povo é a voz de Deus, e que quando algum bordão cai na boca do povo tende a perdurar por muitos anos. Reunindo material para minha monografia comprei o Livro Campanhas Inesquecíveis – Propaganda que fez história no Brasil, lançado pela Meio e Mensagem, em comemoração aos 27 anos da revista. O livro rebusca comerciais televisivos desde a década de 60 á década de 90, totalizando 84 cases (de dar água na boca de tão bons).

Mas e hoje? É possível fazer uma campanha tão inesquecível quanto essas? Com a quantidade informação que a geração Y recebe, fica complicado fixar uma campanha por muito tempo. A democratização do computador faz com que passemos muito mais tempo sentado a sua frente e esqueçamos um pouco dos meios de massa, ou quando estamos a frente da TV, o efeito zapping se faz presente, a não ser que você seja um apaixonado pela propaganda como eu, sai trocando de canal desesperadamente quando o programa faz um intervalo.

Outro detalhe, estamos em uma época de transição, a geração Y, geração X e babyboomers convivem, são consumidoras dos mesmos produtos, mas já chegam a ele de forma diferente. A previsão é que a em 2015 os investimentos publicitários em internet superem o jornal e se torne segundo colocado no ranking. Seria a briga direta ente a telinhae a web. O fato é que, com o público dividido, a missão de fazer uma campanha que se torne imortal é quase como tentar agradar gregos e troianos. Estamos na era dos nichos, da personificação, da customização. Por isso a web tem crescido tanto e ferramentas como o Twitter, que aproxima o produto do consumidor, tem se tornado a nova força da internet.

Cada vez mais se estreitam os laços entre consumidor e marca, um exemplo disso é o Drimio, que foi lançado esse ano (veja o post sobre o lançamento aqui no blog). Uma rede social somente para a relação com as empresas e tem por finalidade captar sensações e associações de marca. Cada vez mais deixamos o coletivo e nos tornamos individuais. E a próxima geração, nossos filhos, será pior. Faith PopCorn já falava, anos atrás, em encasulamento, e nós estamos provando que não é só tendência. Dependemos da internet para tudo.

Esses acontecimentos fazem com que as campanhas inesquecíveis fiquem só na lembrança de quem as vivenciou, elas tomarão Doril por um tempo até que a geração Y se torne predominante e sumirão novamente quando a geração z, w, k o qualquer que seja o seu nome, começar a crescer. Ate lá terei que me acostumar com o fato de que a publicidade não vai ser assim, uma Brastemp.

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