quarta-feira, 20 de maio de 2009

Picuinhas.

Por Tainá Bucker, estudante de Relações Públicas da Univates

Existem pessoas que são extremamente fantásticas em organizar festas e eventos de congraçamento entre os seus colegas, mas incapazes de realizar as mais simples tarefas que competem ao seu cargo dentro da empresa onde trabalham. Foram contratadas para executarem tais e tais funções, porém ao serem cobradas, arrumam desculpas por não terem as feito, pois estavam ocupadas demais com as picuinhas que julgavam importantes. Tem gente que fica dispersa em pensamentos devassos ao invés de buscar soluções e estratégias de crescimento para sua organização. Há tanto chefes quanto subordinados executando este papel. Quando trabalhamos numa empresa devemos, no mínimo, saber onde ela quer chegar para podermos contribuir com o atingimento dos objetivos de acordo com as nossas possibilidades.


O que não adianta é ser fera em relacionamento interpessoal se você é pago para analisar planilhas e baixar os gastos da empresa. Muito menos entender tudo de informática se você foi registrado como analista de marketing. As empresas estão minadas de pessoas competentes em coisas sem importância. Mas será que estamos sendo eficazes no que a organização realmente espera de nós? Você pode estar sentado atrás de uma mesa, fingindo estar trabalhando, quando na realidade está muito mais interessado em saber a última novidade do caso Isabella Nardoni, do que na alta do dólar que pode influenciar nos pedidos que sua empresa já tem engatilhados.

Evidente que este caso merece atenção especial e comoveu o país inteiro, mas não é em horário comercial que você vai se informar dele, pois não é desta forma que irão surgir as idéias que a sua empresa espera que partam de você. Exercer a competência que o cargo que você ocupa exige, é uma tarefa contínua, por isso precisamos estar ligados em tudo que diz respeito a ele. Criticar também é muito fácil, mas só é válido se depois da crítica oferecermos a sugestão de melhoria. Passamos longos períodos criticando o colega, o chefe, o cliente e muito mais. Mas e quando se trata de aprendermos alguma competência nova para nosso cargo, estamos nos dedicando ou fugindo de nós mesmos?

Nossos olhos devem brilhar nas coisas absolutamente essências às nossas funções, e não para as insignificantes como o novo uniforme, o novo corte de cabelo do colega e outras bobagens menos importantes. Comentários fúteis, fofocas, disque-me-disque, são bons exemplos de picuinhas que poluem qualquer estabelecimento onde o objetivo maior seja trabalho. Ser profissional é ser impessoal. Preste atenção naquilo que realmente importa pro seu cargo, e não deixe se envolver pelo falso coleguismo, o de compartilhar fofocas. Pessoas equilibradas preocupam-se com a sua vida, não com a vida alheia e principalmente enquanto estiverem cumprindo o horário de trabalho, canalizam suas energias somente para ele.

Eu defendo todas as formas de comunicação, mas a fofoca não faz parte do perfil do bom profissional. Aprenda o verdadeiro sentido de termos dois ouvidos e uma boca, e não desperdice suas falas com fofocas e sim com idéias e opiniões. Seja prático em suas ações! Caminhe em direção aos resultados e não à discórdia. Poupe as suas energias deixando as picuinhas de lado. Elas não pertencem ao seu crescimento, muito pelo contrário, só atrasam sua vida. As picuinhas podem esperar para serem resolvidas, mas também se forem esquecidas não importa, afinal de contas, eram apenas picuinhas...

1 comentários:

Teteu 21 de maio de 2009 16:01  

Cara Taina.

A verdade é que mesmo nas empresas o BBB brother é grande. Querer saber da vida alheia é cotidiano, mas isso também não é de todo ruim, pois essas 'fofocas de corredor', estes 'papinhos de banheiro' criam laços e sentimentos de camaradagem. O problema é quando se tornam algo maldoso e que atrapalhe a produtividade.

Abraços do teteu

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