quarta-feira, 31 de março de 2010

Big Merchandising Brasil.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

Estamos acostumados, há algum tempo, com inserções de marcas nos programas brasileiros, desde novelas a programas esportivos, não deixando de passar pelo famoso formato de variedades, aquele, que interrompe a matéria da fofoca quentíssima para um recadinhho do anunciante. Muitas vezes essa ferramenta torna-se motivo de estranhamento e chacota, portanto deve ser usada com cuidado para não irritar o público-alvo. Um dos problemas ocasionados por esse tipo de inserção, é que por mais que seja bem feito o merchandising vai parecer, para algumas pessoas, forçado e sem necessidade. Principalmente quando é utilizado em novelas, onde quebra a história de maneira, ainda, estranha. Nos filmes, principalmente holiwoodianos, essa formula já encontrou o equilíbrio necessário, tanto que as vezes nem nos damos por conta da invasão merchandisiana que o filme que estamos assistindo tem.



Big Merchandising Brasil

Das diversas formas em que se apresenta no Brasil, sem dúvidas, a de mais sucesso são os merchans, carinhosamente chamados, do Big Brother Brasil. Em dez anos de programa as ações de merchandisign atingiram valores astronômicos, amadureceram e se tornaram as mais
criativas e naturais formas da ferramenta publicitária. Eles se inserem no jogo em forma de provas ou de mimos para os participantes o que gera buzz e simpatia dos telespectadores.

Sabemos que os números do BBB são altos, é, sem dúvida, o programa com maior audiência da televisão brasileira, título que até poucos anos atrás era da novela das 8 (que todos sabemos que não é as 20h e sim as 21h), é o crème de la crème dos anunciantes.

Elegi duas ações que transcenderam o limite do programa, que foram comentados na rede. Isso é sim um puxão de orelha a muitos de nós comunicadores. Nós que não assistimos o programa por sermos elitizados e cultos de mais para perder nosso tempo. Big Brother é uma aula completa de comunicação. Eu só entendi isso depois de ouvir da boca de um professor, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, que não assistir Big Brother era desperdício da possibilidade de se ver como se faz, verdadeiramente, um bom merchandising.

MINUANO – Funk do Esponjão
EU OEDIO FUNK, mas esse jingle não sai da minha cabeça. Eu trabalhei o carnaval inteiro (ossos do ofício) e não pulei, dancei ou saí nenhum dia, mas ainda assim ouvi o funk do esponjão todos os dias e não foi na TV. Cansei de sair na rua e escutar isso nos carros das pessoas que estavam a caminho das festas. O fato que o merchandising da Minuano foi de extrema qualidade, deixou de ser jingle e virou música. Para quem não assiste o programa, uma leve descrição: Prova do Líder. Quando soava a sirene, a música começava. Os participantes, vestidos de esponja gigante, tinham que dançar enquanto água com sabão caia neles. Detalhe básico: Atrás deles havia pratos gigantes.



SUPER BONDER – Super Cola
Ok, eu tinha achado o máximo o merchandising da marca no Big Brother 9, onde os participantes foram colados de cabeça pra baixo, mas essa prova do líder, a última da décima edição, superou todas as possibilidades. UM CARRO foi içado a dez metros de altura com apenas 10 gotas da super cola. Foi surreal. Tudo feito na frente das pessoas. Nossa. E não era um carro popular não, era um carro SUV. Quando vi juro que não acreditei, em questão de segundos meu Twitter foi inundando de reações como a minha. Só vendo mesmo para acreditar.


P
or fim, esses dois vídeos mostram bem a qualidade dos merchandising do reality show, mas o YouTube está inundado de vários outros exemplos. Nem preciso dizer que em janeiro tem BBB 11, e que possivelmente os merchandising irão superar de longe os desse ano. Espero que daqui há alguns anos eu possa dizer: Tá vendo aquele 'merchandising' do BBB, eu que fiz.

11 comentários:

Teteu 31 de março de 2010 21:11  

Vou começar a discussão discordando.

Todos nós denominamos errado essa forma de fazer propaganda inseridos em programas, não é merchandising. Merchandising é uma ferramenta de marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos no ponto-de-venda. No PDV! Então o que vemos no BBB são ações de promoções de venda.

Sobre estas ações, este BBB teve provas muito criativas mas mal pensadas. Li e ouvi muita gente criticando a do Minuano, tá certo, a música é bonitinha, mas e a espuma que irritava os olhos dos participantes e (essa li agora no twitter) as assaduras que ficaram no corpo de todos que ficaram se esfregando?

A do Guarana foi pior, todos tinham que jogar o dado e tomar a quantidade de copos que o dado iria indicar. Quando mais se tomava, pior era e a Maroca chegou a vomitar.

Não é aquela coisa de só criticar - como tantos criticaram a do super bonder por ser injusta, pois quem tem mais peso tem mais chance de descer mais rápido e da fiat, por expor os participantes a torturas fisícas e até psicológicas - são críticas pontuais sobre o planejamento destas ações.

Mas para não dizer que não falei de flores, BBB merece sim um olhar mais profundo, não é atoa que dois grandes doutores escreveram hoje em seus blogs sobre isso: Wilson da Costa Bueno http://www.blogdowilson.com.br/ler_mens.asp?m=241 e Alex Primo http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2010/03/31/fama_tortura_e_interacao_no_bbb_10/

Cada um com sua abordagem crítica, mas doaram seu tempo para isso.

Criaty 31 de março de 2010 22:01  

Quando se trata de BBB, as coisas complicam... Não estou falando da qualidade da prova e nem da justiça. É inegável que a musica colou.

Gabi Assmann 31 de março de 2010 22:30  

Eu não gostei de muitas das ações de promoção veiculadas no BBB 10. Como já falei anteriormente pelo twitter, a ação do Minuano além de irritar os olhos dos participantes também os deixou com a pele toda "assada".
O carro da FIAT, só faz me lembrar aquela tortura física e psicológica.
A do guaraná foi bastante infeliz também, afinal além do vômito da Maroca vários outros participantes se sentiram um pouco mal também devido ao excesso de guaraná e alguns chegaram a falar sobre o gosto ruim do produto.
Enfim, na minha opinião, algumas ações foram muito bem realizadas como a do Super Bonder, porém outras tiveram vários pontos infelizes.

uniRP 1 de abril de 2010 08:28  

Acredito que as festas, promovidas e realizadas pelas marcas surtiram um efeito mais positivo, na minha opinião. Quem não achou SUPER legal a festa patrocinada pela Chilli Beans? Criativa, cores fortes, chamativa, além da interação dos BBB's com a própria marca, através daquela máquina que tirava fotos.
Também concordo que muitas provas foram mal planejadas, mas não há como negar o poder do merchan no programa... as provas com produtos gigantes falam por si só. Há muito venho atenta a essa questão, principalmente depois de ficar sabendo no que isso gera ao programa, falando no que realmente interessa: números, ou seja, $$. Mais ou menos pelo meio do programa, os merchans já rendiam mais de R$60 milhões... isso é muita coisa!
Em mim, muita propaganda surtiu efeito: como o da Chilli Beans, que eu já comentei, e também o da Ipanema (prova do líder). Cheguei ainda a comentar com as colegas: facilmente dá para imaginar as pessoas comentando "vou experimentar Ipanema, sempre compro Havaianas mesmo". Hehehe... Grande abraço! Juliana.

Teteu 1 de abril de 2010 12:36  

Especula-se que cada marca pague 13 milhões de reais para fazer estas ações de promoções de venda e cerca de 15 marcas estão nesta lista.

Laís Maciel 5 de abril de 2010 17:26  

Realmente essas propagandas em novelas e no BBB são forçadas e realmente irritantes, mas infelizmente é uma fórmula que ainda dá certo. Acredito que aos poucos, principalmente com as redes sociais e com a web 2. que o consumidor pode escolher o conteúdo que deseja acompanhar, pode ser que essa história comece a mudar.

Parabéns pelo post!
Abraços!

Laís

Miguel 1 de maio de 2010 15:46  

Eu queria so fazer um comentario, sobre o primeiro comentario do Teteu. O post todo fala sobre Merchandise sim. O Merchandise Editorial, que eh o nome tecnico desta ferramenta de marketing. O que o teteu disse eh correto do ponto-de-vista, semantico pois faltou a palavra Editorial no titulo. Pois quando falamos somente de merchandise estamos falando do PDV sim.

So um toque pra galera porque o pensamento nao esta errado nao.

Ocappuccino.com 1 de maio de 2010 20:12  

Concordo Miguel.

Contudo só 'merchandising' não caracteriza essas promoções em programas. Valeu pelo comentário.

MATEUS = teteu

Anônimo 15 de novembro de 2012 08:07  

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