segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Web meets phone.

Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ

O Google lançou na última terça-feira (05/01) seu celular, o Nexus One, que promete revolucionar a maneira com que telefonia e internet se relacionam. Produzido pela HTC e utilizando a plataforma Android 2.1, desenvolvida pelo Google, o Nexus One segue a nova tendência de celulares multifuncionais sensíveis ao toque.

Com uma capacidade de processamento de 1 GHz (equivalente à um laptop de 3 anos atrás), câmera de 5 megapixels, rede 3G e a funcionalidade de conversão de voz em texto, o Nexus One vem para fazer parte do novo universo de Superphones.

Porém, como o próprio slogan sugere, a grande revolução do Nexus One vem para o uso da web. Utilizar redes sociais, Gmail, Youtube e o próprio Google são operações bastante fáceis, além da possibilidade de uso do Google Voice (VOIP) para realização de chamadas. Isso quer dizer que, a partir do momento que está conectado à web, o Nexus One não precisa de operadora para realização de ligações, basta possuir uma conta no Google. Além disso, o Nexus One é desbloqueado, permitindo que o usuário contrate a operadora que bem entender. Conheça algumas de suas ferramentas neste vídeo.

O que percebemos com o lançamento do Nexus One é que celular já deixou de ser só celular há muito tempo. Os aparelhos estão condensando, a cada dia, mais funcionalidades para atender aos anseios do homem 2.0. Antigamente usar o celular para efetuar ligações era muito caro, acessar a internet então, nem se fala. Hoje, com a guerra das operadoras, quem saiu ganhando foram os consumidores, através de preços acessíveis e serviços de qualidade.

Outra mudança pela qual estamos passando é a da Era da Informação para a Era do Relacionamento. Nós dizíamos que informação era poder. Com o advento da internet todo mundo passou a ter acesso a esse poder. E devemos muito disso ao próprio Google. Na web 2.0 a colaboração é a nova palavra de ordem. As redes sociais nunca foram tão importantes, tanto para o networking pessoal quanto para os negócios. Se concordarmos com Aristóteles, que o homem é um ser social, este movimento já era de se esperar.

E, prevendo isso, os fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de aplicativos estão criando ferramentas mais e melhor aderentes a esta nova necessidade de se conectar. Para se ter uma idéia, hoje já estão disponíveis mais de 18 mil aplicações para celulares com a plataforma Android, isso sem contar com o IPhone e com os Nokia NSeries. Vivemos numa era em que você pode muito bem estar acessando este post do seu Smartphone, e, ao deixar um comentário, ele possa ser retwitado por mim, com o meu.

Um aspecto relevante de se analisar ao longo do tempo será o posicionamento das operadoras neste novo cenário. Elas continuarão fornecendo apenas serviços de voz e dados ou entrarão no negócio de aplicativos? Como se diferenciarão umas das outras? Como pretendem lidar com um celular que não precisa de seus serviços de chamadas, apenas da intenet? Será que estão preparadas para isso? É o que vamos descobrir.

2 comentários:

Cibele Silva 11 de janeiro de 2010 21:19  

Respondendo suas perguntas.
1 - Creio que não. Eu não vivo mais com um celular que ligue somente. E tenho certeza que isso está aumentando por aí.
2 - Bom, eu não sei como vão se difereciar.
Exemplo, a Vivo começou agora com um programa de twitte pelo celular, bacana, tinha até me cadastrado, receber os @ e as DM por SMS... porém depois que eu peguei o smartphone, não me interesso mais pelo serviço.
Então se as operadoras estão trabalhando para que os celular tenham mais habilidades, acho bem difícil ter um diferencial.
Vamos ver o que acontecerá.
3 - Não sei se entendi direito sua última pergunta.
Seria uma celular q tem somente a internet e não liga? Assim como os palm's?
Bom, se for, acredito que se houver um trabalho em conjunto com - entre as empresas de fabricantes dos celulares - tudo funcionará muito bem.

abraços,
Belle
@blogabordo

Juliana M. Olinto 14 de janeiro de 2010 15:19  

Acredito que elas se adaptaram bem a estas novas tecnologias e serviços. Mas a minha maior duvida em relação as operadoras é quando elas trataram os consumidores como eles devem ser tratados?

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