quinta-feira, 16 de abril de 2009

A crise chegou. E agora?

Por Tainá Bucker, estudante de Relações Públicas da Univates


A crise financeira mundial que se descortina na nossa frente com manchetes intimidadoras em todos os noticiários deixa as pessoas um tanto inseguras na hora da compra. O reflexo desta insegurança se dá na diminuição do movimento em todos os setores da economia. Menos circulação de pessoas. Menos vendas. Menos consumo. Compra-se apenas o básico, pois não há mais margem para o supérfluo. Até o Lula está incentivando as pessoas a comprarem, para garantir que algumas empresas não fechem suas portas. Não temos como fugir, pois a pauta do momento é esta. Demissões em massa. Centenas de pessoas arrasadas com a perda do emprego. Redução total de custos e até de capital humano. O caos! Todos sentem a sua batatinha assando, nem que seja somente pelas beiradas. Diante dos fatos eu vos pergunto, que tal usarmos este momento a nosso favor ao invés de nos entregarmos ao fracasso?

Se decidirmos nos entregar às polêmicas dos noticiários e nos envolvermos nos comentários negativos, com certeza nossos resultados também entrarão em baixa. Mas se decidirmos reverter o quadro e botar nossas mentes preguiçosas pra pensar e agir, há grandes chances de descobrirmos alguma solução ou se não a solução, uma maneira inteligente e sensata de amenizar este período instável. Na verdade crises sempre irão existir, ora num setor, ora em outro, porém o que vai decidir se sobreviveremos a elas é a nossa atitude. E como tudo na vida passa e tem os dois lados, tudo também vai depender da nossa ótica em relação a este cenário. Podemos nos alienar à crise, ou enfrentá-la com nossas melhores armas. Aconselho todos a abraçar a causa com garra e determinação, querem saber como?

A ansiedade e a angústia provocadas pela turbulência causada por mais uma crise são inevitáveis, mas mesmo assim, não podemos nos abater a ponto de deixar tudo por conta, risco e culpa dela. Tem pessoas que usam a crise como desculpa pelo mau andamento dos negócios, mas na verdade estão sempre reclamando, com ou sem crise. O governo e a economia exercem sim um grande comando sobre o norte de qualquer empreendimento, porém quem faz a coisa acontecer ou não, somos nós. Temos que nos adaptar a ela ao invés de deixar que ela seja a única responsável pela situação em que nos encontramos. Enquanto uns choram, outros vendem os lenços. Enquanto uns reclamam da crise, outros usam-na para recriar o seu negócio, as suas finanças e seus objetivos. Esta é também uma boa hora para reativarmos idéias adormecidas e combatermos de frente, de trás ou de lado, a tão temida crise.

A crise pode ser sinônimo de oportunidades, pois ela nos faz sair da zona de conforto e nos convida a repensarmos as nossas estratégias. Quando tudo corre normalmente, sem maiores problemas, até reclamamos pelo excesso de marasmo. Portanto, em tempos de crise, aprendemos a nos defender na marra, além de ser uma ótima oportunidade para mostrarmos nosso potencial como forma de garantir os empregos que nos dão o sustento do dia a dia, pois em muitas empresas o enxugamento de pessoal é inevitável onde só os melhores permanecerão. Por tudo isso, penso que vale a pena investir em você para não ser apenas mais um, e sim, o melhor. Mediante uma crise, ser o melhor pode ser a sua única tábua de salvação. Cuide bem dela.

2 comentários:

max delazeri 17 de abril de 2009 10:08  

é, como diz meu pai: ta tão ruim a crise que ate quem unca pago não ta comprando. hahahah

Ocappuccino 30 de agosto de 2009 14:39  

sábio senhor delazeri, grande homem, grandes ideais

mateus d'ocappuccino

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