segunda-feira, 7 de junho de 2010

Uma história social da mídia.

segunda-feira | 7 de junho de 2010

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele. (João 1:1-3)
O poder da comunicação fez e faz parte, desde as cavernas até a internet, das culturas de todos os povos. Quando o homem começa a articular suas primeiras falas, a criar seus primeiros gestos, a produzir seus primeiros sons; ele quer não somente ser compreendido, mas principalmente reter a atenção e, assim, ser percebido. Ao pintar sua vida, seus hábitos, suas crenças, seus valores nas cavernas, ele está expressando uma mensagem em busca de compreensão e hoje quando criamos laços, construímos relacionamentos, nos redesocializamos na internet, o que buscamos?
Peter Burke virá a Porto Alegre para falar sobre isso. Autor do livro Uma História Social da Mídia, ele apresentará, na palestra que leva o mesmo nome do livro, uma análise dos meios de comunicação, destacando os contextos sociais, culturais e comportamentais em que emergem e se desenvolvem, além de traçar a história das diferentes mídias e das novas linguagens que elas criam para a civilização ocidental – da invenção da prensa gráfica à Internet.

“A convergência da mídia transformou as comunicações... À medida que novos serviços se tornam facilmente disponíveis, eles estão mudando a maneira como vivemos e trabalhamos, e alternado nossas percepções, crenças e instituições. É essencial entendermos esses efeitos para desenvolver nossos recursos eletrônicos em beneficio da sociedade. (Trecho de Uma História Social da Mídia, 2004)
Quem está trazendo o historiador inglês é a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Feevale. A palestra será dia 15 de junho (terça-feira), às 20 horas (com duração prevista de 2 horas), no Salão Nobre da Federasul (Largo Visconde de Cairu, 17, 7º andar, Centro de POA). Para se inscrever, acesse > www.feevale.br/palestramidia. Vale ressaltar que estudantes têm desconto e desembolsam R$ 80,00 para assistir (um pouco pesado para estudantes, mas valerá a pena); para o público em geral é R$ 100,00. Eu vou! Nos encontramos lá ;)

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PS: Este é um post promocional em agradecimento à organização do evento, por ter disponibilizado uma cortesia a um integrante do blog.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Estratégia do Oceano Azul em 123 caracteres [parte 2].

sexta-feira | 4 de junho de 2010

Se no twitter é moda resumir livros em 140 caratecteres, então estes 123 resumem tudo o que pode ser lido nas 268 páginas escritas por Chan Kim e Renée Mauborgne: é o conjunto de decisões e ações gerenciais que resultam em importantes produtos e serviços capazes de criar novos mercados. Seria ótimo se pudéssemos mesmo explicar o livro nestes poucos caracteres, mas não é tão fácil assim. Por isso dividimos um texto em duas partes para tentar abordar os principais conceitos da obra. No início de maio postamos a [parte 1] e agora a [parte 2]. Confira abaixo:

Oceano azul: vale a pena o esforço?
Dá pra perceber que o processo para criar um oceano azul não é nada fácil. Muito pelo contrário, exige muita estratégia, muito esforço, muitas mudanças, tanto na política interna da empresa quanto na mentalidade de todos seus gestores e funcionários. Algumas organizações acreditam que não irá valer à pena, preferem tentar superar os concorrentes que estão no seu oceano vermelho. Entretanto, o livro mostra dados e exemplos que deixam claros que grande parte das empresas que criam oceanos azuis pensando estrategicamente, obtém sucesso e lucram muito, em tempo relativamente curto. Por exemplo o circo de Soleil, os relógios Swatch, os carros Ford, o vinho Yellow Tail. Mas claro, nem tudo são flores!

Nem tudo são flores

Depois que alguma empresa cria um oceano azul, é natural que surjam outras imitadoras. Por isso mesmo no capítulo 9 conhecemos algumas barreiras à imitação. Citamos aqui as três principais: 1. os monopólios naturais impedem a imitação 2. geralmente o tamanho do mercado não comporta mais um participante/concorrente 3. as empresas que inovam em valor promovem vibração com a marca e conquistam clientes leais, que tendem a rejeitar imitadores. Mas se você seguir à regra os ensinamentos do livro, não irá se preocupar com os imitadores. No início do post, na 3º linha, está escrito que o Fator OCEANO AZUL são os Movimentos Estratégicos, lembra? Esta é a regra principal, ou seja, uma vez criado um oceano azul é preciso continuar se reinventando e se renovando, pois o mercado não é, e nunca será, estático.

A renovação: quando inovar em valor de novo?
Para saber quando inovar novamente, é preciso monitorar as curvas de valor. Curva de valor? O que é isso? É outro termo usado no livro. Na verdade está curva é o resultado de um gráfico gerado pela matriz de valor das 4 ações: reduzir, elevar, eliminar, criar. Na prática este desenho da curva de valor produz três resultados: 1. mostra o perfil estratégico do setor 2. revela o perfil estratégico dos concorrentes 3. traça o perfil estratégico da empresa. O monitoramento das curvas é importante porque sinaliza quando inovar, fazendo soar o alarme de que chegou a hora de desbravar um novo oceano azul, no momento em que a curva de valor da sua empresa começa a ficar parecida com as dos concorrentes.

#ficadica
A
s empresas devem sim buscar oceanos azuis e oferecer inovação de valor aos consumidores. Uma vez pioneira no setor, a empresa sempre será lembrada, e provavelmente durante muitos anos terá monopólio no ramo, além de seu lucro ser extremo. Se outras imitarem, não dá pra desistir. Tem que continuar buscando novos oceanos azuis. Como buscar vocês já sabem, são duas as dicas: 1. monitorar as curvas de valor 2. promover sempre movimentos estratégicos. Desse modo, a empresa estará sempre em destaque no setor e nunca deixará de ter clientes fiéis, fator decisivo neste mercado competitivo de oceanos vermelhos.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nicholas Christakis e a força oculta das redes sociais.

quarta-feira | 2 de junho de 2010

Pra quem não conhece, o TED é uma conferência que reúne palestrantes com idéias que merecem ser espalhadas. O vídeo abaixo é uma palestra de fevereiro de 2010, com o professor de medicina, sociologia e políticas públicas da saúde Nicholas Christakis, co-autor do livro O Poder das Conexões. De maneira brilhante, Nicholas apresenta os nós, enlaces e forças ocultas das redes sociais (online ou offline, deixo bem claro).



Conheci o texto quando estava traduzindo para a E=R e achei que era uma idéia que merecia ser disseminada, então trouxe o assunto para Ocappuccino, que nada mais é que um blog sobre RELAÇÕES. E disso Nicholas Christakis entende: começou a perceber a relação entre os comportamentos das pessoas em suas redes sociais, e como os sentimentos e emoções eram coletivos e influenciavam (positiva e negativamente) as pessoas à nossa volta – em marketing podemos chamar isso de buzz ou boca-a-boca. Por que estamos inseridos em redes sociais? Como elas funcionam? E como elas nos afetam?

Um trecho da palestra:

“Descobrimos que, se seu amigo se torna obeso, aumenta o SEU risco de obesidade (cerca de 57%) no mesmo período de tempo. E podem existir muitos mecanismos para esse efeito. Uma possibilidade é que seus amigos adotem um comportamento que se espalha para você, como "Vamos ter muffins e cerveja", que é uma combinação terrível, mas se você adotar essa combinação poderá começar a ganhar peso como eles. E outra possibilidade mais sutil é que se eles começam a ganhar peso, e isso muda suas idéias do que é um tamanho do corpo aceitável. E, aqui, o que está se espalhando de pessoa para pessoa não é um comportamento, mas sim uma norma. Uma idéia está se espalhando.
Ou seja, as nossas opiniões, concepções e idéias não são individuais, nosso comportamento é coletivo (dentro do nosso círculo social) e é por isso que existem grupos de pessoas mais felizes que outras, e é por isso que uma pessoa mau-humorada suga nossa energia, e por aí vai. As aplicações da teoria são muitas – desde os seis graus de separação até o efeito viúva (em que a viúva falece logo após perder o marido).
“Então nós começamos a prestar atenção em comportamentos como tabagismo e alcoolismo, altruísmo, comportamento de voto e divórcio – todos estes podem se espalhar. E, finalmente, nós ficamos interessados nas emoções. Quando nós sentimos emoções, nós as mostramos. Por que nós mostramos as nossas emoções? Quer dizer, não seria uma vantagem vivenciar nossos sentimentos internamente - você sabe, a raiva ou a felicidade-, mas nós não simplesmente sentimos, nós mostramos o que estamos sentindo. E não só nossos amigos podem lê-los, como podem copiá-los. Existe um contágio emocional que ocorre nas populações humanas. E então esta função das emoções sugere que, além de quaisquer outros fins, elas são um tipo de forma primitiva de comunicação. E que, de fato, se realmente queremos entender as emoções humanas, precisamos pensá-las desta forma.
Aí entra a comunicação, as relações públicas, as mídias sociais e todo o resto. Se quisermos entender a cabeça do nosso cliente/consumidor/público-alvo, temos que pensá-lo coletivamente, agindo dentro das suas redes. Qual é o click que faz com que eu queira compartilhar com o meu círculo social aquele determinado produto/vídeo/evento?
“Agora, qual é o sentido disso? Como isso nos ajuda a entender? Como isso nos ajuda a descobrir alguns dos problemas que estão nos afetando atualmente? As redes têm valor: elas são uma espécie de capital social. Novas propriedades surgem por causa da nossa inserção em redes sociais, e essas propriedades na estrutura das redes, não apenas nos indivíduos inseridos nelas. (…) O padrão de conexões entre as pessoas confere diferentes propriedades aos grupos de pessoas. É o vínculo entre as pessoas que torna o todo maior que a soma de suas partes. E isso não é apenas o que está acontecendo com essas pessoas que estão perdendo ou ganhando peso, ou tornando-se ricas ou pobres, ou tornando-se felizes ou infelizes, isso nos afeta. É também a própria arquitetura dos laços que nos rodeiam. A nossa experiência do mundo depende da própria estrutura das redes em que estamos e que residem sobre os tipos de coisas que navegam e fluem através da rede.
Vai ao encontro a este outro texto no Ocappuccino, o futuro é a rede. E o que o mundo precisa é de mais conexões. :)

PS: se alguém quiser a tradução integral, me manda um e-mail: marianarrpp@gmail.com
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