Ser ou não ser... RP?
Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ
Se você está como eu ou como nosso amigo Mano (que postou o texto Monografando sexta-feira), desesperado para entregar sua monografia, a um dedinho de pegar seu canudo e sair correndo por aí dizendo que se formou em RP, então, meu camarada, você está prestes a ser reconhecido pelo Ministério da Educação como Relações Públicas. Bom né? Pois é... Mas se você está esperando que vai arrumar um bom emprego de Relações Públicas... Senta e descansa.
O que ocorre hoje é que o mercado de RP é completamente indefinido. Eu, por exemplo, sou Analista de Marketing, apesar
de fazer muita coisa que é RP. Tenho certeza de que muitos graduandos em RP que estão lendo este post também trabalham com Publicidade, Comunicação Interna, Assessoria de Imprensa, Marketing, Relações Institucionais, Jornalismo etc, mas não trabalham com RP. Aliás, não existe muito bem definido nas empresas, grandes ou pequenas, a função de Relações Públicas. E isso mostra o quanto é difícil para nós nos colocarmos neste mercado tão competitivo.
Ah, mas a faculdade de RP é generalista. Quem faz RP pode trabalhar em qualquer área da comunicação. Pode, pode sim. E é isso que eu sempre disse nas entrevistas. Mas o profissional de RP só não consegue é trabalhar com RP. Aliás, você mesmo nem sabe o que é RP quando entra na faculdade (salvo algumas exceções).
O que estou querendo dizer aqui é: Precisamos virar RPs! Isso quer dizer que a gente tem que se apresentar como formado em Relações Públicas, e não em Comunicação Social, como muita gente faz por aí. E se preparar pra perder cinco minutos explicando pra quem perguntou o que é RP. Como no movimento que iniciou, via @fabioalbukerk, quinta-feira no twitter, #DesafioRP: Defina Relações Públicas em até 140 caracteres. Muitas definições do que representa a atuação estratégica das RRPP nas organizações foram expressadas, como por exemplo a da @NatytaFranco: RP é a arte de trabalhar a imagem da org. p/ todos seus stakeholders posicionando a marca de forma estratégica.
Então, se não mudarmos a forma como o mercado brasileiro enxerga os profissionais de Relações Públicas estaremos fadados a sermos substituídos por profissionais de outras áreas da comunicação. Se não conquistarmos nosso espaço, nunca conseguiremos ocupar a posição estratégica que o profissional de RP tem (ou deveria ter, segundo nossos professores) em uma empresa. E aí fica beeem difícil Ser RP.




