quarta-feira, 7 de outubro de 2009

10 dicas de como fazer um bom e-mail marketing.

Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ


Formanda de Relações Públicas da UERJ. 22 anos. Analista de
Marketing Jr. da MPL Corporate Sofware. Com experiência
no setor de Comunicação Institucional da Vale. Nova colaboradora.

Prática muito comum para a maioria das empresas, o e-mail marketing é uma das formas mais baratas de propaganda e de melhor retorno sobre o invenstimento dos dias atuais. O problema é que muitas companhias, inclusive grandes corporações, cometem pequenos erros que acabam transformando seus e-mails em SPAM, ou simplesmente, por chegarem desformatados para o destinatário, deixam de passar a mensagem desejada. Neste post seguem algumas dicas do que fazer, e do que não fazer, para que sua mensagem chegue ao destinatário do jeitinho que você imagina.

1. Link de visualização externa. ESSENCIAL para que ocorra o envio do e-mail. Caso o seu e-mail perca a formatação no caminho entre o envio e a entrega é este link que vai direcionar o destinatário para a mensagem original. É importante que este link vá por extenso e não como um hiperlink de uma expressão do tipo clique aqui. Isso porque, sabendo qual o real endereço do link, o receptor não va achar que clicando ali vai baixar algum tipo de vírus.

2. Link de descadastro. MAIS QUE ESSENCIAL para o envio do e-mail. Se não tiver como colocar uma opção de desvinculação do destinatário do seu mailing, melhor nem enviar a mensagem. Além de ser contra as normas de evio de e-mail marketing, a não inclusão de uma forma de descadastro é detectada pelos servidores de e-mail, que classificam sua mensagem automaticamente como SPAM. Além disso, nada mais transparente do que no rodapé do e-mail dizer por que você está mandando essa mensagem para essa pessoa ela e sua empresa já tiveram algum contato, ela é cliente de um parceiro, ela se cadastrou no seu site... e coisas do gênero junto ao clássico Descadastre-se caso não queira receber mais e-mails.

3. Uma imagem não vale mais que mil palavras. Muitas pessoas acham que para fugir da possibilidade de “desformatação” do código html pelas diversas ferramentas de e-mail que existem basta fazer uma imagem bonitona e colocar no corpo do e-mail. O que ocorre, minha gente, é que a GRANDE MAIORIA das ferramentas de e-mail hoje não abre imagens de remetentes não-confiáveis. Ou seja, seu e-mail vai direto pro lixo sem ser lido. Claro que imagens são necessárias para tornar o e-mail marketing mais atrativo, mas elas precisam estar etremeadas de texto, para que a mensagem apareça mesmo que as imagens não sejam carregadas. As imagens também precisam estar com as descrições alternativas (alt) preenchidas isso é um recurso do html que permite que você descreva o que é a imagem, e essa descrição aparece do lado daquele xiszinho vermelho, de quando a imagem tá quebrada, para que as pessoas possam saber do que elas se tratam mesmo se não forem carregadas.

4. Teste, teste, teste e teste. Crie contas no Gmail, no Yahoo, no Hotmail, configure Outlook, Lotus Notes... E teste o recebimento da mensagem. Só assim você poderá verificar os erros que ocorrem para tentar corrigí-los da melhor forma. Isso vale para a página em que o e-mail vai ficar hospedado na web também. Teste no mínimo com o Internet Explorer, com o Firefox e com o Chrome. Se der para instalar o Safari (navegador da Apple) melhor ainda. Se você sabe que o seu público alvo vê e-mails pelo celular, existem editores html (o Dreamweaver CS4 eu sei que faz) que simulam a visualização com diferentes marcas de aparelhos.

5. Personalize. Personalizar um e-mail vai muito além de colocar na primeira linha Prezado Fulano, ok? Isso já é muito comum. Além disso, destaque no corpo do e-mail o cargo do Fulano, a empresa do Fulano, ou qualquer outra informação que faça com que o Fulano identifique que aquela mensagem é de fato para ele, e não mais um e-mail marketing promocional de qualquer coisa, que ele recebe toda hora. Por isso...

6. Evite comprar listas de mailing. Listas compradas não tem boas informações do tipo personalizáveis. Além disso, quando você compra uma lista, você está quase que enviando um SPAM. As vezes é necessário, principalmente quando a empresa não tem uma base de dados minimamente direitinha sobre seus clientes. Mas se você tiver como evitar, evite. Prefira realizar pesquisas para enriquecer as informações sobre os contatos que você já tem cadastrados, para conhecê-los melhor e aumentar as chances de sucesso ao ofertar um produto que eles realmente possam estar precisando.

7. Divida sua lista em alguns grupos e envie o e-mail com frases diferentes no assunto da mensagem. O assunto da mensagem e os primeiros 5 cm do e-mail são todas as suas chances de torná-lo interessante. Por isso é importante testar diferentes assuntos para ver qual despertou mais interesse em seus destinatários. Desta forma você poderá futuramente identificar um padrão mais aceito e aumentar a sua visibilidade.

8. Personalize também o remetente do e-mail. Se você recebe um e-mail do marketing@saraiva.com.br ou do casasbahia@casasbahia.com.br você já sabe que tem alguma promoção ali dentro e deleta o e-mail. Quando o remetente tem nome de gente, o interesse por ver a mensagem, e a incidência de respostas à ela são muitíssimo maiores.

9. Assine o e-mail. Essa mesma pessoa que enviou o e-mail deve assinar o e-mail. Com isso os leitores têm a sensação de que podem entrar em contato com alguém de carne e osso caso precisem de alguma ajuda ou informação. Claro que as respostas devem ser direcionadas para uma área de marketing ou customer care, para que elas tenham o devido encaminhamento. E é este devido encaminhamento que irá determinar o quão bom o relacionamento com o cliente poderá se tornar.

10. Evite expressões do tipo promoção, marketing, saiba mais, clique aqui, para sua empresa e repetições de pontos (!!, ??) em qualquer parte da mensagem. Se precisar dessas palavras crie figuras para elas e insira no corpo do e-mail. Muitos servidores consideram e-mails contendo essas expressões como SPAM logo de cara.

Bom, existem outras particularidades e diversas técnicas para fazer com que seu e-mail fique perfeito. Mas a boa prática e o respeito no envio de email marketing são tão importantes que algumas entidades como a ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto) e diversas outras competentes na área, como ABRADI, (Associação Brasileira das Agências Digitais), ABRANET (Associação Brasileira dos Provedores de Internet), elaboraram o C@PEM – Código de Autorregulamentação para a prática de E-Mail Marketing.

O Código tem por objeto definir as regras a serem seguidas para a utilização de email como ferramenta de marketing, de forma ética, pertinente e responsável. Entre no site e baixe o código completo ou se estiver com pouco tempo entre e leia um resumo criado para facilitar o entendimento e ajudar a adequação das empresas às normas estabelecidas, são os 10 passos do código de autorregulamentação.

Também é muito importante o uso de alguma ferramenta (nem que seja o Google Analytics) para mensuração do retorno. Mas acredito que com essas 10 dicas de como fazer um bom e-mail marketing somadas aos 10 passos do código de autorregulamentação todos poderão melhorar suas campanhas de marketing direto e, espero conseguir um bom elogio do chefe.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Gerador automático de Virais.

Por Max Delazeri, estudante de Relações Públicas da UFRGS


O que você acha de publicidade na Internet?

Ultimanente, tudo indica que é uma ótima ideia. Cada vez mais as pessoas estão gastando seu tempo na Internet, os números de internautas ativos no Brasil bate recorde mês após mês, as vendas on line já representam uma boa fatia do faturamento das empresas, e no Reino Unido os investimento em publicidade na internet já superam a TV. É, os antigos canais de comunicação broadcast estão perdendo terreno.

Agora, melhor que isso, só se fosse publicidade GRÁTIS na Internet.

Essa é a proposta do VIRAL, um vídeo que tenha a propriedade de se viralizar pelas redes sociais e alcalçar pessoas em toda parte da Internet, gerando o buzz e levando o nome da sua empresa de carona para a caixa de e-mail das pessoas, para a home dos twitters, para a página de recados dos orkuts.

É sabendo disso que o Ocappuccino produziu um Viral, em parceria com a Blue Film Production. Na verdade, qualquer um pode fazer um viral como esse, qualquer um mesmo. O novo viral do Ocappuccino foi feito através de um Criador de Virais, o Viral Test. Desenvolvido pela Rapp France e a GoViral, o Viral Test brinca com essa, nem tão nova, maneira de espalhar uma marca pelo ambiente 2.0.



Você entra no site, faz o upload do seu logotipo e logo mais recebe por e-mail o vídeo pronto. O Viral Test foi criado para promover um seminário organizado pela Associação de Anunciantes da França sobre marketing on line através de vídeos, que vai acontever no próximo dia 6 de outubro.

No site, você também encontra dicas para viralizar seu vídeo pelas redes sociais: twitter, youtube, orkut, etc. Mesmo que você não pretenda fazer um viral, vale a pela a visita.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

YouTube e suas tendências.

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS


O YouTube é um site para compartilhamento de vídeos, fundado em 2005 por Steve Chen, Jawed Karim e Chad Hurley. Em um ano o site obteve grandes repercussões e em 16 de outubro de 2006 foi vendido por US $ 1,65 bilhões para o Google.

Chad Hurley veio ao Brasil na última semana de agosto. No dia 27, o cofundador do site teve 30 minutos reservados para dar entrevistas dentro do escritório do Google e a grande discussão foi se o youtube matará a TV. Bruno Galo, da Agência Estado, fala em Cofundador do YouTube garante que Internet vai matar a TV sobre alguns aspectos da entrevista em que Hurley afirmou que o desafio é uma tendência. O Youtube por exemplo deixou de ser um site para hospedar vídeos engraçados e agora, se adaptando às tendências da internet, é uma grande ferramenta de divulgação, que promove o mercado digital. Nos próximos anos, quando todas as TVs estiverem ligadas à internet, a ideia de assistir a um programa no horário determinado pela emissora estará morta, profetizou antes de dizer que a mídia TV só serviria para veicular eventos ao vivo.

Ao pesquisar sobre o assunto no Youtube é possível encontrar um canal chamado Citizentube é como se fosse um canal para acompanhar o que acontece no Irã, também tem o canal da Casa Branca. Ainda existe um projeto em que os usuários do Youtube poderão ter seu canal customizado, é a versão 2.0 do molde atual, será o Youtube Channels 2.0. Há planos também para explorar novos modelos de peças publicitárias no Youtube, as propostas têm como premissa dividir a receita com a comunidade responsável por vídeos virais de sucesso. Trata-se de uma forma de estimular a criação de bom conteúdo, disse Hurley. A pesquisa realizada pela Eyeblaster sobre A Atenção do Consumidor mostra que é gasto em média somente um minuto por dia com a interatividade dos internautas com a publicidade online. Para Hurley, um dos grandes desafios do Google é tornar o sistema de publicidade ainda mais simples, para fortalecer as ferramentas sociais do site, para aproximar os usuários.

Contudo, na verdade o grande desafio do Youtube que também é do Google e do twitter, dentre outros é como rentabilizar o negócio. No texto de Bruno Galo é possível entender perfeitamente o problema: O YouTube... detém cerca de 70% do segmento, mas ainda não é um negócio rentável... Existe... um grande problema na trajetória meteórica de sucesso do YouTube. O site, que em sua origem chegou a ser comparado ao Napster... simplesmente não dá dinheiro... Para tornar o YouTube lucrativo, Hurley, que garante não sofrer qualquer tipo de pressão por parte do Google para reverter essa situação, aposta em diferentes modelos de negócio para diferentes tipos de conteúdo.

E sobre negócios digitais, na entrevista O Profeta da Economia Digital, concedida à revista IstoÉ edição 2073 de 5 de agosto de 2009, o americano Chris Anderson (autor do livro A Cauda Longa) afirma, em sua mais recente obra, Free, que disponibilizar conteúdo gratuito na rede é mais rentável do que vender. Ele explica que tem duas maneiras para se ganhar dinheiro na internet – A antiga é depender de propaganda. O sujeito enche a página de anúncios ou delinks patrocinados para cobrir os gastos do site e lucra com o que vende. Isso funcionava bem nas páginas das grandes empresas. Agora nem para elas tem funcionado. A nova maneira, que chamo de Freemium, é oferecer até 90% do produto de graça. Dos que conhecem, 10% subsidiariam a gratuidade dos 90%, já que o produto digital está cda vez mais barato de fazer, armazenar e distribuir. Por exemplo – Nos EUA, a Microsoft dá toda a infraestrutura de software para empresa com menos de três anos de existência. Depois ganha dinheiro vendendo extras e manutenção.

É nítido e necessário que o site de vídeo Youtube siga este caminho rentável, há alguns projetos sendo desenvolvidos. Até porque sua concorrência está cada vez mais acirrada, como mostra a matéria da Revista Veja edição 2118 de 24 de junho de 2009, que apresenta na página 148 em Além do Youtube que existem outras opções competitivas para assistir a vídeos na internet. Na matéria, especialistas apontaram o que há de melhor e de pior nos sites mais acessados no país, por exemplo a baixa qualidade do youtube versus a alta definição do vimeo.

E para enfrentar esta concorrência e dar um start nos lucros, um dos projetos do Youtube para rentabilizar o negócio de vídeos, foi postado, com o título Youtube negocia locação de filmes com grandes estúdios, por Tatiana Foresta no blog Os Números da Internet e consiste no aluguel de filmes que ficariam disponíveis para locação online e os usuários pagariam uma taxa.

A gratuidade na internet não é um modelo certo, mas cobrar por tudo tão pouco é. E o Youtube vem mostrando que – neste sentido, para permancer com alto indíce de tráfego e poder ganhar dinheiro – Crhis Anderson apresentou a estratégia mais equilibrada: o Freemiun.

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