sexta-feira, 31 de julho de 2009

Informação é isso aí: empresa cria estratégia de comunicação para atingir metas de vendas.

Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUCRS


Hoje mais um texto sobre os cases premiados Aberje, tratando de comunicação interna. A empresa da vez é uma franqueada da Coca-Cola localizada no nordeste do país, a Norsa, vencedora do prêmio em 2007 na categoria Gestão de Mídia Impressa.

A Norsa tinha o intuito de obter um recorde de vendas entre as empresas da região. Para isso, contou com a participação de uma equipe muito motivada e esforçada, incluindo, é claro, profissionais da comunicação. Eles desenvolveram um conjunto integrado de comunicação impressa, formado por quatro frentes: dois jornais, um quadro de avisos e um calendário especial. Todos esses veículos enfatizavam a importância do trabalho individual para a conquista das metas da empresa.

O jornal bimestral INFO Norsa produzia textos que condiziam com as diretrizes da empresa, e ao mesmo tempo, com os fatos que aconteciam no mundo todo. Um exemplo de matéria foi a preservação do meio ambiente, que tinha relação com o novo sistema de gestão da qualidade da empresa. O outro jornal, também bimestral, Jornal Casa, era destinado às famílias dos funcionários. Tratava de temas como educação, comportamento, qualidade de vida e solidariedade. Destacava também o papel da família no desempenho de cada colaborador da empresa - quando as coisas vão bem em casa, refletem também no trabalho.

No final do ano, quando as festas se aproximavam, a empresa criou uma campanha, divulgada no quadro mural, que dizia o seguinte: Você quer entrar na história?, e utilizava teasers que relembravam fatos históricos na contagem regressiva até atingir a meta das vendas. Feito isso, chegou então a hora de lançar o calendário especial para o ano de 2007, usando fotos de animais e textos motivacionais. Além disso, esse instrumento trazia dicas sobre qualidade de vida abordando o meio ambiente, educação e saúde.

O sucesso de toda essa estratégia de comunicação foi enorme: 406% foi o lucro da empresa entre os anos de 2003 e 2007. Fica claro que quando o funcionário se sente bem dentro da empresa, ele se motiva para ajudá-la a atingir as metas. Ter um veículo destinado às famílias desses colaboradores é outro fator positivo, que influencia na opinião a respeito da empresa na qual eles atuam. Tratar bem o funcionário nunca foi tão essencial como nos dias de hoje.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Relações Públicas na ofensiva da Petrobras.

Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Li na Exame 946, ná página 84, a Ofensiva da Petrobras e o que me chamou atenção, mais do que o próprio conteúdo do texto, foi o destaque atribuído às relações públicas no subtítulo: Para barrar a CPI, a empresa iniciou uma grande operação de articulação política e de relações públicas - um movimento no qual a faceta de estatal tem prevalecido sobre a de corporação global.

Reza a sabedoria popular que é possível saber como uma CPI começa, mas é impossível saber como ela vai terminar. A imprevisibilidade, somada ao fato de que as investigações podem arruinar a reputação de corporações, transforma a condição de alvo desta investigação em um dos piores pesadelos organizacionais. Ao certo sabemos que aprovada no Senado em meados de maio, a CPI da Petrobras ainda não tinha instalada até a data de veiculação da revista (1° de julho), pois depois de 3 tentativas e dois meses de negociação a CPI saiu do papel e foi instaurada em 14 de julho (mas os trabalhos só começarão em agosto, com o controle do governo, é claro, pois na CPI a presidência é do PT e relatoria é do PMDB). Menos mal para a empresa!

A Petrobras não é uma empresa qualquer, trata-se da maior companhia brasileira e uma das maiores do mundo. Nos próximos quatro anos, planeja investir 174 bilhões de dólares e a última coisa que a direção da Petrobras - e o próprio governo - desejavam neste momento é ter esses projetos atravancados por uma investigação parlamentar.

E por este motivo lançou mão de duas estratégias, que, tendo em vista o tempo em que a comissão ficou de molho no Senado, foram bastante produtivas: articulação política e relações públicas. O texto da revista divide estas duas estratégias, contudo eu não as diferencio (não querendo puxar a brasa para o nosso assado, mas já puxando), pois considero a articulação política (o lobby – bem ao estilo Spin Doctor – como nos EUA em que ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis e não no sentido brasileiro pejorativo/depreciativo), uma ferramenta das relações públicas. Então, para nível de entendimento, distinguo as ações em dois canais, comunicação interpessoal e interação mediada por computação:

Comunicação interpessoal
Nesse aspecto, a Petrobras é uma companhia diferente, e não apenas por seu porte ou importância estratégica. Sabemos que ela não funciona como os Correios, que apanharam do começo ao fim da CPI que os investigou em 2005. É uma empresa agressiva, forte e ágil. E partiu para o ataque. E para isso, a Petrobras tem na presidência de uma de suas coligadas, a BR Distribuidora, um profundo conhecedor da dinâmica e das idiossincrasias do Senado Federal. Trata-se de José Eduardo Dutra, ex-senador pelo PT de Sergipe, que desde o início de junho, a cada terça-feira deixava a sede da empresa, no Rio de Janeiro, e viajava para Brasília, de onde só voltava na quinta-feira à noite.

Sua função era basicamente fazer lobby, articulação política, ou seja, monitorar o humor dos parlamentares em relação à Petrobras e tentar enfraquecer o movimento pró-CPI. Diariamente, Dutra municiava de informações o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Gabrielli também saiu a campo, percorrendo gabinetes de senadores, inclusive os da oposição, para falar da inconveniência da CPI para o país. Ele se valia do ótimo e pertinente argumento de que a investigação só serviria para dar popularidade a políticos e atrapalhar a execução do plano de investimentos da empresa, prejudicando o desenvolvimento do país.

Interação mediada por computação
Já foi postado aqui e muito comentado sobre o blog Fatos e Dados (agora com endereço e hospedagem nova, antes o petrobrasfatosedados.wordpress.com agora é blogspetrobras.com.br/fatosedados e com o tamplate remodelado, ver imagem).

Neste tempo todo, muitas versões foram discutidas, uns a favor, outros contra a atitude, e a revista, representando seu papel imparcial, traz também ambas as versões: Não faz sentido uma empresa que precisa ganhar espaço na mídia criar conflito desnecessário com jornalistas, disse a diretora de uma das maiores agências de comunicação do país e Foi uma grande sacada. Expôs a imprensa toda e colocou a mídia na defensiva, disse um diretor da estatal.

Importante destacar o papel das relações públicas nesta estratégia da Petrobras de gerenciamento desta delicada situação e também o destaque que um respeitado veiculo oferta às relações públicas, percebendo e destacando o termo no subtítulo da matéria. A empresa lançou mão destas duas estratégias ofensivas de comunicação, pode-se perceber, sem idealismos e juizo de valor políticos, a intenção de partir para o ataque e antever cenários futuros. E você, concorda com esta postura da Petrobras?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Revista Imagem RP é total flex.

Por Rita Randazzo estudante de Relações Públicas da UNISINOS.

Hoje dando continuidade a série de posts sobre as publicações feitas por estudantes de Relações Públicas, apresentamos a Revista Imagem RP.

Produzida no 6º semestre do curso de Relações Públicas da UNISINOS, pelos alunos de Redação em Relações Públicas IV, ela é fruto de um exercício editorial proposto pela professora Erica Hiwatashi, coordenadora do curso. Desde 2008, ela vem com uma nova proposta: dois tipos de publicação em uma! E como funciona esta produção?

Na primeira parte do semestre, os alunos elaboram, individualmente, matérias com abordagens atualizadas das questões que estão na ordem do dia da formação e da profissão de Relações Públicas. Cada aluno produz pauta, reportagem, texto e edição de seu material.

Na segunda, três grupos produzem três revistas empresariais direcionadas a empresas reais, buscando atender às demandas das instituições no âmbito da comunicação interna ou externa, dependendo das necessidades apresentadas. Com as informações em mãos, os grupos passam a editar e diagramar suas revistas na Agência Experimental de Comunicação da UNISINOS (AgexCOM), responsável pela produção gráfica do material. E sua produção, dentro do conceito de comunicação empresarial e/ou jornalismo empresarial, é um desafio didático e compensador!

Sob a orientação do Professor Mestre Miro Bacin, participei da edição do primeiro semestre de 2008. Era a Imagem RP – o mundo que nos espera que dava sua largada total flex, levando com ela a Minha RBS, do grupo RBS, a 5ª Marcha, da Sinoscar e a Zuuum, da Modular Cargas! Com a Zuuum engatamos a primeira marcha em direção ao mercado de trabalho: a empresa Modular Cargas solicitou 200 cópias da revista para distribuir aos seus clientes. A indicação da Zuuum à etapa regional do Expocom, ocorrido em maio deste ano, em Blumenau, SC, também trouxe compensações: voltamos vencedores na categoria Relações Públicas, modalidade veículo de comunicação interno e/ou externo (avulso).

Os objetivos da edição de 2008 foram: servir como estratégia de Relações Públicas no âmbito empresarial, valorizando a profissão; proporcionar aos leitores informações relevantes sobre as empresas; apresentar a versatilidade do profissional de RP e, com isso, incentivar a captação de novos alunos; realizar intercâmbio de experiências bem-sucedidas, relacionadas a RP, dentro e fora da Universidade. No Portal3, site da Comunicação da UNISINOS, você pode conferir todas as edições da Imagem RP. Aproveite! Depois dessa que apresentamos já foram feita mais duas edições, mas elas infelizmente ainda não estão disponiveis no site.

Para acompanhar essa série de post fique de olho na tag Publicações Faculdades de RP.

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