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segunda-feira, 5 de abril de 2010

5 Formas de Fazer um bom Mobile Marketing.

Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUCRS

Gente, andei lendo vários artigos, posts e tudo mais sobre mobile marketing e resolvi, então, compartilhar um pouco dessas informações com vocês.

O mobile marketing definitivamente veio para ficar. Isso porque, em nosso país, existem mais de 170 milhões de celulares. O celular se transformou em uma mídia de massa. Mas com o diferencial de ser possível falar com cada consumidor individualmente, afirma ederico Pisani Massamormile, presidente da Mobile Marketing Association (MMA) e da agência especializada Hanzo. As empresas estão começando a se dar conta disso e estão tentando encontrar alguma maneira de conquistar a atenção de seus clientes através dessa nova mídia. Essa não é uma tarefa fácil, e assim como tudo na comunicação, exige planejamento.

Nós, profissionais da comunicação, não podemos esquecer de um detalhe básico ao fazer um mobile marketing: o consumidor deve autorizar o recebimento de informações via celular. Caso contrário se torna uma ação inoportuna, podendo ser vista até mesmo como invasão de privacidade. Então, muito cuidado com isso.

A revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios publicou uma matéria muito interessante sobre o assunto intitulada 5 formas eficientes de fisgar o cliente pelo celular. São elas: SMS, Torpedo de voz, Bluetooth, Sites e Aplicativos. Vamos descobrir um pouco mais sobre cada um.

SMS
É a forma mais antiga e mais fácil de atrair o consumidor. A empresa deve conseguir uma parceria com as aperadoras. As mensagens devem ser enviadas para clientes cadastrados ou então contratar o SMS Broadcast, listas das próprias operadoras. Não se deve esquecer do detalhe já citado, de não invadir a privacidade de ninguém.

A Neve, marca de papel higienico está com uma ação via SMS que vai do dia 1 de abril até o dia 23 de junho. Consiste no seguinte: o consumidor envia o pin code alfanumérico de 10 dígitos (localizado no interior do rolo) por sms ou pela internet (Mordomia Neve). O cliente recebe uma mensagem de confirmação dizendo que ela já estã participando da promoção. Durante o período da promoção, os participantes concorrerão a centenas de premios, algumas casas, 1 carro e 1 ano de Neve (R$180 mil).

TORPEDO DE VOZ
É feita uma ligação para o consumidor, na qual ele ouve uma gravação. Se bem feita, pode ser uma bela maneira de aproximação com os consumidores e também de gerar forte viralização por meios de blogs, Twitters, orkuts, etc. Na matéria de revista é apresentado um case da empresa Sixpix, que utiliza a estratégia para todos os eventos que realiza.

BLUETOOTH
Deve ser uma ação bem pensada, pois os custos são bem mais altos do que os dois já mencionados acima. Trata-se de posicionar dispostivos em uma área determinada e se relacionar com as pessoas que estão passando pelo local. O alcance é limitado. Na reportagem também há um belo case, mas vou citar o de uma marca conhecida por todos: Coca-Cola.

A empresa realizou no ano de 2009 uma ação de bluetooth marketing em vários shopping do Brasil. Um deles era o Aricanduva Shopping, em SP, onde foi montado um stand da marca, com cartazes que convidavam as pessoas que por ali passavam para atinvarem seu bluetooth. Se o fizessem, recebiam conteúdo exclusivo da Coca, como wallpapers e ringtones. Além disso, os primeiros que chegassem ao stand com suas tampinhas ou dois anéis de latinha da marca, poderiam cantar uma música no Xbox 360 (Game-karaokê Lips), ou tirar uma foto personalizada. Participaram da ação mais de 2.500 pessoas, durante 2 meses.

SITES
Existem cerca de 10 milhões de brasileiros que acessam a internet por meio dos celulares. As empresas, no entanto, devem lembrar que os navegadores de celulares não são tão rápidos quanto os de computadores. Sendo assim, a empresa deve adaptar seu site para o dispositivo. É preciso avaliar quais conteúdos e serviços são mais atrativos, diz Daniel Mendes, sócio da agência especializada Fluida.

A Travel Ace, empresa de seguro de viagens, por exemplo, direcionou seu mobile site para seu público-alvo principal: viajantes internacionais. Nesse site, então, esses passageiros encontravam dados de contato, área de registro de ocorrencias e formas de acionar a assistencia de viagens. Informações como taixa de cambio e plataforma de vendas ficaram de fora, por não serem tão relevantes quanto as outras.

APLICATIVOS
Depois da febre do Iphone, muitos aplicativos para celular começaram a surgir. Muitas empresas estão criando seus próprios aplicativos com o objetivo de estreitar seu relacionamento com seus clientes. As empresas deixam de ser apenas vendedoras ou prestadoras de serviço e oferecem um produto de valor agregado, diz David Reck, sócio da agência especializada Enken. Especialistas dizem também que o aplicativo deve ser gratuito e trazer algum diferencial ao cliente, ou seja, trazer algo realmente interessante e útil para ele.

O Banco Itaú, por exemplo, desde o ano passado crio seu aplicativo para Iphones. Esse permite ao cliente acesso à sua conta bancária, transações e consultas e até mesmo visualizar os indicadores de mercado. Além do mais, o cliente pode saber qual é a agência - ou caixa eletrônico do Itaú - mais próxima do local onde se encontra, graças ao GPS do Iphone 3G.

A MINHA EXPERIÊNCIA
Como deu pra perceber, existem várias maneiras de fazer mobile marketing. Um fato relacionado a isso que aconteceu comigo durante esse verão foi o seguinte: estava eu, bem bela, deitada na praia tomando um banho de sol, quando recebo via bluetooth uma foto minha daquele exato momento. A única diferença é que eu aparecia na foto bem mais bronzeada, com um tratamento de photoshop que deixou bem bronzeada. A empresa em questão era de protetores solares e bronzeadores. Fiquei me perguntando como sabiam que aquele bluetooth era meu, para me mandar uma foto minha? Foi então que me dei conta que uns minutos antes eu havia passado pelo stand da marca e pedido algumas informações e acredito ter dito meu nome, só pode né?! Achei bem interessante a iniciativa, mas ao mesmo tempo pode ser visto por muitos como invasão de privacidade, por nao terem pedido autorização para tirar uma foto da pessoa e até mesmo por a mesma não ter autorizado receber via bluetooth qualquer conteúdo da marca.

E vocês, o que pensam sobre isso? Conhecem mais cases ou já passaram por alguma experiência dessas?

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