quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reinventando a publicidade digital.

Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

Amanda Barrin, 21 anos, 7º semestre de PP na PUCRS, totalmente
fascinada pela comunicação digital e pelas soluções de criadas pela
publicidade para esse meio. Além de ter um pézinho no passado, adora
futricar a história da publicidade e traçar parâmetros com o que nos
espera no futuro, uma vanguardista 'especuladora'. Atualmente trabalha
em uma assessoria de comunicação, o que a deixa sempre antenada no que
está acontecendo, gosta muito do que faz e é uma comunicadora utópica.
Além disso tudo é a nova colaboradora d'Ocappuccino.com

Falar em conteúdos multiplataforma pode parecer chover no molhado, em tempos da tão falada revolução digital, mas não é. Por anos a fio a comunicação social acontecia somente em meios tradicionais, revistas, livros, jornais, TV, rádio e etc. Onde o emissor mandava a mensagem pra milhões de receptores e esperava que eles a absorvessem de maneira uniforme, como sugere a teoria da Agulha Hipodérmica. A publicidade estava acomodada a esses moldes. E a partir daí a maionese desandou. Os jovens já não vêem tanta televisão, preferem passar horas a fio em redes sociais como Twiiter e Orkut, que também revolucionaram a comunicação interpessoal. Hoje não se vai mais à casa de alguém para chamar para uma balada, se manda um SMS, deixa um scrap, marca por MSN. As coisas ficaram muito mais simples e complexas. Temos aí a primeira das muitas contradições do assunto. O velho dilema de Tostines (tostines é mais vendido porque é fresquinho, ou é mais fresquinho porque é o mais vendido?). A comunicação digital aumenta ou diminui distancias é um exemplo claro de que os tempos mudaram.

Hoje pessoas se conhecem e acabam se casando ou criando uma grande amizade por conta dessas redes sociais. Foi-se o tempo em que se perguntava se relacionamentos começados pela internet dariam certo, isso já é habitual, faz parte do curso natural das coisas. Segundo o IBOPE (julho 2009) os brasileiros passaram mais de 71 horas on-line no mês de julho, e a DATAFOLHA (junho 2009) diz que 91% dos internautas usam a internet para se relacionar com outras pessoas. Mas se nós comunicadores, e mais especificamente publicitários, estamos carecas de saber isso, porque é tão difícil usar esse meio para a publicidade. O máximo que conseguimos é um banner no Orkut, links patrocinados, viral (quando dá certo), aba no MSN. É verdade que o Twitter vem revolucionando o relacionamento das empresas com o consumidor, mas ainda assim. Ferramentas como a Blip.fm, que vem se popularizando entre usuários do Twitter, e a mais nova Blip.tv, têm sido muito mal aproveitados pelo meio. Há pouco tempo a TV Terra, outra TV on-line que tem filmes, seriados, noticias ao bel prazer do usuário, começou a inserir pequenos comerciais que variam entre cinco e 30 segundos antes de sua programação. Mas ainda assim não estão dando resultado esperado, pois irrita o espectador.

O grande barato desses sites é que o usuário se torna DJ, VJ, o próprio Silvio Santos montando a sua programação de TV, ao mesmo tempo em que gera, consome conteúdo. Agora cabe a nós, nova geração da comunicação, totalmente inserida nesse mundo digital, acharmos meios para atingir esse novo público, do qual fizemos parte. Complicado, não?!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu numa mesa de bar).

Por Rita Randazzo, estudante de RP da UNISINOS e gerenciadora ComunicaRS

Ao passar os olhos pelo blog da Talk2, me chamou atenção o lançamento do primeiro e-book em português sobre o Twitter, ocorrido em agosto, por meio do microblog @lets_talk . Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu numa mesa de bar), de Juliano Spyer, é um guia prático para pessoas e organizações que querem descobrir e explorar o potencial do serviço.

A vantagem do livro é que poderá ser baixado, impresso e distribuído livremente. Além disso, junta todas as informações sobre o serviço num só lugar, em 110 páginas escritas de forma didática. Quem quiser tirar dúvidas, certamente encontrará as informações necessárias no material, seja um usuário iniciante ou um twitteiro profissional.

Segundo Juliano, qualquer um que esteja interessado ou curioso pelo Twitter encontrará informações úteis no guia. O iniciante terá o B-A-BA incluindo imagens passo-a-passo para que o serviço faça sentido. Profissionais poderão explorar as aplicações da ferramenta para negócios, jornalismo e campanhas políticas. Usuários avançados terão informações estatísticas atualizadas, dicas de conduta, planos futuros do Twitter e a introdução a temas polêmicos relacionados ao serviço. E o guia termina com uma lista de tuiteiros recomendados par ajudar a enriquecer a experiência de quem está começando a usar o serviço.

Páginas interessantíssimas são a 7, o Twitter pelo Twitter - um prefácio coletivo em que @marcelotas e mais 10 convidados definem o que é a ferramenta (por exemplo, a definição 6. O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando 'sozinho', eventualmente algúem responde. @saintbr) e a 9, o rascunho do projeto do Twitter, desenhado por seu criador no ano de 2000, o programador Jack Dorsey.

E é a metáfora de definição do Twitter que encontramos na introdução que nos instiga à leitura: O Twitter é como o seu bar favorito funcionando dia e noite: a hora que você aparecer encontrará alguns frequentadores habituais e mais outras pessoas relacionadas a eles. Você poderá ficar para um dedo de prosa durante um intervalo no trabalho ou passar horas interagindo e trocando idéias.

Acessando o link, podemos baixar o e-book em baixa, média ou alta resolução. Vale a pena conferir!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 2]

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Rodrigo Cogo, gerenciador do Mundo RP

Continuação de Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 1]

Grunig explica a trajetória de suas pesquisas:

1960: iniciam pesquisas sobre o comportamento dos públicos e o desenvolvimento de uma teoria situacional.

1970: perceberam como o comportamento do Relações Públicas influenciam para a imagem da organização perante os públicos.

1980: surge a teoria simétrica.

No início dos anos 1990, Maria Aparecida Ferrari fez uma ampla pesquisa em busca da excelência na comunicação. Em uma entrevista, a professora explicou afundo sobre a pesquisa realizada por James E. Grunig.

A professora diz que James E. Grunig coordenou um grupo de seis pesquisadores que realizou um extenso trabalho, patrocinado pela Internacional Association of Business Communicators Research Foundation (Fundação de Pesquisa da Associação Internacional de Comunicadores Empresariais) – IABC Foudantion, sobre as características da excelência em departamentos de relações públicas e sobre como tais departamentos tornam suas organizações mais eficazes. Foram pesquisadas 327 organizações nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido para identificar como as organizações praticavam as relações públicas de forma excelente e quais das práticas possuem uma maior probabilidade de tornar as organizações eficazes). O universo da pesquisa era composto por corporações, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos, e associações comerciais e de profissionais. O resultado dessa pesquisa foi à elaboração da Teoria Geral de Relações Públicas - A teoria é resultado de uma extensa análise da literatura e de pesquisa; seu início teve como premissa duas questões:

a) Qual é o valor de Relações Publicas para as organizações?

b) Se Relações Públicas tem valor, quais são as características de um departamento de RP eficaz?

Pela pesquisa foi possível usar a premissa para identificar e relacionar atributos da função de relações públicas e da organização que logicamente seriam possivelmente a razão de tornar a organização eficaz, diz a professora Maria Aparecida Ferrari.

Voltando à palestra e às explicações de James E. Grunig, entre os indicadores detectados para uma organização mais eficaz estão as relações públicas como função gerencial única que auxilia a organização a interagir com os elementos sociais, políticos e institucionais do ambiente e as relações públicas criando valor para a organização e para a sociedade através do cultivo de relacionamentos que incrementem ativos intangíveis tão relevantes quanto os ativos econômicos. Trata-se da concepção de que relacionamentos são valiosos porque reduzem custos, aumentam a rentabilidade, minimizam os riscos, protegem contra questões emergentes e crises. Tudo isto porque estão vinculados diretamente à reputação. A função gerencial de RP ultrapassa a parte técnica, enfatiza Grunig, porque pressupõe uma visão estratégica de administração e não o exercício pontual de atribuições. Os relações públicas atuam como conselheiros da ética e defensores da responsabilidade social, arremata ele. Sobre suas atividades recentes, cita o estudo da importância da construção de cenários, o estabelecimento dos efeitos do relacionamento na reputação e eficácia organizacional para determinação do ROI (return on investment) em RP e o estudo dos públicos passivo, ativo e ativista.

Grunig finaliza dizendo que o maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de institucionalização para a gestão estratégica das organizações.

Ainda na entrevista com a professora Maria Aparecida Ferrari, ela resume a pesquisa como uma estrutura conceitual para a prática profissional de relações públicas, que, com aplicações e revisões adequadas em diferentes culturas organizacionais e nacionais, é um componente fundamental da gestão eficaz em todo o mundo. Os resultados da pesquisa que resultaram na elaboração da teoria geral de relações públicas demonstram que a profissão tem função estratégica e que essa atividade geral valor tangível para as empresas, ou seja, ajuda as empresas a venderem mais seus produtos e serviços.

Os departamentos de Relações Públicas que participam das decisões estratégicas, que atuam como analistas de cenários estão preparados para fazerem a 'diferença' nas organizações e agregar valor. Finaliza a professora Ferrari.

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