quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos. [parte 1]

Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP e Rodrigo Cogo, gerenciador do Mundo RP


O post de hoje foi produzido em parceria da Belle com o Cogo e é fruto de ambas as percepções sobre o lançamento do livro 'Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos' - ocorrido em agosto na FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação) - e de uma entrevista posterior com um dos autores do livro, Maria Aparecida Ferrari. Pela extensão do material, dividimos em duas partes, a primeira vai ao ar hoje e a segunda parte publicaremos na sexta-feira.

No início de agosto aconteceu no auditório da FAPCOM na capital Paulista o lançamento do livro Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos, de autoria do consultor e pesquisador norte-americano James Gruning e co-autoria dos professores Maria Aparecida Ferra e Fábio França. O norte-americano veio ao Brasil não somente para o lançamento do livro, mas para realizar palestras com o tema Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos.

A obra reúne teorias, práticas e experiências dos autores e está dividida em três partes. Na primeira, Grunig apresenta um quadro teórico para o exercício da profissão, levantando a definição e o posicionamento das relações públicas (atividade responsável pela gestão da comunicação nas organizações). Seu reconhecimento global, aliás, tem feito de seus trabalhos fontes de informação para a análise do mundo corporativo atual e referência obrigatória em universidades norte-americanas e de países de outros continentes. Na segunda parte, Ferrari discorre sobre a profissão e suas práticas no contexto latino-americano e, na finalização, França aborda a gestão de relacionamentos corporativos, analisando os públicos prioritários das corporações. Importante fonte de conceitos, o livro traz a maior pesquisa internacional já realizada sobre o processo da comunicação nas organizações.

Para Maria Aparecida, as relações públicas estão mais vivas do que nunca. Ela assinala que a realidade norte-americana é bem distinta da América Latina, no sentido da absorção de profissionais da área, e então mais do que nunca precisamos de obras que revisem nossos paradigmas. Fábio França destaca que a ação de RP se estabelece por meio de relacionamentos, que levam ao conhecimento de perfil, preferências e demandas das pessoas como indivíduos e grupos. Por isto, suas pesquisas têm enfocado os relacionamentos corporativos, sua administração estratégica para obter resultados e respostas positivas para todos os agentes, de maneira permanente.

Grunig acredita que a temática das relações públicas no contexto da recessão mundial mereça análise, o que ressaltaria a relevância do livro. Em sua visão, a maioria das organizações parece pensar que podem viver sem o relacionamento com os públicos. Ele reconhece que RP foram reconhecidas no Brasil de forma diferente dos Estados Unidos, país onde mesmo entre profissionais atuantes não há uma conceituação única ou dominante. A abrangência brasileira é maior, porque não prioriza uma das três partes mais tradicionais de exercício profissional: relação com os meios de difusão de mensagens, função de marketing e função de gestão estratégica como ativo participante dos processos de tomada de decisão, para o que seria fundamental a capacidade de análise de cenários e o desenvolvimento de pesquisas sobre as expectativas dos públicos. Esta última área, na opinião do especialista, seria a mais completa e mais promissora para a consolidação da profissão.

Ele então relembrou sua trajetória como pesquisador e a formulação de dois paradigmas no setor - ele define paradigma como forma de entender a disciplina - O simbólico interpretativo que aponta as relações públicas como administradora de como os públicos interpretam a organização para protegê-la do ambiente. Nesse enfoque, interagem conceitos como imagem, reputação, marca e identidade. Seria o relações públicas como negociador de significados junto aos públicos, mas com ênfase na divulgação e na relação com os meios. E depois o paradigma da Gestão Estratégica Comportamental, com o RP participando da tomada de decisões estratégicas, a partir da comunicação simétrica e do engajamento com os públicos para além do domínio e do uso de técnicas. É deste diálogo que o panorama fica conhecido a ponto de permitir a negociação de sentidos e de atitudes sem indução.

Continua...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jornal Perspectiva: produção de RP da UFG.

Por Bruna Franco, estudante de Relações Públicas da Universidade Federal de Goiás

Hoje quem posta é Bruna Franco, a mais nova conquista
d'Ocappuccino.com. A aluna do 4º período da Universidade
Federal de Goiás, ela é suspeita para falar de relações públicas,
porque é realmente apaixonada. Bruna confessa que quan
do
entrou mal sabia o que era o curso, mas foi vendo nossa profissão
os poucos e apesar das dificuldades que enfrentamos se apaixonou
e nada mais a interessava a não ser RP. Ela, como muitos de nós,
consdiera incrível poder trabalhar com públicos e mais além, diferentes
públicos, muitas vezes numa mesma instiuição. E vai além, acredito
que ter uma vasta área para se trabalhar é um benefício, é aí que tá a
graça de ser um RP. Por que trabalhar numa coisa só, se você pode
sempre estar modificando os ramos para trabalhar, e seguir essa coisa
de nunca parar? Para ela essa é a essência do profissional de RP, que
não deve ser mais ou menos, e sim, intenso, frenético e buscar sempre.


O Jornal Perspectiva é produzido pelos alunos do 4º período de Relações Públicas da Universidade Federal de Goiás. E está ainda em seu início, já que este ano produziremos a 2ª Edição da nossa publicação. A primeira foi feita no ano passado, também pelos alunos do 4º período, na disciplina de Produção de Texto Jornalístico II, idealizado pela professora Divina Marques e o coordenador do curso, Rubén Darío.

Seu objetivo inicial era materializar aquilo que era aprendido em sala de aula, pois não bastava apenas produzir textos sobre determinados assuntos, se estes não eram publicados e nem focavam um determinado público. Foi aí que surgiu o outro objetivo: o de publicar as matérias feitas pelos alunos da UFG e que, em seguida, tivesse como destinatário o nosso público-alvo, que iriam desde a direção da FACOMB (Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG), até as empresas e seus empresários, passando por todos os alunos de RP da faculdade. Havia também o desejo de que estes públicos tivessem conhecimento da nossa Agência Experimental Simetria.

Foi por este motivo, que a primeira edição do Jornal Perspectiva - no 2° Semestre de 2008 - foi produzida. Com entrevistas de professores e os diretores da faculdade, para que esclarecessem a situação do curso e seus propósitos. Há também uma entrevista com o reitor Edward Madureira Brasil, que foi a reportagem de capa, ressaltando a importância de parcerias entre o setor público e o privado, já que, ainda hoje a comunicação institucional em algumas empresas é um pouco falha e para resolver esse problema, ninguém melhor do que um profissional de Relações Públicas. Em tempos de crise, uma reportagem, ainda na primeira edição, sobre como essa recesão poderia nos afetar, porém numa visão otimista. Além disso, uma entrevista com a professora Lindsay Borges, sobre como o curso de RP da UFG evoluiu nesses últimos anos. A publicação n°1 ainda possui matérias sobre a ética na nossa profissão, alunos que saíram da Universidade direto para o mercado de trabalho e estão bem-sucedidos e outras reportagens que não deixam de ser também interessantes.

Este ano contamos com quatro grupos, e em nossa pauta entrará temas como: Escândalos políticos no Brasil desde Dom Pedro II; os prováveis candidatos à presidência em 2010; Twitter como ferramenta imprescindível aos comunicadores; relações públicas e as novas tecnologias; entre outros.

Por estar ainda no início, passamos por algumas dificuldades, como falta de verba para que sejam produzidas mais edições, e que não sejam apenas anuais, como acontece por enquanto. O que em breve, será mudado e vocês poderão ver edições frequentes do universo goiano de Relações Públicas.

Espero que gostem!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Potencializando o Twitter.

Por Massimino Delazeri, estudante de Relações Públicas da UFRGS

Hoje apresentamos algumas ferramentas desenvolvidas para o Twitter, que utilizadas corretamente, podem ajudar a potencializar a sua conta, muito útil para o perfil corporativo de empresas e para os candidatos a celebridades nas redes sociais.

Muito mais do que apenas twittar mensagens e informações é preciso saber como seus seguidores estão as recebendo, é preciso saber se elas estão sendo relevantes o bastante para serem retwittadas ou até mesmo salvas como favoritas por algum usuário, e para isso podemos contar com:

Checkretweet - Consultando através do nome de usuário a ferramenta mostra todos os RT gerados dos seus tweets.

Favotter - Com esta ferramenta você pode descobrir quem adicionou como favorito um de seus tweets.

Todo o profissional de comunicação sabe que não basta apenas criar o perfil da empresa nas redes sociais para participar delas, o mais importante é monitorar, ficar de olho em tudo o que acontece, e para isso podemos contar com:

Backtweets - Basta fazer uma busca pelo dominio que ele acha todos os links relacionados, e o mais importante, ele encontra mesmo os links criados pelos compactadores de URL ( ex.: migre-me)

Topsy - Essa ferramenta permite você fazer buscar muito rápidas pelo Twitter, além de buscar entre as mensagens twittadas, elas busca também nos perfis.

Informacoes sobre seus clientes/seguidores, nunca são demais, e para isso podemos contar com:

Twittercounter - Com essa ferramenta você consegue informações de um determinado usuário, porque ela mostra graficamente a evolução no número de seguidores e tweets, além de dar previsões baseadas nesses dados.

Tweetstats - Esta ferramenta apresenta estatísticas do número de tweets por hora, por dia, por semana, por mês e até os outros usuários com quem o perfil consultado mais interagiu.

Deve se ter muito cuidado também na hora de escolher quem seguir, não podemos simplesmente sair seguindo todo mundo, além de perdermos a nossa credibilidade iremos receber muito lixo, para que isso não aconteça podemos contar com:

TwitChuck - Esta ferramenta estabelece uma nota para o usuário consultado de acordo com uma série de dados, como o número de tweets, frequência de uso, quantas vezes já foi bloqueado.

Friend or Follow - Consultando essa ferramenta você descobre quem está seguindo que não te segue e quem te segue que você não está seguindo.

TweetEffect - Talvez a ferramenta mais importante que apresento no post, com ela você pode monitorar se seus tweets fizeram pessoas te seguirem ou deixar de seguí-lo. Com ela você vê se está no caminho certo ou se precisa mudar o tema de seus tweets.

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